Questões de Concurso
Sobre conceitos filosóficos em filosofia
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Em uma turma que estuda a alegoria da caverna de Platão, alguns alunos passam a defender que só é possível conhecer verdadeiramente aquilo que os sentidos mostram. A partir dessa interpretação, a saída da caverna passa a parecer, para eles, um abandono do que é seguro e familiar.
Para que compreendam o sentido platônico do percurso do prisioneiro, o professor deve
Como já vimos, o gosto não se constrói, mas se constata. É algo que eu sinto subjetivamente, sem mediação conceitual. Por outro lado, podemos dizer que criamos, individual e culturalmente, disponibilidades para gostar. Nós constatamos o nosso gosto, mas fazemos com que ele possa acontecer de determinadas maneiras. Deve também ser dito que o gosto – o 'ter' o gosto, não apenas o gostar disto ou daquilo – é o solo a partir do qual criamos uma vontade de compartilhamento, de sair de si e ir ao encontro do outro. Este é o movimento que motiva e qualifica a discussão.
Nada disso existiria se o homem fosse um ser solitário.
OSÓRIO, Razões da crítica. Rio de Janeiro: Zahar, 2005, p. 46-48.
Considerando o problema estético do gosto, a partir da leitura do texto proposto, depreende-se que
Possuindo o texto como referência inicial, segundo Bentham, para uma pessoa considerada em si mesma, o valor de um prazer ou de uma dor, considerado em si mesmo, será maior ou menor, segundo circunstâncias que seguem:
Tendo o texto como referência inicial e considerando a obra Ética a Nicômaco, como Aristóteles caracteriza o melhor dos bens, (o bem supremo) e a ciência que o determina?
“O pensamento simbólico não é domínio exclusivo da criança, do poeta ou do desequilibrado: ele é consubstancial ao ser humano: precede a linguagem e a razão discursiva. O símbolo revela certos aspectos da realidade — os mais profundos — que desafiam qualquer outro meio de conhecimento. As imagens, os símbolos, os mitos, não são criações irresponsáveis da psiqué; eles respondem a uma necessidade e preenchem uma função: pôr a nu as mais secretas modalidades do ser. Por conseguinte o seu estudo permite-nos conhecer melhor o homem, ‘o homem sem mais’, aquele que ainda não transigiu com as condições da história.” (p. 13).
“Não se deve encarar este simbolismo do Centro com as suas implicações geométricas do espírito científico ocidental. Para cada um destes microcosmos podem existir vários ‘centros’. Como não tardaremos a ver, todas as civilizações orientais — Mesopotâmia, Índia, China, etc. — conhecem um número ilimitado de ‘Centros’. Melhor ainda: cada um destes ‘Centros’ é considerado e mesmo designado literalmente por ‘Centro do Mundo’. Como se trata de um espaço sagrado, que é dado por uma hierofania ou construído ritualmente, e não de um espaço profano, homogéneo, geométrico, a pluralidade dos ‘Centros da Terra’ no interior de uma só região habitada não oferece qualquer dificuldade. Estamos em presença de uma geografia sagrada e mítica, a única efetivamente real e não de uma geografia profana, ‘objetiva’, de certo modo abstrata e não essencial, construção teórica de um espaço e de um mundo que não se habita e que, portanto, não se conhece.” (p. 39).
“O que distingue o historiador das religiões de um historiador sem mais, é que ele lida com fatos que, se bem que históricos, revelam um comportamento que ultrapassa de longe os comportamentos históricos do ser humano. Se é verdade que o homem se encontra sempre ‘em situação’, esta situação nem por isso é sempre histórica, ou seja, condicionada unicamente pelo momento histórico contemporâneo. O homem integral conhece outras situações além da sua condição histórica; conhece, por exemplo, o estado onírico, ou de sonho acordado, ou de melancolia e de desprendimento, ou de beatitude estética, ou de evasão, etc. — e todos estes estados não são ‘históricos’, se bem que sejam também autênticos e tão importantes para a existência humana como a sua situação histórica.” (p. 32-33).
Considerando a defesa eliadiana da autonomia e da perenidade do simbolismo, bem como sua crítica ao historicismo redutor e ao positivismo, assinale a alternativa que apresenta uma inferência correta e coerente com o pensamento do autor.

“Embora os conceitos de moral e ética sejam conceitos filosóficos estudados distintamente, importa-nos reconhecer que, quando falamos em moralidade pública e ética, estamos nos referindo ao comportamento ________________________ do agente público” (Cartilha de Atendimento ao Cidadão, Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, 2024).
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.
"A perspectiva ___________, especialmente a partir das ideias de ___________, fundamenta predominantemente as discussões sobre corporeidade na Educação Física brasileira, tendo como precursores no campo autores como e .
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas:
Considerando a teoria da argumentação e os vícios de raciocínio, julgue o item que se segue.
No exemplo seguinte, identifica-se o vício de raciocínio denominado falácia do espantalho, uma vez que B refuta a primeira fala de A, ridicularizando o conhecimento de X.
A: "X afirmou na TV que esse surto de dor de cabeça pode estar se tornando uma epidemia."
B: "Não acredite nisso!"
A: "Por quê?" B: "Eu estudei com X e, na faculdade, X era uma pessoa fraca em infectologia."
A Pedagogia Social tem uma tarefa de conflito, mas indispensável pela frente: na sociedade de toda a identidade moral de cada um é formada numa comunidade de discussão e de negociação. O diálogo intersubjetivo é, em si mesmo, uma exigência ética na medida em que possibilita o frente-a-frente humano, lugar crítico por excelência, proporcionando o confronto de ideias, de atitudes e de valores.
Com base no excerto, é correto afirmar: