Questões de Concurso
Sobre conceitos filosóficos em filosofia
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“Conversei com dois servidores do setor de protocolo e ambos disseram que não gostam de mudanças. Portanto, os servidores desta instituição resistem a qualquer mudança.”
De acordo com a teoria da argumentação, analise o raciocínio apresentado, e indique a alternativa CORRETA.
https://www.todamateria.com.br/etica-e-moral/-adaptado.Acessado em 09/11/2025.
A ética e a moral são faces de um mesma moeda, pois auxiliam na convivência harmônica da sociedade. São consideradas diferenças básicas entre ética e moral:
Coluna I
I. Hábito
II. Meio-termo
III. Virtudes éticas
IV. Vida contemplativa
Coluna II
( ) Corresponde, para Aristóteles, à forma mais elevada de realização humana e ao grau máximo de eudaimonia.
( ) Princípio segundo o qual a excelência moral consiste em evitar os extremos de excesso e falta.
( ) Base formativa do caráter moral, pois “nos tornamos justos praticando atos justos”.
( ) Dizem respeito às paixões e às ações, exigindo educação do desejo pela razão.
A alternativa com a sequência CORRETA é:
Assinale a alternativa que contém a explicação CORRETA para rejeição do princípio da verificabilidade por Karl Popper.
Observe as relações abaixo.
Modéstia - coragem - inveja.
Vileza - temperança - condescendência.
Avareza - liberalidade - zombaria.
Insensibilidade - respeito próprio - orgulho.
Covardia- magnificência - temeridade.
Indiferença - gentileza - irascibilidade.
Malevolência - veracidade -libertinagem.
Tédio - agudeza de espírito- prodigalidade.
Grosseria - amizade - vulgaridade.
Descrédito próprio -justa indignação - vaidade.
A partir da análise das listas de palavras acima, que apresentam resumidamente a síntese das virtudes e dos vícios elencados por Aristóteles na obra Ética a Nicômaco, assinale a alternativa que apresenta corretamente a relação Vício por Falta – Virtude – Vício por Excesso.
À luz do arcabouço teórico do criticismo kantiano, as proposições a seguir revelam-se exatas, à EXCEÇÃO de:
Constituem críticas ao arcabouço ético de Hans Jonas as sentenças abaixo, com EXCEÇÃO de:
Assinale a alternativa CORRETA sobre as referidas questões:
Analíse as seguintes alternativas e, em seguida, assinale quais são teses de Arthur Danto:
I. Com o advento do modernismo, não há mais um estilo "correto" ou "avançado" a ser seguido. Vivemos numa era pós-histórica da arte.
II. A arte é filosofia tornada visível — não pelo que mostra aos olhos, mas pelo que provoca na mente.
III. Danto defende um relativismo absoluto. Para ele, não é preciso que o objeto seja interpretado à luz de uma teoria da arte e inserido no "mundo da arte", um sistema institucional e histórico que legitima a obra.
IV. Sua tese do "fim da arte" significa o fim de uma teleologia histórica, não o fim da produção artística. Ele celebra a pluralidade pós-histórica.
Particular relevância assume, neste contexto, o estatuto da contradição: seria ela um fenômeno ontológico ou meramente linguístico? Identifique a assertiva que DIVERGE da tese sustentada por Hegel.
CHAPMAN, R.; SILVERS, A.. Neurodivergent modes of thinking and the ethics of philosophical pedagogy. The Journal of Social Philosophy, v. 55, n. 2, p. 234–253, 2024.
Com base no texto e nos seus conhecimentos adquiridos ao longo de sua formação, é CORRETO afirmar que:
RÖTTGERS, Kurt. “Die Aporie der Mündigkeit im Philosophieunterricht”. In: Dialektik der Bildungsrationalität. Würzburg: Königshausen & Neumann, 2008, S. 156-161. Adaptação e trad. nossa.
Com base no texto acima e em seus conhecimentos, é CORRETO concluir que:
Todo inseto é invertebrado. Todo inseto é hexápode (tem seis patas) Logo, todo hexápode é invertebrado.
Mesmo sendo verdadeiras todas as proposições (as duas premissas e a conclusão) do silogismo acima, trata-se de uma inferência inválida. Tal acontece porque:
Quando um enunciado é feito, duas questões importantes podem ser imediatamente colocadas: De que maneira chegou a ser concebido? Que razões existem para aceitá-lo como verdadeiro? Trata-se de duas questões diferentes. Seria um grave erro confundi-las, e um erro pelo menos tão sério quanto esse é confundir as respostas. A primeira pergunta relaciona-se com a descoberta; as circunstâncias lembradas por ela formam o contexto da descoberta. A segunda relaciona-se com a justificação; assuntos que aqui se tornam relevantes cabem no contexto da justificação.
[...] Mas, então, para que serve a Lógica? A Lógica oferece-nos métodos de crítica para avaliação coerente das inferências. É nesse sentido, talvez, que a Lógica está qualificada para dizer-nos de que modo deveríamos pensar. Completada uma inferência, é possível transformá-la em argumento, e a Lógica pode ser utilizada a fim de determinar se o argumento é correto ou não. A Lógica não nos ensina como inferir: indica-nos, porém, que inferências podemos aceitar. Procede ilogicamente a pessoa que aceita inferências incorretas.
[...] A Lógica interessa-se pela justificação, não pela descoberta. A Lógica fornece métodos para a análise do discurso, e essa análise é indispensável para exprimir de modo inteligível o pensamento e para a boa compreensão daquilo que se comunica e se aprende.
SALMON, W. Lógica. Rio de Janeiro: Guanabara/Koogan, 1987, p.28-29.
Considerando o texto e os critérios de validade e correção de um argumento, assinale a alternativa CORRETA quanto à sua recusa ou aceitação.
Por sua fundamentação, meu método dialético não só difere do hegeliano, mas é também a sua antítese direta. Para Hegel, o processo de pensamento, que ele, sob o nome de ideia, transforma num sujeito autônomo, é o demiurgo do real, real que constitui apenas a sua manifestação externa. Para mim, pelo contrário, o ideal não é nada mais que o material, transposto e traduzido na cabeça do homem.
MARX, K. O Capital: crítica da economia política. São Paulo: Nova Cultural, 1988, p.26.
Também esta corrente [o marxismo] separou-se da filosofia hegeliana através da volta a posições materialistas. Isto é, decidindo-se a conceber o mundo real – a natureza e a história – como se apresenta a todo aquele que o aborda sem quimeras idealistas preconcebidas; [...] Esta corrente não se contentava simplesmente em por Hegel de lado; ao contrário, ligava-se a seu lado revolucionário, ao método dialético [...]. No entanto, sob sua forma hegeliana, esse método é inútil. Em Hegel, a dialética é o autodesenvolvimento do conceito. [...] Era essa inversão ideológica que se tratava de eliminar. Voltamos às posições materialistas e tornamos a ver nas ideias de nosso cérebro as imagens dos objetos reais, em vez de considerar estes objetos como imagens deste ou daquele momento do conceito absoluto. Com isso, a dialética ficava reduzida à ciência das leis gerais do movimento, tanto do mundo exterior como do pensamento humano [...].
ENGELS, F. Disponível em: https://www.inscricoes.fmb.unesp.br/upload/trabalhos/20171018155733.pdf. Acesso em: 29 jan. 2026.
Nos textos acima, primeiramente, o próprio Karl Marx (1818-1883), depois, Friedrich Engels (1820-1895) reconhecem a distinção entre o que é a dialética em Hegel e o que ela é em Marx. A respeito dessas duas dialéticas, assinale o item CORRETO:
Portanto, a Ética-discursiva desenvolvida por J. Habermas não possui um caráter normativo intrínseco, isto é, não estabelece os padrões de “certo ou errado” para o agir moral. Por ser de configuração e estruturação dialógica, a adequação do agir às normas se dá dentro de um esforço comunicacional de busca pelo consenso. Seu aspecto e pretensão de universalidade reside no procedimento.
FRAGA. M. l. A teoria ético-discursiva de Jürgen Habermas e o esforço para a atualização da possibilidade de universalização. Disponível em: https://esbocosfilosoficos.wordpress.com/2022/12/17/a-teoria-etico-discursiva-de-jurgen-habermas. Acesso em: 12 dez. 2025.
A respeito da ética discursiva de Jürgen Habermas, é VERDADE que:
“Os seres cuja existência depende [...] não da nossa vontade, mas da natureza, têm, no entanto, quando são seres privados da razão, apenas um valor relativo, o dos meios.”
KANT, I. Fundamentação da metafísica dos costumes. São Paulo: Abril Cultural, 1984, p. 294.
“Concebida para a felicidade humana, a submissão da natureza, na sob medida de seu sucesso [...] conduziu ao maior desafio já posto ao ser humano pela sua própria ação”.
JONAS, H. Apud DURANTE, D.; LEAL, A. Disponível em: https://revistas.ufpr.br>made>article>dowload.PDFarquivo. Acesso em: 31.jan.2026.
No contexto dos debates a respeito da relação entre o ser humano e a natureza, considere as posições de ambos os filósofos e analise os itens a seguir, avaliando a verdade ou falsidade de cada item.
I. Ambos os filósofos se posicionam na mesma perspectiva antropocêntrica na relação entre homem e natureza.
II. Hans Jonas é crítico da perspectiva antropocêntrica na relação do homem com a natureza, perspectiva esta defendida por Immanuel Kant.
III. Hans Jonas situa-se numa perspectiva que defende o valor intrínseco da natureza, contestando que esta tem o valor apenas relativo ao homem.
IV. Para Immanuel Kant, homem e natureza se incluem no mesmo status de moralidade.
A alternativa que corresponde à CORRETA análise dos itens, conforme a sua sequência é:
“Os seres cuja existência depende [...] não da nossa vontade, mas da natureza, têm, no entanto, quando são seres privados da razão, apenas um valor relativo, o dos meios.”
KANT, I. Fundamentação da metafísica dos costumes. São Paulo: Abril Cultural, 1984, p. 294.
“Concebida para a felicidade humana, a submissão da natureza, na sob medida de seu sucesso [...] conduziu ao maior desafio já posto ao ser humano pela sua própria ação”.
JONAS, H. Apud DURANTE, D.; LEAL, A. Disponível em: https://revistas.ufpr.br>made>article>dowload.PDFarquivo. Acesso em: 31.jan.2026.
Intervindo no relevante debate entre empiristas e racionalistas, o filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804) defende, a partir de um exercício crítico – ao qual chama tribunal da razão – sobre a natureza do conhecimento humano a perspectiva na qual:
São dois conceitos [especismo e utilitarismo preferencial, inserção nossa] importantes, mas diria que utilitarismo é o conceito-chave — fazer uso do utilitarismo preferencial ou do utilitarismo hedonista é outra questão. Surgirão diferenças em questões pontuais, mas a mais importante é pensar em certo e errado em termos das consequências do que fazemos, e essa é a característica do utilitarismo, não importando se você é um utilitarista hedonista ou utilitarista preferencial.
Disponível em: https://www.fronteiras.com/leia/exibir/peter-singer-filosofia-e-uma-maneira-de-viver. Acesso em: 30.jan. 2026.
No trecho citado, Peter Singer declara-se um utilitarista, ao tempo em que AFIRMA como sendo característico do utilitarismo: