Questões de Concurso
Sobre conceitos filosóficos em filosofia
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BRAGA, Eduardo Nobre. O fascismo para além da circunscrição ética. 2018. Dissertação (Mestrado em Filosofia) – Curso de Mestrado Acadêmico em Filosofia, Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, 2018., p. 34. (Adaptado).
Eduardo Braga apresenta uma alegoria da liberdade em seu texto, onde subjaz uma compreensão marxista da divisão do trabalho masculino e feminino. Lilith, a primeira mulher na Kabbalah judaica, que vinda do pó como Adão, não se submeteu ao domínio patriarcal e se rebelou, simboliza, nessa proposta narrativa, a liberdade. Com base nessa alegoria, assinale a afirmação verdadeira.
ABRAVANEL, Judá. Dialoghi d'amore. Roma: Gius. Laterza & Figli, 2008., p. 342. (Adaptado).
Abravanel reconstrói a concepção platônica de amor, juntando isso com o Ketuvim (Escritos) do Tanah (Bíblia Judaica). Isso posto, é correto dizer que
HUME, David. Investigações sobre o entendimento humano e sobre os princípios morais. Trad. José Oscar de Almeida Marques. São Paulo: Ed.UNESP, 2004., p. 55. (Adaptado).
Marcondes Falcão Maia, cantor, compositor e humorista cearense, conhecido nacionalmente como Falcão, costuma usar redundâncias e tautologias (A=A) em suas músicas, com fins cômicos. Os exemplos (i) “homem é homem, menino é menino” e (ii) “a minha mãe é a mulher do meu pai” são, respectivamente, juízos afirmativos dos tipos
AGOSTINHO. Comentário ao Gênesis. Trad. Agustinho Belmonte. São Paulo: Paulus, 2005., p. 349.
Considerando o texto de Agostinho, é correto afirmar que
“Rubras cascatas jorravam das costas
Dos negros pelas pontas das chibatas
Inundando o coração do pessoal do porão
Que a exemplo do marinheiro gritava não!”
Bosco, João; Blanc, Aldir. Almirante Negro (Censurada). 1974.
Nesse trecho da canção, identifica-se um princípio ético, a saber,
I.A Bioética valoriza a dignidade da pessoa humana e defende a autonomia como princípio ético fundamental nas decisões sobre a vida e a saúde.
II.O princípio da beneficência orienta a prática bioética, buscando promover o bem e evitar danos, reconhecendo a responsabilidade moral do pesquisador e do profissional de saúde.
III.A Bioética considera que o avanço científico é um bem em si mesmo e que as decisões morais devem subordinar-se à liberdade absoluta da pesquisa científica.
É correto o que se afirma em:
I.A indústria cultural transforma produtos artísticos em mercadorias padronizadas, destinadas ao consumo em massa e subordinadas à lógica do lucro.
II.A arte de massa, segundo Adorno e Horkheimer, conserva o potencial emancipador da arte autônoma, pois amplia o acesso do público à cultura e estimula a reflexão crítica.
III.A cultura industrializada contribui para a manutenção da ordem social ao reproduzir valores e comportamentos conformistas, limitando a capacidade de resistência e de pensamento autônomo dos indivíduos.
É correto o que se afirma em:
I.A expressão "banalidade do mal" indica que atos extremamente perversos podem ser cometidos por pessoas comuns, que apenas cumprem ordens sem refletir sobre suas consequências morais.
II.A ausência de pensamento crítico e a incapacidade de julgar eticamente as próprias ações são elementos centrais na compreensão da banalidade do mal.
III.Arendt defende que o mal é sempre produto de uma natureza demoníaca ou de uma intenção consciente de causar sofrimento.
É correto o que se afirma em:
I.Para Descartes, o ser humano é composto por duas substâncias distintas: mente e corpo.
II.Para Marx, o ser humano se realiza plenamente na vida contemplativa e afastada do trabalho material.
III.Para Sartre, o homem é um ser cuja existência precede a essência, sendo responsável por criar a si mesmo.
É correto o que se afirma em:
I.O racionalismo considera a razão como fonte principal e autônoma do conhecimento, independente da experiência sensível.
II.O empirismo sustenta que todo conhecimento deriva das experiências e percepções sensoriais.
III.O criticismo afirma que o conhecimento é impossível, sendo apenas opinião sem base racional.
É correto o que se afirma em:
I. A banalidade do mal, em Hannah Arendt, manifesta-se quando indivíduos deixam de refletir criticamente sobre suas ações, tornando-se cúmplices de sistemas opressivos e desumanizadores; em diálogo, Paulo Freire propõe a conscientização crítica como caminho para romper o ciclo de opressão e restituir a autonomia ética dos sujeitos.
II. Tanto Arendt quanto Freire compreendem o poder como instrumento essencialmente coercitivo, fundado na imposição da vontade de uns sobre outros, sendo inevitável que as relações sociais se sustentem por meio da violência e da dominação.
III. A reflexão arendtiana sobre o mal e a pedagogia freireana convergem na defesa da dignidade humana e da responsabilidade ética, mas divergem quanto ao papel do diálogo: enquanto Arendt o considera secundário, Freire o compreende como núcleo do processo de libertação e reconstrução social.
É correto o que se afirma em:
I. Para Santo Agostinho, a liberdade é a capacidade da vontade de escolher o bem; porém, o ser humano, ao afastar-se de Deus, torna-se escravo de suas paixões. A verdadeira liberdade só se realiza quando a vontade é iluminada pela graça divina.
II. Para Jean-Paul Sartre, a liberdade é uma condição ontológica do ser humano: "o homem está condenado a ser livre", ou seja, não há essência ou natureza pré-definida que determine suas ações, e cada indivíduo é responsável por suas escolhas.
III. Tanto em Santo Agostinho quanto em Sartre, a liberdade depende de uma força exterior que guia o homem: em Agostinho, essa força é a graça divina; em Sartre, é a influência social e cultural que condiciona as escolhas humanas.
É correto o que se afirma em:
I. Para Ailton Krenak, a beleza não se limita a um valor estético formal, mas expressa a experiência de comunhão com a Terra e a continuidade da vida, sendo indissociável de uma ética do pertencimento.
II. A ludicidade, nas culturas indígenas, manifesta-se como um modo de conhecer e manter o equilíbrio entre os seres, articulando dimensão simbólica, espiritual e ecológica.
III. Na tradição filosófica moderna, a estética foi progressivamente desvinculada de sua dimensão ética e ontológica, reduzindo a beleza à esfera da subjetividade e do gosto individual.
É correto o que se afirma em: