Questões de Concurso Sobre conceitos filosóficos em filosofia

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Q3877586 Filosofia
“– O certo, lhe falei, é que também sob muitos aspectos a cidade por nós fundada é a melhor possível, o que afirmo com vistas, principalmente, ao que dissemos a respeito da poesia.
– Que foi? perguntou.
– Não aceitar, de maneira alguma, quanto nela for imitação, o que se nos tornou mais do que manifesto, quero crer, depois que distinguimos as diferentes faculdades da alma” (Platão, 2000. p. 433).
Nesse sentido, é correto afirmar que o posicionamento filosófico contrário à poesia está relacionado à concepção platônica de que a
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Q3877585 Filosofia
“Suponhamos agora que o cubo e a esfera estão sobre uma mesa e que o homem recupera a vista. Perguntase, com a vista, antes de neles tocar, poderia ele distinguir e dizer qual é o globo e qual é o cubo? [...] Sou de opinião que o cego, à primeira vista, não poderia dizer, com certeza, somente ao vê-los, qual é o globo e qual é o cubo, ainda que pelo tacto pudesse designá-los sem equivocar-se, e com toda a segurança soubesse distingui-los pelas diferenças das formas tacteadas” (Locke, 2023, p. 173).

É correto afirmar que o problema filosófico enfrentado por John Locke, nesse trecho, diz respeito à
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Q3872706 Filosofia

Tomás de Aquino enfatizou a importância da realidade sensorial, ressaltando uma série de princípios considerados básicos, dentre os quais se destacam:



I. Princípio da não contradição – o ser é ou não é. Não existe nada que possa ser e não ser ao mesmo tempo e sob o mesmo ponto de vista.


II. Princípio da substância – na existência dos seres podemos distinguir a substância (a essência propriamente dita de uma coisa, sem a qual ela não seria aquilo que é) do acidente (a qualidade não essencial, acessória do ser).


III. Princípio da finalidade – todo ser contingente existe em função de uma finalidade, de uma “razão de ser”. Enfim, todo ser contingente possui uma causa final.



São corretas as afirmativas:

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Q3872348 Filosofia
Sobre Aureliano Agostinho (354-430) – Santo Agostinho, julgue as seguintes afirmativas:

I. Em sua obra, Agostinho argumenta em favor da supremacia do espírito sobre o corpo (a matéria).
II. A verdadeira liberdade, para Agostinho, estaria na harmonia das ações humanas com a vontade de Deus e seria obtida pelo caminho ascendente, que vai do mundo exterior dos sentidos ao mundo interior do espírito.
III. Segundo o filósofo, o ser humano que trilha a via do pecado só consegue retornar aos caminhos de Deus e da salvação mediante a combinação de seu esforço pessoal de vontade e a concessão, imprescindível, da graça divina.

São corretas as afirmativas:
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Q3864866 Filosofia
Na filosofia, o campo que se ocupa da reflexão sobre a moralidade humana recebe a denominação de
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Q3853034 Filosofia

Leia o texto a seguir e responda ao que se pede:


Ribeiro, em seu artigo intitulado “Inteligência Artificial, Ética e Tecnologia”, mostra--nos, baseando-se no filósofo canadense Andrew Feenberg “que, nas sociedades tradicionais, são os mitos e costumes que moldam a forma das pessoas pensarem. Já na sociedade moderna, a ênfase passou a recair sobre a utilidade dos costumes e das instituições, que aliada à crença na ciência e na tecnologia, formou a base do modelo de pensamento que propiciou o surgimento da sociedade industrial. Quase três séculos depois, o mundo se vê às voltas com os resultados do modelo de desenvolvimento tecnológico que adotou, ao lidar com questionamentos que ultrapassam a esfera do utilitarismo. A filosofia da tecnologia surge a partir da necessidade de obter respostas para os problemas que despontam em uma sociedade com base tecnológica, tais como o tipo de mundo e de vida que ela oferece, cujos padrões de conforto, segurança e satisfação de desejos podem se mostrar predatórios, além de se distribuírem de forma notavelmente desigual entre seus membros, criando um paradoxo que desafia a viabilidade do próprio mundo que criou. A filosofia da tecnologia busca integrar a autoconsciência dessa sociedade, ao promover a reflexão sobre pontos normalmente considerados fora de questão, abrindo espaço para o pensamento crítico sobre a tecnologia e oferecendo opções para um desenvolvimento sustentável e socialmente mais justo.”


Ribeiro, Martha Vieira. Inteligência Artificial, Ética e Tecnologia: a contribuição da filosofia da tecnologia para a discussão da ética em IA. Revista de estudantes de Filosofia da Universidade de Brasília. Disponível em: https://periodicos.unb.br/index.php/polemos/article/ view/56920/42398. Acesso em: 19 out. 2025.


Considerando as ideias do texto, assinale a alternativa que expressa adequadamente a relação proposta pela autora entre o desenvolvimento tecnológico e as práticas sociais e éticas contemporâneas. 


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Q3836799 Filosofia
Johan Huizinga, em "Homo Ludens", define o jogo como um elemento cultural fundamental. Assinale a alternativa que explica corretamente o conceito de "Círculo Mágico" proposto pelo autor.
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Q3825526 Filosofia
Texto 5A2-I

        “A filosofia é uma ciência com a qual e sem a qual o mundo permanece tal e qual”. Essa afirmação, muito conhecida e divulgada, tem um sentido muito preciso: a filosofia não serve para coisa alguma. Essa imagem da filosofia encontra-se presente entre os alunos do ensino médio, marcados pelo modelo instrumental de educação e pela figura dos exames vestibulares como fim último da existência escolar. Curiosamente, porém, eles também costumam considerar a filosofia como um conjunto de opiniões e valores pessoais, que orientam a conduta, o julgamento e o pensamento de alguém, variando de indivíduo para indivíduo — cada um tem “a sua filosofia”. Como quebrar essas imagens? Ou melhor, como fazer com que os alunos percebam que essas imagens não são absurdas, mas que seu sentido não é exatamente aquele com que se acostumaram? Talvez o ponto de partida mais interessante seja fazer uma abordagem filosófica dessas imagens, mas sem avisar aos alunos de que estão entrando no universo da filosofia. Nesse sentido, o primeiro momento de iniciação à filosofia seria perguntar: o que é o útil? Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão às ideias dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se for útil compreender criticamente nosso presente [...] então podemos dizer que a filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes.

Marilena Chauí. A filosofia no ensino médio. In: Marilena Chauí. Em defesa da educação pública,
gratuita e democrática. São Paulo: Autêntica Editora, 2018, p. 558-568 (com adaptações). 
O texto 5A2-1 afirma que a filosofia é útil porque ajuda a abandonar ingenuidades e preconceitos do senso comum. No ensino de filosofia, isso significa que o professor deve
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Q3825521 Filosofia
Acerca do uso pedagógico de obras de arte no ensino médio, assinale a opção que apresenta a assertiva alinhada às perspectivas de Heidegger e Gadamer sobre arte e sentido. 
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Q3825520 Filosofia
        Considerando a perspectiva crítica de Benjamin, Adorno e Horkheimer sobre arte e capitalismo, um professor decidiu analisar com a turma uma música amplamente difundida pela indústria cultural, discutindo sua estrutura repetitiva, seu apelo comercial e a forma como é consumida pelos jovens.
Assinale a opção que apresenta o objetivo filosófico da referida atividade. 
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Q3825518 Filosofia
Imagem associada para resolução da questão Edvard Munch. O grito. Internet:<www.commons.wikimedia.org>
         Durante uma aula, um professor mostra uma imagem da obra O grito (exibida acima), de Edvard Munch, e pede aos alunos que discutam como a arte pode afirmar a vida e expressar vitalidade. Assinale a opção que apresenta o teórico cuja perspectiva filosófica se aplica adequadamente à ideia de afirmação da vida expressa pela pintura.
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Q3825517 Filosofia
Vênus de Milo. Internet:<www.commons.wikimedia.org>

         As tradições filosóficas oferecem diferentes caminhos interpretativos para as obras de arte: em Hegel, a arte expressa o absoluto e revela a historicidade das ideias; em Nietzsche, ela afirma a vida e as potências criadoras; Benjamin, Adorno e Horkheimer permitem compreender a relação entre arte, capitalismo e indústria cultural.

        Tendo isso como premissa, considere a seguinte situação hipotética: um professor propõe que os alunos analisem uma imagem da escultura Vênus de Milo — uma célebre obra da antiguidade grega, ilustrada na figura acima —, discutindo como forma e conteúdo expressam ideias universais e culturais.
Nessa situação, a atividade em questão está adequadamente alinhada com a filosofia e a experiência estética de(a)
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Q3825516 Filosofia
        O técnico, representado no sentido mais amplo e segundo suas múltiplas manifestações, é considerado como o plano que o ser humano projeta; este plano finalmente o força a decidir entre tornar-se escravo de seu plano ou permanecer senhor dele.

         Pela representação da totalidade do universo técnico, reduz-se tudo ao ser humano e chega-se, quando muito, a reivindicar uma ética para o universo da técnica. Cativos dessa representação, confirmamo-nos na convicção de que a técnica é apenas um negócio do ser humano. Passa-se por alto o apelo do ser, que fala na essência da técnica.

        Distanciemo-nos, afinal, do hábito de representar o elemento técnico apenas tecnicamente, isto é, a partir do ser humano e de suas máquinas. Ouçamos o apelo cujo alvo em nossa época não é apenas o ser humano, mas tudo o que é, natureza e história, sob o ponto de vista de seu ser.

Martin Heidegger. O princípio da identidade. In: Martin Heidegger.
Conferências e escritos filosóficos. Coleção Os Pensadores, v. 45.
São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 381-382 (com adaptações). 
Com base no excerto apresentado, assinale a opção correta.
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Q3825515 Filosofia
        Digo que um animal, uma espécie, um indivíduo está corrompido quando perde seus instintos, quando escolhe, prefere o que lhe é desvantajoso. Uma história dos “sentimentos superiores”, dos “ideais da humanidade” — e é possível que eu tenha de escrevê-la — também seria quase a explicação de por que o homem se acha tão corrompido.

         A vida mesma é, para mim, instinto de crescimento, de duração, de acumulação de forças, de poder: onde falta a vontade de poder, há declínio. Meu argumento é que a todos os supremos valores da humanidade falta essa vontade — que valores de declínio, valores niilistas preponderam sob os nomes mais sagrados.

Friedrich Nietzsche. O anticristo. Paulo César de Souza (Trad.). São Paulo: Cia. das Letras, 2007, p. 6.
Considerando o trecho precedente e o lugar que ele ocupa na filosofia moral nietzschiana, assinale a opção correta.
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Q3825514 Filosofia
        Em seu célebre diálogo Górgias, Platão atribui a Sócrates a seguinte declaração:
         “Pelo menos eu não quereria nem um nem outro, mas se fosse necessário ou cometer injustiça ou sofrê-la, preferiria sofrer a cometer injustiça. Cometer injustiça é pior que sofrê-la.”
Considerando a declaração atribuída a Sócrates no diálogo Górgias, de Platão, assinale a opção correta acerca do pensamento platônico sobre a justiça e a injustiça.
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Q3825513 Filosofia
O poema é belo, ou seja, o leitor não quer que ele seja diferente.
Simone Weil. Espera de Deus. Karin Andrea de Guise (Trad.). Petrópolis: Vozes, 2019, p. 114.
Com base no trecho apresentado, da filósofa Simone Weil, assinale a opção correta.
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Q3825511 Filosofia
Assinale a opção correta em relação à compreensão filosófica de Francis Bacon e René Descartes, expoentes de duas das principais correntes da filosofia moderna europeia.
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Q3825510 Filosofia
        Esclarecimento (aufklärung) é a saída do ser humano de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de fazer uso do próprio entendimento sem a direção de outrem. O ser humano é o próprio culpado dessa menoridade se a causa dela não se encontra na falta de entendimento, mas na falta de decisão e coragem de servir-se de si mesmo sem a direção de outrem. Sapere aude! Tenha coragem de fazer uso de seu próprio entendimento! Esse é o lema do esclarecimento.

         A preguiça e a covardia são as causas pelas quais uma parte tão grande dos seres humanos, depois que a natureza os libertou há muito de uma direção alheia, no entanto, continuem de bom grado menores durante toda a vida. São também as causas que explicam por que é tão fácil que outros se tornem tutores deles. É tão cômodo ser menor.

Immanuel Kant. Resposta à pergunta: o que é esclarecimento? Floriano de Sousa Fernandes (Trad.). In:
Immanuel Kant. Textos seletos. Petrópolis: Vozes, 1985, p. 100 (com adaptações).
A partir do trecho apresentado, assinale a opção correta.
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Q3817067 Filosofia
O critério de demarcação que distingue uma teoria científica de uma pseudocientífica não é a sua confirmabilidade, mas sim a possibilidade lógica de a teoria ser contestada ou refutada pela experiência, princípio denominado: 
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Q4196959 Filosofia

Leia o trecho do diálogo platônico A República.


    – Fica sabendo que o que transmite a verdade aos objetos cognoscíveis e dá ao sujeito que conhece esse poder, é a ideia do bem. Entende que é ela a causa do saber e da verdade, na medida em que esta é conhecida, mas, sendo ambos assim belos, o saber e a verdade, terás razão em pensar que há algo de mais belo ainda do que eles. E, tal como se pode pensar corretamente que neste mundo a luz e a vista são semelhantes ao Sol, mas já não é certo tomá-las pelo Sol, da mesma maneira, no outro, é correto considerar a ciência e a verdade, ambas elas, semelhantes ao bem, mas não está certo tomá-las, a um ou a outra, pelo bem, mas sim formar um conceito ainda mais elevado do que seja o bem.


(Platão. A República, 2010)



Em A República, a chamada “analogia do Sol” sobre a natureza do bem é utilizada por Platão como

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Respostas
201: B
202: A
203: D
204: D
205: B
206: B
207: C
208: D
209: E
210: E
211: D
212: A
213: B
214: B
215: A
216: C
217: D
218: D
219: C
220: E