Questões de Concurso Sobre a política em filosofia

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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709030 Filosofia
O ensino de filosofia deve valorizar seus pensadores e problemas clássicos, mas não pode ignorar a realidade dos estudantes de hoje. Mais do que repetir teorias, é preciso criar pontes entre os saberes e as vivências dos jovens. Isso exige que o professor dialogue com temas atuais e use métodos que incentivem a reflexão crítica, sem perder de vista a formação cognitiva dos educandos. Assim, a Filosofia deixa de parecer algo distante e passa a ajudar na formação de um pensamento mais livre e autônomo.
Uma professora, ao realizar uma avaliação, cita a seguinte passagem do livro Dispositivo de racialidade: a construção do outro como não ser como fundamento de ser, de Sueli Carneiro: “Os teóricos políticos são majoritariamente brancos que não veem que seu privilégio racial é político e, portanto, uma forma de dominação”. Espera-se, portanto, que a atividade avaliativa promova o(a)
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709027 Filosofia
TEXTO 1


O totalitarismo neoliberal

O totalitarismo neoliberal pratica, como dissemos, uma outra forma de imperialismo e, não tendo o Estado nacional como enclave territorial do capital, não precisa de nacionalismos extremados. Sua grande novidade está em definir todas as esferas sociais e políticas não apenas como organizações, mas como um tipo determinado de organização que percorre a sociedade de ponta a ponta e de cima a baixo: a empresa – a escola é uma empresa, o hospital é uma empresa, o centro cultural é uma empresa. Eis por que o Estado é concebido como empresa, sendo por isso espelho da sociedade, e não o contrário, como nos antigos totalitarismos. Vai além: encobre o desemprego estrutural por meio da chamada uberização do trabalho e por isso define o indivíduo não como membro de uma classe social, mas como um empreendimento, uma empresa individual ou “capital humano”, ou como empresário de si mesmo, destinado à competição mortal em todas as organizações, dominado pelo princípio universal da concorrência disfarçada sob o nome de meritocracia (é o que chamo de neocalvinismo). O salário não é visto como tal, e sim como renda individual, e a educação é considerada um investimento para que a criança e o jovem aprendam a desempenhar comportamentos competitivos. Dessa maneira, desde o nascimento até a entrada no mercado de trabalho, o indivíduo é treinado para ser um investimento bem-sucedido e a interiorizar a culpa quando não vence a competição, desencadeando ódios, ressentimentos e violências de todo tipo, particularmente contra imigrantes, migrantes, negros, índios, idosos, mendigos, sofredores mentais, LGBTQ+, destroçando a percepção de si como membro ou parte de uma classe social, destruindo formas de solidariedade e desencadeando práticas de extermínio.

CHAUÍ, M. Anacronismo e Irrupción, n. 18, maio-out. 2020.


TEXTO 2

Após a exposição dos conceitos de meritocracia, capital humano e empreendedor de si, um professor de filosofia apresentou os seguintes dados para os estudantes da 3ª série do Ensino Médio:

• Desigualdade na ocupação de cargos gerenciais: em 2019, os homens ocupavam 62,6% dos cargos gerenciais no Brasil, enquanto as mulheres representavam apenas 37,4%.

• Diferença salarial por gênero: em 2019, os homens recebiam, em média, R$ 3 946,00, enquanto as mulheres ganhavam R$ 2 680,00, resultando em uma diferença salarial de 47,24%.

• Empreendedorismo por raça e gênero: entre os 28,6 milhões de empreendedores existentes no Brasil, 9,8 milhões são homens negros e 8,7 milhões são brancos; 5 milhões são mulheres brancas e 4,7 milhões são negras; além disso, 39% das mulheres brancas têm o Ensino Superior completo, enquanto 45% dos homens negros têm apenas o Ensino Fundamental ou menos.

O perfil do empreendedorismo por raça/cor e gênero no Brasil.

Disponível em: www.sebrae.com.br.

Acesso em: 24 maio 2025.
Para que os estudantes sejam provocados a realizar uma análise crítica e coerente dos dados, o questionamento que contribui para problematizar essas informações é:
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709026 Filosofia
TEXTO 1


O totalitarismo neoliberal

O totalitarismo neoliberal pratica, como dissemos, uma outra forma de imperialismo e, não tendo o Estado nacional como enclave territorial do capital, não precisa de nacionalismos extremados. Sua grande novidade está em definir todas as esferas sociais e políticas não apenas como organizações, mas como um tipo determinado de organização que percorre a sociedade de ponta a ponta e de cima a baixo: a empresa – a escola é uma empresa, o hospital é uma empresa, o centro cultural é uma empresa. Eis por que o Estado é concebido como empresa, sendo por isso espelho da sociedade, e não o contrário, como nos antigos totalitarismos. Vai além: encobre o desemprego estrutural por meio da chamada uberização do trabalho e por isso define o indivíduo não como membro de uma classe social, mas como um empreendimento, uma empresa individual ou “capital humano”, ou como empresário de si mesmo, destinado à competição mortal em todas as organizações, dominado pelo princípio universal da concorrência disfarçada sob o nome de meritocracia (é o que chamo de neocalvinismo). O salário não é visto como tal, e sim como renda individual, e a educação é considerada um investimento para que a criança e o jovem aprendam a desempenhar comportamentos competitivos. Dessa maneira, desde o nascimento até a entrada no mercado de trabalho, o indivíduo é treinado para ser um investimento bem-sucedido e a interiorizar a culpa quando não vence a competição, desencadeando ódios, ressentimentos e violências de todo tipo, particularmente contra imigrantes, migrantes, negros, índios, idosos, mendigos, sofredores mentais, LGBTQ+, destroçando a percepção de si como membro ou parte de uma classe social, destruindo formas de solidariedade e desencadeando práticas de extermínio.

CHAUÍ, M. Anacronismo e Irrupción, n. 18, maio-out. 2020.


TEXTO 2

Após a exposição dos conceitos de meritocracia, capital humano e empreendedor de si, um professor de filosofia apresentou os seguintes dados para os estudantes da 3ª série do Ensino Médio:

• Desigualdade na ocupação de cargos gerenciais: em 2019, os homens ocupavam 62,6% dos cargos gerenciais no Brasil, enquanto as mulheres representavam apenas 37,4%.

• Diferença salarial por gênero: em 2019, os homens recebiam, em média, R$ 3 946,00, enquanto as mulheres ganhavam R$ 2 680,00, resultando em uma diferença salarial de 47,24%.

• Empreendedorismo por raça e gênero: entre os 28,6 milhões de empreendedores existentes no Brasil, 9,8 milhões são homens negros e 8,7 milhões são brancos; 5 milhões são mulheres brancas e 4,7 milhões são negras; além disso, 39% das mulheres brancas têm o Ensino Superior completo, enquanto 45% dos homens negros têm apenas o Ensino Fundamental ou menos.

O perfil do empreendedorismo por raça/cor e gênero no Brasil.

Disponível em: www.sebrae.com.br.

Acesso em: 24 maio 2025.
Ao desenvolver um itinerário formativo de aprofundamento (IFA), um professor de filosofia aborda temas como empreendedorismo e empreendedor de si, associando-os ao mundo do trabalho, de forma crítica. Ao recorrer a Marilena Chauí, ele adota a leitura de textos, debates e vídeos como recursos didáticos. Nesse sentido, para a avaliação processual o professor deve
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709020 Filosofia
No ano 2000, irrequieto com a descoberta de que havia muitos endereços eletrônicos em seu nome, Umberto Eco comentou que “o princípio da desconfiança deveria estar implícito para qualquer um que tenha experimentado um chat”, advertindo que “não basta apenas desconfiar de mensagens cuja procedência exata desconhecemos, mas também das mensagens de nossos correspondentes habituais, pois um vírus poderia ter nos enviado a mensagem fatal em nome deles”. E assevera: “um jornal que publicasse, por definição, apenas notícias falsas, não mereceria ser comprado (a não ser com intenção cômica)”, porque “jornais têm um pacto implícito de veracidade, que não pode ser violado salvo dissolução de qualquer contrato social”. Por fim, o autor questiona: “o que acontecerá se o principal instrumento da comunicação do novo milênio não for capaz de instaurar e controlar a observância deste pacto?”
ECO, U. Pape Satàn aleppe: crônicas de uma sociedade
líquida. Rio de Janeiro: Record, 2017 (adaptado).

Um professor de filosofia, com base nas citações de Umberto Eco, elabora um plano de aula no qual pretende conduzir seus estudantes ao questionamento acerca da veracidade das informações que são repassadas nas redes sociais. Pensando na temática, no objeto e no objetivo da sua proposta, qual recurso didático é adequado para compor esse plano de aula?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709012 Filosofia
TEXTO 1

A razão é que uma relativa intensificação das forças produtivas já não representa eo ipso um potencial excedente e com consequências emancipadoras, em virtude do qual entrem em colapso as legitimações de uma ordem de dominação vigente. Pois agora, a primeira força produtiva, a saber, o progresso técnico-científico submetido a controle, tornou-se o fundamento da legitimação. Esta nova forma de legitimação perdeu, sem dúvida, a velha forma de ideologia. A consciência tecnocrática é, por um lado, “menos ideológica” do que todas as ideologias precedentes; pois não tem o poder opaco de uma ofuscação que apenas sugere falsamente a realização dos interesses. Por outro lado, a ideologia de fundo, um tanto vítrea, hoje dominante, que faz da ciência um feitiço, e mais irresistível e de maior alcance do que as ideologias de tipo antigo, já que com a dissimulação das questões não só justifica o interesse parcial de dominação de uma determinada classe e reprime a necessidade parcial de emancipação por parte de outra classe, mas também afeta o interesse emancipador como tal do gênero humano.

HABERMAS, J. Técnica e ciência como ideologia.

Lisboa: Edições 70, 1968 (adaptado).


TEXTO 2 Há centenas de narrativas de povos que estão vivos, contam histórias, cantam, viajam, conversam e nos ensinam mais do que aprendemos nessa humanidade. Nós não somos as únicas pessoas interessantes no mundo, somos parte do todo. Isso talvez tire um pouco da vaidade dessa humanidade que nós pensamos ser, além de diminuir a falta de reverência que temos o tempo todo com as outras companhias que fazem essa viagem cósmica com a gente.

KRENAK, A. Ideias para adiar o fim do mundo.

São Paulo: Cia. das Letras, 2019
Um professor de filosofia precisa elaborar um plano de aula para estudantes do Ensino Fundamental na modalidade da Educação de Jovens e Adultos (EJA), cujo tema envolva as implicações éticas entre ideologia e conhecimento científico. Para isso, utiliza esse excerto de Habermas. Qual habilidade está de acordo com a fundamentação teórica adotada no plano de aula?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709009 Filosofia
As relações interpessoais, as relações intersubjetivas e as relações grupais aparecem com a função de ocultar ou de dissimular as relações sociais enquanto sociais e as relações políticas enquanto políticas, uma vez que a marca das relações sociais e políticas é serem determinadas pelas instituições sociais e políticas, ou seja, são relações mediatas, diferentemente das relações pessoais, que são imediatas, isto é, definidas pelo relacionamento direto entre pessoas, e por isso mesmo nelas os sentimentos, as emoções, as preferências e os gostos têm papel decisivo.
CHAUÍ, M. Simulacro e poder: uma análise da mídia.
São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2006.

Um professor que pretende abordar criticamente o conteúdo desse texto em sala de aula escolhe a seguinte metodologia didático-pedagógica:
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709008 Filosofia
TEXTO 1

E por que, não obstante, constitui a guerra um problema? Porque ela não é somente o homicídio institucionalizado; mais exatamente porque o homicídio do inimigo coincide com o sacrifício do indivíduo à sobrevivência física de seu próprio Estado. É com efeito nesse ponto que a guerra propõe aquilo que eu chamaria o problema de uma “ética da angústia”. Se a guerra só me pusesse em face de um problema: matarei o inimigo ou não o matarei? – só o medo e a idolatria de um Estado divinizado explicariam minha submissão ao Estado maléfico, e esses dois motivos me condenariam totalmente; meu dever estrito seria ser objetante de consciência. Mas a guerra também me propõe uma outra questão: deverei arriscar minha vida para que meu Estado sobreviva? A guerra é essa situação-limite, essa situação absurda, que faz coincidir o homicídio com o sacrifício. Promover a guerra é, para o indivíduo, ao mesmo tempo matar o próximo, o cidadão de outro Estado, e pôr sua vida em jogo para que o Estado respectivo continue a existir.
RICOEUR, P. História e verdade.
Rio de Janeiro: Forense, 1968.

TEXTO 2
O Estado somos nós, ele não é nada mais do que o representante e promotor da rousseauniana vontade geral, e cabe ao conjunto da sociedade fazer com que o Estado promova e implemente a educação pública que queremos.
GALLO, S. A escola pública numa perspectiva
anarquista. Verve, n. 1, 2002 (adaptado).

O Texto 1 remete ao conflito entre interesses individuais e interesses públicos em uma situação de guerra. Esse conflito, porém, pode ser constatado em situações menos dramáticas que a guerra, como a tensão entre o comportamento dos estudantes e as regras da escola, como apontado no Texto 2. Com base na angústia mencionada com a situação de guerra abordada no Texto 1, do ponto de vista institucional, como se interpreta o Texto 2 numa situação conflituosa no ambiente escolar?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3708994 Filosofia
Os feeds, seja o feed algorítmico de vídeos do TikTok ou o feed de notícias do Facebook, evoluíram para um tipo de corrida armamentista onde o objetivo é o engajamento de usuários. Afinal, por causa dessa competição, os aplicativos exigem altos volumes de conteúdo que eles tentam customizar para desejos individuais. A atenção voluntária é associada à vontade, e é empregada para nos ajudar a alcançar nossos objetivos. Os feeds das redes sociais são pensados para distrair o usuário a ponto de frustrar sua vontade de fazer algo diferente ou ser produtivo. Sempre existe mais um vídeo fofinho de gato ou outra história política pensada para provocar revolta. Esses aplicativos estão aprendendo a como frustrar sua força de vontade, e cada vez que você clica no botão de “curtir” ou no ícone de coração, você está lhes ensinando como. As linhas do tempo se tornam irresistíveis, uma vez que exploram o vício comportamental, e metáforas digitais efetivas podem ser um componente crucial de tal engenharia comportamental. Parece que não são pessoas que carecem de força de vontade, mas que existem mil pessoas do outro lado da tela cujo trabalho é minar a autorregulação que você tem.

CHOWN, E.; NASCIMENTO, F. Tecnologias digitais que interferem no pensar e viver. São Paulo: Ideias & Letras, 2024 (adaptado).
Ao refletir criticamente sobre a condição da realidade contemporânea, apresentada no texto, compreende-se um aspecto da ideia de poder expresso na seguinte sentença:
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Q3679970 Filosofia
Analise as afirmativas abaixo sobre os traços da invenção da política greco-romana para romper com o poder despótico.

1. Separaram o poder privado do público e impediram a identificação do poder político com a pessoa do governante.
2. Criaram um duplo poder moderador confiado aos sumos sacerdotes e aos cidadãos reconhecidos como sábios.
3. Separaram a autoridade militar do poder civil, subordinando a primeira ao segundo.
4. Separaram a autoridade mágico-religiosa do poder temporal laico impedindo a divinização dos governantes.
5. Criaram a ideia e a prática da lei como expressão de uma vontade coletiva e pública, definidora de direitos e deveres para todos os cidadãos.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
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Q3675274 Filosofia
“Para Marx, os regimes baseados na propriedade privada dos meios sociais de produção – sobretudo o capitalismo – tendem a transformar o homem num mero meio para a produção da riqueza particular (simbolizada pelo dinheiro). Em lugar do produto ser criado livremente pelo produtor, é o produtor que fica subordinado às exigências do produto, às exigências do mercado capitalista onde o produto vai ser vendido”. Levando em consideração o trecho acima, em que Leandro Konder (1999) explica o conceito de alienação na concepção marxiana, analise as assertivas abaixo sobre a alienação do trabalho:
I. Afeta a classe trabalhadora.
II. Afeta os capitalistas.
III. Afeta o terceiro Estado.
IV. Não afeta quaisquer classes sociais.
Quais estão corretas? 
Alternativas
Q3675273 Filosofia
Em resposta a um artigo de Bruno Bauer, Karl Marx escreve “Sobre a questão judaica”. Nesse texto, Marx reflete sobre a função social desempenhada pelas religiões. De acordo com o pensamento marxiano, é correto afirmar que a religião: 
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Q3675270 Filosofia
No livro “Estado, governo e sociedade: para uma teoria geral da política”, Norberto Bobbio apresenta a assim chamada tipologia dos três poderes, que é uma tripartição assentada no critério do meio, isto é, “[...] que se refere ao meio de que se serve o detentor do poder para obter os efeitos desejados”. Os três poderes sociais, na tipologia apresentada por Bobbio, são: 
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Q3675269 Filosofia
Georg Wilhelm Friedrich Hegel introduz o conceito de sociedade civil na filosofia política. Após essa inovação conceitual, muitos pensadores deram interpretações diferentes à ideia de sociedade civil que se distanciam da concepção hegeliana. Independentemente dessas interpretações, Hegel entendia a sociedade civil como: 
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Q3675268 Filosofia
Ao apontar os elementos constitutivos do Estado, Noberto Bobbio segue uma definição solidamente estabelecida por juristas e pensadores dedicados à filosofia política e à filosofia do direito. Esses três elementos tradicionalmente arrolados como constitutivos de um Estado são: 
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Q3675267 Filosofia
Maquiavel inova em relação à tipologia das formas de governo utilizada pelos filósofos da Antiguidade. À tripartição aristotélica quanto à quantidade daqueles que exercem o poder na pólis (um, poucos, todos), Maquiavel contraporá uma forma bipartite de analisar os Estados, que podem ser: 
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Q3675266 Filosofia
Para Aristóteles, ao considerarmos a forma boa e a forma ruim de governo que lhe corresponde, há degenerações de formas de governo menos graves do que outras, isto é, ainda que uma forma de governo seja ruim face à sua forma boa, pode haver outra para qual a degeneração seja mais grave. Tendo em vista essas diferenças, a forma menos grave de degeneração de uma forma de governo face à sua boa forma é: 
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Q3675265 Filosofia
Aristóteles, assim como Platão, também apresentou uma sequência de formas de governo. Demonstrando uma concepção de história diferente daquela propalada na Modernidade, o pensamento político aristotélico aponta um grande ciclo de formas de governo, que apresenta a seguinte ordem hierárquica, da melhor forma para a pior forma: 
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Q3675264 Filosofia
Platão olhava com admiração para a forma de organização política de Esparta, embora fosse crítico ao fato de essa cidade honrar mais os guerreiros do que os sábios. A forma de governo espartana era, para Platão, a mais próxima da república ideal e caracterizava-se por ser uma: 
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Q3675263 Filosofia
Norberto Bobbio lembra que “[...] Platão identifica as peculiaridades morais – isto é, os vícios e as virtudes – das respectivas classes de dirigentes”. No pensamento platônico, isso é importante porque correlaciona o tipo de indivíduo à sua forma de governar, de modo que suas características pessoais afetam o ambiente social como um todo. Sobre o tema, analise o trecho abaixo:
“[...] é severo com os criados, mas não deixa de ter consciência deles, como quem recebeu uma educação perfeita; é brando para com os homens livres, submetendo-se inteiramente à autoridade; desejoso do comando, amante das honrarias, aspira a comandar não pela virtude das suas palavras, ou por outra qualidade qualquer do mesmo gênero, mas sim pela sua atividade bélica, pelo talento militar; terá igualmente a paixão da ginástica e da caça” (549a).
O tipo de governante a que o trecho se refere é o: 
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Q3673370 Filosofia
A Pólis não é apenas a Cidade-Estado no sentido geográfico e demográfico, mas é a unidade espiritual de formação do cidadão, enquanto indivíduo moral não separado do todo, do cosmos que ela é, de modo que a vida pública é vida ética e a escolha do modo de vida é a manifestação das virtudes que orientam essa vida. A ética dos antigos gregos busca relacionar de maneira inseparável a condução da vida pública com os princípios morais que a orientam e, para tal, em relação a essa vivência integrada, na boa disposição entre as coisas necessárias e as coisas passageiras, o indivíduo moral é o mesmo que o indivíduo político e desenvolve no contexto da sua práxis a
Alternativas
Respostas
101: C
102: D
103: B
104: D
105: C
106: B
107: B
108: A
109: D
110: E
111: A
112: C
113: B
114: E
115: A
116: C
117: A
118: B
119: A
120: D