Questões de Concurso Sobre a política em filosofia

Foram encontradas 728 questões

Q3751725 Filosofia
Hannah Arendt cunhou a expressão “banalidade do mal” ao analisar o julgamento de Adolf Eichmann, nazista responsável pela logística do Holocausto. O que ela quis destacar com essa formulação? 
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Q3737976 Filosofia
Na comédia de Aristófanes “As mulheres no Parlamento” (Ekklesiazousai) é apresentada uma inversão dos papéis que tradicionalmente são ocupados na Ágora e na Pólis ateniense. A protagonista Praxágora além de conduzir outras mulheres, mesmo que disfarçadas, ao parlamento as prepara e, como detentora da techné retórica, apresenta na Pnyx argumentos que convencem os homens a aceitar que o comando da pólis deveria ser repassado para as mulheres. “A elas, meus senhores, confiemos-lhes a cidade, sem mais discussão, sem sequer tentarmos saber o que elas vão fazer. Deixemo-las governar à vontade” (Ecc. 214- 232). Acerca da política e do papel da mulher na sociedade ateniense do período clássico pode-se afirmar que:


I. A atividade feminina restringia-se, nesta época, praticamente, ao campo doméstico, pois à mulher não era dado direitos políticos nem jurídicos, e a sua participação no cotidiano citadino era muito limitada.


II. O papel de Praxágora na comédia tem uma relação direta com a figura comum na sociedade ateniense, a saber, os sofistas. A protagonista, como os Sofistas, transmitia a techné retórica às outras mulheres nos ginásios.


III. A educação feminina era centrada no cuidado dos afazeres domésticos e a uma formação moral. A imagem feminina presente em diversas obras literárias também revelam um cuidado com os deveres religiosos.


IV. No modelo estabelecido na República de Platão, há uma crítica ao papel que era exercido pelas mulheres na sociedade ateniense e em relação às tarefas que elas eram capazes de fazer.


Avalie as afirmações e assinale a alternativa correta:

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Q3737974 Filosofia
Acerca da educação na República de Platão, podemos analisar que “Ora, como em todo “grande érgon”, o começo é vital, porque é nesse momento, sobretudo quando se é jovem e tenro, que é possível a modelagem a partir de um týpos que se imprime no ser da modelagem. Por isso não podemos permitir que as crianças emprestem os seus ouvidos à escuta de qualquer mythos produzido ao acaso, plasmando em sua alma opiniões diversas daquelas que quando crescerem deverão possuir, se pensarmos na composição do “encômio da dikaiosýne”. Daí a necessidade de vigiar os “fazedores de mythoi”, pois, modelar as almas das crianças através dos mythoi exige muito mais cuidados do que modelar corpos com as mãos” (AUGUSTO, M. G. M. A arte de narrar ou as relações perigosas entre a Philosophía e a Tékhne. Princípios: revista de filosofia - (UFRN: Natal. v. 11, n. 15-16, p. 07-28, 2010, p. 19.). 


Sobre o livro 3 da República de Platão, pode-se afirmar que o trecho acima trata da educação de qual tipo de cidadão da Pólis:


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Q3737970 Filosofia
No desenvolvimento da teoria política do período do Iluminismo, a natureza humana será considerada a base dos direitos e liberdades do indivíduo e o ponto de partida para a construção de uma nova ordem social em oposição ao mundo feudal. Surge no cenário o que foi chamado de Contratualismo, a teoria que pressupõe um Contrato Social entre os indivíduos e o estado para que a sociedade possa existir. Avalie as afirmações sobre as características do contratualismo e seus principais autores e classifique-as em Verdadeiro (V) ou Falso (F).


I. Para Thomas Hobbes, diante da suspensão da obrigação do cumprimento das determinações sociais, dada a natureza humana, naturalmente agressiva e belicosa, estaria instaurada a guerra de todos contra todos.


II. Para John Locke, que preconizava a liberdade e a propriedade privada, a liberdade que o homem busca no estado de natureza é a total falta de impedimento para a ação.


III. Em Rousseau, o poder soberano é necessário para permitir a coexistência dos homens, do contrário, se exterminariam uns aos outros.


IV. Rousseau mostra em suas obras a necessidade de reformar os costumes, a educação e as instituições políticas antes que o homem seja totalmente corrompido.


Marque a alternativa que representa a sequência correta:


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Q3737969 Filosofia
“Para compreender a concepção política de Maquiavel, é preciso situá-la em seu contexto histórico. Se, na Renascença, a Itália conhece um formidável crescimento cultural e econômico, por outro lado, ela se fragiliza do ponto de vista político e militar. (...) Diante de uma Itália despedaçada, Maquiavel pretende pensar a possibilidade da fundação de um estado único e forte. Toda sua filosofia gira em torno desse projeto político”. Grissault, K. Autores chave da Filosofia e seus textos incontornáveis Petrópolis: Vozes, 2012.

A partir dos conhecimentos sobre a obra de Maquiavel expressa no livro O príncipe, avalie as questões que seguem e marque a alternativa correta:

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Q3737960 Filosofia
"Hoje, a referência à ameaça ´totalitarista´ sustenta um tipo de Denkverbot (proibição ao pensamento) tácito, algo semelhante ao Berufsverbot (proibição de ser empregado por qualquer instituição estatal) do fim da década de 1960 na Alemanha - se o sujeito demostra uma inclinação mínima para se envolver em projetos políticos que visam desafiar seriamente a ordem existente, a resposta imediata é. ´por mais benévolo que seja, isso vai levar necessariamente a um gulag!' " (ZIZEK, Slavoj. Alguém disse totalitarismo? Cinco intervenções no (mau) uso de uma noção. Tradução de Rogério Bettoni. São Paulo: Boitempo, 2013. p. 08). 

A categoria totalitarismo, citada acima e criticada por Zizek em sua obra, se conecta a que aspecto da filosofia política contemporânea? 

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Q3737959 Filosofia
"Em sua essência, a obra de arte sempre foi reprodutível. O que os homens faziam sempre podia ser imitado por outros homens. Essa imitação era praticada por discípulos, em seus exercícios, pelos mestres, para a difusão de obras e finalmente por terceiros, meramente interessados no lucro" (BENJAMIN, Walter. Obras Escolhidas: Mágia e técnica, arte e política. Tradução de Sérgio Paulo Rouanet. São Paulo: Brasiliense, 1996. p. 166). 

A partir dessa perspectiva da reprodutibilidade da obra de arte, Walter Benjamin desenvolveu sua noção de "reprodutibilidade técnica". Sobre essa noção é correto afirmar:
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Ano: 2025 Banca: IDECAN Órgão: IF-PA Prova: IDECAN - 2025 - IF-PA - Professor - Filosofia |
Q3723350 Filosofia
Em relação à Indústria Cultural e suas principais características, analise o trecho a seguir:

A Indústria Cultural legitima os interesses das classes dominantes, perpetuando as desigualdades sociais e reforçando a ideologia capitalista.

O trecho refere-se à:
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Ano: 2025 Banca: IDECAN Órgão: IF-PA Prova: IDECAN - 2025 - IF-PA - Professor - Filosofia |
Q3723349 Filosofia
Observe o quadro a seguir:

- Foi um filósofo contratualista;
- A ideia de contrato social parte do pressuposto de que há um estado de natureza;
- O estado de natureza é um estado hipotético em que não há nenhum tipo de intervenção moral, política ou social;
- O fim do estado de natureza se dá com a formação de um contrato ou pacto social;
- Baseia-se no pressuposto de que o estado de natureza humana é bom e a formação do pacto social (tal como foi estabelecido até então) o corrompe.

O quadro caracteriza o seguinte filósofo Moderno:
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Ano: 2025 Banca: IDECAN Órgão: IF-PA Prova: IDECAN - 2025 - IF-PA - Professor - Filosofia |
Q3723342 Filosofia
Em relação aos conceitos de Estado e Soberania, leia o trecho:

Estado encontra-se personificado na figura do soberano. Sua principal função é garantir o perfeito funcionamento da sociedade, evitando a qualquer custo uma guerra de todos contra todos. O homem deve renunciar de seu poder individual e cedê-lo para um único soberano. Esse soberano, com posse do poder de todos os homens, funcionaria como agente de manutenção de ordem da sociedade.

No que tange aos conceitos de Estado e Soberania, o trecho acima pode ser relacionado ao seguinte filósofo:
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709034 Filosofia
É rigorosamente necessário separar da moral os princípios de toda religião particular, e não admitir na instrução pública o ensino de qualquer culto religioso. Cada um deles deve ser ensinado nos templos, por seus ministros. Os pais, qualquer que seja sua crença, qualquer que seja sua opinião sobre a necessidade de tal ou qual religião, poderão então, sem repugnância, enviar seus filhos aos estabelecimentos nacionais, e o poder público não terá usurpado os direitos de consciência sob pretexto de esclarecê-la e de conduzi-la.
CONDORCET. Cinco memórias sobre a instrução pública. São Paulo: Unesp, 2008.

Em uma aula de filosofia no Ensino Médio, uma professora explica as relações entre escola, Estado e sociedade. Na perspectiva do Iluminismo francês, compreende-se que
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709030 Filosofia
O ensino de filosofia deve valorizar seus pensadores e problemas clássicos, mas não pode ignorar a realidade dos estudantes de hoje. Mais do que repetir teorias, é preciso criar pontes entre os saberes e as vivências dos jovens. Isso exige que o professor dialogue com temas atuais e use métodos que incentivem a reflexão crítica, sem perder de vista a formação cognitiva dos educandos. Assim, a Filosofia deixa de parecer algo distante e passa a ajudar na formação de um pensamento mais livre e autônomo.
Uma professora, ao realizar uma avaliação, cita a seguinte passagem do livro Dispositivo de racialidade: a construção do outro como não ser como fundamento de ser, de Sueli Carneiro: “Os teóricos políticos são majoritariamente brancos que não veem que seu privilégio racial é político e, portanto, uma forma de dominação”. Espera-se, portanto, que a atividade avaliativa promova o(a)
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709027 Filosofia
TEXTO 1


O totalitarismo neoliberal

O totalitarismo neoliberal pratica, como dissemos, uma outra forma de imperialismo e, não tendo o Estado nacional como enclave territorial do capital, não precisa de nacionalismos extremados. Sua grande novidade está em definir todas as esferas sociais e políticas não apenas como organizações, mas como um tipo determinado de organização que percorre a sociedade de ponta a ponta e de cima a baixo: a empresa – a escola é uma empresa, o hospital é uma empresa, o centro cultural é uma empresa. Eis por que o Estado é concebido como empresa, sendo por isso espelho da sociedade, e não o contrário, como nos antigos totalitarismos. Vai além: encobre o desemprego estrutural por meio da chamada uberização do trabalho e por isso define o indivíduo não como membro de uma classe social, mas como um empreendimento, uma empresa individual ou “capital humano”, ou como empresário de si mesmo, destinado à competição mortal em todas as organizações, dominado pelo princípio universal da concorrência disfarçada sob o nome de meritocracia (é o que chamo de neocalvinismo). O salário não é visto como tal, e sim como renda individual, e a educação é considerada um investimento para que a criança e o jovem aprendam a desempenhar comportamentos competitivos. Dessa maneira, desde o nascimento até a entrada no mercado de trabalho, o indivíduo é treinado para ser um investimento bem-sucedido e a interiorizar a culpa quando não vence a competição, desencadeando ódios, ressentimentos e violências de todo tipo, particularmente contra imigrantes, migrantes, negros, índios, idosos, mendigos, sofredores mentais, LGBTQ+, destroçando a percepção de si como membro ou parte de uma classe social, destruindo formas de solidariedade e desencadeando práticas de extermínio.

CHAUÍ, M. Anacronismo e Irrupción, n. 18, maio-out. 2020.


TEXTO 2

Após a exposição dos conceitos de meritocracia, capital humano e empreendedor de si, um professor de filosofia apresentou os seguintes dados para os estudantes da 3ª série do Ensino Médio:

• Desigualdade na ocupação de cargos gerenciais: em 2019, os homens ocupavam 62,6% dos cargos gerenciais no Brasil, enquanto as mulheres representavam apenas 37,4%.

• Diferença salarial por gênero: em 2019, os homens recebiam, em média, R$ 3 946,00, enquanto as mulheres ganhavam R$ 2 680,00, resultando em uma diferença salarial de 47,24%.

• Empreendedorismo por raça e gênero: entre os 28,6 milhões de empreendedores existentes no Brasil, 9,8 milhões são homens negros e 8,7 milhões são brancos; 5 milhões são mulheres brancas e 4,7 milhões são negras; além disso, 39% das mulheres brancas têm o Ensino Superior completo, enquanto 45% dos homens negros têm apenas o Ensino Fundamental ou menos.

O perfil do empreendedorismo por raça/cor e gênero no Brasil.

Disponível em: www.sebrae.com.br.

Acesso em: 24 maio 2025.
Para que os estudantes sejam provocados a realizar uma análise crítica e coerente dos dados, o questionamento que contribui para problematizar essas informações é:
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709026 Filosofia
TEXTO 1


O totalitarismo neoliberal

O totalitarismo neoliberal pratica, como dissemos, uma outra forma de imperialismo e, não tendo o Estado nacional como enclave territorial do capital, não precisa de nacionalismos extremados. Sua grande novidade está em definir todas as esferas sociais e políticas não apenas como organizações, mas como um tipo determinado de organização que percorre a sociedade de ponta a ponta e de cima a baixo: a empresa – a escola é uma empresa, o hospital é uma empresa, o centro cultural é uma empresa. Eis por que o Estado é concebido como empresa, sendo por isso espelho da sociedade, e não o contrário, como nos antigos totalitarismos. Vai além: encobre o desemprego estrutural por meio da chamada uberização do trabalho e por isso define o indivíduo não como membro de uma classe social, mas como um empreendimento, uma empresa individual ou “capital humano”, ou como empresário de si mesmo, destinado à competição mortal em todas as organizações, dominado pelo princípio universal da concorrência disfarçada sob o nome de meritocracia (é o que chamo de neocalvinismo). O salário não é visto como tal, e sim como renda individual, e a educação é considerada um investimento para que a criança e o jovem aprendam a desempenhar comportamentos competitivos. Dessa maneira, desde o nascimento até a entrada no mercado de trabalho, o indivíduo é treinado para ser um investimento bem-sucedido e a interiorizar a culpa quando não vence a competição, desencadeando ódios, ressentimentos e violências de todo tipo, particularmente contra imigrantes, migrantes, negros, índios, idosos, mendigos, sofredores mentais, LGBTQ+, destroçando a percepção de si como membro ou parte de uma classe social, destruindo formas de solidariedade e desencadeando práticas de extermínio.

CHAUÍ, M. Anacronismo e Irrupción, n. 18, maio-out. 2020.


TEXTO 2

Após a exposição dos conceitos de meritocracia, capital humano e empreendedor de si, um professor de filosofia apresentou os seguintes dados para os estudantes da 3ª série do Ensino Médio:

• Desigualdade na ocupação de cargos gerenciais: em 2019, os homens ocupavam 62,6% dos cargos gerenciais no Brasil, enquanto as mulheres representavam apenas 37,4%.

• Diferença salarial por gênero: em 2019, os homens recebiam, em média, R$ 3 946,00, enquanto as mulheres ganhavam R$ 2 680,00, resultando em uma diferença salarial de 47,24%.

• Empreendedorismo por raça e gênero: entre os 28,6 milhões de empreendedores existentes no Brasil, 9,8 milhões são homens negros e 8,7 milhões são brancos; 5 milhões são mulheres brancas e 4,7 milhões são negras; além disso, 39% das mulheres brancas têm o Ensino Superior completo, enquanto 45% dos homens negros têm apenas o Ensino Fundamental ou menos.

O perfil do empreendedorismo por raça/cor e gênero no Brasil.

Disponível em: www.sebrae.com.br.

Acesso em: 24 maio 2025.
Ao desenvolver um itinerário formativo de aprofundamento (IFA), um professor de filosofia aborda temas como empreendedorismo e empreendedor de si, associando-os ao mundo do trabalho, de forma crítica. Ao recorrer a Marilena Chauí, ele adota a leitura de textos, debates e vídeos como recursos didáticos. Nesse sentido, para a avaliação processual o professor deve
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709020 Filosofia
No ano 2000, irrequieto com a descoberta de que havia muitos endereços eletrônicos em seu nome, Umberto Eco comentou que “o princípio da desconfiança deveria estar implícito para qualquer um que tenha experimentado um chat”, advertindo que “não basta apenas desconfiar de mensagens cuja procedência exata desconhecemos, mas também das mensagens de nossos correspondentes habituais, pois um vírus poderia ter nos enviado a mensagem fatal em nome deles”. E assevera: “um jornal que publicasse, por definição, apenas notícias falsas, não mereceria ser comprado (a não ser com intenção cômica)”, porque “jornais têm um pacto implícito de veracidade, que não pode ser violado salvo dissolução de qualquer contrato social”. Por fim, o autor questiona: “o que acontecerá se o principal instrumento da comunicação do novo milênio não for capaz de instaurar e controlar a observância deste pacto?”
ECO, U. Pape Satàn aleppe: crônicas de uma sociedade
líquida. Rio de Janeiro: Record, 2017 (adaptado).

Um professor de filosofia, com base nas citações de Umberto Eco, elabora um plano de aula no qual pretende conduzir seus estudantes ao questionamento acerca da veracidade das informações que são repassadas nas redes sociais. Pensando na temática, no objeto e no objetivo da sua proposta, qual recurso didático é adequado para compor esse plano de aula?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709012 Filosofia
TEXTO 1

A razão é que uma relativa intensificação das forças produtivas já não representa eo ipso um potencial excedente e com consequências emancipadoras, em virtude do qual entrem em colapso as legitimações de uma ordem de dominação vigente. Pois agora, a primeira força produtiva, a saber, o progresso técnico-científico submetido a controle, tornou-se o fundamento da legitimação. Esta nova forma de legitimação perdeu, sem dúvida, a velha forma de ideologia. A consciência tecnocrática é, por um lado, “menos ideológica” do que todas as ideologias precedentes; pois não tem o poder opaco de uma ofuscação que apenas sugere falsamente a realização dos interesses. Por outro lado, a ideologia de fundo, um tanto vítrea, hoje dominante, que faz da ciência um feitiço, e mais irresistível e de maior alcance do que as ideologias de tipo antigo, já que com a dissimulação das questões não só justifica o interesse parcial de dominação de uma determinada classe e reprime a necessidade parcial de emancipação por parte de outra classe, mas também afeta o interesse emancipador como tal do gênero humano.

HABERMAS, J. Técnica e ciência como ideologia.

Lisboa: Edições 70, 1968 (adaptado).


TEXTO 2 Há centenas de narrativas de povos que estão vivos, contam histórias, cantam, viajam, conversam e nos ensinam mais do que aprendemos nessa humanidade. Nós não somos as únicas pessoas interessantes no mundo, somos parte do todo. Isso talvez tire um pouco da vaidade dessa humanidade que nós pensamos ser, além de diminuir a falta de reverência que temos o tempo todo com as outras companhias que fazem essa viagem cósmica com a gente.

KRENAK, A. Ideias para adiar o fim do mundo.

São Paulo: Cia. das Letras, 2019
Um professor de filosofia precisa elaborar um plano de aula para estudantes do Ensino Fundamental na modalidade da Educação de Jovens e Adultos (EJA), cujo tema envolva as implicações éticas entre ideologia e conhecimento científico. Para isso, utiliza esse excerto de Habermas. Qual habilidade está de acordo com a fundamentação teórica adotada no plano de aula?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709009 Filosofia
As relações interpessoais, as relações intersubjetivas e as relações grupais aparecem com a função de ocultar ou de dissimular as relações sociais enquanto sociais e as relações políticas enquanto políticas, uma vez que a marca das relações sociais e políticas é serem determinadas pelas instituições sociais e políticas, ou seja, são relações mediatas, diferentemente das relações pessoais, que são imediatas, isto é, definidas pelo relacionamento direto entre pessoas, e por isso mesmo nelas os sentimentos, as emoções, as preferências e os gostos têm papel decisivo.
CHAUÍ, M. Simulacro e poder: uma análise da mídia.
São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2006.

Um professor que pretende abordar criticamente o conteúdo desse texto em sala de aula escolhe a seguinte metodologia didático-pedagógica:
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709008 Filosofia
TEXTO 1

E por que, não obstante, constitui a guerra um problema? Porque ela não é somente o homicídio institucionalizado; mais exatamente porque o homicídio do inimigo coincide com o sacrifício do indivíduo à sobrevivência física de seu próprio Estado. É com efeito nesse ponto que a guerra propõe aquilo que eu chamaria o problema de uma “ética da angústia”. Se a guerra só me pusesse em face de um problema: matarei o inimigo ou não o matarei? – só o medo e a idolatria de um Estado divinizado explicariam minha submissão ao Estado maléfico, e esses dois motivos me condenariam totalmente; meu dever estrito seria ser objetante de consciência. Mas a guerra também me propõe uma outra questão: deverei arriscar minha vida para que meu Estado sobreviva? A guerra é essa situação-limite, essa situação absurda, que faz coincidir o homicídio com o sacrifício. Promover a guerra é, para o indivíduo, ao mesmo tempo matar o próximo, o cidadão de outro Estado, e pôr sua vida em jogo para que o Estado respectivo continue a existir.
RICOEUR, P. História e verdade.
Rio de Janeiro: Forense, 1968.

TEXTO 2
O Estado somos nós, ele não é nada mais do que o representante e promotor da rousseauniana vontade geral, e cabe ao conjunto da sociedade fazer com que o Estado promova e implemente a educação pública que queremos.
GALLO, S. A escola pública numa perspectiva
anarquista. Verve, n. 1, 2002 (adaptado).

O Texto 1 remete ao conflito entre interesses individuais e interesses públicos em uma situação de guerra. Esse conflito, porém, pode ser constatado em situações menos dramáticas que a guerra, como a tensão entre o comportamento dos estudantes e as regras da escola, como apontado no Texto 2. Com base na angústia mencionada com a situação de guerra abordada no Texto 1, do ponto de vista institucional, como se interpreta o Texto 2 numa situação conflituosa no ambiente escolar?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3708994 Filosofia
Os feeds, seja o feed algorítmico de vídeos do TikTok ou o feed de notícias do Facebook, evoluíram para um tipo de corrida armamentista onde o objetivo é o engajamento de usuários. Afinal, por causa dessa competição, os aplicativos exigem altos volumes de conteúdo que eles tentam customizar para desejos individuais. A atenção voluntária é associada à vontade, e é empregada para nos ajudar a alcançar nossos objetivos. Os feeds das redes sociais são pensados para distrair o usuário a ponto de frustrar sua vontade de fazer algo diferente ou ser produtivo. Sempre existe mais um vídeo fofinho de gato ou outra história política pensada para provocar revolta. Esses aplicativos estão aprendendo a como frustrar sua força de vontade, e cada vez que você clica no botão de “curtir” ou no ícone de coração, você está lhes ensinando como. As linhas do tempo se tornam irresistíveis, uma vez que exploram o vício comportamental, e metáforas digitais efetivas podem ser um componente crucial de tal engenharia comportamental. Parece que não são pessoas que carecem de força de vontade, mas que existem mil pessoas do outro lado da tela cujo trabalho é minar a autorregulação que você tem.

CHOWN, E.; NASCIMENTO, F. Tecnologias digitais que interferem no pensar e viver. São Paulo: Ideias & Letras, 2024 (adaptado).
Ao refletir criticamente sobre a condição da realidade contemporânea, apresentada no texto, compreende-se um aspecto da ideia de poder expresso na seguinte sentença:
Alternativas
Q3700097 Filosofia
Assinale a alternativa que corresponde à questão educacional na concepção do filósofo da Grécia Antiga, Platão. 
Alternativas
Respostas
141: B
142: D
143: E
144: E
145: B
146: C
147: A
148: C
149: E
150: D
151: B
152: C
153: D
154: B
155: D
156: C
157: B
158: B
159: A
160: C