Questões de Concurso
Sobre a política em filosofia
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I. A atividade feminina restringia-se, nesta época, praticamente, ao campo doméstico, pois à mulher não era dado direitos políticos nem jurídicos, e a sua participação no cotidiano citadino era muito limitada.
II. O papel de Praxágora na comédia tem uma relação direta com a figura comum na sociedade ateniense, a saber, os sofistas. A protagonista, como os Sofistas, transmitia a techné retórica às outras mulheres nos ginásios.
III. A educação feminina era centrada no cuidado dos afazeres domésticos e a uma formação moral. A imagem feminina presente em diversas obras literárias também revelam um cuidado com os deveres religiosos.
IV. No modelo estabelecido na República de Platão, há uma crítica ao papel que era exercido pelas mulheres na sociedade ateniense e em relação às tarefas que elas eram capazes de fazer.
Avalie as afirmações e assinale a alternativa correta:
Sobre o livro 3 da República de Platão, pode-se afirmar que o trecho acima trata da educação de qual tipo de cidadão da Pólis:
I. Para Thomas Hobbes, diante da suspensão da obrigação do cumprimento das determinações sociais, dada a natureza humana, naturalmente agressiva e belicosa, estaria instaurada a guerra de todos contra todos.
II. Para John Locke, que preconizava a liberdade e a propriedade privada, a liberdade que o homem busca no estado de natureza é a total falta de impedimento para a ação.
III. Em Rousseau, o poder soberano é necessário para permitir a coexistência dos homens, do contrário, se exterminariam uns aos outros.
IV. Rousseau mostra em suas obras a necessidade de reformar os costumes, a educação e as instituições políticas antes que o homem seja totalmente corrompido.
Marque a alternativa que representa a sequência correta:
A partir dos conhecimentos sobre a obra de Maquiavel expressa no livro O príncipe, avalie as questões que seguem e marque a alternativa correta:
A categoria totalitarismo, citada acima e criticada por Zizek em sua obra, se conecta a que aspecto da filosofia política contemporânea?
A partir dessa perspectiva da reprodutibilidade da obra de arte, Walter Benjamin desenvolveu sua noção de "reprodutibilidade técnica". Sobre essa noção é correto afirmar:
A Indústria Cultural legitima os interesses das classes dominantes, perpetuando as desigualdades sociais e reforçando a ideologia capitalista.
O trecho refere-se à:
- Foi um filósofo contratualista;
- A ideia de contrato social parte do pressuposto de que há um estado de natureza;
- O estado de natureza é um estado hipotético em que não há nenhum tipo de intervenção moral, política ou social;
- O fim do estado de natureza se dá com a formação de um contrato ou pacto social;
- Baseia-se no pressuposto de que o estado de natureza humana é bom e a formação do pacto social (tal como foi estabelecido até então) o corrompe.
O quadro caracteriza o seguinte filósofo Moderno:
Estado encontra-se personificado na figura do soberano. Sua principal função é garantir o perfeito funcionamento da sociedade, evitando a qualquer custo uma guerra de todos contra todos. O homem deve renunciar de seu poder individual e cedê-lo para um único soberano. Esse soberano, com posse do poder de todos os homens, funcionaria como agente de manutenção de ordem da sociedade.
No que tange aos conceitos de Estado e Soberania, o trecho acima pode ser relacionado ao seguinte filósofo:
CONDORCET. Cinco memórias sobre a instrução pública. São Paulo: Unesp, 2008.
Em uma aula de filosofia no Ensino Médio, uma professora explica as relações entre escola, Estado e sociedade. Na perspectiva do Iluminismo francês, compreende-se que
Uma professora, ao realizar uma avaliação, cita a seguinte passagem do livro Dispositivo de racialidade: a construção do outro como não ser como fundamento de ser, de Sueli Carneiro: “Os teóricos políticos são majoritariamente brancos que não veem que seu privilégio racial é político e, portanto, uma forma de dominação”. Espera-se, portanto, que a atividade avaliativa promova o(a)
ECO, U. Pape Satàn aleppe: crônicas de uma sociedade
líquida. Rio de Janeiro: Record, 2017 (adaptado).
Um professor de filosofia, com base nas citações de Umberto Eco, elabora um plano de aula no qual pretende conduzir seus estudantes ao questionamento acerca da veracidade das informações que são repassadas nas redes sociais. Pensando na temática, no objeto e no objetivo da sua proposta, qual recurso didático é adequado para compor esse plano de aula?
CHAUÍ, M. Simulacro e poder: uma análise da mídia.
São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2006.
Um professor que pretende abordar criticamente o conteúdo desse texto em sala de aula escolhe a seguinte metodologia didático-pedagógica:
E por que, não obstante, constitui a guerra um problema? Porque ela não é somente o homicídio institucionalizado; mais exatamente porque o homicídio do inimigo coincide com o sacrifício do indivíduo à sobrevivência física de seu próprio Estado. É com efeito nesse ponto que a guerra propõe aquilo que eu chamaria o problema de uma “ética da angústia”. Se a guerra só me pusesse em face de um problema: matarei o inimigo ou não o matarei? – só o medo e a idolatria de um Estado divinizado explicariam minha submissão ao Estado maléfico, e esses dois motivos me condenariam totalmente; meu dever estrito seria ser objetante de consciência. Mas a guerra também me propõe uma outra questão: deverei arriscar minha vida para que meu Estado sobreviva? A guerra é essa situação-limite, essa situação absurda, que faz coincidir o homicídio com o sacrifício. Promover a guerra é, para o indivíduo, ao mesmo tempo matar o próximo, o cidadão de outro Estado, e pôr sua vida em jogo para que o Estado respectivo continue a existir.
RICOEUR, P. História e verdade.
Rio de Janeiro: Forense, 1968.
TEXTO 2
O Estado somos nós, ele não é nada mais do que o representante e promotor da rousseauniana vontade geral, e cabe ao conjunto da sociedade fazer com que o Estado promova e implemente a educação pública que queremos.
GALLO, S. A escola pública numa perspectiva
anarquista. Verve, n. 1, 2002 (adaptado).
O Texto 1 remete ao conflito entre interesses individuais e interesses públicos em uma situação de guerra. Esse conflito, porém, pode ser constatado em situações menos dramáticas que a guerra, como a tensão entre o comportamento dos estudantes e as regras da escola, como apontado no Texto 2. Com base na angústia mencionada com a situação de guerra abordada no Texto 1, do ponto de vista institucional, como se interpreta o Texto 2 numa situação conflituosa no ambiente escolar?