Questões de Concurso
Sobre a política em filosofia
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HAN, Byung-Chul. Infocracia: digitalização e a crise da democracia. Petrópolis: Editora Vozes, 2022.
No que diz respeito ao regime de informação, assinale a afirmação verdadeira.
MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto Comunista. Trad. Manifesto Álvaro Pina e Ivana Jinkings. São Paulo: Boitempo, 2010., p. 42s (Adaptado).
A compreensão da produção intelectual é parte considerável da teoria marxista da reprodução social, sendo inalienável da reflexão da Teoria Crítica. A produção artística, nesse sentido, não passa despercebida. Diante disso, é correto afirmar que
BRAGA, Eduardo Nobre. O fascismo para além da circunscrição ética. 2018. Dissertação (Mestrado em Filosofia) – Curso de Mestrado Acadêmico em Filosofia, Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, 2018., p. 34. (Adaptado).
Eduardo Braga apresenta uma alegoria da liberdade em seu texto, onde subjaz uma compreensão marxista da divisão do trabalho masculino e feminino. Lilith, a primeira mulher na Kabbalah judaica, que vinda do pó como Adão, não se submeteu ao domínio patriarcal e se rebelou, simboliza, nessa proposta narrativa, a liberdade. Com base nessa alegoria, assinale a afirmação verdadeira.
HOBBES, Thomas. Behemoth. In: Thomas Hobbes. The english work of Thomas Hobbes. Vol. VI. London: John Bohn, 1840., p. 166s. (Adaptado).
Sobre a relação da vontade pública e a retórica do patriotismo e do uso de Deus no discurso político, é correto afirmar que
LUXEMBURGO, Rosa. A acumulação do capital. Trad. Luiz Alberto Moniz Bandeira. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2021., p. 367s. (Adaptado).
Sobre a perspectiva de Rosa Luxemburgo (1871-1919), é correto dizer que
Eu não estou interessado em nenhuma teoria
Nem nessas coisas do Oriente, romances astrais
A minha alucinação é suportar o dia a dia
E meu delírio é a experiência com coisas reais
Um preto, um pobre, um estudante, uma mulher sozinha
Blue jeans e motocicletas, pessoas cinzas normais
Garotas dentro da noite, revólver, cheira a cachorro
Os humilhados do parque com os seus jornais
Mas eu não estou interessado em nenhuma teoria
Em nenhuma fantasia, nem no algo mais
Longe, o profeta do terror que a Laranja Mecânica anuncia
Amar e mudar as coisas me interessa mais
BELCHIOR. Alucinação, álbum Alucinação. Rio de Janeiro: PolyGram, 1976.
Essas três quadras da canção Alucinação apresentam uma compreensão “micrológica”, ou seja, uma metafísica que parte das coisas pequenas, ordinárias e cotidianas. Trata-se de um entendimento materialista que se desenvolve dentro da Teoria Crítica. Com base nisso, é correto afirmar que
NUSSBAUM, Martha. Fronteiras da justiça: deficiência, nacionalidade, pertencimento à espécie. Trad. Susana de Castro. São Paulo: Martins Fontes, 2013, p.112.
Na sua crítica ao modelo contratualista de tratar a relação das nações, Martha Nussbaum propõe uma teoria capaz de
I. A banalidade do mal, em Hannah Arendt, manifesta-se quando indivíduos deixam de refletir criticamente sobre suas ações, tornando-se cúmplices de sistemas opressivos e desumanizadores; em diálogo, Paulo Freire propõe a conscientização crítica como caminho para romper o ciclo de opressão e restituir a autonomia ética dos sujeitos.
II. Tanto Arendt quanto Freire compreendem o poder como instrumento essencialmente coercitivo, fundado na imposição da vontade de uns sobre outros, sendo inevitável que as relações sociais se sustentem por meio da violência e da dominação.
III. A reflexão arendtiana sobre o mal e a pedagogia freireana convergem na defesa da dignidade humana e da responsabilidade ética, mas divergem quanto ao papel do diálogo: enquanto Arendt o considera secundário, Freire o compreende como núcleo do processo de libertação e reconstrução social.
É correto o que se afirma em:
I. Platão foi defensor de uma concepção idealista e acreditava que o aspecto material do mundo seria um tipo de fruto imperfeito das idéias universais, as quais existem por si mesmas.
II. Aristóteles já mencionava que o homem era um ser que, necessariamente, nasce раra estar vivendo em conjunto, isto é, em sociedade.
III. Platão foi o autor do livro Política, no qual estudou os diferentes sistemas de governo.
Está CORRETO o que se afirma em:
Com base nessa formulação, o que caracteriza o conceito de necropolítica?
A Indústria Cultural legitima os interesses das classes dominantes, perpetuando as desigualdades sociais e reforçando a ideologia capitalista.
O trecho refere-se à:
- Foi um filósofo contratualista;
- A ideia de contrato social parte do pressuposto de que há um estado de natureza;
- O estado de natureza é um estado hipotético em que não há nenhum tipo de intervenção moral, política ou social;
- O fim do estado de natureza se dá com a formação de um contrato ou pacto social;
- Baseia-se no pressuposto de que o estado de natureza humana é bom e a formação do pacto social (tal como foi estabelecido até então) o corrompe.
O quadro caracteriza o seguinte filósofo Moderno:
Estado encontra-se personificado na figura do soberano. Sua principal função é garantir o perfeito funcionamento da sociedade, evitando a qualquer custo uma guerra de todos contra todos. O homem deve renunciar de seu poder individual e cedê-lo para um único soberano. Esse soberano, com posse do poder de todos os homens, funcionaria como agente de manutenção de ordem da sociedade.
No que tange aos conceitos de Estado e Soberania, o trecho acima pode ser relacionado ao seguinte filósofo:
CONDORCET. Cinco memórias sobre a instrução pública. São Paulo: Unesp, 2008.
Em uma aula de filosofia no Ensino Médio, uma professora explica as relações entre escola, Estado e sociedade. Na perspectiva do Iluminismo francês, compreende-se que