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Questões de Concurso Sobre antropologia

Questões Discursivas

Foram encontradas 1.099 questões

Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: IPHAN Prova: FGV - 2025 - IPHAN - Antropologia |
Q3217735 Antropologia
Leia o trecho a seguir.

A tarefa da antropologia do mundo moderno consiste em descrever da mesma maneira como se organizam todos os ramos de nosso governo, aí compreendidos aqueles da natureza e das ciências exatas, e também em explicar como e por que esses ramos se separam, assim como os múltiplos arranjos que os reúnem. O etnólogo de nosso mundo deve colocar-se no ponto comum onde se dividem os papéis, as ações, as competências que irão enfim permitir definir certa entidade como animal ou material, uma outra como sujeito de direito, outra como sendo dotada de consciência, ou maquinal, e outra ainda como inconsciente ou incapaz.

LATOUR, Bruno. Jamais fomos modernos: ensaio de antropologia simétrica. São Paulo: Editora 34, 2019.

O trecho acima apresenta uma característica fundamental de abordagem da antropologia simétrica.

Assinale a opção que indica corretamente esta característica.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: IPHAN Prova: FGV - 2025 - IPHAN - Antropologia |
Q3217734 Antropologia
Leia o texto a seguir.

[É] nosso modesto parecer que o futuro da noção-mestra da antropologia, a noção de relação, depende da atenção que a disciplina souber prestar aos conceitos de diferença e de multiplicidade, de devir e de síntese disjuntiva. Uma teoria pósestruturalista da relacionalidade, isto é, uma teoria que mantenha o compromisso “infundamental” do estruturalismo com uma ontologia relacional, não pode ignorar (...) as ideias de perspectiva, força, afeto, hábito, evento, processo, preensão, transversalidade, devir e diferença.

VIVEIROS DE CASTRO, E. Metafísicas canibais. São Paulo: Cosac Naify, 2015.

O pensamento pós-estruturalista busca um afastamento crítico de características fundamentais do modelo estruturalista.

Uma dessas características é
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Q3213916 Antropologia

Os povos indígenas, tal como os ocidentais, têm uma história, que inclui guerras e migrações, trazendo consigo a redefinição das unidades socioculturais, algumas vezes com a fragmentação e outras com a fusão ou incorporação em unidades maiores. Uma vez que estão situados dentro da história, tais povos passam igualmente por enormes mudanças culturais, que decorrem seja da adaptação a um meio ambiente novo ou modificado (inclusive por suas próprias ações), seja da influência ou troca cultural realizada com povos vizinhos, ou ainda por um dinamismo interno àquelas culturas.


(João Pacheco de Oliveira. Muita terra para

pouco índio? Uma introdução (crítica) ao indigenismo

e à atualização do preconceito. Em: Aracy L. Silva

e Luís D.B. Grupioni, (org.). A temática indígena na escola:

novos subsídios para professores de 1o e 2o graus)


No excerto, o autor critica a ideia de que

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Q3177378 Antropologia
Considerando principalmente os textos “A indústria cultural: o iluminismo como mistificação das massas”, de 1947, co-escrito com Max Horkheimer, e “Crítica cultural e sociedade”, de 1949, qual é a principal crítica de Theodor W. Adorno no livro “Indústria Cultural e Sociedade” em relação ao impacto da cultura de massa na sociedade?
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Pedagogia |
Q4151259 Antropologia
Na relação entre Antropologia e Educação, abre-se um espaço para debate, reflexão e intervenção, que acolhe desde o contexto cultural da aprendizagem e os efeitos sobre a diferença cultural, racial, étnica e de gênero, até os sucessos e insucessos do sistema escolar diante de uma ordem social em mudança. Essas questões fazem convergir os estudos da cultura, no caso da Antropologia, e dos mecanismos educativos, no caso da Pedagogia, o que possibilita a existência de uma Antropologia da Educação, tema e produto de uma grande conversa do passado. Isso também ocorre no presente, posto que a Antropologia e a Educação estabelecem um diálogo do qual também faz parte o debate teórico e metodológico das chamadas pesquisas educativas, relacionadas às diversas e diferentes formas de vida que, neste final de século, estão ainda a desafiar o conhecimento. Estão em jogo as particularidades das sociedades humanas e de seus diferentes grupos diante da universalidade do social humano e sua complexidade através dos tempos, em um mundo que se globaliza.
GUSMÃO, N. M. M. Antropologia e Educação. v. 43. Campinas, SP: Autores Associados, 1997 (adaptado).
Considerando-se o exposto, é correto afirmar que a Antropologia e a Pedagogia estão relacionadas na medida em que
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Pedagogia |
Q4151235 Antropologia
A criança não é apenas alocada em um sistema de relações, no qual ela o reproduziria eternamente. As crianças atuam sobre a manutenção de algumas relações sociais e, assim, reproduzem e produzem as culturas infantis ao interagirem com as culturas dos adultos e com as culturas da infância (aquelas que são produzidas pelos adultos para as crianças), criando e reinventando culturas. As crianças têm autonomia cultural em relação ao adulto e produzem culturas infantis.
COHN, C. Antropologia da criança. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005 (adaptado).
Conforme a concepção de infância apresentada no texto, a criança, como sujeito histórico,
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150141 Antropologia
“Todo Dia do Índio é a mesma coisa: fazemos com as crianças um cocar de penas coloridas, elas pintam o rosto, fazem ‘uh-uh-uh’ pela escola, e também damos exercícios com o tema do índio, como, por exemplo, ‘ligue o indiozinho à sua oca’, ou ‘conte quantos indiozinhos estão na canoa’, coisas assim [risos]. Sei que essa temática deveria ser muito melhor abordada, mas a gente não tem muito tempo, né? Fica difícil, e terminamos repetindo essa fórmula falha ano após ano...”
Com esse depoimento, uma professora do primeiro segmento do Ensino Fundamental de uma escola pública do Rio de Janeiro descreveu de que maneira a temática indígena era abordada na escola onde trabalhava.

RUSSO, K.; PALADINO, M. A lei n. 11.645 e a visão dos professores do Rio de Janeiro sobre a temática indígena na escola. Rev. Bras. Educ. v. 21, n. 67, out.-dez. 2016 (adaptado).

Ao se comparar a prática descrita no depoimento com as disposições da Lei n. 11.645/2008, que tornou obrigatório o ensino de História e Cultura dos Povos Indígenas na Educação Básica, verifica-se que a caracterização dos povos originários feita pela professora se confronta com um fundamento teórico-metodológico que deve pautar o ensino da temática indígena.
Nesse caso, a caracterização dos povos originários e o fundamento teórico-metodológico mencionados acima, quando confrontados, expressam, respectivamente,
Alternativas
Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150140 Antropologia
TEXTO 1

Omama deu-nos a vida muito antes de criar os brancos, e era também ele que, antes deles, possuía o metal. As primeiras peças de ferro utilizadas por nossos ancestrais foram as que Omama deixou para trás na floresta, quando fugiu para longe. Eles não tinham machados e facões de verdade, como hoje. Amarravam pedaços de ferro usados num cabo para fazer machadinhas. Essas ferramentas eram muito poucas nas casas dos antigos. Só alguns homens mais velhos as possuíam e as deixavam bem guardadas. Trabalhavam com esses pedaços de ferro que chamavam de ferramentas de Omama, porque eram muito resistentes. Naquele tempo era assim. Os objetos dos brancos ainda não estavam por toda parte como agora! Por isso penso hoje na dificuldade do trabalho de nossos maiores e isso me leva a não querer ter muitas mercadorias.

KOPENAWA, D.; ALBERT, B. A queda do céu: a palavra de um xamã Yanomami. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p. 222 (adaptado).

TEXTO 2

Como justificar que somos uma humanidade se mais de 70% estão alienados do mínimo exercício de ser? A modernização jogou essa gente do campo e da floresta para viver em favelas e em periferias, para virar mão de obra em centros urbanos. Essas pessoas foram arrancadas de seus coletivos, de seus lugares de origem, e jogadas nesse liquidificador chamado humanidade. Se as pessoas não tiverem vínculos profundos com sua memória ancestral, com as referências que dão sustentação a uma identidade, vão ficar loucos neste mundo maluco que compartilhamos.

KRENAK, A. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

Nesse contexto, para levar os estudantes a refletir sobre as produções e confrontações de saberes em diferentes sociedades, a partir da discussão dos Textos 1 e 2 em sala de aula, um professor do Ensino Médio pode destacar que
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - História |
Q4150133 Antropologia
A escola indígena atual projetada estratégica e intencionalmente como escola indígena própria – específica, diferenciada, autônoma – assume como missão institucional, no campo político-pedagógico, a transformação da sociedade em que está contextualmente e historicamente situada, começando pela sua própria transformação. Os sujeitos da escola indígena vivem, atualmente, em um contexto bastante hostil e ameaçador, em seus direitos de viver em seus territórios tradicionais e de acordo com suas culturas e tradições. Um contexto construído ao longo de meio milênio de violenta colonização.

BANIWA, G. Educação e povos indígenas no limiar do século XXI: debates e práticas interculturais. Antropologia & Sociedade: Revista do Laboratório de Antropologia, Arqueologia e Bem Viver da UFPE, v. 1, n. 1, 2023 (adaptado).

Nesse sentido, ao elaborar um plano de aula sobre a temática indígena a partir do texto de Gersem Baniwa, apresentado acima, o professor deverá considerar que
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Q3910391 Antropologia
Roberto DaMatta, antropólogo brasileiro, define cultura como
um mapa, um receituário, um código, através do qual as pessoas de um dado grupo pensam, classificam, estudam e modificam o mundo e a si mesmas.
(DaMATTA, R. Você tem Cultura? In: DaMATTA, R. Explorações: ensaios de sociologia interpretativa. Rio de Janeiro: Rocco, 1986. p.123.)
Essa definição sublinha a ideia de que a cultura funciona como uma espécie de guia que orienta os comportamentos e as percepções dos indivíduos em uma determinada sociedade. Através desse “mapa”, os membros de uma comunidade são capazes de interpretar a realidade ao seu redor, estabelecer categorias de entendimento e promover mudanças, tanto no ambiente externo quanto em suas próprias identidades. Assim, a cultura não é estática, mas um processo dinâmico de construção e reconstrução contínuas, refletindo a complexidade e a diversidade das experiências humanas. Sobre o conceito de cultura, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.
( ) A diversidade cultural refere-se à variedade de culturas existentes no mundo, resultante de diferentes formas de vida, crenças, valores e práticas sociais.
( ) A herança cultural de um povo é determinada por fatores biológicos, permanecendo suas experiências sociais ou históricas inalteradas.
( ) O etnocentrismo é a crença de que a cultura de um grupo é superior às outras, o que pode levar à discriminação e ao preconceito contra grupos considerados diferentes.
( ) O relativismo cultural é a ideia de que todas as culturas são igualmente válidas e que os valores e práticas devem ser entendidos em seu próprio contexto. 
( ) Uma das principais característica da cultura de uma sociedade é ser imutável, mantendo-se inalterada diante das mudanças sociais, econômicas e políticas.
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
Alternativas
Q3744926 Antropologia
Apesar da tradição evolucionista clássica não poder ser entendida de maneira homogênea, há três autores que ficaram, cada um ao seu modo, conhecidos como “pais fundadores” do evolucionismo social – e, portanto, da própria Antropologia: Lewis Morgan (1818-1881), Edward Tylor (1832-1917) e James Frazer (1854-1941). Apesar de suas obras não poderem ser reduzidas ao simples rótulo “evolucionista”, elas com certeza foram grandes expoentes dessa corrente de ideias. Seus argumentos estavam, em grandes medidas, influenciados e inspirados pelos escritos do filósofo Herbert Spencer (1820-1903), trabalho que ficou conhecido pelo nome de darwinismo social. O evolucionismo social – ou cultural – é muitas vezes associado e/ou confundido com o evolucionismo biológico, tese proposta por Charles Darwin (1809-1882) em “A origem das espécies” (1859). Em relação a essa teorias, é possível afirmar que:
Alternativas
Q3666891 Antropologia
A cultura brasileira é rica e diversa, tendo como uma de suas expressões as tradições afro-brasileiras. Assim sendo, são consideradas danças de origem africana, EXCETO o(a)
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Q3666890 Antropologia
Historicamente, as populações indígenas no Brasil vêm sendo impactadas por projetos agroindustriais, como
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Q3544940 Antropologia
Fotografias são um dos meios pelo qual o encontro humano, que forma a base da etnografia, é destacado e posicionado em uma moldura de significados. Se o encontro etnográfico consiste em um relato de experiências vividas e compartilhadas, pode-se afirmar que fotografias, 
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Q3544934 Antropologia
Etnologia é uma ciência social, que estuda de modo cotejado e analítico as características sociais e culturais dos grupos humanos. Neste sentido, qual dos seguintes aspectos melhor define a disciplina etnológica? 
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Q3544813 Antropologia
    Cultura refere-se ao significado que um grupo social dá à sua experiência, incluindo aqui ideias, crenças, costumes, artes, linguagem, moral, direito, culinária etc. A cultura é dinâmica, se recicla incessantemente incorporando novos elementos, abandonando antigos, mesclando os dois, transformando-os num terceiro com novo sentido. Tratamos, portanto, do mundo das representações, incorporadas simbolicamente na complexidade das manifestações culturais. Cultura não é acessório da condição humana, é sim seu substrato. O ser humano é humano porque produz cultura, dando sentido à experiência objetiva, sensorial. Daí a importância da interação social do “outro”, na construção dos espaços simbólicos, onde expressamos nossa existência humana, em termos de múltiplas identidades.


    Quando se diz que alguém “não tem cultura”, a referência é à sofisticação, sabedoria, de educação no sentido restrito do termo. Ou seja, pressupõe-se que o volume de leituras, controle de informações e títulos universitários equivalham à “inteligência”. A cultura em seu sentido antropológico, por outro lado, transcende a noção de refinamento intelectual (cujo adjetivo é “culto”, e não “cultural”). A cultura permite traduzir melhor a diferença entre nós e os outros e, assim fazendo, resgatar a nossa humanidade no outro e a do outro em nós mesmos. 


    Dar sentido à experiência, ao estar-no-mundo, representá-la através de símbolos e orientar os indivíduos, uns em relação aos outros, dotando-os de identidades, também é característica daquilo que entendemos por arte. É uma área de conhecimento que opera com a organização imaginativa do sujeito a partir da experiência universal da humanidade e das experiências particulares de cada um, resguardados os princípios da unidade na diversidade, da harmonia na heterogeneidade e do equilíbrio nas diferenças, consolidando-se como fator de humanização, de socialização e de fortalecimento da identidade cultural. 


    A arte é um meio de representação da realidade, uma construção social, percepção de nós mesmos no mundo possibilitando-nos assumir modelos de identidade e comportamento. Tais representações do mundo podem nos inspirar para a compreensão do presente e criação de alternativas para o futuro.


Gruman, M. Caminhos da cidadania cultural: o ensino de artes no Brasil. Educar em Revista, Curitiba, Brasil, n. 45, p. 199-211, jul/set. 2012. Editora UFPR. Adaptado.
Conforme o texto, a concepção antropológica de cultura reside 
Alternativas
Q3457367 Antropologia
Em uma pesquisa antropológica sobre os rituais de cura de uma comunidade indígena, é o método de coleta de dados mais adequado para obter uma compreensão profunda dos significados e práticas culturais:
Alternativas
Q3453524 Antropologia
Sobre o modelo clínico e socioantropológico da surdez, destaque a alternativa incorreta. 
Alternativas
Q3447473 Antropologia
O termo Etnoastronomia designa a etnografia dos saberes referentes a fenômenos celestes de povos e populações tradicionais (caiçaras, pescadores, ribeirinhos, camponeses etc.), sua utilização na prática cotidiana e na formação de um sistema de conhecimentos importante na manutenção da identidade desses povos.
Em relação aos afazeres da Etnoastronomia, assinale a alternativa que apresente um elemento incorreto.
Alternativas
Q3440993 Antropologia
A cultura do município de Boa Esperança do Iguaçu é marcada por comunidades e famílias que resistiram a tempos de dificuldades. Qual das alternativas abaixo se refere ao costume de construção comunitária usado antigamente na cidade?
Alternativas
Respostas
381: C
382: C
383: E
384: A
385: D
386: A
387: D
388: C
389: A
390: B
391: A
392: C
393: C
394: A
395: D
396: D
397: B
398: A
399: D
400: B