Questões de Concurso
Sobre ensino da arte em educação artística
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O uso da palavra arte para designar manifestações estéticas de sociedades arqueológicas é visto com reserva pelos arqueólogos, porque se sabe que as sociedades indígenas não consideram seus objetos de uso cotidiano, festivo ou cerimonial como obras de arte. Por isso, denominações como “arte indígena” ou “etnoarte” têm sido usadas para diferenciar a arte dos povos indígenas da arte da sociedade ocidental. Mas talvez essa distinção não seja tão necessária. Costuma-se entender que a arte na sociedade ocidental incentiva a criatividade (como algo contrário à tradição), mas na verdade também os ocidentais produzem a arte para o público e, nesse sentido, são de alguma forma também sujeitos à aceitação social de suas produções estéticas. (Denise P. Schaan, "A arte da cerâmica marajoara: encontros entre o passado e o presente" in Habitus, V. 5, n. 1, 2007, p. 99.)
A partir do texto, assinale a opção que interpreta corretamente o sentido das manifestações artísticas nas sociedades indígenas e ocidentais.
A prática de aula é resultado da combinação de vários papéis que o professor pode desempenhar antes, durante e depois de cada aula. Entre os papéis do professor antes e durante as aulas estão:
I. O professor é um pesquisador de práticas bem sucedidas para serem reproduzidas em sala de aula.
II. O professor é um apreciador de arte, escolhendo obras e artistas a serem estudados.
III. O professor é um incentivador da reprodução de modelos clássicos em detrimento de modelos de estilo moderno.
IV. O professor é um profissional que trabalha junto à equipe da escola.
V. O professor é um estimulador do olhar crítico dos alunos com relação ao livre fazer sem interferência em seu processo de produção.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
Estão corretas as afirmativas:
O papel da Arte na Educação está relacionado aos aspectos artísticos e estéticos do conhecimento. Expressar o modo de ver o mundo nas diferentes linguagens artísticas (teatro, música, dança, artes visuais), dando forma e colorido, é uma das funções da Arte na escola. A Arte é de igual valor no currículo escolar tanto quanto as demais áreas do conhecimento.
Com relação ao papel da Arte na Educação, leia as afirmações abaixo.
I. Em 1971, pela LDB, a Arte é incluída no currículo escolar com o título de Educação Artística, considerada “atividade educativa” e não disciplina, tratando de maneira indefinida o conhecimento.
II. Com a Lei n° 9394/96, revogam-se as disposições anteriores e a Arte é considerada obrigatória na educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos (artigo 26, parágrafo 2°)
III. Conforme os Parâmetros Curriculares Nacionais, o componente Arte não é compreendido como área do conhecimento.
IV. A Lei 11.769/2008, de 18 de Agosto de 2008, altera a Lei 9.394/96 (LDB) e dispõe sobre o ensino de música nas escolas.
V. A partir da Lei 9394/96, a aprendizagem da Arte é obrigatória no Ensino Fundamental e no Ensino Médio.
Marque a alternativa que apresenta as afirmações verdadeiras.
Na trajetória do ensino da Arte no Brasil, ocorreram mudanças nos aspectos históricos, políticos e epistemológicos, ocasionando várias nomenclaturas no ensino de Arte na Educação escolar. Cada uma das nomenclaturas apresentava seus objetivos.
Nomenclatura
I - Educação Artística
II - Educação através da Arte
III - Arte-Educação
IV - Ensino de Arte
V - Belas Artes
Objetivos
( ) preparação de mão de obra para a indústria;
( ) educação dos sentidos;
( ) educação voltada para técnicas e reprodução de produtos artísticos;
( ) busca de novas metodologias de ensino e de aprendizagem em Arte;
( ) sistematização do ensino de Arte em quatro linguagens: música, dança, teatro e artes visuais.
A sequência correta da associação, de cima para baixo, é:
Embora os compositores franco-flamengos estivessem espalhados por toda a Europa Ocidental no início do século XVI e o seu idioma constituísse uma linguagem musical internacional, cada país tinha também sua música própria, que era mais conhecida, e provavelmente mais apreciada, pela maioria das pessoas do que a arte erudita dos compositores do norte europeu.
Donald Grout e Claude Palisca. História da música ocidental. Lisboa: Gradiva, 1994, p. 224 (com adaptações).
Considerando as informações apresentadas nesse texto, julgue o próximo item, relativo aos movimentos musicais dos séculos XV e XVI.
Na Itália, a influência franco-flamenga contribuiu para a evolução do madrigal, gênero que se consolidou como um dos mais importantes da música profana italiana.Embora os compositores franco-flamengos estivessem espalhados por toda a Europa Ocidental no início do século XVI e o seu idioma constituísse uma linguagem musical internacional, cada país tinha também sua música própria, que era mais conhecida, e provavelmente mais apreciada, pela maioria das pessoas do que a arte erudita dos compositores do norte europeu.
Donald Grout e Claude Palisca. História da música ocidental. Lisboa: Gradiva, 1994, p. 224 (com adaptações).
Considerando as informações apresentadas nesse texto, julgue o próximo item, relativo aos movimentos musicais dos séculos XV e XVI.
A linguagem musical dos compositores franco-flamengos a que o texto se refere era caracterizada pelo contraponto e pela imitação.Acerca das manifestações polifônicas da Idade Média, julgue o item subsequente.
Leonin e Perotin foram representantes do movimento de Notre Dame, que surgiu no norte da França e foi disseminado por outros países europeus, como Inglaterra, Espanha e Itália.Com relação às manifestações musicais e à notação musical na Idade Média, julgue o próximo item.
Antes da adoção do pentagrama, utilizava-se o tetragrama
como referência para a fixação das alturas e do contorno
melódico.
A aplicação da tecnologia à educação musical parte de uma discussão sobre os objetivos que podem nortear este processo, a começar pela explicitação do próprio adjetivo empregado: musical. O que se entende e o que se pretende com esta educação musical são aspectos decisivos do tipo de tecnologia a ser utilizada. Os processos de ensinar e aprender música se debatem entre focos como:
I. Performance (habilidade de tocar, compor, cantar, improvisar) versus consumo ou apreciação (conhecer e compreender sobre música).
II. Ludicidade versus cognição versus formação do caráter.
III. Modalidade presencial versus modalidade a distância e fase ideal na infância versus formação tardia e continuada.
Estão corretas as alternativas
Na metodologia de desenvolvimento de competências entende‐se por situação de aprendizagem um conjunto completo de ações dos educandos, orientadas pelo educador e destinadas ao domínio de uma ou mais competências previstas em plano de curso ou plano de trabalho docente. Portanto, uma situação de aprendizagem sempre deve estar referida e exigir o exercício de uma ou mais competências. Para o desenvolvimento de uma situação de aprendizagem, procurando pela definição de uma estrutura comum aos diferentes métodos ativos, chegou‐se a um conjunto de passos fundamentais; analise‐os.
I. Contextualização e mobilização.
II. Atividade de aprendizagem, sem coordenação.
III. Acompanhamento sem avaliação.
Está(ão) correta(s) a(s) alternativa(s)
A rigidez da escola e dos professores cerca o cotidiano do aluno, levando‐o a se tornar mero executor de tarefas, distanciando‐o da realidade exterior à escola e silenciando‐o na sua individualidade. A generalização leva à uniformização de hábitos, gostos, informações, preferências. Todos passam a fazer parte da massa globalizante e de uma homogeneização cultural, devido à proximidade por certos produtos, inclusive a música, sabiamente veiculados pelos meios de comunicação. Segundo Penna (1994, p. 23), Koellreutter (1985, p. 195) e Dalben (1991, p. 19‐20), os problemas de certas metodologias do ensino tradicional de música residem no fato de que:
I. Tais metodologias pressupõem uma familiarização prévia com a linguagem musical, sendo, por isso, muitas vezes eficientes.
II. Não adianta reformular ou completar programas de ensino, se a didática e a metodologia, na prática, continuarem desatualizadas, e se limitarem a transmitir ao aluno os conhecimentos herdados, consolidados.
III. O aluno, submerso na escola como numa malha de conteúdos e metodologias desconexos, se vê repleto de aulas, de concepções de educação contraditórias, em que uns digladiam‐se com os outros em busca também de espaços próprios.
Estão corretas as afirmativas
O ensino de música no século XX pode ser investigado e discutido a partir de diversas perspectivas. Músicos de várias nacionalidades ofereceram propostas para a educação musical que ainda suscitam discussões e reflexões em função dos elementos apresentados para o desenvolvimento musical de crianças, jovens e adultos. Tais propostas, que também podem ser identificadas como “métodos de educação musical”, são aplicadas ainda hoje em diversos contextos educacionais. Diversas propostas metodológicas tornaram‐se conhecidas e aplicadas no mundo todo em função de sua coerência e alinhamento com novos modos de pensar sobre o ensino de música. Sobre o que grande parte das propostas desenvolvidas no século XX apresenta em comum, com relação ao ensino da música, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) A revisão dos modelos de ensino praticados em períodos anteriores, ou seja, aqueles modelos de educação musical que focalizavam a formação do instrumentista, reprodutor de um repertório vinculado a uma tradição musical.
( ) Os repertórios pouco ligados às concepções arraigadas na questão do talento e do gênio musical.
( ) O fazer musical relacionado a um grupo de pessoas talentosas, assumindo uma postura exclusiva, na qual grande parte dos indivíduos estaria impossibilitada de se desenvolver musicalmente.
A sequência está correta em