Questões Militares

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Q3864352 Matemática
Considere que se deseja construir uma escada de madeira composta por 10 degraus, em que o primeiro degrau tem 65 cm de comprimento, o décimo (último) degrau tem 35 cm, e os comprimentos dos degraus variam de acordo com uma progressão aritmética. Sabendo que cada degrau será confeccionado a partir de uma única peça de madeira e considerando que não haverá desperdício, qual deve ser o comprimento mínimo, em metros, da peça de madeira necessária para a construção de todos os degraus dessa escada?
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Q3864351 Matemática
A área da região delimitada pelos gráficos das funções y = x, y = -3x + 16 e y = 5x é igual a
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Q3864350 Matemática
Considere T: ℝ2 → ℝ3 uma transformação linear. Sabendo que T(1, 0) = (2,-1, 0) e T(0, 1) = (0, 0, 1), então o produto escalar entre os vetores T(2, 5) e T(3, 1) resulta no número real
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Q3864349 Matemática

Considere



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Com base no exposto, é correto afirmar que o produto A. B é igual a

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Q3864348 Matemática
Considerando um grupo formado por 20 bombeiros, entre os quais estão Augusto e Valter, deseja-se organizá-lo aleatoriamente em uma única fila para a realização de uma atividade coletiva. Qual é a probabilidade de que, na formação dessa fila, haja exatamente 10 bombeiros posicionados entre Augusto e Valter? 
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Q3864347 Estatística
A tabela a seguir apresenta os valores das pressões médias da água (em psi) e os seus respectivos desvios-padrão para cinco diferentes tipos de mangueiras utilizadas no combate a incêndios:


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Com base nos dados apresentados e considerando o coeficiente de variação como medida de dispersão relativa, o tipo de mangueira que apresenta a maior dispersão em torno da sua respectiva pressão média é a mangueira do tipo
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Q3864346 Português
A Biblioteca de Alexandria não foi destruída pelo fogo, mas pelo esquecimento

Por Bruno Vaiano


"Há crimes piores do que queimar livros. Não lê-los é um deles." – Ray Bradbury.


    Três séculos antes de Cristo, Alexandre, o Grande, conquistou o Egito e mandou erguer, do zero, uma metrópole no litoral norte do país. Alexandria, batizada em homenagem a seu patrono desumilde, seria a nova capital da região. A estética faraônica clichê, dourada e azul, prevaleceu por lá (bem como o hábito egípcio de os nobres se casarem entre irmãos, à moda Cersei em Game of Thrones). Mas esse novo Egito Antigo, assim como o próprio Alexandre, tinha uma pinta grega inegável.

    O sucessor de Alexandre, o Grande, por aquelas bandas, nomeado Ptolomeu I, ordenou a construção de um centro de ensino e pesquisa em Alexandria para atrair a elite intelectual da época. Tipo uma versão helênica e antiquíssima do Instituto de Estudos Avançados de Princeton, onde monstros sagrados das exatas como Einstein, Gödel e Neumann trabalharam juntos na década de 1950.

    O nome dessa instituição era Mouseion. Em português, “Museu”. O significado original da palavra é “templo dedicado às musas” — as deusas do panteão grego que, na tradição helênica, inspiravam as artes, a literatura e a ciência. Essa também é a origem etimológica de “música”, diga-se. Compôs uma bela canção? Legal, mas não foi bem você. Tudo que é belo emana dessas divas – artistas são só os meros mortais que, volta e meia, têm o privilégio de receber um download de versos do Olimpo.

    A Biblioteca de Alexandria acabou se tornando o mais famoso dos prédios desse complexo. Bibliotecas não eram novidade. Já existiam na Suméria; são quase tão antigas quanto a escrita em si. Mas essa almejava um passo além: Ptolomeu queria uma cópia de cada obra já escrita na Terra. Por isso, os tripulantes de toda embarcação que aportava em Alexandria eram forçados, por decreto, a fornecer ao Museu os pergaminhos que tivessem a bordo – que então eram copiados por escribas e armazenados na coleção. Deu certo.

    Essa Harvard ptolomaica prosperou por séculos, e não acabou por causa de um incêndio – nem qualquer outro ato pontual de vandalismo. Júlio César danificou parte da coleção quando sitiou Alexandria e ateou fogo ao porto, em 48 a.C. Mas, nessa época, o Museu já havia perdido prestígio e os acadêmicos preferiam trabalhar em outros lugares.

    Em 297 d.C., quando Diocleciano incendiou a cidade novamente para conter uma rebelião, é provável que o prédio original da Biblioteca já não existisse mais: as últimas evidências inequívocas da contratação de funcionários datam de 260 d.C.

    Não era fácil sustentar um exército de bibliotecários e escribas copistas para manter a coleção atualizada, higiênica e catalogada. Bastava um fiapo de desinteresse coletivo para a coisa degringolar. O território egípcio mudou de mãos e crenças muitas vezes ao longo da História – os califados árabes vieram por último e estabeleceram sua capital intelectual em Bagdá, relegando Alexandria à periferia do avanço científico-tecnológico durante a Idade Média.

    O fato é que você não precisa atear fogo a um livro para queimá-lo. O conhecimento não desaparece da noite para o dia só porque seu suporte material foi destruído.

    Hoje, qualquer sebo parrudo contém mais conhecimento do que a Biblioteca de Alexandria. Mesmo assim, 73% dos estudantes brasileiros estão abaixo do nível de conhecimento sobre Matemática que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) considera mínimo para que se possa exercer a cidadania satisfatoriamente.

    Na avaliação de Leitura, são 50%. Em Ciências, 55%. Mais da metade da população em idade escolar do País, nas palavras dos organizadores do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), tem algum prejuízo na hora de “participar plenamente da vida social, econômica e cívica em um mundo globalizado”.

    Pode soar o alarme: nossa biblioteca está (metaforicamente) em chamas.


Adaptado de: https://super.abril.com.br/historia/a-biblioteca-dealexandria-nao-foi-destruida-pelo-fogo-mas-pelo-esquecimento/. Acesso em: 28 mai. 2025.  
Considerando o seguinte excerto: “Hoje, qualquer sebo parrudo contém mais conhecimento do que a Biblioteca de Alexandria.”, é correto afirmar que
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Q3864345 Português
A Biblioteca de Alexandria não foi destruída pelo fogo, mas pelo esquecimento

Por Bruno Vaiano


"Há crimes piores do que queimar livros. Não lê-los é um deles." – Ray Bradbury.


    Três séculos antes de Cristo, Alexandre, o Grande, conquistou o Egito e mandou erguer, do zero, uma metrópole no litoral norte do país. Alexandria, batizada em homenagem a seu patrono desumilde, seria a nova capital da região. A estética faraônica clichê, dourada e azul, prevaleceu por lá (bem como o hábito egípcio de os nobres se casarem entre irmãos, à moda Cersei em Game of Thrones). Mas esse novo Egito Antigo, assim como o próprio Alexandre, tinha uma pinta grega inegável.

    O sucessor de Alexandre, o Grande, por aquelas bandas, nomeado Ptolomeu I, ordenou a construção de um centro de ensino e pesquisa em Alexandria para atrair a elite intelectual da época. Tipo uma versão helênica e antiquíssima do Instituto de Estudos Avançados de Princeton, onde monstros sagrados das exatas como Einstein, Gödel e Neumann trabalharam juntos na década de 1950.

    O nome dessa instituição era Mouseion. Em português, “Museu”. O significado original da palavra é “templo dedicado às musas” — as deusas do panteão grego que, na tradição helênica, inspiravam as artes, a literatura e a ciência. Essa também é a origem etimológica de “música”, diga-se. Compôs uma bela canção? Legal, mas não foi bem você. Tudo que é belo emana dessas divas – artistas são só os meros mortais que, volta e meia, têm o privilégio de receber um download de versos do Olimpo.

    A Biblioteca de Alexandria acabou se tornando o mais famoso dos prédios desse complexo. Bibliotecas não eram novidade. Já existiam na Suméria; são quase tão antigas quanto a escrita em si. Mas essa almejava um passo além: Ptolomeu queria uma cópia de cada obra já escrita na Terra. Por isso, os tripulantes de toda embarcação que aportava em Alexandria eram forçados, por decreto, a fornecer ao Museu os pergaminhos que tivessem a bordo – que então eram copiados por escribas e armazenados na coleção. Deu certo.

    Essa Harvard ptolomaica prosperou por séculos, e não acabou por causa de um incêndio – nem qualquer outro ato pontual de vandalismo. Júlio César danificou parte da coleção quando sitiou Alexandria e ateou fogo ao porto, em 48 a.C. Mas, nessa época, o Museu já havia perdido prestígio e os acadêmicos preferiam trabalhar em outros lugares.

    Em 297 d.C., quando Diocleciano incendiou a cidade novamente para conter uma rebelião, é provável que o prédio original da Biblioteca já não existisse mais: as últimas evidências inequívocas da contratação de funcionários datam de 260 d.C.

    Não era fácil sustentar um exército de bibliotecários e escribas copistas para manter a coleção atualizada, higiênica e catalogada. Bastava um fiapo de desinteresse coletivo para a coisa degringolar. O território egípcio mudou de mãos e crenças muitas vezes ao longo da História – os califados árabes vieram por último e estabeleceram sua capital intelectual em Bagdá, relegando Alexandria à periferia do avanço científico-tecnológico durante a Idade Média.

    O fato é que você não precisa atear fogo a um livro para queimá-lo. O conhecimento não desaparece da noite para o dia só porque seu suporte material foi destruído.

    Hoje, qualquer sebo parrudo contém mais conhecimento do que a Biblioteca de Alexandria. Mesmo assim, 73% dos estudantes brasileiros estão abaixo do nível de conhecimento sobre Matemática que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) considera mínimo para que se possa exercer a cidadania satisfatoriamente.

    Na avaliação de Leitura, são 50%. Em Ciências, 55%. Mais da metade da população em idade escolar do País, nas palavras dos organizadores do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), tem algum prejuízo na hora de “participar plenamente da vida social, econômica e cívica em um mundo globalizado”.

    Pode soar o alarme: nossa biblioteca está (metaforicamente) em chamas.


Adaptado de: https://super.abril.com.br/historia/a-biblioteca-dealexandria-nao-foi-destruida-pelo-fogo-mas-pelo-esquecimento/. Acesso em: 28 mai. 2025.  
De acordo com a leitura do texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q3864344 Português
A Biblioteca de Alexandria não foi destruída pelo fogo, mas pelo esquecimento

Por Bruno Vaiano


"Há crimes piores do que queimar livros. Não lê-los é um deles." – Ray Bradbury.


    Três séculos antes de Cristo, Alexandre, o Grande, conquistou o Egito e mandou erguer, do zero, uma metrópole no litoral norte do país. Alexandria, batizada em homenagem a seu patrono desumilde, seria a nova capital da região. A estética faraônica clichê, dourada e azul, prevaleceu por lá (bem como o hábito egípcio de os nobres se casarem entre irmãos, à moda Cersei em Game of Thrones). Mas esse novo Egito Antigo, assim como o próprio Alexandre, tinha uma pinta grega inegável.

    O sucessor de Alexandre, o Grande, por aquelas bandas, nomeado Ptolomeu I, ordenou a construção de um centro de ensino e pesquisa em Alexandria para atrair a elite intelectual da época. Tipo uma versão helênica e antiquíssima do Instituto de Estudos Avançados de Princeton, onde monstros sagrados das exatas como Einstein, Gödel e Neumann trabalharam juntos na década de 1950.

    O nome dessa instituição era Mouseion. Em português, “Museu”. O significado original da palavra é “templo dedicado às musas” — as deusas do panteão grego que, na tradição helênica, inspiravam as artes, a literatura e a ciência. Essa também é a origem etimológica de “música”, diga-se. Compôs uma bela canção? Legal, mas não foi bem você. Tudo que é belo emana dessas divas – artistas são só os meros mortais que, volta e meia, têm o privilégio de receber um download de versos do Olimpo.

    A Biblioteca de Alexandria acabou se tornando o mais famoso dos prédios desse complexo. Bibliotecas não eram novidade. Já existiam na Suméria; são quase tão antigas quanto a escrita em si. Mas essa almejava um passo além: Ptolomeu queria uma cópia de cada obra já escrita na Terra. Por isso, os tripulantes de toda embarcação que aportava em Alexandria eram forçados, por decreto, a fornecer ao Museu os pergaminhos que tivessem a bordo – que então eram copiados por escribas e armazenados na coleção. Deu certo.

    Essa Harvard ptolomaica prosperou por séculos, e não acabou por causa de um incêndio – nem qualquer outro ato pontual de vandalismo. Júlio César danificou parte da coleção quando sitiou Alexandria e ateou fogo ao porto, em 48 a.C. Mas, nessa época, o Museu já havia perdido prestígio e os acadêmicos preferiam trabalhar em outros lugares.

    Em 297 d.C., quando Diocleciano incendiou a cidade novamente para conter uma rebelião, é provável que o prédio original da Biblioteca já não existisse mais: as últimas evidências inequívocas da contratação de funcionários datam de 260 d.C.

    Não era fácil sustentar um exército de bibliotecários e escribas copistas para manter a coleção atualizada, higiênica e catalogada. Bastava um fiapo de desinteresse coletivo para a coisa degringolar. O território egípcio mudou de mãos e crenças muitas vezes ao longo da História – os califados árabes vieram por último e estabeleceram sua capital intelectual em Bagdá, relegando Alexandria à periferia do avanço científico-tecnológico durante a Idade Média.

    O fato é que você não precisa atear fogo a um livro para queimá-lo. O conhecimento não desaparece da noite para o dia só porque seu suporte material foi destruído.

    Hoje, qualquer sebo parrudo contém mais conhecimento do que a Biblioteca de Alexandria. Mesmo assim, 73% dos estudantes brasileiros estão abaixo do nível de conhecimento sobre Matemática que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) considera mínimo para que se possa exercer a cidadania satisfatoriamente.

    Na avaliação de Leitura, são 50%. Em Ciências, 55%. Mais da metade da população em idade escolar do País, nas palavras dos organizadores do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), tem algum prejuízo na hora de “participar plenamente da vida social, econômica e cívica em um mundo globalizado”.

    Pode soar o alarme: nossa biblioteca está (metaforicamente) em chamas.


Adaptado de: https://super.abril.com.br/historia/a-biblioteca-dealexandria-nao-foi-destruida-pelo-fogo-mas-pelo-esquecimento/. Acesso em: 28 mai. 2025.  
Considere o trecho a seguir:

“Mas esse novo Egito Antigo, assim como o próprio Alexandre, tinha uma pinta grega inegável.”

A expressão em destaque, pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, pelos seguintes conectivos, EXCETO
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Q3864343 Português
A Biblioteca de Alexandria não foi destruída pelo fogo, mas pelo esquecimento

Por Bruno Vaiano


"Há crimes piores do que queimar livros. Não lê-los é um deles." – Ray Bradbury.


    Três séculos antes de Cristo, Alexandre, o Grande, conquistou o Egito e mandou erguer, do zero, uma metrópole no litoral norte do país. Alexandria, batizada em homenagem a seu patrono desumilde, seria a nova capital da região. A estética faraônica clichê, dourada e azul, prevaleceu por lá (bem como o hábito egípcio de os nobres se casarem entre irmãos, à moda Cersei em Game of Thrones). Mas esse novo Egito Antigo, assim como o próprio Alexandre, tinha uma pinta grega inegável.

    O sucessor de Alexandre, o Grande, por aquelas bandas, nomeado Ptolomeu I, ordenou a construção de um centro de ensino e pesquisa em Alexandria para atrair a elite intelectual da época. Tipo uma versão helênica e antiquíssima do Instituto de Estudos Avançados de Princeton, onde monstros sagrados das exatas como Einstein, Gödel e Neumann trabalharam juntos na década de 1950.

    O nome dessa instituição era Mouseion. Em português, “Museu”. O significado original da palavra é “templo dedicado às musas” — as deusas do panteão grego que, na tradição helênica, inspiravam as artes, a literatura e a ciência. Essa também é a origem etimológica de “música”, diga-se. Compôs uma bela canção? Legal, mas não foi bem você. Tudo que é belo emana dessas divas – artistas são só os meros mortais que, volta e meia, têm o privilégio de receber um download de versos do Olimpo.

    A Biblioteca de Alexandria acabou se tornando o mais famoso dos prédios desse complexo. Bibliotecas não eram novidade. Já existiam na Suméria; são quase tão antigas quanto a escrita em si. Mas essa almejava um passo além: Ptolomeu queria uma cópia de cada obra já escrita na Terra. Por isso, os tripulantes de toda embarcação que aportava em Alexandria eram forçados, por decreto, a fornecer ao Museu os pergaminhos que tivessem a bordo – que então eram copiados por escribas e armazenados na coleção. Deu certo.

    Essa Harvard ptolomaica prosperou por séculos, e não acabou por causa de um incêndio – nem qualquer outro ato pontual de vandalismo. Júlio César danificou parte da coleção quando sitiou Alexandria e ateou fogo ao porto, em 48 a.C. Mas, nessa época, o Museu já havia perdido prestígio e os acadêmicos preferiam trabalhar em outros lugares.

    Em 297 d.C., quando Diocleciano incendiou a cidade novamente para conter uma rebelião, é provável que o prédio original da Biblioteca já não existisse mais: as últimas evidências inequívocas da contratação de funcionários datam de 260 d.C.

    Não era fácil sustentar um exército de bibliotecários e escribas copistas para manter a coleção atualizada, higiênica e catalogada. Bastava um fiapo de desinteresse coletivo para a coisa degringolar. O território egípcio mudou de mãos e crenças muitas vezes ao longo da História – os califados árabes vieram por último e estabeleceram sua capital intelectual em Bagdá, relegando Alexandria à periferia do avanço científico-tecnológico durante a Idade Média.

    O fato é que você não precisa atear fogo a um livro para queimá-lo. O conhecimento não desaparece da noite para o dia só porque seu suporte material foi destruído.

    Hoje, qualquer sebo parrudo contém mais conhecimento do que a Biblioteca de Alexandria. Mesmo assim, 73% dos estudantes brasileiros estão abaixo do nível de conhecimento sobre Matemática que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) considera mínimo para que se possa exercer a cidadania satisfatoriamente.

    Na avaliação de Leitura, são 50%. Em Ciências, 55%. Mais da metade da população em idade escolar do País, nas palavras dos organizadores do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), tem algum prejuízo na hora de “participar plenamente da vida social, econômica e cívica em um mundo globalizado”.

    Pode soar o alarme: nossa biblioteca está (metaforicamente) em chamas.


Adaptado de: https://super.abril.com.br/historia/a-biblioteca-dealexandria-nao-foi-destruida-pelo-fogo-mas-pelo-esquecimento/. Acesso em: 28 mai. 2025.  
Em relação ao uso da ortografia oficial, bem como ao uso da vírgula, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.

( ) No trecho “Alexandria, batizada em homenagem a seu patrono desumilde, seria a nova capital da região.”, as vírgulas foram utilizadas para isolar uma sentença com valor recapitulativo.
( ) Em “[…] relegando Alexandria à periferia do avanço científico-tecnológico durante a Idade Média.”, o hífen empregado na expressão destacada se justifica pela formação de um novo vocábulo composto.
( ) No trecho “O significado original da palavra é ‘templo dedicado às musas’ — as deusas do panteão grego que, na tradição helênica, inspiravam as artes, a literatura e a ciência.”, o travessão foi empregado para isolar uma expressão distributiva.
( ) No trecho “Na avaliação de Leitura, são 50%. Em Ciências, 55%.”, a vírgula empregada em “Em Ciências, 55%.” marca a omissão (elipse) do verbo “são”.
Alternativas
Q3864342 Português
A Biblioteca de Alexandria não foi destruída pelo fogo, mas pelo esquecimento

Por Bruno Vaiano


"Há crimes piores do que queimar livros. Não lê-los é um deles." – Ray Bradbury.


    Três séculos antes de Cristo, Alexandre, o Grande, conquistou o Egito e mandou erguer, do zero, uma metrópole no litoral norte do país. Alexandria, batizada em homenagem a seu patrono desumilde, seria a nova capital da região. A estética faraônica clichê, dourada e azul, prevaleceu por lá (bem como o hábito egípcio de os nobres se casarem entre irmãos, à moda Cersei em Game of Thrones). Mas esse novo Egito Antigo, assim como o próprio Alexandre, tinha uma pinta grega inegável.

    O sucessor de Alexandre, o Grande, por aquelas bandas, nomeado Ptolomeu I, ordenou a construção de um centro de ensino e pesquisa em Alexandria para atrair a elite intelectual da época. Tipo uma versão helênica e antiquíssima do Instituto de Estudos Avançados de Princeton, onde monstros sagrados das exatas como Einstein, Gödel e Neumann trabalharam juntos na década de 1950.

    O nome dessa instituição era Mouseion. Em português, “Museu”. O significado original da palavra é “templo dedicado às musas” — as deusas do panteão grego que, na tradição helênica, inspiravam as artes, a literatura e a ciência. Essa também é a origem etimológica de “música”, diga-se. Compôs uma bela canção? Legal, mas não foi bem você. Tudo que é belo emana dessas divas – artistas são só os meros mortais que, volta e meia, têm o privilégio de receber um download de versos do Olimpo.

    A Biblioteca de Alexandria acabou se tornando o mais famoso dos prédios desse complexo. Bibliotecas não eram novidade. Já existiam na Suméria; são quase tão antigas quanto a escrita em si. Mas essa almejava um passo além: Ptolomeu queria uma cópia de cada obra já escrita na Terra. Por isso, os tripulantes de toda embarcação que aportava em Alexandria eram forçados, por decreto, a fornecer ao Museu os pergaminhos que tivessem a bordo – que então eram copiados por escribas e armazenados na coleção. Deu certo.

    Essa Harvard ptolomaica prosperou por séculos, e não acabou por causa de um incêndio – nem qualquer outro ato pontual de vandalismo. Júlio César danificou parte da coleção quando sitiou Alexandria e ateou fogo ao porto, em 48 a.C. Mas, nessa época, o Museu já havia perdido prestígio e os acadêmicos preferiam trabalhar em outros lugares.

    Em 297 d.C., quando Diocleciano incendiou a cidade novamente para conter uma rebelião, é provável que o prédio original da Biblioteca já não existisse mais: as últimas evidências inequívocas da contratação de funcionários datam de 260 d.C.

    Não era fácil sustentar um exército de bibliotecários e escribas copistas para manter a coleção atualizada, higiênica e catalogada. Bastava um fiapo de desinteresse coletivo para a coisa degringolar. O território egípcio mudou de mãos e crenças muitas vezes ao longo da História – os califados árabes vieram por último e estabeleceram sua capital intelectual em Bagdá, relegando Alexandria à periferia do avanço científico-tecnológico durante a Idade Média.

    O fato é que você não precisa atear fogo a um livro para queimá-lo. O conhecimento não desaparece da noite para o dia só porque seu suporte material foi destruído.

    Hoje, qualquer sebo parrudo contém mais conhecimento do que a Biblioteca de Alexandria. Mesmo assim, 73% dos estudantes brasileiros estão abaixo do nível de conhecimento sobre Matemática que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) considera mínimo para que se possa exercer a cidadania satisfatoriamente.

    Na avaliação de Leitura, são 50%. Em Ciências, 55%. Mais da metade da população em idade escolar do País, nas palavras dos organizadores do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), tem algum prejuízo na hora de “participar plenamente da vida social, econômica e cívica em um mundo globalizado”.

    Pode soar o alarme: nossa biblioteca está (metaforicamente) em chamas.


Adaptado de: https://super.abril.com.br/historia/a-biblioteca-dealexandria-nao-foi-destruida-pelo-fogo-mas-pelo-esquecimento/. Acesso em: 28 mai. 2025.  
Assinale a alternativa cujo conectivo tenha o mesmo valor concessivo da expressão destacada a seguir:

“Hoje, qualquer sebo parrudo contém mais conhecimento do que a Biblioteca de Alexandria. Mesmo assim, 73% dos estudantes brasileiros estão abaixo do nível de conhecimento sobre Matemática [...]”.
Alternativas
Q3864341 Português
A Biblioteca de Alexandria não foi destruída pelo fogo, mas pelo esquecimento

Por Bruno Vaiano


"Há crimes piores do que queimar livros. Não lê-los é um deles." – Ray Bradbury.


    Três séculos antes de Cristo, Alexandre, o Grande, conquistou o Egito e mandou erguer, do zero, uma metrópole no litoral norte do país. Alexandria, batizada em homenagem a seu patrono desumilde, seria a nova capital da região. A estética faraônica clichê, dourada e azul, prevaleceu por lá (bem como o hábito egípcio de os nobres se casarem entre irmãos, à moda Cersei em Game of Thrones). Mas esse novo Egito Antigo, assim como o próprio Alexandre, tinha uma pinta grega inegável.

    O sucessor de Alexandre, o Grande, por aquelas bandas, nomeado Ptolomeu I, ordenou a construção de um centro de ensino e pesquisa em Alexandria para atrair a elite intelectual da época. Tipo uma versão helênica e antiquíssima do Instituto de Estudos Avançados de Princeton, onde monstros sagrados das exatas como Einstein, Gödel e Neumann trabalharam juntos na década de 1950.

    O nome dessa instituição era Mouseion. Em português, “Museu”. O significado original da palavra é “templo dedicado às musas” — as deusas do panteão grego que, na tradição helênica, inspiravam as artes, a literatura e a ciência. Essa também é a origem etimológica de “música”, diga-se. Compôs uma bela canção? Legal, mas não foi bem você. Tudo que é belo emana dessas divas – artistas são só os meros mortais que, volta e meia, têm o privilégio de receber um download de versos do Olimpo.

    A Biblioteca de Alexandria acabou se tornando o mais famoso dos prédios desse complexo. Bibliotecas não eram novidade. Já existiam na Suméria; são quase tão antigas quanto a escrita em si. Mas essa almejava um passo além: Ptolomeu queria uma cópia de cada obra já escrita na Terra. Por isso, os tripulantes de toda embarcação que aportava em Alexandria eram forçados, por decreto, a fornecer ao Museu os pergaminhos que tivessem a bordo – que então eram copiados por escribas e armazenados na coleção. Deu certo.

    Essa Harvard ptolomaica prosperou por séculos, e não acabou por causa de um incêndio – nem qualquer outro ato pontual de vandalismo. Júlio César danificou parte da coleção quando sitiou Alexandria e ateou fogo ao porto, em 48 a.C. Mas, nessa época, o Museu já havia perdido prestígio e os acadêmicos preferiam trabalhar em outros lugares.

    Em 297 d.C., quando Diocleciano incendiou a cidade novamente para conter uma rebelião, é provável que o prédio original da Biblioteca já não existisse mais: as últimas evidências inequívocas da contratação de funcionários datam de 260 d.C.

    Não era fácil sustentar um exército de bibliotecários e escribas copistas para manter a coleção atualizada, higiênica e catalogada. Bastava um fiapo de desinteresse coletivo para a coisa degringolar. O território egípcio mudou de mãos e crenças muitas vezes ao longo da História – os califados árabes vieram por último e estabeleceram sua capital intelectual em Bagdá, relegando Alexandria à periferia do avanço científico-tecnológico durante a Idade Média.

    O fato é que você não precisa atear fogo a um livro para queimá-lo. O conhecimento não desaparece da noite para o dia só porque seu suporte material foi destruído.

    Hoje, qualquer sebo parrudo contém mais conhecimento do que a Biblioteca de Alexandria. Mesmo assim, 73% dos estudantes brasileiros estão abaixo do nível de conhecimento sobre Matemática que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) considera mínimo para que se possa exercer a cidadania satisfatoriamente.

    Na avaliação de Leitura, são 50%. Em Ciências, 55%. Mais da metade da população em idade escolar do País, nas palavras dos organizadores do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), tem algum prejuízo na hora de “participar plenamente da vida social, econômica e cívica em um mundo globalizado”.

    Pode soar o alarme: nossa biblioteca está (metaforicamente) em chamas.


Adaptado de: https://super.abril.com.br/historia/a-biblioteca-dealexandria-nao-foi-destruida-pelo-fogo-mas-pelo-esquecimento/. Acesso em: 28 mai. 2025.  
Assinale a alternativa cujo termo em destaque exerce a mesma função do termo destacado a seguir “O significado original da palavra é ‘templo dedicado às musas’ — as deusas do panteão grego que, na tradição helênica, inspiravam as artes, a literatura e a ciência.”. 
Alternativas
Q3864340 Português
A Biblioteca de Alexandria não foi destruída pelo fogo, mas pelo esquecimento

Por Bruno Vaiano


"Há crimes piores do que queimar livros. Não lê-los é um deles." – Ray Bradbury.


    Três séculos antes de Cristo, Alexandre, o Grande, conquistou o Egito e mandou erguer, do zero, uma metrópole no litoral norte do país. Alexandria, batizada em homenagem a seu patrono desumilde, seria a nova capital da região. A estética faraônica clichê, dourada e azul, prevaleceu por lá (bem como o hábito egípcio de os nobres se casarem entre irmãos, à moda Cersei em Game of Thrones). Mas esse novo Egito Antigo, assim como o próprio Alexandre, tinha uma pinta grega inegável.

    O sucessor de Alexandre, o Grande, por aquelas bandas, nomeado Ptolomeu I, ordenou a construção de um centro de ensino e pesquisa em Alexandria para atrair a elite intelectual da época. Tipo uma versão helênica e antiquíssima do Instituto de Estudos Avançados de Princeton, onde monstros sagrados das exatas como Einstein, Gödel e Neumann trabalharam juntos na década de 1950.

    O nome dessa instituição era Mouseion. Em português, “Museu”. O significado original da palavra é “templo dedicado às musas” — as deusas do panteão grego que, na tradição helênica, inspiravam as artes, a literatura e a ciência. Essa também é a origem etimológica de “música”, diga-se. Compôs uma bela canção? Legal, mas não foi bem você. Tudo que é belo emana dessas divas – artistas são só os meros mortais que, volta e meia, têm o privilégio de receber um download de versos do Olimpo.

    A Biblioteca de Alexandria acabou se tornando o mais famoso dos prédios desse complexo. Bibliotecas não eram novidade. Já existiam na Suméria; são quase tão antigas quanto a escrita em si. Mas essa almejava um passo além: Ptolomeu queria uma cópia de cada obra já escrita na Terra. Por isso, os tripulantes de toda embarcação que aportava em Alexandria eram forçados, por decreto, a fornecer ao Museu os pergaminhos que tivessem a bordo – que então eram copiados por escribas e armazenados na coleção. Deu certo.

    Essa Harvard ptolomaica prosperou por séculos, e não acabou por causa de um incêndio – nem qualquer outro ato pontual de vandalismo. Júlio César danificou parte da coleção quando sitiou Alexandria e ateou fogo ao porto, em 48 a.C. Mas, nessa época, o Museu já havia perdido prestígio e os acadêmicos preferiam trabalhar em outros lugares.

    Em 297 d.C., quando Diocleciano incendiou a cidade novamente para conter uma rebelião, é provável que o prédio original da Biblioteca já não existisse mais: as últimas evidências inequívocas da contratação de funcionários datam de 260 d.C.

    Não era fácil sustentar um exército de bibliotecários e escribas copistas para manter a coleção atualizada, higiênica e catalogada. Bastava um fiapo de desinteresse coletivo para a coisa degringolar. O território egípcio mudou de mãos e crenças muitas vezes ao longo da História – os califados árabes vieram por último e estabeleceram sua capital intelectual em Bagdá, relegando Alexandria à periferia do avanço científico-tecnológico durante a Idade Média.

    O fato é que você não precisa atear fogo a um livro para queimá-lo. O conhecimento não desaparece da noite para o dia só porque seu suporte material foi destruído.

    Hoje, qualquer sebo parrudo contém mais conhecimento do que a Biblioteca de Alexandria. Mesmo assim, 73% dos estudantes brasileiros estão abaixo do nível de conhecimento sobre Matemática que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) considera mínimo para que se possa exercer a cidadania satisfatoriamente.

    Na avaliação de Leitura, são 50%. Em Ciências, 55%. Mais da metade da população em idade escolar do País, nas palavras dos organizadores do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), tem algum prejuízo na hora de “participar plenamente da vida social, econômica e cívica em um mundo globalizado”.

    Pode soar o alarme: nossa biblioteca está (metaforicamente) em chamas.


Adaptado de: https://super.abril.com.br/historia/a-biblioteca-dealexandria-nao-foi-destruida-pelo-fogo-mas-pelo-esquecimento/. Acesso em: 28 mai. 2025.  
No trecho “[…] quando Diocleciano incendiou a cidade novamente para conter uma rebelião, é provável que o prédio original da Biblioteca já não existisse mais [...]”, a oração em destaque 
Alternativas
Q3832797 Inglês
Read text VII to answer question.


TEXT VII


"Divergent" is a dark and thrilling series of young adult science fiction books by American novelist Veronica Roth. The trilogy consists of "Divergent" (2011), "Insurgent" (2012), and "Allegiant" (2013), which were later adapted into 3 films.

It is set in a post-apocalyptic dystopian Chicago that has separated its population into five Factions, each defined by certain values. The Factions are Dauntless (the brave), Amity (the kind), Erudite (the intelligent), Abnegation (the selfless), and Candor (the honest). Each year, teenagers of a certain age take a placement test and then choose the Faction to which they will devote the rest of their lives. In Chapter 1, we are introduced to Beatrice Prior, who later changes her name to Tris, the protagonist and narrator of the story. As she sits in front of a mirror while her mother cuts her hair, she reflects on the life challenges she will have to face soon.


Chapter 1

THERE IS ONE mirror in my house. It is behind a sliding panel in the hallway upstairs. Our faction allows us to stand in front of it on the second day of every third month, the day my mother cuts my hair.

I sit on the stool and my mother stands behind me with the scissors, trimming. The strands fall on the floor in a dull, blond ring.

When she finishes, she pulls my hair away from my face and twists it into a knot. I note how calm she looks and how focused she is. She is well-practiced in the art of losing herself. I can't say the same of myself.

I sneak a look at my reflection when she isn't paying attention-not for the sake of vanity, but out of curiosity. A lot can happen to a person's appearance in three months.

In my reflection, I see a narrow face, wide, round eyes, and a long, thin nose -I still look like a little girl, though sometime in the last few months I turned sixteen. The other factions celebrate birthdays, but we don't. It would be self-indulgent.

(...) "So today is the day," she says.

"Yes," I reply.

"Are you nervous?"

I stare into my own eyes for a moment. Today is the day of the Aptitude test that will show me which of the five factions I belong in. And tomorrow, at the Choosing Ceremony, I will decide on a faction; I will decide the rest of my life; I will decide to stay with my family or abandon them.

"No," I say. "The tests don't have to change our choices."

"Right." She smiles. "Let's go eat breakfast."

"Thank you. For cutting my hair."

She kisses my cheek and slides the panel over the mirror. I think my mother could be beautiful, in a different world. Her body is thin beneath the gray robe. She has high cheekbones and long eyelashes, and when she lets her hair down at night, it hangs in waves over her shoulders. But she must hide that beauty in Abnegation.

We walk together to the kitchen. On these mornings when my brother makes breakfast, and my father's hand skims my hair as he reads the newspaper, and my mother hums as she clears the table - it is on these mornings that I feel guiltiest for wanting to leave them.


Adapted from https://genius.com/Veronica-roth-divergent-chapter- 1-annotated
It is correct to state that Tris:
Alternativas
Q3832796 Inglês
Read text VII to answer question.


TEXT VII


"Divergent" is a dark and thrilling series of young adult science fiction books by American novelist Veronica Roth. The trilogy consists of "Divergent" (2011), "Insurgent" (2012), and "Allegiant" (2013), which were later adapted into 3 films.

It is set in a post-apocalyptic dystopian Chicago that has separated its population into five Factions, each defined by certain values. The Factions are Dauntless (the brave), Amity (the kind), Erudite (the intelligent), Abnegation (the selfless), and Candor (the honest). Each year, teenagers of a certain age take a placement test and then choose the Faction to which they will devote the rest of their lives. In Chapter 1, we are introduced to Beatrice Prior, who later changes her name to Tris, the protagonist and narrator of the story. As she sits in front of a mirror while her mother cuts her hair, she reflects on the life challenges she will have to face soon.


Chapter 1

THERE IS ONE mirror in my house. It is behind a sliding panel in the hallway upstairs. Our faction allows us to stand in front of it on the second day of every third month, the day my mother cuts my hair.

I sit on the stool and my mother stands behind me with the scissors, trimming. The strands fall on the floor in a dull, blond ring.

When she finishes, she pulls my hair away from my face and twists it into a knot. I note how calm she looks and how focused she is. She is well-practiced in the art of losing herself. I can't say the same of myself.

I sneak a look at my reflection when she isn't paying attention-not for the sake of vanity, but out of curiosity. A lot can happen to a person's appearance in three months.

In my reflection, I see a narrow face, wide, round eyes, and a long, thin nose -I still look like a little girl, though sometime in the last few months I turned sixteen. The other factions celebrate birthdays, but we don't. It would be self-indulgent.

(...) "So today is the day," she says.

"Yes," I reply.

"Are you nervous?"

I stare into my own eyes for a moment. Today is the day of the Aptitude test that will show me which of the five factions I belong in. And tomorrow, at the Choosing Ceremony, I will decide on a faction; I will decide the rest of my life; I will decide to stay with my family or abandon them.

"No," I say. "The tests don't have to change our choices."

"Right." She smiles. "Let's go eat breakfast."

"Thank you. For cutting my hair."

She kisses my cheek and slides the panel over the mirror. I think my mother could be beautiful, in a different world. Her body is thin beneath the gray robe. She has high cheekbones and long eyelashes, and when she lets her hair down at night, it hangs in waves over her shoulders. But she must hide that beauty in Abnegation.

We walk together to the kitchen. On these mornings when my brother makes breakfast, and my father's hand skims my hair as he reads the newspaper, and my mother hums as she clears the table - it is on these mornings that I feel guiltiest for wanting to leave them.


Adapted from https://genius.com/Veronica-roth-divergent-chapter- 1-annotated
In the sentence, "The tests don't have to change our choices" (Chapter 1, line 29), "don't have to" implies "no obligation". Which modal verb expresses the opposite ideа of "don't have to"?
Alternativas
Q3832795 Inglês
Read text VII to answer question.


TEXT VII


"Divergent" is a dark and thrilling series of young adult science fiction books by American novelist Veronica Roth. The trilogy consists of "Divergent" (2011), "Insurgent" (2012), and "Allegiant" (2013), which were later adapted into 3 films.

It is set in a post-apocalyptic dystopian Chicago that has separated its population into five Factions, each defined by certain values. The Factions are Dauntless (the brave), Amity (the kind), Erudite (the intelligent), Abnegation (the selfless), and Candor (the honest). Each year, teenagers of a certain age take a placement test and then choose the Faction to which they will devote the rest of their lives. In Chapter 1, we are introduced to Beatrice Prior, who later changes her name to Tris, the protagonist and narrator of the story. As she sits in front of a mirror while her mother cuts her hair, she reflects on the life challenges she will have to face soon.


Chapter 1

THERE IS ONE mirror in my house. It is behind a sliding panel in the hallway upstairs. Our faction allows us to stand in front of it on the second day of every third month, the day my mother cuts my hair.

I sit on the stool and my mother stands behind me with the scissors, trimming. The strands fall on the floor in a dull, blond ring.

When she finishes, she pulls my hair away from my face and twists it into a knot. I note how calm she looks and how focused she is. She is well-practiced in the art of losing herself. I can't say the same of myself.

I sneak a look at my reflection when she isn't paying attention-not for the sake of vanity, but out of curiosity. A lot can happen to a person's appearance in three months.

In my reflection, I see a narrow face, wide, round eyes, and a long, thin nose -I still look like a little girl, though sometime in the last few months I turned sixteen. The other factions celebrate birthdays, but we don't. It would be self-indulgent.

(...) "So today is the day," she says.

"Yes," I reply.

"Are you nervous?"

I stare into my own eyes for a moment. Today is the day of the Aptitude test that will show me which of the five factions I belong in. And tomorrow, at the Choosing Ceremony, I will decide on a faction; I will decide the rest of my life; I will decide to stay with my family or abandon them.

"No," I say. "The tests don't have to change our choices."

"Right." She smiles. "Let's go eat breakfast."

"Thank you. For cutting my hair."

She kisses my cheek and slides the panel over the mirror. I think my mother could be beautiful, in a different world. Her body is thin beneath the gray robe. She has high cheekbones and long eyelashes, and when she lets her hair down at night, it hangs in waves over her shoulders. But she must hide that beauty in Abnegation.

We walk together to the kitchen. On these mornings when my brother makes breakfast, and my father's hand skims my hair as he reads the newspaper, and my mother hums as she clears the table - it is on these mornings that I feel guiltiest for wanting to leave them.


Adapted from https://genius.com/Veronica-roth-divergent-chapter- 1-annotated
It is correct to infer that people from Abnegation:
Alternativas
Q3832794 Inglês
Read text VII to answer question.


TEXT VII


"Divergent" is a dark and thrilling series of young adult science fiction books by American novelist Veronica Roth. The trilogy consists of "Divergent" (2011), "Insurgent" (2012), and "Allegiant" (2013), which were later adapted into 3 films.

It is set in a post-apocalyptic dystopian Chicago that has separated its population into five Factions, each defined by certain values. The Factions are Dauntless (the brave), Amity (the kind), Erudite (the intelligent), Abnegation (the selfless), and Candor (the honest). Each year, teenagers of a certain age take a placement test and then choose the Faction to which they will devote the rest of their lives. In Chapter 1, we are introduced to Beatrice Prior, who later changes her name to Tris, the protagonist and narrator of the story. As she sits in front of a mirror while her mother cuts her hair, she reflects on the life challenges she will have to face soon.


Chapter 1

THERE IS ONE mirror in my house. It is behind a sliding panel in the hallway upstairs. Our faction allows us to stand in front of it on the second day of every third month, the day my mother cuts my hair.

I sit on the stool and my mother stands behind me with the scissors, trimming. The strands fall on the floor in a dull, blond ring.

When she finishes, she pulls my hair away from my face and twists it into a knot. I note how calm she looks and how focused she is. She is well-practiced in the art of losing herself. I can't say the same of myself.

I sneak a look at my reflection when she isn't paying attention-not for the sake of vanity, but out of curiosity. A lot can happen to a person's appearance in three months.

In my reflection, I see a narrow face, wide, round eyes, and a long, thin nose -I still look like a little girl, though sometime in the last few months I turned sixteen. The other factions celebrate birthdays, but we don't. It would be self-indulgent.

(...) "So today is the day," she says.

"Yes," I reply.

"Are you nervous?"

I stare into my own eyes for a moment. Today is the day of the Aptitude test that will show me which of the five factions I belong in. And tomorrow, at the Choosing Ceremony, I will decide on a faction; I will decide the rest of my life; I will decide to stay with my family or abandon them.

"No," I say. "The tests don't have to change our choices."

"Right." She smiles. "Let's go eat breakfast."

"Thank you. For cutting my hair."

She kisses my cheek and slides the panel over the mirror. I think my mother could be beautiful, in a different world. Her body is thin beneath the gray robe. She has high cheekbones and long eyelashes, and when she lets her hair down at night, it hangs in waves over her shoulders. But she must hide that beauty in Abnegation.

We walk together to the kitchen. On these mornings when my brother makes breakfast, and my father's hand skims my hair as he reads the newspaper, and my mother hums as she clears the table - it is on these mornings that I feel guiltiest for wanting to leave them.


Adapted from https://genius.com/Veronica-roth-divergent-chapter- 1-annotated
All the statements below are correct about "Divergent" EXCEPT for:
Alternativas
Q3832793 Inglês
Read text VI to answer question.

TEXT VI
Q36.png (200×217)

In the picture about global warming, the word "cool" is used in multiple senses. Say which definitions are applicable and then mark the correct option.

I- Calm, free of tensions.
II- Lacking enthusiasm; unfriendly.
III- Become or cause to become less hot.
IV- Good or acceptable.
Alternativas
Q3832792 Inglês

Read text V to answer question.


TEXT V


US considers 'sun blocking' to cool the Earth



It sounds like something out of a sci-fi novel, but some researchers want to cool the earth by reflecting sunlight back into space. Sun blocking' technologies - also known as solar radiation modification (SRM) - could theoretically cool down the earth by reflecting sunlight back into space. One idea involves pumping sun-blocking particles into the upper atmosphere. This process of 'stratospheric aerosol injection' would involve planes spraying an aerosol like sulfur dioxide into the stratosphere. This mist of particles would reflect the sun back upwards, shading the earth. The method has already worked - although accidentally. When Mount Pinatubo in the Philippines erupted in 1991, it released thousands of tons of sulfur dioxide. The global temperature temporarily dropped by 0.5°C. In September 2022, researchers at Yale University argued that the injection method could hypothetically refreeze the poles.


A White House report published last Friday confirms that the US is open to researching SRM. "A programme of research into the scientific and societal implications of solar radiation modification (SRM) would enable better-informed decisions about the potential risks and benefits of SRM as a component. of climate policy, alongside the foundational elements of greenhouse gas emissions mitigation and adaptation it says. However, the report also clarifies that no decision has been made to "establish a comprehensive research programme focused on solar radiation modification."


In February, several news outlets reported that the UN wanted to 'explore' this technique. This could give the impression that the organisation had approved sun blocking as a viablé tool to fight climate change. Unfortunately for tech enthusiasts, this is not the case. The UN Environmental Program's recent report into SRM concludes that it is not currently a realistic or wise plan. "UNEP concurs with the panel that, at present, large-scale, or operational deployment of SRM technologies is not necessary, viable, prudent or sufficiently safe, given the limited scientific understanding and uncertainty about the potential impacts and unintended consequences," says UNEP's Chief Scientist Andrea Hinwood. "The review concludes that SRM cannot replace reducing greenhouse gas emissions." Nonetheless, the body doesn't rule out the method altogether, with the report concluding that their assessment of the technique "may change should climate actions remain insufficient".


Adapted from https://www.euronews.com/green/2023/07/05/sunblockers-us-scientists-aim-to-cool-the-earth-by-reflecting-sunlightinto-space





What type of text is it?
Alternativas
Q3832791 Inglês

Read text V to answer question.


TEXT V


US considers 'sun blocking' to cool the Earth



It sounds like something out of a sci-fi novel, but some researchers want to cool the earth by reflecting sunlight back into space. Sun blocking' technologies - also known as solar radiation modification (SRM) - could theoretically cool down the earth by reflecting sunlight back into space. One idea involves pumping sun-blocking particles into the upper atmosphere. This process of 'stratospheric aerosol injection' would involve planes spraying an aerosol like sulfur dioxide into the stratosphere. This mist of particles would reflect the sun back upwards, shading the earth. The method has already worked - although accidentally. When Mount Pinatubo in the Philippines erupted in 1991, it released thousands of tons of sulfur dioxide. The global temperature temporarily dropped by 0.5°C. In September 2022, researchers at Yale University argued that the injection method could hypothetically refreeze the poles.


A White House report published last Friday confirms that the US is open to researching SRM. "A programme of research into the scientific and societal implications of solar radiation modification (SRM) would enable better-informed decisions about the potential risks and benefits of SRM as a component. of climate policy, alongside the foundational elements of greenhouse gas emissions mitigation and adaptation it says. However, the report also clarifies that no decision has been made to "establish a comprehensive research programme focused on solar radiation modification."


In February, several news outlets reported that the UN wanted to 'explore' this technique. This could give the impression that the organisation had approved sun blocking as a viablé tool to fight climate change. Unfortunately for tech enthusiasts, this is not the case. The UN Environmental Program's recent report into SRM concludes that it is not currently a realistic or wise plan. "UNEP concurs with the panel that, at present, large-scale, or operational deployment of SRM technologies is not necessary, viable, prudent or sufficiently safe, given the limited scientific understanding and uncertainty about the potential impacts and unintended consequences," says UNEP's Chief Scientist Andrea Hinwood. "The review concludes that SRM cannot replace reducing greenhouse gas emissions." Nonetheless, the body doesn't rule out the method altogether, with the report concluding that their assessment of the technique "may change should climate actions remain insufficient".


Adapted from https://www.euronews.com/green/2023/07/05/sunblockers-us-scientists-aim-to-cool-the-earth-by-reflecting-sunlightinto-space





It may be inferred from the text that solar radiation modification:
Alternativas
Respostas
8521: C
8522: C
8523: A
8524: D
8525: B
8526: D
8527: A
8528: D
8529: E
8530: A
8531: D
8532: A
8533: C
8534: D
8535: B
8536: D
8537: C
8538: B
8539: A
8540: D