Questões Militares

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Q3514197 Teologia
No âmbito da Teologia da Graça, especialmente após a síntese tomista, como a Teologia Católica compreende a ação da Graça de Deus em relação à natureza humana decaída?
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Q3514196 Teologia
Na perspectiva da teologia católica, como se deve interpretar a dupla narrativa da criação no Gênesis (Gn 1 e Gn 2) à luz da Antropologia Teológica? 
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Q3514195 Teologia
Sobre a Antropologia do Concílio Vaticano II, a principal contribuição da Gaudium et Spes para a compreensão teológica do ser humano é
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Q3514194 Teologia
Sobre a doutrina do pecado de origem e suas consequências, o efeito principal do pecado original, segundo a doutrina católica e a reflexão da Antropologia Teológica, é a
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Q3514193 Teologia
Segundo a Tradição da Igreja e a reflexão teológica, o fato de ser criado “à imagem e semelhança de Deus” (Gn 1,26) significa que o ser humano
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Q3514192 Português
Leia o texto, para responder a questão

        Na véspera do Dia de Finados é imprescindível falar da vida e não da morte. Morrer faz parte da existência. É um fim em si mesmo, definido popularmente pelo velho refrão de que “para morrer, basta estar vivo”. No entanto, estamos acelerando a morte da vida no planeta com o descuido contínuo que faz surgir a crise climática atual. As mudanças climáticas são antigas, não surgiram nas últimas décadas. Talvez tenham até alguns séculos, desde quando na “idade da pedra” se acenderam as primeiras fogueiras. Incrementaram-se e cresceram, porém, com a “Revolução Industrial”, que nos facilitou o viver no dia a dia, mas terminou por nos tirar muito mais do que, agora, nos proporciona em bem-estar.

(Flávio Tavares, O Dia de Finados que estendemos ao infinito.
Disponível em: estadão.com.br/opinião. Acesso em: 13.04.2025.)
A frase, baseada no texto, que apresenta emprego e correlação de tempos e modos verbais de acordo com a norma-padrão é:
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Q3514191 Português
Leia o texto, para responder a questão

        Na véspera do Dia de Finados é imprescindível falar da vida e não da morte. Morrer faz parte da existência. É um fim em si mesmo, definido popularmente pelo velho refrão de que “para morrer, basta estar vivo”. No entanto, estamos acelerando a morte da vida no planeta com o descuido contínuo que faz surgir a crise climática atual. As mudanças climáticas são antigas, não surgiram nas últimas décadas. Talvez tenham até alguns séculos, desde quando na “idade da pedra” se acenderam as primeiras fogueiras. Incrementaram-se e cresceram, porém, com a “Revolução Industrial”, que nos facilitou o viver no dia a dia, mas terminou por nos tirar muito mais do que, agora, nos proporciona em bem-estar.

(Flávio Tavares, O Dia de Finados que estendemos ao infinito.
Disponível em: estadão.com.br/opinião. Acesso em: 13.04.2025.)
Considerando-se a coerência textual, a reescrita do trecho inicial que expressa a relação de sentido adequada é: 
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Q3514189 Português
Leia a tira de Bill Watterson, para responder a questão.

(Disponível em: https://opiniaocentral.wordpress.com/2019/10/15/ calvin-e-haroldo-uma-questao-de-ponto-de-vista/. Acesso em 13.04.2025.)
Considere o seguinte enunciado, formulado com base no texto.
Eu sei ____________ me pergunto ___________ ele não pode ser injusto _____________

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas desses enunciados, com coerência e de acordo com a norma-padrão de pontuação, emprego de pronome e ortografia.
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Q3514188 Português
Leia a tira de Bill Watterson, para responder a questão.

(Disponível em: https://opiniaocentral.wordpress.com/2019/10/15/ calvin-e-haroldo-uma-questao-de-ponto-de-vista/. Acesso em 13.04.2025.)
É correto afirmar que o efeito de sentido decorrente do diálogo entre as personagens da tira está focado 
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Q3514185 Português
Leia o texto, para responder a questão.

        “Depósito”: o modo como uma casa de repouso para idosos é chamada em um novo livro de ficção pretende denunciar as incongruências de nossa relação com a velhice e com os idosos ao nosso redor. Em Jasmins, publicado pela editora Maralto, Claudia Nina retrata a dura relação entre a cuidadora Yasmin e a idosa Wanda, num momento da história em que o fenômeno da longevidade interpela a nossa atenção à população idosa.
        
“Embora não seja regra, alguns fatores tornam os idosos mais vulneráveis e dependentes de outras pessoas, seja para a realização de atividades básicas da vida diária e econômica ou emocionalmente, principalmente aqueles com déficits cognitivos ou limitações naturais do próprio envelhecimento”, explica a psicóloga Allana Moraes. “Por essas razões, lamentavelmente, o idoso também se encontra mais suscetível a ser vítima de violências nos mais variados âmbitos, seja familiar, institucional ou social”.

        De acordo com Allana, é o próprio ambiente familiar que tem se apresentado como o espaço de maior incidência de abandono e maus-tratos acometidos contra o idoso, com episódios de violência psicológica, física, moral e patrimonial perpetrados por filhos ou cônjuges. Diversos fatores desempenham um papel nesse tipo de cenário, entre os quais o que pode ser chamado de transmissão transgeracional da violência e do abandono.

        “O fato de os idosos se transformarem em vítimas igualmente se relaciona às raízes familiares, à violência ou abandono por eles perpetrados no passado, assim como terem apresentado comportamentos disruptivos, agressividade e atitudes provocativas em relação aos familiares”, explica a psicóloga. “Portanto, para analisar os motivos que levam um familiar a agir com violência em relação a um idoso, há que se levar em conta não só características dos idosos ou da família, já que se trata de um fenômeno multideterminado e que deve ser analisado em sua complexidade”.

        Entre os fatores em jogo, há também aquilo que o gerontólogo Robert N. Butler chamou já em 1969 de “ageísmo” ou “idadismo”, ou seja, a discriminação contra pessoas com base em sua idade, mais comumente direcionada a pessoas mais velhas. “Butler descreveu três aspectos deste tipo de preconceito: atitudes negativas em relação aos idosos, à velhice e ao processo de envelhecimento; práticas discriminatórias contra idosos; e práticas e políticas institucionais que perpetuam estereótipos e atitudes negativas sobre os idosos”, pontua Allana.

        A saúde dos vínculos afetivos entre o idoso e os seus cuidadores é um fator de proteção contra a violência muito significativo. Com a atenção à saúde mental dos profissionais cuidadores e com a proximidade da família, casas de repouso deixariam de ser “depósitos” e se tornariam pontos de apoio fundamentais em uma sociedade cada vez mais idosa.

(Disponível em: https://www.semprefamilia.com.br. Acesso em: 08.04.2025. Adaptado)
No período “A saúde dos vínculos afetivos entre o idoso e os seus cuidadores é um fator de proteção contra a violência muito significativo.”, a abordagem morfossintática deve reconhecer, corretamente, que 
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Q3514184 Português
Leia o texto, para responder a questão.

        “Depósito”: o modo como uma casa de repouso para idosos é chamada em um novo livro de ficção pretende denunciar as incongruências de nossa relação com a velhice e com os idosos ao nosso redor. Em Jasmins, publicado pela editora Maralto, Claudia Nina retrata a dura relação entre a cuidadora Yasmin e a idosa Wanda, num momento da história em que o fenômeno da longevidade interpela a nossa atenção à população idosa.
        
“Embora não seja regra, alguns fatores tornam os idosos mais vulneráveis e dependentes de outras pessoas, seja para a realização de atividades básicas da vida diária e econômica ou emocionalmente, principalmente aqueles com déficits cognitivos ou limitações naturais do próprio envelhecimento”, explica a psicóloga Allana Moraes. “Por essas razões, lamentavelmente, o idoso também se encontra mais suscetível a ser vítima de violências nos mais variados âmbitos, seja familiar, institucional ou social”.

        De acordo com Allana, é o próprio ambiente familiar que tem se apresentado como o espaço de maior incidência de abandono e maus-tratos acometidos contra o idoso, com episódios de violência psicológica, física, moral e patrimonial perpetrados por filhos ou cônjuges. Diversos fatores desempenham um papel nesse tipo de cenário, entre os quais o que pode ser chamado de transmissão transgeracional da violência e do abandono.

        “O fato de os idosos se transformarem em vítimas igualmente se relaciona às raízes familiares, à violência ou abandono por eles perpetrados no passado, assim como terem apresentado comportamentos disruptivos, agressividade e atitudes provocativas em relação aos familiares”, explica a psicóloga. “Portanto, para analisar os motivos que levam um familiar a agir com violência em relação a um idoso, há que se levar em conta não só características dos idosos ou da família, já que se trata de um fenômeno multideterminado e que deve ser analisado em sua complexidade”.

        Entre os fatores em jogo, há também aquilo que o gerontólogo Robert N. Butler chamou já em 1969 de “ageísmo” ou “idadismo”, ou seja, a discriminação contra pessoas com base em sua idade, mais comumente direcionada a pessoas mais velhas. “Butler descreveu três aspectos deste tipo de preconceito: atitudes negativas em relação aos idosos, à velhice e ao processo de envelhecimento; práticas discriminatórias contra idosos; e práticas e políticas institucionais que perpetuam estereótipos e atitudes negativas sobre os idosos”, pontua Allana.

        A saúde dos vínculos afetivos entre o idoso e os seus cuidadores é um fator de proteção contra a violência muito significativo. Com a atenção à saúde mental dos profissionais cuidadores e com a proximidade da família, casas de repouso deixariam de ser “depósitos” e se tornariam pontos de apoio fundamentais em uma sociedade cada vez mais idosa.

(Disponível em: https://www.semprefamilia.com.br. Acesso em: 08.04.2025. Adaptado)
A norma-padrão de acentuação das palavras “incongruências” e “ageísmo” aplica-se também, respectivamente, a
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Q3514179 Português
Leia o texto, para responder a questão.

        “Depósito”: o modo como uma casa de repouso para idosos é chamada em um novo livro de ficção pretende denunciar as incongruências de nossa relação com a velhice e com os idosos ao nosso redor. Em Jasmins, publicado pela editora Maralto, Claudia Nina retrata a dura relação entre a cuidadora Yasmin e a idosa Wanda, num momento da história em que o fenômeno da longevidade interpela a nossa atenção à população idosa.
        
“Embora não seja regra, alguns fatores tornam os idosos mais vulneráveis e dependentes de outras pessoas, seja para a realização de atividades básicas da vida diária e econômica ou emocionalmente, principalmente aqueles com déficits cognitivos ou limitações naturais do próprio envelhecimento”, explica a psicóloga Allana Moraes. “Por essas razões, lamentavelmente, o idoso também se encontra mais suscetível a ser vítima de violências nos mais variados âmbitos, seja familiar, institucional ou social”.

        De acordo com Allana, é o próprio ambiente familiar que tem se apresentado como o espaço de maior incidência de abandono e maus-tratos acometidos contra o idoso, com episódios de violência psicológica, física, moral e patrimonial perpetrados por filhos ou cônjuges. Diversos fatores desempenham um papel nesse tipo de cenário, entre os quais o que pode ser chamado de transmissão transgeracional da violência e do abandono.

        “O fato de os idosos se transformarem em vítimas igualmente se relaciona às raízes familiares, à violência ou abandono por eles perpetrados no passado, assim como terem apresentado comportamentos disruptivos, agressividade e atitudes provocativas em relação aos familiares”, explica a psicóloga. “Portanto, para analisar os motivos que levam um familiar a agir com violência em relação a um idoso, há que se levar em conta não só características dos idosos ou da família, já que se trata de um fenômeno multideterminado e que deve ser analisado em sua complexidade”.

        Entre os fatores em jogo, há também aquilo que o gerontólogo Robert N. Butler chamou já em 1969 de “ageísmo” ou “idadismo”, ou seja, a discriminação contra pessoas com base em sua idade, mais comumente direcionada a pessoas mais velhas. “Butler descreveu três aspectos deste tipo de preconceito: atitudes negativas em relação aos idosos, à velhice e ao processo de envelhecimento; práticas discriminatórias contra idosos; e práticas e políticas institucionais que perpetuam estereótipos e atitudes negativas sobre os idosos”, pontua Allana.

        A saúde dos vínculos afetivos entre o idoso e os seus cuidadores é um fator de proteção contra a violência muito significativo. Com a atenção à saúde mental dos profissionais cuidadores e com a proximidade da família, casas de repouso deixariam de ser “depósitos” e se tornariam pontos de apoio fundamentais em uma sociedade cada vez mais idosa.

(Disponível em: https://www.semprefamilia.com.br. Acesso em: 08.04.2025. Adaptado)
As aspas empregadas em “depósito” sinalizam a intenção de associar, implicitamente, a casa de repouso às ideias de
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Q3514175 Português
Leia o texto, para responder a questão.

Declaração de bens

Só tenho palavras
para o indizível.

Só tenho voz
para emudecer.

Só trago nome
para o que nunca nasceu.

Uma única certeza
demora em mim:
o que em nós já foi menino
não envelhecerá nunca.

(Mia Couto, Poemas escolhidos.)
O efeito de sentido produzido pela relação entre as declarações do primeiro e do segundo verso dessas estrofes pode ser traduzido pela palavra 
Alternativas
Q3514174 Português
Leia o texto, para responder a questão.

Declaração de bens

Só tenho palavras
para o indizível.

Só tenho voz
para emudecer.

Só trago nome
para o que nunca nasceu.

Uma única certeza
demora em mim:
o que em nós já foi menino
não envelhecerá nunca.

(Mia Couto, Poemas escolhidos.)
O emprego do advérbio “Só”, no início de três estrofes do poema, deixa 
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Q3514173 Português
Leia o texto, para responder a questão.

Declaração de bens

Só tenho palavras
para o indizível.

Só tenho voz
para emudecer.

Só trago nome
para o que nunca nasceu.

Uma única certeza
demora em mim:
o que em nós já foi menino
não envelhecerá nunca.

(Mia Couto, Poemas escolhidos.)
É correto concluir que o título “Declaração de bens” sinaliza a ideia, expressa no poema, de que, para o eu lírico,
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Q3514091 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


Caros leitores, digníssimas leitoras,


Quando falamos do mercado automotivo brasileiro, independentemente do setor, sempre temos que ter em mente a existência de vários “brasis” dentro do Brasil. Num país continental como o nosso, não temos aquela verdade absoluta.



(Raphael Galante, “Os vários ‘brasis’ dentro do Brasil”, InfoMoney. Disponível em: https://www.infomoney.com.br/colunistas/o-mundo-sobre- -muitas-rodas/os-varios-brasis-dentro-do-brasil/. Adaptado) 

Com base na obra de Koch e Elias (Ler e compreender: os sentidos do texto, 2011), é correto afirmar que o substantivo “Brasil”, quando considerado em relação ao substantivo “país”, corresponde a um
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Q3514090 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


Caros leitores, digníssimas leitoras,


Quando falamos do mercado automotivo brasileiro, independentemente do setor, sempre temos que ter em mente a existência de vários “brasis” dentro do Brasil. Num país continental como o nosso, não temos aquela verdade absoluta.



(Raphael Galante, “Os vários ‘brasis’ dentro do Brasil”, InfoMoney. Disponível em: https://www.infomoney.com.br/colunistas/o-mundo-sobre- -muitas-rodas/os-varios-brasis-dentro-do-brasil/. Adaptado) 

De acordo com Nilce Sant’Anna Martins (Introdução à estilística, 2008), “também os nomes geográficos aparecem pluralizados com valor expressivo”.

No caso do termo destacado no texto, a sua pluralização remete à ideia de
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Q3514089 Português
Assinale a alternativa em que a expressão destacada está grafada conforme prescrito por Napoleão Mendes de Almeida (Dicionário de questões vernáculas, 2006) e seu sentido contextual. 
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Q3514088 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Os calções verdes do Bruno


   Até a camarada professora ficou espantada e interrompeu a aula quando o Bruno entrou na sala. Não era só o que se via na mudança das roupas, mas também o que se podia cheirar com a chegada daquele Bruno tão lavadinho.

   No intervalo, em vez de irmos todos brincar a correr, cada um ficou só espantado a passar perto do Bruno, mesmo a fingir que ia lá fazer outra coisa qualquer. A antiga blusa vermelha tinha sido substituída por uma camisa de manga curta esverdeada e flores brancas tipo Hawai. Mas o mais espantoso era o Bruno não trazer os calções dele verdes justos com duas barras brancas de lado. A pele cheirava a sabonete azul limpo, as orelhas não tinham cera, as unhas cortadas e limpas, o cabelo lavado e cheio de gel. Até os óculos estavam limpos. Tortos mas limpos.

   Fiquei no fundo da sala. Eu era grande amigo do Bruno e mesmo assim não consegui entender aquela transformação. Olhei o pátio onde as meninas brincavam “35 vitórias”. Na porta, uma contraluz do meio-dia iluminava a cara espantada da Romina. Eu olhava a Romina, o sol na porta e o Bruno também.

  O mujimbo* já tinha circulado lá fora e eu nem sabia. Havia uma explicação para tanto banho e perfumaria. Parece que o Bruno estava apaixonado pela Ró. A mãe do Bruno tinha contado à mãe do Helder todos os acontecimentos incríveis da tarde anterior: a procura dum bom perfume, o gel no cabelo, os sapatos limpos e brilhantes, a camisa de botões. A mãe do Bruno disse à mãe do Helder, “foi ele mesmo que me chamou para eu lhe esfregar as costas”.

    Depois do intervalo o Bruno passou-me secretamente a carta.

   A carta continuava bonita como eu nunca soube que o Bruno sabia escrever assim. Ele tinha a cara afundada nos braços, parecia adormecido, eu lia a carta sem acreditar que o Bruno tinha escrito aquilo mas os erros de português eram muito dele mesmo.

   A camarada professora era muito má. Veio a correr e riu- -se porque eu tinha lágrimas nos olhos. Pegou na carta e rasgou tudo em pedacinhos tão pequenos como as minhas lágrimas e as do Bruno. A Romina desconfiou de alguma coisa, porque também tinha os olhos molhados.

   O sino tocou. Saímos. Era o último tempo.

   No dia seguinte, com um riso que era também de tristeza e uma espécie de saudade, o Bruno apareceu com a blusa dele vermelha e os calções verdes justos com duas riscas brancas de lado. Deu a gargalhada dele que incomodava a escola toda e veio brincar conosco.

   Na porta da sala, uma contraluz amarela do meio-dia iluminava a cara bonita da Romina e os olhos dela molhados com lágrimas de ternura. E o Bruno também.


* Mujimbo: boato.

(Ondjaki, Os da minha rua. Adaptado)
Considere as seguintes reescritas de informações do texto:

•  Não é só o que as pessoas __________ na mudança das roupas, mas também o que podem cheirar com a chegada daquele Bruno tão lavadinho.
•  No intervalo, em vez de brincar a correr, todos __________  passar perto do Bruno, mesmo a fingir que estão lá para fazer outra coisa qualquer.
•  Eu olhava a Romina, o sol na porta e o Bruno também. Eles todos juntos _________ um quadro na minha imaginação.
•  A carta continua bonita. Enquanto eu leio, Bruno __________  a cara afundada nos braços, parece adormecido.

De acordo com a norma-padrão, as lacunas devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com:
Alternativas
Q3514087 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Os calções verdes do Bruno


   Até a camarada professora ficou espantada e interrompeu a aula quando o Bruno entrou na sala. Não era só o que se via na mudança das roupas, mas também o que se podia cheirar com a chegada daquele Bruno tão lavadinho.

   No intervalo, em vez de irmos todos brincar a correr, cada um ficou só espantado a passar perto do Bruno, mesmo a fingir que ia lá fazer outra coisa qualquer. A antiga blusa vermelha tinha sido substituída por uma camisa de manga curta esverdeada e flores brancas tipo Hawai. Mas o mais espantoso era o Bruno não trazer os calções dele verdes justos com duas barras brancas de lado. A pele cheirava a sabonete azul limpo, as orelhas não tinham cera, as unhas cortadas e limpas, o cabelo lavado e cheio de gel. Até os óculos estavam limpos. Tortos mas limpos.

   Fiquei no fundo da sala. Eu era grande amigo do Bruno e mesmo assim não consegui entender aquela transformação. Olhei o pátio onde as meninas brincavam “35 vitórias”. Na porta, uma contraluz do meio-dia iluminava a cara espantada da Romina. Eu olhava a Romina, o sol na porta e o Bruno também.

  O mujimbo* já tinha circulado lá fora e eu nem sabia. Havia uma explicação para tanto banho e perfumaria. Parece que o Bruno estava apaixonado pela Ró. A mãe do Bruno tinha contado à mãe do Helder todos os acontecimentos incríveis da tarde anterior: a procura dum bom perfume, o gel no cabelo, os sapatos limpos e brilhantes, a camisa de botões. A mãe do Bruno disse à mãe do Helder, “foi ele mesmo que me chamou para eu lhe esfregar as costas”.

    Depois do intervalo o Bruno passou-me secretamente a carta.

   A carta continuava bonita como eu nunca soube que o Bruno sabia escrever assim. Ele tinha a cara afundada nos braços, parecia adormecido, eu lia a carta sem acreditar que o Bruno tinha escrito aquilo mas os erros de português eram muito dele mesmo.

   A camarada professora era muito má. Veio a correr e riu- -se porque eu tinha lágrimas nos olhos. Pegou na carta e rasgou tudo em pedacinhos tão pequenos como as minhas lágrimas e as do Bruno. A Romina desconfiou de alguma coisa, porque também tinha os olhos molhados.

   O sino tocou. Saímos. Era o último tempo.

   No dia seguinte, com um riso que era também de tristeza e uma espécie de saudade, o Bruno apareceu com a blusa dele vermelha e os calções verdes justos com duas riscas brancas de lado. Deu a gargalhada dele que incomodava a escola toda e veio brincar conosco.

   Na porta da sala, uma contraluz amarela do meio-dia iluminava a cara bonita da Romina e os olhos dela molhados com lágrimas de ternura. E o Bruno também.


* Mujimbo: boato.

(Ondjaki, Os da minha rua. Adaptado)
Nilce Sant’Anna Martins (Introdução à estilística, 2008) afirma: “O elemento avaliativo pode ser acrescentado a um lexema por um sufixo ou prefixo. (...) A língua portuguesa é muito rica em afixos responsáveis por uma derivação emotiva de considerável amplitude”.

A análise da autora é corretamente exemplificada com o termo destacado em:
Alternativas
Respostas
4401: B
4402: C
4403: C
4404: A
4405: D
4406: E
4407: B
4408: B
4409: A
4410: B
4411: D
4412: B
4413: E
4414: E
4415: B
4416: D
4417: D
4418: C
4419: A
4420: E