Sobre a Pancreatite Aguda, marque a alternativa CORRETA.

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Q3873787 Medicina
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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A conduta atual na pancreatite aguda é reposição volêmica precoce, porém moderada e guiada por metas; a hiper-hidratação agressiva nas primeiras 24 horas não é sustentada como benéfica e pode aumentar sobrecarga hídrica e complicações respiratórias. Isso torna correta a alternativa C e afasta a ideia de hidratação agressiva rotineira.

Tema central: Condutas na pancreatite aguda
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque transforma um conceito histórico em contraindicação prática. Pela base, opioides são aceitáveis para analgesia na pancreatite aguda, e o receio de piora por aumento da pressão do esfíncter de Oddi não sustenta evitar análogos de morfina rotineiramente. O erro médico é negar analgesia eficaz com base em um dogma farmacológico superado.
B
Errada
Está errada porque contraria a conduta recomendada na pancreatite aguda biliar leve. A base afirma que, após estabilização ou resolução clínica, a colecistectomia deve ser feita na mesma internação, justamente para reduzir recorrência de eventos biliares e nova pancreatite. Portanto, dizer que não deve ser realizada na mesma internação por aumentar morbimortalidade inverte o critério de indicação.
C
Certa
A alternativa C está correta porque o conceito antigo de infundir grandes volumes fixos nas primeiras 24 horas foi abandonado. A base informa que a ressuscitação volêmica deve ser precoce, mas individualizada, evitando excessos. Diretrizes contemporâneas de pancreatite aguda e o ensaio WATERFALL reforçam que a estratégia agressiva aumenta sobrecarga hídrica e piora desfechos, sobretudo complicações respiratórias, sem benefício clínico proporcional. O ponto mais seguro da alternativa é o potencial dano da hiper-hidratação indiscriminada.
D
Errada
Está errada porque extensão de necrose pancreática, por si só, não indica antibiótico profilático. A base é explícita: necrose estéril, mesmo extensa, não deve receber antibioticoterapia profilática de rotina. O gatilho para antibiótico é infecção confirmada ou fortemente suspeita, não a gravidade anatômica isolada. Prescrever profilaxia nesse cenário é conduta inadequada e potencialmente perigosa por uso indevido de antimicrobianos.
Pegadinha da questão
A banca explorou práticas antigas ou generalizações indevidas: confundir reposição volêmica precoce com hiper-hidratação agressiva, repetir o mito de contraindicação da morfina, transferir o adiamento cirúrgico de casos graves para a pancreatite biliar leve e supor antibiótico obrigatório apenas porque a necrose é extensa.
Dica para questões semelhantes
  • Em pancreatite aguda, diferencie hidratação precoce de hidratação agressiva: a conduta atual é moderada e guiada por metas, não volume fixo alto para todos.
  • Na pancreatite biliar leve, o critério é colecistectomia na mesma internação após melhora clínica.
  • Necrose pancreática só justifica antibiótico quando houver infecção confirmada ou fortemente suspeita; necrose estéril não indica profilaxia rotineira.
  • Não elimine opioides por suposto espasmo do esfíncter de Oddi; esse argumento não sustenta contraindicação clínica atual.

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