Questões Militares Para médico ortopedista e traumatologista

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Q662614 Medicina
Com relação ao tratamento das fraturas expostas, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q662613 Medicina
Em relação à fratura por estresse no atleta, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q662612 Medicina
Marque a alternativa CORRETA. A doença Tipo I Charcot-MarieTooth é uma desordem de qual estrutura abaixo?
Alternativas
Q662611 Medicina
Marque a alternativa CORRETA. Qual intervalo apresenta o percentual do peso do osso que é de colágeno?
Alternativas
Q662610 Medicina
Marque a alternativa CORRETA. A subluxação da cabeça do rádio após osteossíntese de uma fratura-luxação de MONTEGGIA é associada à:
Alternativas
Q662609 Medicina
Marque a alternativa CORRETA. Qual é o restritor primário a translação anterior do ombro?
Alternativas
Q662608 Medicina
Em relação à Síndrome de Hipermobilidade Articular (SHA), é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q662607 Medicina
Em relação aos fenômenos tromboembólicos, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q662606 Medicina
Com relação ao genovaro no raquitismo, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q662605 Medicina
NÃO é diagnóstico diferencial da doença de Perthes:
Alternativas
Q662604 Medicina
Sobre a luxação do joelho, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q662603 Medicina
Com relação à redução das fraturas do colo do fêmur, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q662602 Medicina
Marque a alternativa CORRETA. A lesão ligamentar mais comum associada com a fratura supracondiliana do fêmur é a do:
Alternativas
Q656747 Medicina
Em relação ao Atestado Médico emitido pelo médico assistente para fins de perícia, é CORRETO afirmar que
Alternativas
Q656740 Português
Marque a alternativa CORRETA cuja concordância nominal se encontra de acordo com a norma gramatical:
Alternativas
Q656735 Português

                                             Uma Galinha

                                                                                                      Clarice Lispector

Era uma galinha de domingo. Ainda viva porque não passava de nove horas da manhã.

Parecia calma. Desde sábado encolhera-se num canto da cozinha. Não olhava para ninguém, ninguém olhava para ela. Mesmo quando a escolheram, apalpando sua intimidade com indiferença, não souberam dizer se era gorda ou magra. Nunca se adivinharia nela um anseio.

Foi pois uma surpresa quando a viram abrir as asas de curto vôo, inchar o peito e, em dois ou três lances, alcançar a murada do terraço. Um instante ainda vacilou — o tempo da cozinheira dar um grito — e em breve estava no terraço do vizinho, de onde, em outro vôo desajeitado, alcançou um telhado. Lá ficou em adorno deslocado, hesitando ora num, ora noutro pé. A família foi chamada com urgência e consternada viu o almoço junto de uma chaminé. O dono da casa, lembrando-se da dupla necessidade de fazer esporadicamente algum esporte e de almoçar, vestiu radiante um calção de banho e resolveu seguir o itinerário da galinha: em pulos cautelosos alcançou o telhado onde esta, hesitante e trêmula, escolhia com urgência outro rumo. A perseguição tornou-se mais intensa. De telhado a telhado foi percorrido mais de um quarteirão da rua. Pouco afeita a uma luta mais selvagem pela vida, a galinha tinha que decidir por si mesma os caminhos a tomar, sem nenhum auxílio de sua raça. O rapaz, porém, era um caçador adormecido. E por mais ínfima que fosse a presa o grito de conquista havia soado.

Sozinha no mundo, sem pai nem mãe, ela corria, arfava, muda, concentrada. Às vezes, na fuga, pairava ofegante num beiral de telhado e enquanto o rapaz galgava outros com dificuldade tinha tempo de se refazer por um momento. E então parecia tão livre.

Estúpida, tímida e livre. Não vitoriosa como seria um galo em fuga. Que é que havia nas suas vísceras que fazia dela um ser? A galinha é um ser. É verdade que não se poderia contar com ela para nada. Nem ela própria contava consigo, como o galo crê na sua crista. Sua única vantagem é que havia tantas galinhas que morrendo uma surgiria no mesmo instante outra tão igual como se fora a mesma.

Afinal, numa das vezes em que parou para gozar sua fuga, o rapaz alcançou-a. Entre gritos e penas, ela foi presa. Em seguida carregada em triunfo por uma asa através das telhas e pousada no chão da cozinha com certa violência. Ainda tonta, sacudiu-se um pouco, em cacarejos roucos e indecisos. Foi então que aconteceu. De pura afobação a galinha pôs um ovo. Surpreendida, exausta. Talvez fosse prematuro. Mas logo depois, nascida que fora para a maternidade, parecia uma velha mãe habituada. Sentou-se sobre o ovo e assim ficou, respirando, abotoando e desabotoando os olhos. Seu coração, tão pequeno num prato, solevava e abaixava as penas, enchendo de tepidez aquilo que nunca passaria de um ovo. Só a menina estava perto e assistiu a tudo estarrecida. Mal porém conseguiu desvencilhar-se do acontecimento, despregou-se do chão e saiu aos gritos:

— Mamãe, mamãe, não mate mais a galinha, ela pôs um ovo! ela quer o nosso bem! 

Todos correram de novo à cozinha e rodearam mudos a jovem parturiente. Esquentando seu filho, esta não era nem suave nem arisca, nem alegre, nem triste, não era nada, era uma galinha. O que não sugeria nenhum sentimento especial. O pai, a mãe e a filha olhavam já há algum tempo, sem propriamente um pensamento qualquer. Nunca ninguém acariciou uma cabeça de galinha. O pai afinal decidiu-se com certa brusquidão:

— Se você mandar matar esta galinha nunca mais comerei galinha na minha vida!

— Eu também! jurou a menina com ardor. A mãe, cansada, deu de ombros.

Inconsciente da vida que lhe fora entregue, a galinha passou a morar com a família. A menina, de volta do colégio, jogava a pasta longe sem interromper a corrida para a cozinha. O pai de vez em quando ainda se lembrava: "E dizer que a obriguei a correr naquele estado!" A galinha tornara-se a rainha da casa. Todos, menos ela, o sabiam. Continuou entre a cozinha e o terraço dos fundos, usando suas duas capacidades: a de apatia e a do sobressalto.

Mas quando todos estavam quietos na casa e pareciam tê-la esquecido, enchia-se de uma pequena coragem, resquícios da grande fuga — e circulava pelo ladrilho, o corpo avançando atrás da cabeça, pausado como num campo, embora a pequena cabeça a traísse: mexendo-se rápida e vibrátil, com o velho susto de sua espécie já mecanizado.

Uma vez ou outra, sempre mais raramente, lembrava de novo a galinha que se recortara contra o ar à beira do telhado, prestes a anunciar. Nesses momentos enchia os pulmões com o ar impuro da cozinha e, se fosse dado às fêmeas cantar, ela não cantaria mas ficaria muito mais contente. Embora nem nesses instantes a expressão de sua vazia cabeça se alterasse. Na fuga, no descanso, quando deu à luz ou bicando milho — era uma cabeça de galinha, a mesma que fora desenhada no começo dos séculos.

Até que um dia mataram-na, comeram-na e passaram-se anos.

Texto extraído do livro “Laços de Família”, Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1998, pág. 30. Selecionado por Ítalo Moriconi, figura na publicação “Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século”.  

Marque a alternativa CORRETA quanto ao perfil psicológico da galinha antes do início do preparo do almoço:
Alternativas
Q653397 Medicina
Sobre a fratura da clavícula, é correto afirmar: 
Alternativas
Q653396 Medicina
É efeito do paratormônio no metabolismo ósseo:
Alternativas
Q653395 Medicina
Sobre as fraturas da pelve e fêmur proximal, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q653394 Medicina

Sobre a síndrome da criança espancada, leia as afirmativas abaixo e identifique as verdadeiras (V) e falsas (F).


( ) Apresenta hematomas múltiplos.

( ) Apresenta ferimento cortante em face.

( ) Apresenta fratura do fêmur em consolidação.

( ) Nestes casos, o médico está desobrigado do sigilo profissional e deve notificar os casos suspeitos.

( ) Nestes casos, o médico está obrigado a preservar o sigilo profissional e não deve notificar os casos suspeitos.


A sequência correta é:  

Alternativas
Respostas
1081: B
1082: C
1083: B
1084: A
1085: A
1086: B
1087: D
1088: C
1089: X
1090: D
1091: A
1092: D
1093: A
1094: C
1095: X
1096: X
1097: C
1098: D
1099: E
1100: B