Ao ser digitada a frase: “Segunda Grande Guerra custou a vid...

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Q699661 Português

Texto I para responder à questão.

Mundo lembra 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial

Na Inglaterra, teve minuto de silêncio e tiros de canhão.

Segunda Grande Guerra custou a vida de mais de 60 milhões de pessoas.

    O mundo lembra hoje uma data importante: o fim da Segunda Guerra mundial, há 70 anos. Em Paris, o secretário de estado americano John Kerry participou das comemorações ao lado do presidente francês François Hollande. Na Inglaterra, teve minuto de silêncio e tiros de canhão. [...]

    Além dos horrores de uma campanha militar que não poupou civis em nenhum dos lados, a guerra foi marcada pelo holocausto: o assassinato sistemático de cerca de seis milhões de judeus pelos nazistas.

    Ao lado dos aliados, o Brasil passou a integrar o conflito em 1942. Cerca de 25 mil soldados da Força Expedicionária Brasileira além de homens da Força Aérea lutaram na Itália.

    O fim dos combates comemorado na Europa não significou o fim da Guerra Mundial. O império japonês, que recusava a se render, só capitulou três meses mais tarde, depois que os Estados Unidos lançaram uma bomba atômica sobre Hiroshima e outra sobre Nagasaki.

    Cada uma delas matou cerca de 40 mil civis instantaneamente. Mais de cem mil morreram nos dias seguintes, vítimas de queimaduras e radiação nuclear.

    A guerra ainda demorou alguns meses para terminar de fato, mesmo depois da morte de Hitler e da rendição da Alemanha nazista, mas esses dois acontecimentos são sem dúvida os marcos históricos do fim do conflito. A notícia foi amplamente divulgada, no mundo todo, e foi comemorado com entusiasmo na Europa, nos Estados Unidos e até mesmo no Brasil, numa narração emocionada do radialista Heron Domingues, do Repórter Esso, um dos principais programas de rádio na época:

    “Amigo ouvinte, aqui fala o Repórter Esso, testemunha ocular da história. A rádio de Hamburgo, depois de transmitir o crepúsculo dos deuses, durante muitas horas, acaba de anunciar: “o Fuhrer morreu”. Terminou a guerra! Terminou a guerra! Terminou a guerra”.

(Edição do dia 08/05/2015. Disponível em: http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2015/05/mundo-lembra- 70-anos-do-fim-da-segunda-guerra-mundial.html.)

Ao ser digitada a frase: “Segunda Grande Guerra custou a vida de mais de 60 milhões de pessoas.” o corretor ortográfico e gramatical de um programa de computador identifica um erro em “custou a vida” e apresenta a seguinte mensagem: “Se ‘vida’ estiver completando o sentido de ‘custou’, use a crase.” Dentre as alternativas a seguir, indique a que justifica a correta escolha do digitador em não executar o comando “use a crase”.
Alternativas

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Tema central da questão: Uso da Crase e Regência Verbal. A frase analisada pede conhecimento sobre quando ocorre (ou não) o uso do acento grave indicativo de crase, com foco na relação sintática entre o verbo “custar” e o termo seguinte.

Justificativa da alternativa correta (C): O verbo “custar”, na frase “Segunda Grande Guerra custou a vida de mais de 60 milhões de pessoas.”, tem sentido de “ter como preço” e é transitivo direto segundo a norma-padrão (Bechara, Moderna Gramática Portuguesa). O termo “a vida” funciona como objeto direto, sem necessidade de preposição. Logo, não deve haver crase, pois a crase exige a fusão de preposição 'a' com o artigo feminino 'a'.

Regra central: Conforme explica Celso Cunha & Lindley Cintra (Nova Gramática), ocorre crase apenas se:
a) O termo regido exigir preposição "a";
b) O termo subsequente for feminino e aceitar o artigo "a".
Nesse caso, a preposição não aparece, pois o verbo não exige preposição para o seu complemento direto.

Análise das alternativas incorretas:

A) Incorreta – O uso ou não de numeral é irrelevante para a crase; o que importa é a regência e a presença do artigo.
B) Incorreta – A crase pode ocorrer antes de nome feminino genérico, desde que exigida pela regência, o que não acontece aqui.
D) Incorreta – A presença de modificador não interfere no uso da crase nesse contexto; o ponto essencial é a transitividade do verbo e a ausência da preposição exigida.

Estratégia para provas: Sempre verifique a regência do verbo – se ele exige ou não preposição antes do seu complemento. Lembre-se: sem preposição “a”, não há crase, mesmo diante de substantivo feminino com artigo.

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Comentários

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 c)

A não ocorrência de crase está associada à transitividade do verbo “custar”, na frase em análise.

Transitividade do verbo "Custar", na qual pedi complemento verbal objeto direto. Aquilo que "custa", custa "alguma coisa". Dispensando o uso de preposição.

 

O carro   (custou)  os olhos da cara.

 SUJ           VTD       OD

 

ótima questão

Gab. C

custar é verbo transitivo direto, portanto sem crase

GABARITO: LETRA C

→ “Segunda Grande Guerra custou a vida de mais de 60 milhões de pessoas.” 

→ custou alguma coisa (verbo transitivo direto), não há marcação de preposição, logo não ocorrerá crase.

FORÇA, GUERREIROS(AS)!! ☺

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