Questões Militares
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Na cirurgia videolaparoscópica, é fundamental a confecção do pneumoperitônio, a fim de criar-se um espaço de trabalho para o cirurgião. Apesar de bem tolerado e mantido com níveis seguros de pressão intra-abdominal, o pneumoperitônio com CO2 pode acarretar complicações e alterações respiratórias, cardiovasculares e metabólicas.
A esse respeito, avalie as informações a seguir.
I. A hipercarbia é o distúrbio metabólico observado, sendo secundárias a absorção peritoneal do CO2 e a restrição ventilatória.
II. O deslocamento cefálico do diafragma causado pelo pneumoperitônio pode diminuir a capacidade funcional pulmonar, com eventual formação de atelectasias basais.
III. A pressão intraperitoneal entre 13 e 15mmHg é suficiente para uma boa exposição do campo cirúrgico. Pressão intra-abdominal acima de 20mmHg pode aumentar a pressão venosa central, comprimir a veia cava inferior e reduzir o retorno venoso e o débito cardíaco.
Está correto o que se afirma em
Paciente do sexo feminino, 83 anos, com quadro de emagrecimento espontâneo de aproximadamente 5 quilos nos últimos 6 meses, é levada pelos familiares ao serviço de urgência. Hipertensa, em uso de hidroclorotiazida e losartan. Sem outras comorbidades ou histórico de cirurgias prévias. Não faz acompanhamento médico regular. Lúcida, apresenta-se com abdome difusamente doloroso e distendido. Relata que há mais de 48 horas não apresenta eliminação de flatos ou fezes. Ao exame físico, não apresenta sinais de irritação peritoneal. Ao toque retal, há poucas fezes no dedo de luva, porém com presença de sangue. Realizada a propedêutica complementar, observa-se leve anemia (Hemoglobina 10,2mg/dl) e, à tomografia computadorizada de abdome, distensão difusa de cólons, desde o ceco (calibre de 12cm) até o terço inferior do cólon descendente, estando o cólon sigmoide colabado, sem presença de gás.
om base no caso acima, é correto afirmar que
Paciente, sexo masculino, 28 anos, dá entrada no serviço médico de urgência com quadro de dor abdominal localizada em fossa ilíaca direita, com caráter em aperto e evolução de seis horas. Previamente apresentava-se com quadro de epigastralgia, sem melhora com uso de antiácidos. Associam-se ao quadro clínico náuseas e inapetência. Ao exame físico, apresenta dor localizada em fossa ilíaca direita, com sinais de irritação peritoneal (defesa, Blumberg, Psoas).
Com base no quadro clínico, qual o diagnóstico mais provável e seu respectivo tratamento?
Paciente do sexo feminino, 30 anos, tabagista, dá entrada no serviço médico com massa supra-renal direita associada à obesidade de tronco, pletora facial, coxim adiposo dorso-cervical, acne, hirsutismo, amenorreia, hipertensão arterial sistêmica e hiperglicemia.
O diagnóstico mais provável é
Leia, atenciosamente, os textos a seguir.
“(…) A Cirurgia Citorredutora (CCR) e a Quimioterapia Hipertérmica Transoperatória (QHT) têm apresentado melhora da sobrevida em pacientes selecionados com Carcinomatose Peritoneal (CP), podendo ser consideradas como terapia padrão para esta afecção (…)”.
YOO; JH; HONG; JJ; KO; YB et al. Current practices of cytoreductive surgery and hyperthermic intraperitoneal chemotherapy in the treatment of peritoneal surface malignancies: an ainternational survey of oncologic surgeons. World Journal of Surgical Oncology, 2018, 16:92.
“(…) Metástases peritoneais (MP) são o ponto final em comum dos pacientes com cânceres gastrointestinais. (…) As MP não respondem à quimioterapia sistêmica na mesma proporção que as metástases hepáticas e ou pulmonares. (…) A Cirurgia Citorredutora (CCR) e a Quimioterapia Hipertérmica Transoperatória (QHT) atualmente atuam nas MP. (…) Existem evidências crescentes sobre a efetividade da CCR e QHT em prolongar a sobrevida em pacientes selecionados com MP (…).”
TEO; MCC; TAN; GHC. Cytoreductive surgery and hyperthermic intraperitoneal chemotherapy in gastrointestinal cancer: fad or standart of care? Singapore Med J, 2018; p.: 116-120.
Sobre o tratamento cirúrgico da carcinomatose peritoneal, é correto afirmar que
A respeito de neoplasia maligna de pâncreas, avalie as informações a seguir.
I. O CA 19.9 é marcador tumoral pesquisado no diagnóstico.
II. A invasão dos vasos mesentéricos superiores e da veia porta deve ser pesquisada, a fim de avaliar a ressecabilidade da lesão tumoral.
III. As neoplasias de cabeça pancreática podem cursar com quadro de icterícia secundária à compressão extrínseca do colédoco intra-pancreático.
Está correto o que se afirma em
Paciente, 35 anos, sexo feminino, é submetida à cirurgia bariátrica há cinco anos, com eliminação de aproximadamente 35kg (peso inicial 110Kg) e melhora das comorbidades pré-operatórias. Abandonou o acompanhamento multidisciplinar com poucos meses de pós-operatório. Dá entrada no serviço de urgência com quadro de icterícia (elevação principalmente de bilirrubina direta), febre de 38,9° C, calafrios e dor abdominal localizada em hipocôndrio direito, com irradiação para o dorso.
Com relação ao caso descrito, é correto afirmar que
O tratamento cirúrgico das hérnias inguinais tem uma história secular, evoluindo desde as abordagens convencionais com reparos anatômicos, passando pelo uso de próteses (telas) e consolidando-se atualmente com a abordagem minimamente invasiva (videolaparoscópica e/ou robótica). O conhecimento e o domínio da anatomia inguinal são de extrema importância para a adequada correção dos defeitos herniários, evitando-se, inclusive, complicações trans e pós-operatórias.
A esse respeito, é correto afirmar que
Paciente, 23 anos, sexo masculino, é vítima de atropelamento por automóvel em alta velocidade na via pública. É trazido ao serviço de urgência e emergência pelo próprio condutor. Na avaliação clínica inicial, foram observadas as seguintes situações de momento:
– Vias aéreas pérvias (paciente fala espontaneamente). Sem colar cervical.
– Ausculta abolida em hemitórax esquerdo. Esforço respiratório. Oximetria de 82%, em ar ambiente.
– Hipotenso. PA = 80 x 40mmHg. FC = 100BPM. Bulhas normofonéticas taquicárdicas.
– Pupilas isocóricas fotorreativas. Glasgow 14/15.
– Fratura exposta em perna E.
Com base no caso clínico, qual a conduta inicial?
Paciente portador de miocardiopatia hipertrófica, apresentou quadro de síncope há 1 semana e história familiar de morte súbita. Ecocardiograma recente mostrou hipertrofia ventricular esquerda importante (32mm).
Qual a conduta correta para esse paciente?
Paciente do sexo feminino iniciou quadro de dor torácica e sensação de abafamento após discussão com marido. Deu entrada no hospital após 50 minutos do início dos sintomas. ECG mostrou supradesnível do segmento ST em parede anterior. Encaminhada ao cateterismo cardíaco que não mostrou doença obstrutiva coronariana e sim acinesia apical. Ecocardiograma 6 horas após mostrou FEVE 37%. Iniciado, então, tratamento para insuficiência cardíaca. Recebeu alta após alguns dias estável. Realizou novo Ecocardiograma 30 dias após a alta hospitalar que mostrou FEVE preservada.
Diante do quadro descrito, é correto afirmar que o diagnóstico dessa paciente foi
Paciente masculino de 27 anos, em consulta de rotina com cardiologista, informa que seu irmão apresentou uma parada cardíaca jogando futebol com amigos, aos 30 anos, e que foi necessário implantar um marcapasso. Apresenta exame físico sem alterações e o ECG realizado no momento da consulta mostra supra de ST em V1 e V2 com padrão de bloqueio de ramo direito.
Neste caso, é correto afirmar que seu diagnóstico mais provável é
As neoplasias cardíacas são raras e, de maneira geral, no grupo das neoplasias primárias, há predomínio absoluto dos tumores benignos sobre os malignos.
Em relação aos tumores cardíacos, é correto afirmar que o