Paciente do sexo feminino, 30 anos, tabagista, dá entrada no...
Paciente do sexo feminino, 30 anos, tabagista, dá entrada no serviço médico com massa supra-renal direita associada à obesidade de tronco, pletora facial, coxim adiposo dorso-cervical, acne, hirsutismo, amenorreia, hipertensão arterial sistêmica e hiperglicemia.
O diagnóstico mais provável é
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Tema central: A questão aborda o diagnóstico diferencial de massas suprarrenais em uma paciente com sinais e sintomas clássicos de hipercortisolismo (Síndrome de Cushing).
Justificativa da alternativa correta (D):
A paciente apresenta obesidade central, plethora facial, coxim adiposo dorso-cervical (giba), acne, hirsutismo, amenorreia, hipertensão e hiperglicemia — todos sinais clássicos de Síndrome de Cushing. Segundo o Projeto Diretrizes da Associação Médica Brasileira, esses são sintomas característicos de hipercortisolismo (“fasciès arredondada, pletórica, ganho de peso, giba, estrias violáceas, hirsutismo, acne, hipertensão, intolerância à glicose…”).
A presença de massa suprarrenal direita reforça o diagnóstico de neoplasia suprarrenal funcionante, a principal causa de Síndrome de Cushing independente de ACTH. Portanto, a alternativa D — “Síndrome de Cushing secundária à neoplasia suprarrenal funcionante” — é a correta.
Análise das alternativas incorretas:
A) Feocromocitoma: Apesar de ser um tumor suprarrenal, o feocromocitoma cursa principalmente com crises adrenérgicas: hipertensão paroxística, sudorese, palpitações e cefaleia. Não está relacionado a obesidade central, hirsutismo ou múltiplos sinais de hipercortisolismo.
B) Metástase adrenal de neoplasia pulmonar: Raramente apresenta síndrome de Cushing. Normalmente, lesões metastáticas não causam sintomas clínicos de hipercortisolismo — exceto quando acometem significativamente a secreção de hormônios, o que não é o quadro típico.
C) Hiperaldosteronismo primário/ secundário à hiperplasia suprarrenal: Esperam-se sintomas de hiperaldosteronismo (hipertensão, hipocalemia...), mas não classicamente obesidade central, hirsutismo, acne ou amenorreia.
Dicas de prova:
Atenção ao agrupamento de sinais típicos: redistribuição de gordura (tronco, face, dorso-cervical), alteração cutânea, distúrbios menstruais. Sempre relacione o quadro clínico à localização do tumor e padrão hormonal. Evite confundir feocromocitoma (adrenérgico) com tumores cortisol-secretores.
Resumo: O raciocínio clínico correto exige integrar sinais clínicos, exame de imagem e fisiopatologia. A literatura (UpToDate, Harrison’s, Projeto Diretrizes AMB/CFM) e protocolos nacionais apoiam integralmente essa conduta diagnóstica.
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