Paciente, 23 anos, sexo masculino, é vítima de atropelamento...

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Q937311 Medicina

Paciente, 23 anos, sexo masculino, é vítima de atropelamento por automóvel em alta velocidade na via pública. É trazido ao serviço de urgência e emergência pelo próprio condutor. Na avaliação clínica inicial, foram observadas as seguintes situações de momento:


– Vias aéreas pérvias (paciente fala espontaneamente). Sem colar cervical.

– Ausculta abolida em hemitórax esquerdo. Esforço respiratório. Oximetria de 82%, em ar ambiente.

– Hipotenso. PA = 80 x 40mmHg. FC = 100BPM. Bulhas normofonéticas taquicárdicas.

– Pupilas isocóricas fotorreativas. Glasgow 14/15.

– Fratura exposta em perna E.


Com base no caso clínico, qual a conduta inicial?

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Tema central: O caso apresentado aborda o manejo inicial do pneumotórax hipertensivo em trauma, uma emergência potencialmente fatal caso não tratada prontamente.

Justificativa da alternativa correta (D):
O paciente, jovem, pós-trauma, exibe ausência de murmúrio vesicular em hemitórax esquerdo, hipotensão, taquicardia e oximetria baixa. Estes achados indicam pneumotórax hipertensivo: ar sob pressão no espaço pleural, levando a colapso pulmonar e choque obstrutivo.

De acordo com o Advanced Trauma Life Support (ATLS) – 10ª Edição: “O pneumotórax hipertensivo deve ser tratado imediatamente com descompressão torácica de emergência.”

O tratamento é a descompressão imediata por punção com agulha lúmen grosso (2º espaço intercostal, linha hemiclavicular ou no 5º espaço intercostal, linha axilar média) seguida de drenagem torácica definitiva em selo d’água.

Análise das alternativas incorretas:

A) Entubação orotraqueal após imobilização cervical não é prioridade imediata, pois vias aéreas já estão pérvias e o quadro sugere choque obstrutivo agudo por pneumotórax, que precisa ser rapidamente revertido.

B) Tamponamento cardíaco não cursa tipicamente com oximetria muito baixa e abolição unilateral do murmúrio. Além disso, o ecocardiograma não é indicado como primeira conduta em situação de deterioração hemodinâmica aguda por pneumotórax hipertensivo.

C) Acesso venoso periférico e imobilização são importantes, mas não resolvem a causa imediata do choque. A prioridade é descompressão torácica.

Dicas de prova e pegadinhas:
Fique atento ao quadro de hipotensão + ausculta abolida + esforço respiratório pós-trauma de tórax. Nessas situações, nunca espere exames complementares: a conduta é imediata e exclusiva do pneumotórax hipertensivo.

Referências essenciais:

  • ATLS 10ª edição, Capítulo 4, Trauma Torácico.
  • MSD Manuais Profissionais, Pneumotórax Hipertensivo.

Resumo:
Pneumotórax hipertensivo = diagnóstico clínico e descompressão torácica imediata.

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Comentários

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A conduta inicial indicada no caso clínico é a alternativa D - Considerar a possibilidade de pneumotórax hipertensivo à esquerda, sendo realizada punção torácica descompressiva e posterior drenagem torácica em selo d’água. Isso se dá pelo fato de que, diante do quadro apresentado pelo paciente, com ausculta abolida em hemitórax esquerdo, esforço respiratório, oximetria de 82%, em ar ambiente, e hipotensão, a possibilidade de pneumotórax hipertensivo é alta. Nessa situação, a realização de punção torácica descompressiva é uma medida emergencial para aliviar a pressão intratorácica e melhorar a oxigenação do paciente, sendo posteriormente indicada a drenagem torácica em selo d’água. As outras alternativas não são as condutas prioritárias nesse caso.

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