Questões de Concurso Militar EsFCEx 2026 para Oficial - Especialidade: Magistério em Geografia

Questões Discursivas

Foram encontradas 23 questões

Q4192024 Geografia

Considere o mapa a seguir:



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(Hervé Théry e Neli Aparecida de Mello, Atlas do Brasil: disparidades e dinâmicas do território)



As maiores extensões navegáveis do Brasil estão localizadas nas regiões hidrográficas Amazônica e 

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Q4192026 Geografia
Leia o texto a seguir:

O crescimento das áreas centrais de São Paulo representa um dos grandes desafios para os urbanistas. A cidade se transforma numa bomba-relógio, com o crescimento de populações miseráveis que hoje ocupam os logradouros públicos, instalando-se sob pontes, viadutos e marquises; que se alojam em favelas e cortiços, disputando espaços quando estes são cada vez mais valorizados e destinados a edifícios inacessíveis a essa população. Para resolver o grave problema de moradia em São Paulo e fugir das instituições financeiras, os trabalhadores sacrificaram-se para construir suas casas, fora dos padrões técnicos legais, colocando-as em condições de risco e insalubridade. Vítimas de operações encetadas por empresas imobiliárias clandestinas, surgiram vários trabalhadores que se viram sem o direito ao título de propriedade devido à grilagem dos terrenos. A presença de casas, quase sempre inacabadas, gerou na periferia urbana uma paisagem onde as construções, apesar de novas, aparecem como um cenário em ruínas.
(Francisco Capuano Scarlato, “População e urbanização brasileira”, em Jurandyr L. Sanches Ross [org.], Geografia do Brasil. Adaptado)


O texto faz referência a um espaço que caracteriza a paisagem urbana da grande maioria do município de São Paulo e da região metropolitana.
Trata-se do espaço
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Q4192027 Geografia
Leia o texto a seguir:

O território brasileiro, devido a sua magnitude espacial, comporta um conjunto espacial de certa ordem de grandeza territorial – de centenas de milhares a milhões de quilômetros quadrados de área – onde há um esquema coerente de feições do relevo, tipos de solos, formas de vegetação e condições climático-hidrológicas. Tais feições paisagísticas e ecológicas são integradas, ocorrem em uma espécie de área principal, de certa dimensão e arranjo, em que as condições fisiográficas e biogeográficas formam um complexo relativamente homogêneo e extensivo.
(Aziz Ab’Sáber, Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. Adaptado)

O texto descreve o domínio
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Q4192028 Geografia
Considere o texto e a imagem a seguir:

Se dividirmos o hemisfério terrestre pelo critério das latitudes, é possível identificar três grandes faixas:
0°–30° ................ baixas latitudes 30°–60° .............. médias latitudes 60°–90° .............. altas latitudes

Essa setorização é tarefa preliminar para a compreensão das zonas climáticas do planeta Terra. Cada uma dessas faixas recebe diferentes quantidades de radiação solar ao longo do ano, o que influencia diretamente a temperatura, a circulação atmosférica e os regimes de chuva. Estas zonas definem padrões climáticos distintos, que, por sua vez, condicionam a formação dos grandes biomas e orientam os principais processos hidrológicos e geomorfológicos. Dessa forma, a posição latitudinal do Brasil é um dos fatores essenciais para entender sua diversidade climática e ambiental.
(José Bueno Conti e Sueli Angelo Furlan, “Geoecologia: o clima, os solos e a biota”, em Jurandyr L. Sanches Ross [org.]. Geografia do Brasil. Adaptado)


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A maior parte do território brasileiro situa-se, em sua quase totalidade, no segmento das
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Q4192046 Geografia
De sua posição geográfica resultou uma fortíssima entrada de energia solar, acompanhada de um abastecimento quase permanente de massa de ar úmido, de grande estoque de nebulosidade, de baixa amplitude térmica anual e de ausência de estações secas pronunciadas em quase todos os seus subespaços regionais, do golfão Marajoara até a face oriental dos Andes. Enfim, este domínio traz para o homem um clima úmido e cálido, com temperaturas altas porém suportáveis, chuvas rápidas e concentradas, muitos períodos desprovidos de precipitações e raros dias de chuvas consecutivas.
(AB’SÁBER, Aziz. Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. São Paulo: Ateliê Editorial, 2003)

O excerto se refere ao Domínio
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Q4192047 Geografia
Essa formação geológica, à jusante dos grandes reservatórios regionais, é um dos desfiladeiros mais importantes e espetaculares do Brasil. Suas paredes rochosas semidesnudas são revestidas por espécies anãs de uma caatinga arbustiva esgarçada. Uma vegetação resistente se instalou em íngremes vertentes de rochas resistentes, superficialmente dominadas por litossolos.

(AB’SÁBER, Aziz. Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. São Paulo: Ateliê Editorial, 2003)


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A formação geológica descrita no texto e representada na imagem refere-se a
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Q4192048 Geografia
Diferentes projeções cartográficas foram desenvolvidas para permitir a representação da esfericidade terrestre em um plano, cada uma priorizando determinado aspecto da representação (dimensão, forma etc). Não existe uma projeção cartográfica livre de deformações, devido à impossibilidade de se representar uma superfície esférica em uma superfície plana sem que ocorram extensões e/ ou contrações. As projeções cartográficas são classificadas, principalmente, quanto à superfície de projeção e às propriedades.

(Atlas geográfico escolar. IBGE, Centro de informações. 9a ed. Rio de Janeiro: IBGE, 2023. Adaptado)


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Quanto às superfícies das projeções cartográficas 1, 2 e 3, tem-se, respectivamente, as projeções 
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Q4192049 Geografia
Analise os mapas que representam as placas tectônicas e as direções de seus movimentos.


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Considerando a relação entre os movimentos das placas tectônicas e seus resultados geológicos, assinale a alternativa correta.
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Q4192050 Geografia
A organização espacial das redes de circulação de mercadorias, distribuição de energia elétrica e de telecomunicações constitui um indicador, mesmo que superficial, dos efeitos do processo de modernização sobre o território brasileiro, na medida em que foram transformadas estruturas espaciais pretéritas e construídas novas formas adequadas ao processo de produção e gestão da empresa capitalista em sua fase avançada. Nesse sentido, as redes manifestam a territorialidade dos complexos industriais.


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De acordo com a análise dos autores, o Brasil 
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Q4192052 Geografia
O conceito de espaço, em Ratzel, é visto como base indispensável para a vida do homem, encerrando as condições de trabalho, quer naturais, quer aqueles socialmente produzidos. Como tal, o domínio do espaço transforma- -se em elemento crucial na história do Homem. Assim, Ratzel desenvolve dois conceitos fundamentais em sua antropogeografia.
(CASTRO, I. E.; GOMES, P. C. C.; CORRÊA, R. L. Geografia: conceitos e temas. Rio de Janeiro: Bertrand do Brasil, 1997. Adaptado)


Trata-se do conceito de território e de espaço vital, ambos com fortes raízes na
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Q4192053 Geografia
Facilmente identificados em imagens de satélite, esses sistemas geralmente se deslocam de sudoeste para nordeste sobre o continente e oceano Atlântico adjacente. Durante o inverno são acompanhados de massas de ar de latitudes altas. Quando avançam para norte (em direção ao Equador), durante o verão, algumas vezes esses sistemas interagem com o ar úmido e quente tropical, posicionando-se, frequentemente, ao longo da costa do Brasil, entre São Paulo e Bahia, na região da posição climatológica da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). As imagens de satélite “a”, “b” e “c” a seguir mostram a ocorrência desses sistemas em 05.05.2005, 26.06.2006 e 28.11.2007, respectivamente.

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(CAVALCANTI, I. et al. Tempo e clima no Brasil. São Paulo: Oficina de Textos, 2009. Adaptado)

O sistema retratado no excerto e nas imagens de satélite corresponde à 
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Q4192054 Geografia
Centrando a sua análise geopolítica na vasta massa terrestre contígua compreendida pela Europa Oriental e a Ásia, o autor identifica, logo de início, um fenômeno para ele fundamental: o evidente contraste entre as dimensões do território russo e dos demais Estados da Europa Ocidental. Relacionando as características climáticas e topográficas com os movimentos de população e incursões dos povos dessa região em direção ao Ocidente, o autor conclui pela existência de um autêntico “domínio terrestre”, relativamente pouco povoado, mas dotado de características que permitiram aos seus povos estenderem a sua influência na Europa Ocidental às demais regiões asiáticas e até mesmo ao norte da África. Essa massa terrestre, com aproximadamente 54,4 milhões de km2 de terras contíguas, possuiria, segundo ele, uma “área core”, um espaço central, por ele chamado de coração continental.

(COSTA, W. M. Geografia política e geopolítica: discursos sobre o território e o poder. 2a ed. São Paulo: Edusp, 2010. Adaptado)

Ao analisar a transição da era do poder naval para a era do poder terrestre, o autor citado por Costa argumenta que o desenvolvimento das redes ferroviárias neutralizou a histórica vantagem das potências marítimas. Para esse autor, a mobilidade continental permitiria a consolidação de um império inexpugnável no “coração continental”, ou heartland, estabelecendo que o controle dessa zona estratégica era a condição essencial para a hegemonia global.

Essa teoria pertence a
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Q4192055 Geografia
É necessário apontar e ressaltar que o debate sobre a natureza do conceito inicia-se em um momento em que o mundo, sob a égide do capitalismo industrial, já está simultaneamente unificado e dividido, podendo-se falar em uma economia mundial. A História de cada porção da superfície terrestre não é mais autônoma mas dependente, em maior ou menor grau, de processos gerais, universais. A globalização, etapa superior da espacialidade capitalista, que emergirá a partir do final da Segunda Guerra Mundial, torna mais complexa ainda a fragmentação articulada da superfície terrestre. A fragmentação exprime-se na divisão territorial do trabalho que se caracteriza diretamente por especializações produtivas, mas também por outras características sociais, culturais e políticas espacialmente variáveis. A articulação, por sua vez, exprime-se pelos diversos fluxos materiais e imateriais que percorrem a superfície terrestre, integrando pontos e áreas diversos.
(CORRÊA, R. L. Trajetórias geográficas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1996. Adaptado)

O debate apresentado no texto refere-se ao conceito de
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Q4192056 Geografia
As categorias analíticas que dão conta da totalidade social em sua espacialização permitem, sem receio de cair no empirismo, iniciar o estudo da organização espacial de uma sociedade em um dado momento de sua história.
(CORRÊA, R. L. Região e organização espacial. São Paulo: Ática, 1991. Adaptado)

As categorias analíticas mencionadas no texto são:
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Q4192057 Geografia
Para efeitos de localização, certo ponto na superfície terrestre situa-se nas coordenadas λ = 51o 56’24’’WGr e φ = 29o 24’S.

(FITZ, P. R. Cartografia básica. São Paulo: Oficina de Textos, 2008. Disponível em: https://www.docdroid.net/QGXmC8f/paulo-robertofitz-cartografia-basica-pdf#page=5. Acesso em 18. 04. 2026. Adaptado)

A localização do referido ponto está representada, de forma aproximada, no mapa.

Imagem associada para resolução da questão


A localização do ponto em questão é representada pelo número
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Q4192058 Geografia
Uma visita às lápides expostas no continente Norte-Americano, desde os Estados Unidos até o Canadá e o Alasca, revela que as taxas de intemperismo, tanto químico quanto físico, variam. Lápides antigas na Flórida (EUA) sofrem intensa alteração química, mas aquelas de mesma idade no Sudoeste Norte-Americano são dificilmente afetadas. Por sua vez, lápides em regiões do ártico mostram bem menos alteração química que aquelas do Sudoeste Norte- -Americano.
(GROTZINGER, J.; JORDAN, T. Para entender a Terra. 6a ed. São Paulo: Oficina de Textos, 2013. Adaptado)


De acordo com o texto, as taxas de intemperismo, tanto químico como físico, variam
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Q4192059 Geografia
Os últimos quinze anos constituíram um dos períodos em que a história, condensada numa multiplicidade de acontecimentos, muitos deles totalmente imprevisíveis – a começar pela queda do muro de Berlim e “terminando” com o ataque às torres gêmeas de Nova York –, reuniu novos e velhos tempos, configurando uma nova e muito mais complexa geografia do mundo. Que geografia é essa, que parece recuar e avançar pelo tempo, em múltiplas velocidades que sugerem simultaneamente avanços e retrocessos, união e fragmentação, ordem e desordem? Alguns afirmam que o mundo vive neste início de século XXI o embate entre duas formas distintas de organizar o espaço: uma, pautada na lógica territorial clássica, de controle de áreas e fronteiras; outra, centrada na lógica globalizadora, fundada com o mundo moderno.
(HAESBAERT, R.; PORTO-GONÇALVES, C.W. A nova desordem mundial. São Paulo: Editora Unesp, 2006. Adaptado)


As duas formas distintas de organizar o espaço, ao qual se referem os autores, relacionam-se, respectivamente,
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Q4192060 Geografia
Apesar do elevado número de definições de objeto existentes na reflexão geográfica, é possível apreender-se uma continuidade neste pensamento, que advém, principalmente, do fundamento comum de todas as correntes da Geografia Tradicional. É nesta concepção filosófica e metodológica que os geógrafos vão buscar suas orientações gerais (as que não dizem respeito especificamente à Geografia). Os postulados desta concepção vão ser o patamar sobre o qual se ergue o pensamento geográfico tradicional, dando-lhe unidade.
(MORAES, A.C.R. Geografia: pequena história crítica. São Paulo: Hucitec, 1981. Adaptado)

A concepção filosófica e metodológica que orienta a Geografia Tradicional, mencionada pelo autor, é a do 
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Q4192061 Geografia
O processo de mundialização da economia capitalista monopolista teve como pressuposto básico a necessidade de uma nova divisão internacional do trabalho. A mundialização da economia pressupõe uma descentralização da atividade industrial e sua instalação e difusão por todo o mundo. Pressupõe também um outro nível de especialização dos produtos oriundos dos diferentes países do mundo para o mercado internacional.
(ROSS, J.L.S. (org). Geografia do Brasil. 6a ed. São Paulo: Edusp, 2019. Adaptado)

A nova divisão internacional do trabalho imposta pela mundialização do capitalismo monopolista foi estruturada e gerida, sobretudo, por
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Q4192062 Geografia
Repartição das atividades entre lugares, a divisão territorial do trabalho pode nos dar apenas uma visão mais ou menos estática do espaço de um país, um retrato onde cada porção do espaço revela especializações mais ou menos nítidas, nascidas à luz de processos antigos e modernos. Mas para entender o funcionamento do território é preciso captar o movimento, daí a proposta de uma abordagem que traz uma visão dinâmica, apontando a maneira como os fluxos perpassam o território.
(SANTOS, M.; SILVEIRA, M.L. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2001. Adaptado)


A abordagem proposta pelos autores, neste contexto, analisa o território a partir
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Respostas
1: E
2: A
3: C
4: E
5: A
6: E
7: D
8: A
9: B
10: E
11: E
12: B
13: D
14: A
15: C
16: C
17: B
18: E
19: C
20: B