Facilmente identificados em imagens de satélite, esses siste...

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Q4192053 Geografia
Facilmente identificados em imagens de satélite, esses sistemas geralmente se deslocam de sudoeste para nordeste sobre o continente e oceano Atlântico adjacente. Durante o inverno são acompanhados de massas de ar de latitudes altas. Quando avançam para norte (em direção ao Equador), durante o verão, algumas vezes esses sistemas interagem com o ar úmido e quente tropical, posicionando-se, frequentemente, ao longo da costa do Brasil, entre São Paulo e Bahia, na região da posição climatológica da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). As imagens de satélite “a”, “b” e “c” a seguir mostram a ocorrência desses sistemas em 05.05.2005, 26.06.2006 e 28.11.2007, respectivamente.

Imagem associada para resolução da questão


(CAVALCANTI, I. et al. Tempo e clima no Brasil. São Paulo: Oficina de Textos, 2009. Adaptado)

O sistema retratado no excerto e nas imagens de satélite corresponde à 
Alternativas

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A alternativa correta é a E) frente fria.

  • Trajetória típica: No Hemisfério Sul, em particular na América do Sul, as frentes frias formam-se na região subpolar e movem-se predominantemente no sentido sudoeste para nordeste (SW-NE) sobre a Argentina, Uruguai e as regiões Sul e Sudeste do Brasil.

  • Massa de ar associada: O excerto menciona que no inverno esses sistemas vêm acompanhados de massas de ar de latitudes altas. Trata-se da Massa Polar Atlântica ($mPa$), responsável pelas quedas acentuadas de temperatura (frentes frias e geadas) na Região Centro-Sul do país.

  • Relação com a ZCAS: Durante o verão, quando as frentes frias avançam em direção às latitudes tropicais e desaceleram ao longo do litoral entre São Paulo e Bahia, elas interagem com a umidade vinda da Amazônia e do Atlântico Tropical, ajudando a organizar e manter a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).

PMBA

O texto afirma que os sistemas se deslocam "de sudoeste para nordeste sobre o continente". Na prática, isso é a rota clássica da Massa Polar Atlântica (mPa). Ela nasce gelada lá no extremo sul (perto da Antártida e sul da Argentina) e vai subindo pelo Brasil, empurrando o ar quente que está na nossa região. Essa zona de choque onde o ar frio avança sobre o ar quente é o que chamamos de frente fria.

A banca menciona que no inverno o sistema é acompanhado por massas de ar de "latitudes altas". Em geografia, quanto maior a latitude (mais longe da Linha do Equador e mais perto dos polos), mais frio é o local. Com isso, fica evidente que o fenômeno está carregando ar frio para o Brasil.

O gatilho para a ZCAS no verão

O texto explica que, no verão, esse sistema estaciona entre São Paulo e Bahia, interagindo com o ar úmido tropical e formando a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). A ZCAS nada mais é do que uma frente fria que "travou" no Sudeste e se conectou com a umidade da Amazônia, criando aquele corredor de nuvens que causa dias e mais dias de chuva contínua no Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Olhe para as três imagens (a, b e c). Note que em todas elas existe uma faixa contínua, longa e diagonal de nuvens (essa mancha branca espessa) que começa lá no sul do continente e se estende para o oceano Atlântico. Essa "banda de nebulosidade" alongada e transversal é a assinatura visual perfeita de uma frente fria vista do espaço.

  • Chuva convectiva (B): É a pancada de chuva de verão. Ela é rápida, isolada e se forma pelo calor local. No satélite, ela aparece como "pipocos" isolados de nuvens (como pipoca estourando), e não como essa faixa contínua gigante.
  • Frente quente (A): É um sistema raro no Brasil e faz o caminho inverso (o ar quente empurrando o frio do norte para o sul).
  • Linha de instabilidade (C): São linhas de tempestade menores e muito rápidas, que avançam à frente da frente fria, mas não duram dias nem formam a ZCAS.

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