Facilmente identificados em imagens de satélite, esses siste...
(CAVALCANTI, I. et al. Tempo e clima no Brasil. São Paulo: Oficina de Textos, 2009. Adaptado)
O sistema retratado no excerto e nas imagens de satélite corresponde à
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A alternativa correta é a E) frente fria.
- Trajetória típica: No Hemisfério Sul, em particular na América do Sul, as frentes frias formam-se na região subpolar e movem-se predominantemente no sentido sudoeste para nordeste (SW-NE) sobre a Argentina, Uruguai e as regiões Sul e Sudeste do Brasil.
- Massa de ar associada: O excerto menciona que no inverno esses sistemas vêm acompanhados de massas de ar de latitudes altas. Trata-se da Massa Polar Atlântica ($mPa$), responsável pelas quedas acentuadas de temperatura (frentes frias e geadas) na Região Centro-Sul do país.
- Relação com a ZCAS: Durante o verão, quando as frentes frias avançam em direção às latitudes tropicais e desaceleram ao longo do litoral entre São Paulo e Bahia, elas interagem com a umidade vinda da Amazônia e do Atlântico Tropical, ajudando a organizar e manter a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).
PMBA
O texto afirma que os sistemas se deslocam "de sudoeste para nordeste sobre o continente". Na prática, isso é a rota clássica da Massa Polar Atlântica (mPa). Ela nasce gelada lá no extremo sul (perto da Antártida e sul da Argentina) e vai subindo pelo Brasil, empurrando o ar quente que está na nossa região. Essa zona de choque onde o ar frio avança sobre o ar quente é o que chamamos de frente fria.
A banca menciona que no inverno o sistema é acompanhado por massas de ar de "latitudes altas". Em geografia, quanto maior a latitude (mais longe da Linha do Equador e mais perto dos polos), mais frio é o local. Com isso, fica evidente que o fenômeno está carregando ar frio para o Brasil.
O gatilho para a ZCAS no verão
O texto explica que, no verão, esse sistema estaciona entre São Paulo e Bahia, interagindo com o ar úmido tropical e formando a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). A ZCAS nada mais é do que uma frente fria que "travou" no Sudeste e se conectou com a umidade da Amazônia, criando aquele corredor de nuvens que causa dias e mais dias de chuva contínua no Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
Olhe para as três imagens (a, b e c). Note que em todas elas existe uma faixa contínua, longa e diagonal de nuvens (essa mancha branca espessa) que começa lá no sul do continente e se estende para o oceano Atlântico. Essa "banda de nebulosidade" alongada e transversal é a assinatura visual perfeita de uma frente fria vista do espaço.
- Chuva convectiva (B): É a pancada de chuva de verão. Ela é rápida, isolada e se forma pelo calor local. No satélite, ela aparece como "pipocos" isolados de nuvens (como pipoca estourando), e não como essa faixa contínua gigante.
- Frente quente (A): É um sistema raro no Brasil e faz o caminho inverso (o ar quente empurrando o frio do norte para o sul).
- Linha de instabilidade (C): São linhas de tempestade menores e muito rápidas, que avançam à frente da frente fria, mas não duram dias nem formam a ZCAS.
GABARITO: E
COMENTÁRIO:
O sistema retratado é uma frente fria, caracterizada pelo avanço de uma massa de ar fria sobre uma área ocupada por ar mais quente.
No Brasil, as frentes frias geralmente se deslocam de sudoeste para nordeste, podendo avançar pelo continente e pelo Atlântico. Durante o inverno, são frequentemente acompanhadas por massas de ar de latitudes mais altas, provocando queda de temperatura.
No verão, quando avançam para latitudes menores, podem interagir com o ar quente e úmido tropical e contribuir para a formação de sistemas de chuva, inclusive relacionados à Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).
Bizu:
Frente fria = ar frio avança sobre ar quente → mudança do tempo + possibilidade de chuvas + queda de temperatura.
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