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Q4192059 Geografia
Os últimos quinze anos constituíram um dos períodos em que a história, condensada numa multiplicidade de acontecimentos, muitos deles totalmente imprevisíveis – a começar pela queda do muro de Berlim e “terminando” com o ataque às torres gêmeas de Nova York –, reuniu novos e velhos tempos, configurando uma nova e muito mais complexa geografia do mundo. Que geografia é essa, que parece recuar e avançar pelo tempo, em múltiplas velocidades que sugerem simultaneamente avanços e retrocessos, união e fragmentação, ordem e desordem? Alguns afirmam que o mundo vive neste início de século XXI o embate entre duas formas distintas de organizar o espaço: uma, pautada na lógica territorial clássica, de controle de áreas e fronteiras; outra, centrada na lógica globalizadora, fundada com o mundo moderno.
(HAESBAERT, R.; PORTO-GONÇALVES, C.W. A nova desordem mundial. São Paulo: Editora Unesp, 2006. Adaptado)


As duas formas distintas de organizar o espaço, ao qual se referem os autores, relacionam-se, respectivamente,
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A expressão do enunciado que opõe “lógica territorial clássica, de controle de áreas e fronteiras” à “lógica globalizadora” exigia, na ordem, um modelo de soberania territorial e outro de organização em redes e fluxos. Esse critério de comparação é atendido de forma direta apenas na alternativa B.

Tema central: oposição entre territorialidade clássica e globalização
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque “organização imperial de base multinacional” substitui o modelo territorial clássico por uma forma política diversa. Além disso, “difusão internacional de padrões de consumo” é apenas um efeito da globalização, e não a lógica espacial pedida.
B
Certa
A alternativa B está correta porque traduz com simetria os dois polos pedidos. “Estado-nação westfaliano” corresponde à lógica territorial clássica, baseada em soberania, delimitação espacial e fronteiras; “redes de fluxos e conexões” corresponde à espacialidade típica da globalização.
C
Errada
Está errada porque “Estado plurinacional” não corresponde ao padrão territorial clássico mencionado no enunciado. Já “expansão de empresas transnacionais” indica um agente econômico da globalização, mas não a lógica espacial geral solicitada.
D
Errada
Está errada porque “Estado em redes descentralizadas de poder” já nega a lógica territorial clássica de controle de áreas e fronteiras. E “compressão espaço-tempo” é um efeito associado à globalização, não a forma espacial pedida no segundo polo.
E
Errada
Está errada porque “articulação supranacional entre Estados soberanos” não corresponde à lógica territorial clássica, mas a um arranjo que a relativiza. Além disso, “circulação de informações” reduz a lógica globalizadora a um aspecto específico.
Pegadinha da questão
A questão explorou a troca da lógica territorial clássica por formas políticas não pedidas, como império, Estado plurinacional ou articulação supranacional, e a substituição da lógica globalizadora por efeitos parciais, como consumo, informação ou empresas transnacionais. O “respectivamente” exigia a ordem exata dos dois polos.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado opuser territorialidade clássica e globalização, identifique primeiro o modelo baseado em soberania, área e fronteiras estatais, e depois o modelo de redes, fluxos e conexões.

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O Estado-nação westfaliano refere-se ao modelo moderno de organização política global baseado nos conceitos de soberania nacional, integridade territorial e não ingerência nos assuntos internos de outros países. Este sistema nasceu formalmente na Europa em 1648, com a assinatura dos Tratados de Münster e Osnabrück, coletivamente conhecidos como a Paz de Vestfália, pondo fim à sangrenta Guerra dos Trinta Anos.Abaixo estão detalhados os pilares, a evolução histórica e os desafios contemporâneos desse modelo político.Os Pilares do Sistema WestfalianoO modelo estruturou as bases do direito internacional moderno a partir de três regras principais:

:Soberania Territorial: Cada Estado detém autoridade suprema e exclusiva sobre seu território e sua população, livre de interferências de poderes externos (como a Igreja ou outros impérios).

Igualdade Jurídica: Todos os Estados soberanos possuem os mesmos direitos e deveres perante o direito internacional, independentemente de seu tamanho, população ou poder econômico e militar

Não Intervenção: Nenhum Estado tem o direito de intervir nos assuntos domésticos, políticos ou religiosos de outra nação soberana.

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