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Q4192059 Geografia
Os últimos quinze anos constituíram um dos períodos em que a história, condensada numa multiplicidade de acontecimentos, muitos deles totalmente imprevisíveis – a começar pela queda do muro de Berlim e “terminando” com o ataque às torres gêmeas de Nova York –, reuniu novos e velhos tempos, configurando uma nova e muito mais complexa geografia do mundo. Que geografia é essa, que parece recuar e avançar pelo tempo, em múltiplas velocidades que sugerem simultaneamente avanços e retrocessos, união e fragmentação, ordem e desordem? Alguns afirmam que o mundo vive neste início de século XXI o embate entre duas formas distintas de organizar o espaço: uma, pautada na lógica territorial clássica, de controle de áreas e fronteiras; outra, centrada na lógica globalizadora, fundada com o mundo moderno.
(HAESBAERT, R.; PORTO-GONÇALVES, C.W. A nova desordem mundial. São Paulo: Editora Unesp, 2006. Adaptado)


As duas formas distintas de organizar o espaço, ao qual se referem os autores, relacionam-se, respectivamente,
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O Estado-nação westfaliano refere-se ao modelo moderno de organização política global baseado nos conceitos de soberania nacional, integridade territorial e não ingerência nos assuntos internos de outros países. Este sistema nasceu formalmente na Europa em 1648, com a assinatura dos Tratados de Münster e Osnabrück, coletivamente conhecidos como a Paz de Vestfália, pondo fim à sangrenta Guerra dos Trinta Anos.Abaixo estão detalhados os pilares, a evolução histórica e os desafios contemporâneos desse modelo político.Os Pilares do Sistema WestfalianoO modelo estruturou as bases do direito internacional moderno a partir de três regras principais:

:Soberania Territorial: Cada Estado detém autoridade suprema e exclusiva sobre seu território e sua população, livre de interferências de poderes externos (como a Igreja ou outros impérios).

Igualdade Jurídica: Todos os Estados soberanos possuem os mesmos direitos e deveres perante o direito internacional, independentemente de seu tamanho, população ou poder econômico e militar

Não Intervenção: Nenhum Estado tem o direito de intervir nos assuntos domésticos, políticos ou religiosos de outra nação soberana.

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