É necessário apontar e ressaltar que o debate sobre a
natureza do conceito inicia-se em um momento em que o
mundo, sob a égide do capitalismo industrial, já está simultaneamente unificado e dividido, podendo-se falar em uma
economia mundial. A História de cada porção da superfície terrestre não é mais autônoma mas dependente, em
maior ou menor grau, de processos gerais, universais. A
globalização, etapa superior da espacialidade capitalista,
que emergirá a partir do final da Segunda Guerra Mundial,
torna mais complexa ainda a fragmentação articulada da
superfície terrestre. A fragmentação exprime-se na divisão
territorial do trabalho que se caracteriza diretamente por
especializações produtivas, mas também por outras características sociais, culturais e políticas espacialmente variáveis. A articulação, por sua vez, exprime-se pelos diversos
fluxos materiais e imateriais que percorrem a superfície terrestre, integrando pontos e áreas diversos.
(CORRÊA, R. L. Trajetórias geográficas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil,
1996. Adaptado)
O debate apresentado no texto refere-se ao conceito de