Questões Militares
Sobre cirurgia geral em medicina
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Paciente do sexo masculino, 48 anos, previamente hígido, foi submetido a colonoscopia por anemia ferropriva. O exame revelou lesão vegetante estenosante e infiltrativa em cólon direito, instransponível ao aparelho endoscópico. Biópsias do cólon confirmaram adenocarcinoma. A tomografia contrastada evidenciou massa tumoral próxima ao ângulo hepático, com contato amplo e sem plano de clivagem com o duodeno, mas sem metástases hepáticas ou peritoneais. Presença de linfonodos aumentados de tamanho e suspeitos para acometimento secundário em raiz do mesocólon, próximo à veia mesentérica superior, mas sem sinais de invasão dela.
Com base nesse cenário, assinale a alternativa correta.
Paciente do sexo feminino, 63 anos, com adenocarcinoma de reto médio a 7 cm da borda anal, estadiado inicialmente como cT3bN1, foi submetida à quimiorradioterapia neoadjuvante com capecitabina associada à radioterapia com dose total de 50,4 Gy em 28 frações. Após 10 semanas do término do tratamento, encontra-se assintomática. A retoscopia mostra úlcera superficial no local da lesão primária. A ressonância magnética de pelve (com protocolo de avaliação de resposta) não evidencia massa tumoral ou linfonodomegalias. A biópsia do leito ulcerado mostra apenas tecido inflamatório.
Assinale a alternativa que correta diante deste cenário.
Paciente do sexo feminino, 58 anos, assintomática, foi submetida a colonoscopia de rastreamento, que identificou lesão de 2 cm, localizada a 8 cm da margem anal. A biópsia revelou adenocarcinoma bem diferenciado. A ressonância magnética de pelve demonstrou lesão restrita à submucosa, sem invasão da muscular própria, sem envolvimento linfonodal e sem sinais de invasão da fáscia mesorretal. Exames laboratoriais e tomografia de tórax e abdome sem alterações.
É correto afirmar que
O volvo de cólon ocorre mais comumente no _________________ (cerca de 60%) e no _________________ (aproximadamente 40%).
A sequência de palavras que preenche corretamente as lacunas é:
I. A abordagem multidisciplinar do prolapso de reto, com avaliação dos três compartimentos pélvicos é recomendada porque é frequente a associação com sintomas e defeitos dos compartimentos anterior e médio.
II. O prolapso de reto é diagnosticado com o exame proctológico minucioso, mas a defecorressonância magnética é um importante instrumento para determinar a extensão do acometimento nos órgãos internos, sendo mais sensível que a defecografia por fluoroscopia.
III. A escolha da abordagem do prolapso de reto por via perineal ou por via abdominal depende de vários fatores, mas, na presença de encarceramento, faz-se necessária a abdordagem perineal.
IV. A técnica de Delorme consiste na secção da mucosa excedente, plicatura da camada muscular, seguida de sutura da mucosa retal junto ao canal anal e está reservada a clientes com alto risco para abordagem abdominal e prolapso de segmento curto.
V. A retopexia ventral com tela, via laparoscópica ou robótica, consiste na dissecção e mobilização do reto em toda sua circunferência e sua fixação no promontório através de uma tela.
Estão corretas apenas as afirmativas
Considerando as recomendações da ESGE de 2017, qual a técnica de polipectomia endoscópica correta baseada no tamanho do pólipo?
( ) A ressecção transanal é a abordagem de escolha para tumores de reto médio e alto, independentemente do estadiamento.
( ) A excisão total do mesorreto é um dos princípios fundamentais da cirurgia oncológica do câncer de reto.
( ) A radioterapia neoadjuvante pode reduzir a taxa de recorrência local em pacientes com câncer de reto localmente avançado.
( ) A amputação abdominoperineal é indicada para todos os tumores de reto distal, independentemente se há ou não acometimento do esfíncter.
( ) Hemorroidas internas são classificadas em quatro graus, sendo que as de grau III exigem redução manual e as de grau IV são irredutíveis.
( ) A escleroterapia é uma opção de tratamento para hemorroidas internas de graus I a III, sendo realizada com a injeção de agentes esclerosantes na submucosa.
( ) As técnicas de hemorroidectomia aberta (Milligan-Morgan) e fechada (Ferguson) apresentam taxas semelhantes de recidiva hemorroidária e complicações infecciosas.
( ) O tratamento inicial das hemorroidas sintomáticas inclui modificações dietéticas, aumento da ingestão de fibras e melhora da higiene anal.
( ) A maioria das fístulas perianais apresenta resolução espontânea sem necessidade de intervenção cirúrgica.
( ) O tratamento cirúrgico da fístula perianal sempre requer a realização de colostomia para adequada cicatrização.
( ) A classificação de Parks é utilizada para categorizar as fístulas perianais com base na relação do trajeto fistuloso com o esfíncter anal.
( ) O objetivo do tratamento da fístula perianal é erradicar a fístula, mantendo a continência anal.
Durante a realização de uma ileostomia terminal, o cirurgião deve realizar a maturação do estoma _______________ fechamento da parede abdominal, posicionando o mesmo _______________ do músculo reto abdominal, evitando tensão excessiva para reduzir o risco de complicações. O diâmetro da incisão pela parede abdominal deve ser o suficiente para a passagem de _______________ do cirurgião, prevenindo isquemia e retração. Após a fixação do estoma, a ileostomia deve ficar _______________ nível da pele para melhor adaptação dos dispositivos coletores.
A sequência de palavras que preenche corretamente as lacunas é:
Fonte: Banca Examinadora, 2026.
As imagens acima representam a classificação das fístulas perianais de acordo com sua relação com os esfíncteres anais. Com base na classificação tradicional, assinale a opção que corretamente correlaciona os tipos de fístulas com suas respectivas descrições.
( ) A Síndrome de LARS é caracterizada por sintomas como incontinência fecal, urgência evacuatória ou evacuações fragmentadas.
( ) São considerados fatores de risco para LARS a realização de radioterapia neoadjuvante, a altura da anastomose e a realização de ostomia de desvio (ileostomia em alça).
( ) O escore de LARS é uma ferramenta validada utilizada para avaliar a gravidade dos sintomas em pacientes que realizaram ressecção anterior baixa.
( ) O tratamento da Síndrome de LARS é exclusivamente cirúrgico, sendo a reconstrução esfincteriana a única opção terapêutica eficaz.