Questões Militares
Sobre sintaxe em português
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TEXTO II
Jogo de Bola
A bela bola
rola:
a bela bola do Raul
Bola amarela,
a da Arabela.

De modo direto, refletimos, no nosso comportamento, hábitos comuns do ambiente em que convivemos. (l. 13-15)
O trecho destacado poderia ser reescrito, mantendo-se o sentido original e respeitando-se a regência verbal, por
De acordo com o texto, na frase “Ping plantou a semente com muito cuidado”, se substituirmos “Ping” por “As crianças”, necessitaremos fazer algumas modificações. Leia atentamente as afirmativas a respeito dessas modificações.
I – Todas as palavras devem ir para o plural.
II – Precisaremos alterar somente o verbo, o artigo e o substantivo.
III – Alteraremos somente o verbo.
IV – A forma verbal será “plantaram”.
V – A expressão “com muito cuidado” se manterá inalterada.
São verdadeiras apenas as afirmações

http://kdimagens.com/imagem/medo-de-ser-feliz-952. Acesso 20/08/2015.

Link: http://www.vagalume.com.br/lenine/miedo-traducao.html#ixzz3iexWXASF. Acesso 20/08/2015.
Na construção sintático-semântica do texto 6, analise o emprego do
sujeito sintático e o efeito de sentido produzido.
TEXTO 4
O grito, de Edvard Munch

TEXTO 5
O grito, segundo Munch
O próprio Edvard Munch deixou um pequeno texto em que fala sobre a experiência que resultou em "O Grito": "Passeava pela estrada com dois amigos, olhando o pôr-do-sol, quando o céu de repente se tornou vermelho como sangue. Parei, recostei-me na cerca, extremamente cansado - sobre o fiorde preto azulado e a cidade estendiam-se sangue e línguas de fogo. Meus amigos foram andando e eu fiquei, tremendo de medo - podia sentir um grito infinito atravessando a paisagem".
http://mestres.folha.com.br/pintores/15/curiosidades.html. Acesso: 17/08/2015
Vocabulário
1. Fiorde: grande entrada de mar entre altas montanhas rochosas.
Leia esta reportagem retirada do jornal Diário de Santa M aria. Esse texto servirá de base para você responder o item.
TEXTO 2
Respeitável circo!
Não é qualquer circo que chega à cidade em setembro. É só dar uma espiadinha no “Youtube” para ter uma pequena noção do espetáculo AbraKdabra, do circo Tihany, de origem Húngara. Com mais de 60 anos de estrada, o circo traz um espetáculo que alia a arte circense tradicional com tecnologia, dança e ilusionismo. A trupe, formada por 54 artistas de 25 nacionalidades, tem figurinos luxuosos, cenários modernos e eleitos especiais. Ontem, a organização ainda analisava dois locais para a montagem da supertenda, climatizada e com poltronas numeradas.
A expectativa é estrear no dia 4 de setembro e ficar um mês aqui. O preço dos ingressos varia de R$50 a R$160. Achou caro? Poderia ser ainda mais, segundo o produtor Marco Strapazzon:
- Somos o segundo maior circo do mundo. Pela estrutura, o ingresso seria entre US$100 e US$120 (R$350 a R$420) como o Cirque du Soleil, mas graças a umas parcerias conseguimos fazer preços mais em conta.
Diário de Santa Maria. Página 2. M de agosto de 2015

Leia com atenção o texto “História do Circo” para responder o item desta prova.
TEXTO 1
História do Circo
A magia do circo nos remete a algo incrível, fazendo-nos viajar na alegria dos palhaços, nas acrobacias dos malabares e na beleza das cores. Relatos trazem que essa arte difundida no mundo todo existe desde a antiguidade.
Na China, foram encontradas pinturas com quase 5000 anos mostrando contorcionistas, acrobatas c equilibristas. Os guerreiros chineses usavam a acrobacia como forma de treinamento, já que isso exigia força, flexibilidade e agilidade. Em 108 a.C., em uma festa em homenagem a alguns visitantes estrangeiros, houve uma apresentação acrobática que encantou também ao imperador. Este, então, determinou que apresentações como essa se repetiriam todos os anos.
As pirâmides do Egito também trazem gravuras com malabaristas. Já em Roma a história do circo foi um tanto quanto trágica. Por volta de 70 a.C., surgiu o Circo Máximo, que foi destruído em um incêndio. No lugar onde ficava instalado, foi construído o Coliseu.
Circo no Brasil
Essa arte que encanta crianças e adultos surgiu no Brasil no século XIX, com famílias
vindas da Europa. Essas famílias se manifestavam em apresentações teatrais. Os ciganos, vindos também
da Europa, apresentavam-se ao público, demonstrando habilidades como doma de ursos e cavalos e
ilusionismo.
As manifestações artísticas ocorriam de acordo com a aceitação do público, o que não agradava não era mais mostrado naquela determinada região. Algumas atrações foram adaptadas ao estilo brasileiro. O palhaço europeu, por exemplo, era menos falante, usando a mímica como base. Já, no Brasil, o palhaço fala muito, utilizando de comédia sorrateira e também de instrumentos musicais, como o violão.
O público brasileiro gosta das atrações perigosas, como os malabares em trapézios e domadores de animais ferozes. O uso de animais em circo é um assunto polêmico, pois muitas vezes esses animais sofrem maus tratos.
Atualmente, as atrações circenses são mais modernas e trazem muitas novidades tecnológicas, exemplo disso é o Cirque du Soleil.
Circo Contemporâneo
Hoje, o circo também tem uma ramificação que é o circo contemporâneo, aprendido em escolas e não só de pai para filho, como anligamente. A primeira escola de circo surgiu no Rio de Janeiro em 1982, chamada Escola Nacional dc Circo. Nessa escola, jovens aprendem as técnicas circenses e, quando formados, criam grupos e passam a sc apresentar ao público.
Hoje a Nau de ícaros, o Teatro de Anônimo, o Circo Escola Picadeiro, o Linhas Aéreas, a
Intrépida Trupe, os Parlapatões, o Circo Mínimo, os Acrobáticos Fratelli, Patifes e Paspalhões fazem
parte do Circo Contemporâneo Brasileiro.
VOCABULÁRIO:
sorrateira - que tem manha; astuta, maliciosa, esperta, ardilosa.
1 - “Em 108 a.C, em uma festa cm homenagem a alguns visitantes estrangeiros, houve uma apresentação acrobática que encantou também ao imperador. Este, então, determinou que apresentações como essa se repetiriam todos os anos.”
2 - “O palhaço europeu, por exemplo, era menos falante, usando a mímica como base. Já, no Brasil, o palhaço fala muito, utilizando de comédia sorrateira e também de instrumentos musicais, como o violão.”
Assinale a alternativa em que os símbolos equivalem respectivamente ao significado do “como”, conforme a correspondência abaixo.

A sequência correta é:
Texto 3
A INCAPACIDADE DE SER VERDADEIRO
Paulo tinha fama de mentiroso. Um dia chegou em casa dizendo que vira no campo dois dragões da independência cuspindo fogo e lendo fotonovelas. A mãe botou-o de castigo, mas na semana seguinte ele veio contando que caira no pátio da escola um pedaço de lua, todo cheio de buraquinhos, feito queijo, e ele provou e tinha gosto de queijo. Desta vez Paulo não só ficou sem sobremesa, como foi proibido de jogar futebol durante quinze dias. Quando o menino voltou falando que todas as borboletas da Terra passaram pela chácara de Siá Elpídia e queriam formar um tapete voador para transportá-lo ao sétimo céu, a mãe decidiu levá-lo ao médico. Após o exame, o Dr. Epaminondas abanou a cabeça: "Não há nada a fazer, Dona Coió. Este menino é mesmo um caso de poesia".
{Carlos Drummond de Andrade, Histórias para o Rei - 10a ed. - Rio de Janeiro: Record, 2007)
Texto 2
REUNIÃO DE MÃES
Na reunião de pais só havia mães. Eu me sentiria constrangido em meio a tanta mulher, por mais simpáticas me parecessem, e acabaria nem entrando - se não pudesse logo distinguir, espalhadas no auditório, duas ou três presenças masculinas que partilhariam de meu ressabiado zelo paterno.
Sentei-me numa das últimas filas, para não causar espécie à seleta assembleia de progenitoras. Uma delas fazia tricô, e várias conversavam, já confraternizadas de outras reuni- ões. O Padre-Diretor tomou assento à mesa, cercado de professoras, e deu inicio à sessão.
Eu viera buscar Pedro Domingos para levá-lo ao médico, mas desta vez cabia-me também participar antes da reunião. Afinal de contas andava mesmo precisando de verificar pessoalmente a quantas o menino andava.
O Padre-Diretor fazia considerações gerais sobre o uniforme de gala a ser adotado. A gravatinha é azul? - perguntou uma das mães. Meia três-quartos? - perguntou outra. E o emblema no bolsinho? - perguntou uma terceira. Outra ainda, à minha frente, quis saber se tinha pesponto - mas sua pergunta não chegou a ser ouvida.
Invejei-lhes a desenvoltura. Tive vontade de perguntar também alguma coisa, para tornar mais efetivo meu interesse de pai - mas temi aquelas mães todas voltando a cabeça, curiosas e surpreendidas, ante uma destoante voz de homem, meio gaguejante talvez de insegurança. Poderia também não ser ouvido - e se isso me acontecesse eu sumiria na cadeira. Além do mais, não me ocorria nada de mais prático para perguntar senão o que vinha a ser pesponto.
Acabei concluindo que tanta perguntação quebrava um pouco a solene compostura que devíamos manter, como responsáveis pelo destino de nossos filhos. E dispensei-me de intervir, passando a ouvir a explanação do Padre-Diretor:
- Chegamos agora ao ponto que interessa: o quinto ano. Depois de cuidadosa seleção, foi dividido em três turmas - a turma 14, dos mais adiantados; a turma 13, dos regulares; e a turma 12, dos atrasados, relapsos, irrequietos, indisciplinados. Os da 13 já não são lá essas coisas, mas os da 12 posso assegurar que dificilmente irão para frente, não querem nada com estudo.
Fiquei atento: em qual delas estaria o menino? Pensei que o Diretor ia ler a lista de cada turma - o meu certamente na 14. Não leu, talvez por consideração para com as mães que tinham filhos na 12. Várias, que já sabiam disso, puseram-se a falar ao mesmo tempo: não era culpa delas; levavam muito dever para casa, não se habituavam com o semi-internato. Uma - a do tricô, se não me engano - chegou mesmo a se queixar do ensino dirigido, que a seu ver não estava dando resultado. Outra disse que tinha três filhos, faziam provas no mesmo dia, como prepará-los de uma só vez? O Padre-Diretor sacudiu a cabeça, sorrindo com simpatia - não posso nem ao menos lastimar que a senhora tenha tanto filho. E voltou a falar nos relapsos, um caso muito sério. Não vai esse Padre dizer que meu filho está entre eles, pensei. Irrequieto, indisciplinado. Ah, mas ele havia de ver comigo: entre os piores!
E por que não? Quietinho, muito bem-mandado, filhinho do papai, maria vai com as outras ele não era mesmo não. Desafiei o auditório, acendendo um cigarro: ninguém tinha nada com isso. Criança ainda, na idade mesmo de brincar e não levar as coisas tão a sério. 0 curioso é que não me parecesse assim tão vadio - jogava futebol na rua, assistia à televisão, brincava de bandido, mas na hora de estudar o rapazinho estudava, então eu não via? Quem sabe se procurasse ajudá-lo, dar uma mãozinha... Mas essas coisas que ele andava estudando eu já não sabia de cor, tinha de aprender tudo de novo. Outro dia, por exemplo, me embatucou perguntando se eu sabia como se chamam os que nascem na Nova Guiné. Ninguém sabe isso, meu filho, respondi gravemente. Ah, não sabe? Pois ele sabia: guinéu! Não acreditei, fui olhar no dicionário para ver se era mesmo. Era. Talvez estivesse na turma 13, bem que sabia lá uma coisa ou outra, o danadinho.
Agora o Diretor falava na comida que serviam ao almoço. Da melhor qualidade, mas havia um problema - os meninos se recusavam a comer verdura, ele fazia questão que comessem, para manter dieta adequada. No entanto, algumas mães não colaboravam. Mandavam bilhetinhos pedindo que não dessem verdura aos filhos.
Eis algo que eu jamais soube explicar: por que menino não gosta de verdura? Quando menino eu também não gostava.
- Pedem às mães que mandem bilhetinhos, e não é só isso: usam qualquer recurso para não comer verdura. Hoje mesmo me apareceu um com um bilhete da mãe dizendo: não obrigar meu filho a comer verdura. Só que estava escrito com a letra do próprio menino.
Chegada era a hora de levá-lo ao médico - uma professora amiga foi buscá-lo para mim.
- Meu filho - perguntei, ansioso, assim que saímos: - Em que turma você está? Na 12 ou na 13?
- Na 14 - ele respondeu, distraído. Respirei com alívio: e nem podia ser de outra maneira, não era isso mesmo?
- Fico satisfeito de saber - comentei apenas.
Ele não perdeu tempo:
- Então eu queria te pedir um favor - aproveitou-se logo: - Que você mandasse ao Padre-Diretor um bilhete dizendo que eu não posso comer verdura.
{SABINO, Fernando. O homem nu - 46a ed. Rio de Janeiro:
Record, 2009. )













