Questões Militares
Sobre sintaxe em português
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Texto II
Pasmo sempre quando acabo qualquer coisa. Pasmo e desolo-me. O meu instinto de perfeição deveria inibir-me de acabar; deveria inibir-me até de dar começo. Mas distraio-me e faço. O que consigo é um produto, em mim, não de uma aplicação de vontade, mas de uma cedência dela. Começo porque não tenho força para pensar; acabo porque não tenho alma para suspender. Este livro é a minha cobardia.
A razão por que tantas vezes interrompo um pensamento com um trecho de paisagem, que de algum modo se integra no esquema, real ou suposto, das minhas impressões, é que essa paisagem é uma porta por onde fujo ao conhecimento da minha impotência criadora. Tenho a necessidade, em meio das conversas comigo que formam as palavras deste livro, de falar de repente com outra pessoa, e dirijo-me à luz que paira, como agora, sobre os telhados das casas, que parecem molhados de tê-la de lado; ao agitar brando das árvores altas na encosta citadina, que parecem perto, numa possibilidade de desabamento mudo; aos cartazes sobrepostos das casas ingremadas, com janelas por letras onde o sol morto doira goma húmida.
Por que escrevo, se não escrevo melhor? Mas que seria de mim se não escrevesse o que consigo escrever, por inferior a mim mesmo que nisso seja? Sou um plebeu da aspiração, porque tento realizar; não ouso o silêncio como quem receia um quarto escuro. Sou como os que prezam a medalha mais que o esforço, e gozam a glória na peliça [...].
Escrever, sim, é perder-me, mas todos se perdem, porque tudo é perda. Porém eu perco-me sem alegria, não como o rio na foz para que nasceu incógnito, mas como o lago feito na praia pela maré alta, e cuja água sumida nunca mais regressa ao mar.
(PESSOA, Fernando. Livro do Desassossego: composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa. Org. Richard
Zenith. 3ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.)
“Tenho a necessidade, em meio das conversas comigo que formam as palavras deste livro, de falar de repente com outra pessoa, e dirijo-me...” (2º§).
Os sujeitos de “formam” e “dirijo”, no trecho acima, são, respectivamente:
Texto II
Pasmo sempre quando acabo qualquer coisa. Pasmo e desolo-me. O meu instinto de perfeição deveria inibir-me de acabar; deveria inibir-me até de dar começo. Mas distraio-me e faço. O que consigo é um produto, em mim, não de uma aplicação de vontade, mas de uma cedência dela. Começo porque não tenho força para pensar; acabo porque não tenho alma para suspender. Este livro é a minha cobardia.
A razão por que tantas vezes interrompo um pensamento com um trecho de paisagem, que de algum modo se integra no esquema, real ou suposto, das minhas impressões, é que essa paisagem é uma porta por onde fujo ao conhecimento da minha impotência criadora. Tenho a necessidade, em meio das conversas comigo que formam as palavras deste livro, de falar de repente com outra pessoa, e dirijo-me à luz que paira, como agora, sobre os telhados das casas, que parecem molhados de tê-la de lado; ao agitar brando das árvores altas na encosta citadina, que parecem perto, numa possibilidade de desabamento mudo; aos cartazes sobrepostos das casas ingremadas, com janelas por letras onde o sol morto doira goma húmida.
Por que escrevo, se não escrevo melhor? Mas que seria de mim se não escrevesse o que consigo escrever, por inferior a mim mesmo que nisso seja? Sou um plebeu da aspiração, porque tento realizar; não ouso o silêncio como quem receia um quarto escuro. Sou como os que prezam a medalha mais que o esforço, e gozam a glória na peliça [...].
Escrever, sim, é perder-me, mas todos se perdem, porque tudo é perda. Porém eu perco-me sem alegria, não como o rio na foz para que nasceu incógnito, mas como o lago feito na praia pela maré alta, e cuja água sumida nunca mais regressa ao mar.
(PESSOA, Fernando. Livro do Desassossego: composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa. Org. Richard
Zenith. 3ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.)
Texto IV
[...] Jamais, em tempo algum, o brasileiro escreveu tanto. E se comunicou tanto. E leu tanto. E amou tanto.
No caso do amor ali nascido, a feitura, o peso, a cor, a idade ou a nacionalidade não importam. O que é mais importante é o texto. O texto é a causa do amor.
Quando comecei a escrever um livro pela Internet, muitos colegas jornalistas me entrevistavam (sempre a mim e ao João Ubaldo) perguntando qual era o futuro da literatura pela Internet.
Há quatro meses atrás eu não sabia responder a essa pergunta. Hoje eu sei e tenho certeza do que penso:
– Essa geração vai dar muitos e muitos escritores para o Brasil. E muita gente vai se apaixonar pelo texto e no texto. Existe coisa melhor para um escritor do que concluir uma crônica com isso?
(PRATA, Mário. Amor só de letras. O Estado de São
Paulo. 20 set. 2000)
Texto III

(http://rasuralivre.blogspot.com/2007_04_01archive.html)
Leia o texto e responda à questão.
Quanto ao enunciado “Temos a obrigação moral de, pelo menos, dar a chance deles correrem”, analise as afirmativas.
I. Pode-se substituir a expressão “pelo menos” por “às vezes”, sem prejuízo da significação.
II. O vocábulo “deles” refere-se a “crianças”.
III. O vocábulo “chance” significa “oportunidade”.
IV. A expressão verbal “correrem” concorda com o substantivo “chance”.
V. A expressão verbal “Temos” concorda com o sujeito “a obrigação moral”.
Com base nelas, assinale a alternativa correta.
Texto II
“Artigo XXVI
1. Todo ser humano tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnico-profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito.
2. A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos, e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz.
3. Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos”.
(Declaração Universal dos Direitos Humanos. Disponível em:http://www.onubrasil.org.br/documentos_direitoshuma nos.php. Acesso em: 08 dez. 2009)
Leia o texto e responda à questão.
Imagine que você tenha um de seus direitos violados e vai redigir um documento ao juiz de sua comarca.
Quanto à linguagem a ser utilizada, analise as afirmativas.
I. A forma de tratamento adequada é “Vossa Excelência” e a abreviatura é “V.Exª”.
II. O nível de linguagem é caracterizado pela formalidade e pelo uso da norma padrão.
III. É obrigatório o uso do vocativo “Prezado Juiz”.
IV. O emprego do pronome possessivo adequado é: “Aguardo a sua resposta”.
V. O emprego do pronome possessivo adequado é: “Aguardo a vossa resposta”.
Com base nelas, assinale a alternativa correta.
Texto II
“Artigo XXVI
1. Todo ser humano tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnico-profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito.
2. A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos, e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz.
3. Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos”.
(Declaração Universal dos Direitos Humanos. Disponível em:http://www.onubrasil.org.br/documentos_direitoshuma nos.php. Acesso em: 08 dez. 2009)
Leia o texto e responda à questão.
Texto II
“Artigo XXVI
1. Todo ser humano tem direito à instrução. A instrução será gratuita, pelo menos nos graus elementares e fundamentais. A instrução elementar será obrigatória. A instrução técnico-profissional será acessível a todos, bem como a instrução superior, esta baseada no mérito.
2. A instrução será orientada no sentido do pleno desenvolvimento da personalidade humana e do fortalecimento do respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais. A instrução promoverá a compreensão, a tolerância e a amizade entre todas as nações e grupos raciais ou religiosos, e coadjuvará as atividades das Nações Unidas em prol da manutenção da paz.
3. Os pais têm prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos”.
(Declaração Universal dos Direitos Humanos. Disponível em:http://www.onubrasil.org.br/documentos_direitoshuma nos.php. Acesso em: 08 dez. 2009)
Leia o texto e responda à questão.
Quanto à regência nominal, em "tem direito à instrução" e "será acessível a todos", analise as afirmativas.
I. Nos dois casos, a preposição “a” estabelece relação entre o nome e seu complemento.
II. Em "tem direito à instrução", o complemento nominal completa o sentido do substantivo "direito".
III. Em "acessível a todos", o adjetivo "acessível" pede complemento nominal.
IV. Em "acessível a todos", o substantivo "acessível" pede complemento nominal.
V. A preposição “a” se faz presente apenas no primeiro caso.
Com base nelas, assinale a alternativa correta.


Neste trecho, a palavra “que” substitui, textualmente:



A concordância gramatical de “Os contrários”, dá-se, textualmente, com:

Assinale a alternativa que contém uma afirmação CORRETA.

Considerando-se as ideias e as estruturas linguísticas a partir das quais o texto é elaborado, é CORRETO afirmar que:



Textualmente, a palavra “onde” retoma
Analise as expressões sublinhadas das frases abaixo e a justificativa para seu emprego, considerando a norma culta da língua.
I. Este concurso veio ao encontro de meu desejo de fazer parte da corporação.
A frase está correta, pois a expressão sublinhada significa favorável, de acordo com.
II. Estarei solicitando que lhe sejam enviados os documentos pedidos.
A frase está correta, pois o gerúndio expressa ação presente ou futura.
III. É para eu vim amanhã, render guarda?
A forma verbal está correta; encontra-se no futuro do subjuntivo.
IV. O número de soldados aumentou significativamente, haja vista os crimes terem aumentado.
A frase está correta, pois a expressão sublinhada é invariável.
V. Conheci Santa Catarina há dez anos atrás.
A frase está correta; embora as palavras indiquem passado, há ideia de reforço.
VI. Meus pais e eu moramos em belas casas germinadas.
Há erro; a expressão em destaque significa que germinaram. O correto é geminadas, duplicadas.
Complete o espaço de cada frase com uma das palavras apresentadas.
I. O advogado pediu a _____ da dívida de seu cliente e a extinção do feito. (remição / remissão)
II. Os desembargadores se ______________ de acordo, acerca de nosso problema. (manteram / mantiveram)
III. Nosso escritório de advocacia situa-se ____ Rua Cantagalo, nº 5. (à / na)
IV. Fazemos entregas _____ domicílio. (à / em)
V. Estamos prontos ____ calcular o montante de nossas despesas. (a / à)
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.