Questões Militares Sobre sintaxe em português

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Q4157493 Português

Conto de Fadas do Século XXI 

Era uma vez... numa terra muito distante... uma princesa linda, independente e cheia de autoestima.

Ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico...

Então, a rã pulou para o seu colo e disse: linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. 

Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformei-me nesta rã asquerosa.

Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo.

Logo, tua mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre...

Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma:

- Eu, hein? Nem morta!

Atente-se aos trechos demarcados, em I e em II, para assinalar a alternativa correta a seguir.
I. “Era uma vez... numa terra muito distante... uma princesa linda, independente e cheia de autoestima.” II. “Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée [...]”
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Q3956160 Português
Analisando a transitividade do verbo “levar”, no sentido em que é empregado no trecho “Uma praga terrível nascera e levaria à Ásia a ruína e a destruição”, devemos classificá-lo como
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Q3956159 Português
Analisando sintaticamente o trecho “Uma praga terrível nascera e levaria à Ásia a ruína e a destruição”, podemos encontrar 
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Q3956158 Português
Na oração “Os magos do local viram tal acontecimento como um prenúncio de desgraça – que uma praga terrível nascera e levaria à Ásia a ruína e a destruição.” (l.6-8), o trecho em destaque exerce a função sintática de 
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Q3956150 Português
O segmento destacado abaixo, extraído do texto 1, pode ser representado pela seguinte estrutura, acompanhando a lógica sintática:
“No Brasil, uma parte da arrecadação da contribuição social vem dos concursos de prognósticos” (l.2-3)
W= D A & C
Associando os símbolos empregados, assinale a alternativa que representa corretamente o segmento destacado no período a seguir:
“Num primeiro momento, a receita da seguridade vai melhorar.” (l.27)
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Q3956146 Português
No trecho “Conforme mostrou a Folha, estudo publicado na revista cientifica The Lancet Public Health revela um quadro de risco crescente à saúde pública mundial provocado pelo advento de bets, apostas esportivas e cassinos digitais” (l.21 - 22), o verbo “revelar” classifica-se quanto a sua transitividade, como
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Q3956145 Português
Marque a única alternativa que apresenta uma construção sintática que está livre de falhas de concordância.
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Q3956144 Português
Assinale a única alternativa cuja construção sintática está livre de falhas de concordância. 
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Q3956143 Português
No período “Apesar de poder melhorar a sustentabilidade do INSS, o dinheiro oriundo das bets e loterias é algo a comemorar?” (l.15), podemos observar duas orações que se relacionam. A relação entre estas orações é de
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Q3956141 Português
Analisando a formulação sintática do trecho “Um relatório da XP Investimentos revela que as apostas movimentam 1% do PIB (Produto Interno Bruto) e comprometem 20% do orçamento de famílias de baixa renda” (l.13-14), podemos afirmar que ele possui
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Q3956138 Português
No período “O orçamento da Seguridade Social é composto também das receitas advindas dos concursos de prognósticos, cujas alíquotas de custeio podem variar conforme a modalidade de sorteio e de quem o gerencia” (l.6-7), o termo em destaque está empregado como
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Q3864346 Português
A Biblioteca de Alexandria não foi destruída pelo fogo, mas pelo esquecimento

Por Bruno Vaiano


"Há crimes piores do que queimar livros. Não lê-los é um deles." – Ray Bradbury.


    Três séculos antes de Cristo, Alexandre, o Grande, conquistou o Egito e mandou erguer, do zero, uma metrópole no litoral norte do país. Alexandria, batizada em homenagem a seu patrono desumilde, seria a nova capital da região. A estética faraônica clichê, dourada e azul, prevaleceu por lá (bem como o hábito egípcio de os nobres se casarem entre irmãos, à moda Cersei em Game of Thrones). Mas esse novo Egito Antigo, assim como o próprio Alexandre, tinha uma pinta grega inegável.

    O sucessor de Alexandre, o Grande, por aquelas bandas, nomeado Ptolomeu I, ordenou a construção de um centro de ensino e pesquisa em Alexandria para atrair a elite intelectual da época. Tipo uma versão helênica e antiquíssima do Instituto de Estudos Avançados de Princeton, onde monstros sagrados das exatas como Einstein, Gödel e Neumann trabalharam juntos na década de 1950.

    O nome dessa instituição era Mouseion. Em português, “Museu”. O significado original da palavra é “templo dedicado às musas” — as deusas do panteão grego que, na tradição helênica, inspiravam as artes, a literatura e a ciência. Essa também é a origem etimológica de “música”, diga-se. Compôs uma bela canção? Legal, mas não foi bem você. Tudo que é belo emana dessas divas – artistas são só os meros mortais que, volta e meia, têm o privilégio de receber um download de versos do Olimpo.

    A Biblioteca de Alexandria acabou se tornando o mais famoso dos prédios desse complexo. Bibliotecas não eram novidade. Já existiam na Suméria; são quase tão antigas quanto a escrita em si. Mas essa almejava um passo além: Ptolomeu queria uma cópia de cada obra já escrita na Terra. Por isso, os tripulantes de toda embarcação que aportava em Alexandria eram forçados, por decreto, a fornecer ao Museu os pergaminhos que tivessem a bordo – que então eram copiados por escribas e armazenados na coleção. Deu certo.

    Essa Harvard ptolomaica prosperou por séculos, e não acabou por causa de um incêndio – nem qualquer outro ato pontual de vandalismo. Júlio César danificou parte da coleção quando sitiou Alexandria e ateou fogo ao porto, em 48 a.C. Mas, nessa época, o Museu já havia perdido prestígio e os acadêmicos preferiam trabalhar em outros lugares.

    Em 297 d.C., quando Diocleciano incendiou a cidade novamente para conter uma rebelião, é provável que o prédio original da Biblioteca já não existisse mais: as últimas evidências inequívocas da contratação de funcionários datam de 260 d.C.

    Não era fácil sustentar um exército de bibliotecários e escribas copistas para manter a coleção atualizada, higiênica e catalogada. Bastava um fiapo de desinteresse coletivo para a coisa degringolar. O território egípcio mudou de mãos e crenças muitas vezes ao longo da História – os califados árabes vieram por último e estabeleceram sua capital intelectual em Bagdá, relegando Alexandria à periferia do avanço científico-tecnológico durante a Idade Média.

    O fato é que você não precisa atear fogo a um livro para queimá-lo. O conhecimento não desaparece da noite para o dia só porque seu suporte material foi destruído.

    Hoje, qualquer sebo parrudo contém mais conhecimento do que a Biblioteca de Alexandria. Mesmo assim, 73% dos estudantes brasileiros estão abaixo do nível de conhecimento sobre Matemática que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) considera mínimo para que se possa exercer a cidadania satisfatoriamente.

    Na avaliação de Leitura, são 50%. Em Ciências, 55%. Mais da metade da população em idade escolar do País, nas palavras dos organizadores do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), tem algum prejuízo na hora de “participar plenamente da vida social, econômica e cívica em um mundo globalizado”.

    Pode soar o alarme: nossa biblioteca está (metaforicamente) em chamas.


Adaptado de: https://super.abril.com.br/historia/a-biblioteca-dealexandria-nao-foi-destruida-pelo-fogo-mas-pelo-esquecimento/. Acesso em: 28 mai. 2025.  
Considerando o seguinte excerto: “Hoje, qualquer sebo parrudo contém mais conhecimento do que a Biblioteca de Alexandria.”, é correto afirmar que
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Q3864344 Português
A Biblioteca de Alexandria não foi destruída pelo fogo, mas pelo esquecimento

Por Bruno Vaiano


"Há crimes piores do que queimar livros. Não lê-los é um deles." – Ray Bradbury.


    Três séculos antes de Cristo, Alexandre, o Grande, conquistou o Egito e mandou erguer, do zero, uma metrópole no litoral norte do país. Alexandria, batizada em homenagem a seu patrono desumilde, seria a nova capital da região. A estética faraônica clichê, dourada e azul, prevaleceu por lá (bem como o hábito egípcio de os nobres se casarem entre irmãos, à moda Cersei em Game of Thrones). Mas esse novo Egito Antigo, assim como o próprio Alexandre, tinha uma pinta grega inegável.

    O sucessor de Alexandre, o Grande, por aquelas bandas, nomeado Ptolomeu I, ordenou a construção de um centro de ensino e pesquisa em Alexandria para atrair a elite intelectual da época. Tipo uma versão helênica e antiquíssima do Instituto de Estudos Avançados de Princeton, onde monstros sagrados das exatas como Einstein, Gödel e Neumann trabalharam juntos na década de 1950.

    O nome dessa instituição era Mouseion. Em português, “Museu”. O significado original da palavra é “templo dedicado às musas” — as deusas do panteão grego que, na tradição helênica, inspiravam as artes, a literatura e a ciência. Essa também é a origem etimológica de “música”, diga-se. Compôs uma bela canção? Legal, mas não foi bem você. Tudo que é belo emana dessas divas – artistas são só os meros mortais que, volta e meia, têm o privilégio de receber um download de versos do Olimpo.

    A Biblioteca de Alexandria acabou se tornando o mais famoso dos prédios desse complexo. Bibliotecas não eram novidade. Já existiam na Suméria; são quase tão antigas quanto a escrita em si. Mas essa almejava um passo além: Ptolomeu queria uma cópia de cada obra já escrita na Terra. Por isso, os tripulantes de toda embarcação que aportava em Alexandria eram forçados, por decreto, a fornecer ao Museu os pergaminhos que tivessem a bordo – que então eram copiados por escribas e armazenados na coleção. Deu certo.

    Essa Harvard ptolomaica prosperou por séculos, e não acabou por causa de um incêndio – nem qualquer outro ato pontual de vandalismo. Júlio César danificou parte da coleção quando sitiou Alexandria e ateou fogo ao porto, em 48 a.C. Mas, nessa época, o Museu já havia perdido prestígio e os acadêmicos preferiam trabalhar em outros lugares.

    Em 297 d.C., quando Diocleciano incendiou a cidade novamente para conter uma rebelião, é provável que o prédio original da Biblioteca já não existisse mais: as últimas evidências inequívocas da contratação de funcionários datam de 260 d.C.

    Não era fácil sustentar um exército de bibliotecários e escribas copistas para manter a coleção atualizada, higiênica e catalogada. Bastava um fiapo de desinteresse coletivo para a coisa degringolar. O território egípcio mudou de mãos e crenças muitas vezes ao longo da História – os califados árabes vieram por último e estabeleceram sua capital intelectual em Bagdá, relegando Alexandria à periferia do avanço científico-tecnológico durante a Idade Média.

    O fato é que você não precisa atear fogo a um livro para queimá-lo. O conhecimento não desaparece da noite para o dia só porque seu suporte material foi destruído.

    Hoje, qualquer sebo parrudo contém mais conhecimento do que a Biblioteca de Alexandria. Mesmo assim, 73% dos estudantes brasileiros estão abaixo do nível de conhecimento sobre Matemática que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) considera mínimo para que se possa exercer a cidadania satisfatoriamente.

    Na avaliação de Leitura, são 50%. Em Ciências, 55%. Mais da metade da população em idade escolar do País, nas palavras dos organizadores do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), tem algum prejuízo na hora de “participar plenamente da vida social, econômica e cívica em um mundo globalizado”.

    Pode soar o alarme: nossa biblioteca está (metaforicamente) em chamas.


Adaptado de: https://super.abril.com.br/historia/a-biblioteca-dealexandria-nao-foi-destruida-pelo-fogo-mas-pelo-esquecimento/. Acesso em: 28 mai. 2025.  
Considere o trecho a seguir:

“Mas esse novo Egito Antigo, assim como o próprio Alexandre, tinha uma pinta grega inegável.”

A expressão em destaque, pode ser substituída, sem prejuízo de sentido, pelos seguintes conectivos, EXCETO
Alternativas
Q3864342 Português
A Biblioteca de Alexandria não foi destruída pelo fogo, mas pelo esquecimento

Por Bruno Vaiano


"Há crimes piores do que queimar livros. Não lê-los é um deles." – Ray Bradbury.


    Três séculos antes de Cristo, Alexandre, o Grande, conquistou o Egito e mandou erguer, do zero, uma metrópole no litoral norte do país. Alexandria, batizada em homenagem a seu patrono desumilde, seria a nova capital da região. A estética faraônica clichê, dourada e azul, prevaleceu por lá (bem como o hábito egípcio de os nobres se casarem entre irmãos, à moda Cersei em Game of Thrones). Mas esse novo Egito Antigo, assim como o próprio Alexandre, tinha uma pinta grega inegável.

    O sucessor de Alexandre, o Grande, por aquelas bandas, nomeado Ptolomeu I, ordenou a construção de um centro de ensino e pesquisa em Alexandria para atrair a elite intelectual da época. Tipo uma versão helênica e antiquíssima do Instituto de Estudos Avançados de Princeton, onde monstros sagrados das exatas como Einstein, Gödel e Neumann trabalharam juntos na década de 1950.

    O nome dessa instituição era Mouseion. Em português, “Museu”. O significado original da palavra é “templo dedicado às musas” — as deusas do panteão grego que, na tradição helênica, inspiravam as artes, a literatura e a ciência. Essa também é a origem etimológica de “música”, diga-se. Compôs uma bela canção? Legal, mas não foi bem você. Tudo que é belo emana dessas divas – artistas são só os meros mortais que, volta e meia, têm o privilégio de receber um download de versos do Olimpo.

    A Biblioteca de Alexandria acabou se tornando o mais famoso dos prédios desse complexo. Bibliotecas não eram novidade. Já existiam na Suméria; são quase tão antigas quanto a escrita em si. Mas essa almejava um passo além: Ptolomeu queria uma cópia de cada obra já escrita na Terra. Por isso, os tripulantes de toda embarcação que aportava em Alexandria eram forçados, por decreto, a fornecer ao Museu os pergaminhos que tivessem a bordo – que então eram copiados por escribas e armazenados na coleção. Deu certo.

    Essa Harvard ptolomaica prosperou por séculos, e não acabou por causa de um incêndio – nem qualquer outro ato pontual de vandalismo. Júlio César danificou parte da coleção quando sitiou Alexandria e ateou fogo ao porto, em 48 a.C. Mas, nessa época, o Museu já havia perdido prestígio e os acadêmicos preferiam trabalhar em outros lugares.

    Em 297 d.C., quando Diocleciano incendiou a cidade novamente para conter uma rebelião, é provável que o prédio original da Biblioteca já não existisse mais: as últimas evidências inequívocas da contratação de funcionários datam de 260 d.C.

    Não era fácil sustentar um exército de bibliotecários e escribas copistas para manter a coleção atualizada, higiênica e catalogada. Bastava um fiapo de desinteresse coletivo para a coisa degringolar. O território egípcio mudou de mãos e crenças muitas vezes ao longo da História – os califados árabes vieram por último e estabeleceram sua capital intelectual em Bagdá, relegando Alexandria à periferia do avanço científico-tecnológico durante a Idade Média.

    O fato é que você não precisa atear fogo a um livro para queimá-lo. O conhecimento não desaparece da noite para o dia só porque seu suporte material foi destruído.

    Hoje, qualquer sebo parrudo contém mais conhecimento do que a Biblioteca de Alexandria. Mesmo assim, 73% dos estudantes brasileiros estão abaixo do nível de conhecimento sobre Matemática que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) considera mínimo para que se possa exercer a cidadania satisfatoriamente.

    Na avaliação de Leitura, são 50%. Em Ciências, 55%. Mais da metade da população em idade escolar do País, nas palavras dos organizadores do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), tem algum prejuízo na hora de “participar plenamente da vida social, econômica e cívica em um mundo globalizado”.

    Pode soar o alarme: nossa biblioteca está (metaforicamente) em chamas.


Adaptado de: https://super.abril.com.br/historia/a-biblioteca-dealexandria-nao-foi-destruida-pelo-fogo-mas-pelo-esquecimento/. Acesso em: 28 mai. 2025.  
Assinale a alternativa cujo conectivo tenha o mesmo valor concessivo da expressão destacada a seguir:

“Hoje, qualquer sebo parrudo contém mais conhecimento do que a Biblioteca de Alexandria. Mesmo assim, 73% dos estudantes brasileiros estão abaixo do nível de conhecimento sobre Matemática [...]”.
Alternativas
Q3864340 Português
A Biblioteca de Alexandria não foi destruída pelo fogo, mas pelo esquecimento

Por Bruno Vaiano


"Há crimes piores do que queimar livros. Não lê-los é um deles." – Ray Bradbury.


    Três séculos antes de Cristo, Alexandre, o Grande, conquistou o Egito e mandou erguer, do zero, uma metrópole no litoral norte do país. Alexandria, batizada em homenagem a seu patrono desumilde, seria a nova capital da região. A estética faraônica clichê, dourada e azul, prevaleceu por lá (bem como o hábito egípcio de os nobres se casarem entre irmãos, à moda Cersei em Game of Thrones). Mas esse novo Egito Antigo, assim como o próprio Alexandre, tinha uma pinta grega inegável.

    O sucessor de Alexandre, o Grande, por aquelas bandas, nomeado Ptolomeu I, ordenou a construção de um centro de ensino e pesquisa em Alexandria para atrair a elite intelectual da época. Tipo uma versão helênica e antiquíssima do Instituto de Estudos Avançados de Princeton, onde monstros sagrados das exatas como Einstein, Gödel e Neumann trabalharam juntos na década de 1950.

    O nome dessa instituição era Mouseion. Em português, “Museu”. O significado original da palavra é “templo dedicado às musas” — as deusas do panteão grego que, na tradição helênica, inspiravam as artes, a literatura e a ciência. Essa também é a origem etimológica de “música”, diga-se. Compôs uma bela canção? Legal, mas não foi bem você. Tudo que é belo emana dessas divas – artistas são só os meros mortais que, volta e meia, têm o privilégio de receber um download de versos do Olimpo.

    A Biblioteca de Alexandria acabou se tornando o mais famoso dos prédios desse complexo. Bibliotecas não eram novidade. Já existiam na Suméria; são quase tão antigas quanto a escrita em si. Mas essa almejava um passo além: Ptolomeu queria uma cópia de cada obra já escrita na Terra. Por isso, os tripulantes de toda embarcação que aportava em Alexandria eram forçados, por decreto, a fornecer ao Museu os pergaminhos que tivessem a bordo – que então eram copiados por escribas e armazenados na coleção. Deu certo.

    Essa Harvard ptolomaica prosperou por séculos, e não acabou por causa de um incêndio – nem qualquer outro ato pontual de vandalismo. Júlio César danificou parte da coleção quando sitiou Alexandria e ateou fogo ao porto, em 48 a.C. Mas, nessa época, o Museu já havia perdido prestígio e os acadêmicos preferiam trabalhar em outros lugares.

    Em 297 d.C., quando Diocleciano incendiou a cidade novamente para conter uma rebelião, é provável que o prédio original da Biblioteca já não existisse mais: as últimas evidências inequívocas da contratação de funcionários datam de 260 d.C.

    Não era fácil sustentar um exército de bibliotecários e escribas copistas para manter a coleção atualizada, higiênica e catalogada. Bastava um fiapo de desinteresse coletivo para a coisa degringolar. O território egípcio mudou de mãos e crenças muitas vezes ao longo da História – os califados árabes vieram por último e estabeleceram sua capital intelectual em Bagdá, relegando Alexandria à periferia do avanço científico-tecnológico durante a Idade Média.

    O fato é que você não precisa atear fogo a um livro para queimá-lo. O conhecimento não desaparece da noite para o dia só porque seu suporte material foi destruído.

    Hoje, qualquer sebo parrudo contém mais conhecimento do que a Biblioteca de Alexandria. Mesmo assim, 73% dos estudantes brasileiros estão abaixo do nível de conhecimento sobre Matemática que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) considera mínimo para que se possa exercer a cidadania satisfatoriamente.

    Na avaliação de Leitura, são 50%. Em Ciências, 55%. Mais da metade da população em idade escolar do País, nas palavras dos organizadores do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), tem algum prejuízo na hora de “participar plenamente da vida social, econômica e cívica em um mundo globalizado”.

    Pode soar o alarme: nossa biblioteca está (metaforicamente) em chamas.


Adaptado de: https://super.abril.com.br/historia/a-biblioteca-dealexandria-nao-foi-destruida-pelo-fogo-mas-pelo-esquecimento/. Acesso em: 28 mai. 2025.  
No trecho “[…] quando Diocleciano incendiou a cidade novamente para conter uma rebelião, é provável que o prédio original da Biblioteca já não existisse mais [...]”, a oração em destaque 
Alternativas
Q3832577 Português
Assinale a opção na qual o termo em destaque completa, corretamente, o verbo que ele acompanha.
Alternativas
Q3832574 Português

Texto 3




GONSALES, Fernando. Níquel Náusea. Disponivel em:

<https://www.facebook.com/tirinhasinteligentess?locale=pt_BR> -

Acesso em 07 set. 2024.

Analise as afirmativas abaixo acerca de aspectos linguísticos do texto.

I- Em "Estrelas cadentes não são estrelas!", o sujeito é composto de dois núcleos e o predicado apresenta termo caracterizador do sujeito.
II- Os termos destacados em "Meu coração é um objeto celeste..." apresentam mesma classificação sintática.
III- Em "A ciência não vai matar a poesia" e "[...] quando entram na atmosfera!", os termos destacados são complementos verbais.

Assinale a opção correta.
Alternativas
Q3832570 Português
Texto 2


       A coisa mais misteriosa que existe: o tempo.

      O tempo acaba com tudo: com as árvores, com as montanhas, com as pedras, com a água - que se evapora -, com os sentimentos, com os bichos, com os homens.

      O tempo acaba com o vigor físico, com o paladar, com o olfato, com o interesse pelas coisas; com a vontade de viajar, de comprar uma roupa nova, de reencontrar um velho amigo, até com a vontade de viver. É cruel, o tempo.

     Quem se salva do passar do tempo? Os que não pensam, talvez, ou talvez os que só pensem no momento, aquele que estão vivendo; mas mesmo assim podem .pensar que já viveram momentos parecidos e muito melhores que nunca mais vão se repetir, por culpa do tempo.

     Qual de nós não foi mais feliz do que agora? E se não éramos, achávamos que iríamos ser um dia, quando tivéssemos mais dinheiro, quando encontrássemos o verdadeiro amor, quando tivéssemos filhos, quando eles crescessem, quando, quando, quando. E agora, você espera exatamente o quê, e a culpa é de quem? Apenas do tempo. Dele, nada escapa: é o tempo que acaba com os grandes amores, e com os grandes entusiasmos que não resistem a ele, que passa e passa. Não são as coisas que passam: é ele.

     Passar é modo de dizer: quando se está muito feliz, ele voa, e quando se está esperando muito por alguma coisa, é como se ele tivesse parado.

    É como se estivesse sempre contra nós, e quando acontece de se ter uma vida razoavelmente feliz, um dia se vê que ela já passou, e com que rapidez.

   Mas o tempo às vezes é amigo; quando se tem uma grande dor, não há dinheiro, viagens, distrações, trabalho ou aventuras que ajudem: só o tempo.

     Não chega a ser um tratamento de choque, rápido, como se gostaria; é uma coisa vaga, lenta, que não dá nem para perceber que está acontecendo, mas um dia você acorda e se dá conta de que o sol está brilhando — coisa que passou meses sem perceber que acontecia diariamente -, se olha no espelho, tem uma súbita vontade de abrir a janela e respirar fundo. Ainda não sabe, mas está salva. E um dia, muito depois, vai saber que foi o tempo, e só ele, que a salvou.

    Nunca se pensa no poder do tempo, do quanto ele comanda nossa vida; também nunca se pensa no quanto ele é precioso, mas um dia você vai lembrar que ele passou e não volta mais. Lembra quando você tinha 20, 30 anos, e se achava infeliz? Se achava, não: era mesmo.

    E quando era adolescente, não era também profundamente infeliz, como é obrigação de todos os adolescentes?

    Mas será que ninguém tem um tio, desses meio doidos que todo mundo tem, que pegue um desses meninos ou meninas de 13, 15 anos, sacuda pelos ombros e diga "pare de achar que tem problemas, viva sua juventude, não perca tempo sendo complicada, neurótica, reclamando que sua mãe não te entende e que seu pai não te dá a devida atenção [...], aproveite a vida".

    Para ter uma maturidade com poucos arrependimentos, é preciso não perder tempo, e mesmo fazendo uma bobagem atrás da outra, é melhor do que não fazer nada. Os pais querem que os filhos estudem para ter uma profissão, e estão certos; mas quem vai dizer aos adolescentes para eles aproveitarem o tempo para serem felizes em todos os minutos da vida? Quem? [...]


LEÃO, Danuza. O tempo. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1906201104.htm.
Acesso em: 23 set. 2024-Adaptado.
Na construção "Qual de nós não foi mais feliz do que agora?" (§5°), a forma verbal só admite o singular, conforme a norma culta vigente. Assinale a opção em que isso também ocorre.
Alternativas
Q3832568 Português
Texto 2


       A coisa mais misteriosa que existe: o tempo.

      O tempo acaba com tudo: com as árvores, com as montanhas, com as pedras, com a água - que se evapora -, com os sentimentos, com os bichos, com os homens.

      O tempo acaba com o vigor físico, com o paladar, com o olfato, com o interesse pelas coisas; com a vontade de viajar, de comprar uma roupa nova, de reencontrar um velho amigo, até com a vontade de viver. É cruel, o tempo.

     Quem se salva do passar do tempo? Os que não pensam, talvez, ou talvez os que só pensem no momento, aquele que estão vivendo; mas mesmo assim podem .pensar que já viveram momentos parecidos e muito melhores que nunca mais vão se repetir, por culpa do tempo.

     Qual de nós não foi mais feliz do que agora? E se não éramos, achávamos que iríamos ser um dia, quando tivéssemos mais dinheiro, quando encontrássemos o verdadeiro amor, quando tivéssemos filhos, quando eles crescessem, quando, quando, quando. E agora, você espera exatamente o quê, e a culpa é de quem? Apenas do tempo. Dele, nada escapa: é o tempo que acaba com os grandes amores, e com os grandes entusiasmos que não resistem a ele, que passa e passa. Não são as coisas que passam: é ele.

     Passar é modo de dizer: quando se está muito feliz, ele voa, e quando se está esperando muito por alguma coisa, é como se ele tivesse parado.

    É como se estivesse sempre contra nós, e quando acontece de se ter uma vida razoavelmente feliz, um dia se vê que ela já passou, e com que rapidez.

   Mas o tempo às vezes é amigo; quando se tem uma grande dor, não há dinheiro, viagens, distrações, trabalho ou aventuras que ajudem: só o tempo.

     Não chega a ser um tratamento de choque, rápido, como se gostaria; é uma coisa vaga, lenta, que não dá nem para perceber que está acontecendo, mas um dia você acorda e se dá conta de que o sol está brilhando — coisa que passou meses sem perceber que acontecia diariamente -, se olha no espelho, tem uma súbita vontade de abrir a janela e respirar fundo. Ainda não sabe, mas está salva. E um dia, muito depois, vai saber que foi o tempo, e só ele, que a salvou.

    Nunca se pensa no poder do tempo, do quanto ele comanda nossa vida; também nunca se pensa no quanto ele é precioso, mas um dia você vai lembrar que ele passou e não volta mais. Lembra quando você tinha 20, 30 anos, e se achava infeliz? Se achava, não: era mesmo.

    E quando era adolescente, não era também profundamente infeliz, como é obrigação de todos os adolescentes?

    Mas será que ninguém tem um tio, desses meio doidos que todo mundo tem, que pegue um desses meninos ou meninas de 13, 15 anos, sacuda pelos ombros e diga "pare de achar que tem problemas, viva sua juventude, não perca tempo sendo complicada, neurótica, reclamando que sua mãe não te entende e que seu pai não te dá a devida atenção [...], aproveite a vida".

    Para ter uma maturidade com poucos arrependimentos, é preciso não perder tempo, e mesmo fazendo uma bobagem atrás da outra, é melhor do que não fazer nada. Os pais querem que os filhos estudem para ter uma profissão, e estão certos; mas quem vai dizer aos adolescentes para eles aproveitarem o tempo para serem felizes em todos os minutos da vida? Quem? [...]


LEÃO, Danuza. O tempo. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1906201104.htm.
Acesso em: 23 set. 2024-Adaptado.
No trecho: "Os que não pensam, talvez, ou talvez os que só. pensem no momento, [...]."(§4°), o termo em destaque tem a mesma função sintática que:
Alternativas
Q3832564 Português
Texto 1


       Estão vendo aquele homenzinho com um livro aberto diante dos olhos e um headphone amarelo na cabeça? Sou eu. Na mesa ao lado, um casal discute em voz baixa. Não reparam em mim. Uma pessoa com fones de ouvido, mergulhada na leitura, é, em termos sociais, quase inexistente. Pouco se distingue de uma planta num vaso.

       A mulher deve ser uns vinte anos mais jovem que o marido. São ambos magros, delgados, flexíveis, com o ar leve e radiante de quem passou as últimas semanas ao sol, numa praia tropical. Turistas, com certeza. Falam em francês, com uma dicção tão perfeita, tão esplendidamente desenhada, que eu compreendo tudo. Sim, desliguei os fones para os ouvir melhor.

      – Olhe para dentro de você mesmo – diz a mulher. – Antes de tomar qualquer decisão, olha bem para dentro de você.

      O marido sorri:

      – Se olhar para dentro de mim, muito para dentro de mim, estarei olhando para você.

      – A mulher solta uma gargalhada feliz. Segura-lhe o rosto, com carinho:

      – Então olhe muito para dentro de mim, meu amor.

      – Estou olhando...

      Ficam assim os dois, um longo momento.

      – Você se viu, se encontrou? – pergunta por fim a mulher, numa voz muito doce.

     O francês caiu em si (ao menos foi o quе assegurou): Reconheceu todos os seus erros. Prometeu que dali em diante não tomaria nenhuma decisão antes de afundar os olhos nos olhos da mulher. Vi-os partir, minutos mais tarde, mão na mão, alegres como dois adolescentes.

     Voltei a ligar o som e terminei de beber o meu chá gelado. Fiquei pensando no turista francês e na grande arte de desmontar brigas conjugais. Anotei a frase dele, não tanto com a ideia de a usar numa futura crônica, mas, sobretudo, porque me ocorreu que, um dia, me poderia ser muito útil.

    Brigas conjugais ocorrem pelos motivos mais fúteis. Também pelos mais sérios, é claro. Para quem as sofre são tão devastadoras quanto uma guerra civil. São uma guerra civil.

    Nutro enorme admiração pelos psicólogos que medeiam conflitos conjugais. Ao longo das décadas (agora já conto o tempo em décadas) frequentei várias sessões de terapia de casal, com resultados muito diversos. Lembro-me de uma dessas sessões. A psicóloga pediu-nos, a mim e à minha namorada de então, que escrevêssemos uma lista daquilo que admirávamos um no outro. A seguir, teríamos de ler a lista em voz alta. Fui o primeiro. Antes de chegar ao final já eu chorava, já a minha namorada chorava, chorávamos ambos, abraçados um ao outro como náufragos. Quando recuperamos a serenidade vimos que também a psicóloga caíra num pranto vasto e silencioso:

     – Desculpem, desculpem, isto não devia acontecer, fiquei muito emocionada...

    A chave para a resolução de inúmeros conflitos, como os turistas franceses descobriram, passa por mergulhar nos olhos do outro. Olhar o outro nos olhos costuma ser uma experiência redentora. [...]

    Vamos, pois, olhar os outros nos olhos. Pode ser que o mundo melhore um pouco.


AGUALUSA, José Eduardo. Olhos nos olhos. Disponível em:
oglobo.globo.com/cultura/jose-eduardo-
aqualusa/coluna/2024/07/olhos-nos-olhos.ghtml. Acesso em: 01
set. 2024- Adaptado.
Em "Falam em francês, com uma dicção tão perfeita, [...] que eu compreendo tudo." (§2°) e "Vamos, pois, olhar os outros nos olhos." (§17), as locuções conjuntivas ou conjunções destacadas expressam, respectivamente, as ideias de:
Alternativas
Respostas
121: C
122: D
123: E
124: B
125: C
126: E
127: D
128: B
129: C
130: E
131: B
132: A
133: E
134: D
135: C
136: A
137: E
138: E
139: D
140: E