Questões Militares
Sobre sintaxe em português
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Leia:
Os moradores de países ricos usam mais o Google para pesquisar sobre acontecimentos futuros. Já as pessoas de países pobres se interessam mais pelo passado.
O termo destacado classifica-se, sintaticamente, como
Observe:
“Ó cavaleiro, quem és? — que mistério,
Quem te força da morte no império pela noite assombrada a vagar?”
Assinale a alternativa cujo termo em destaque tem a mesma função sintática de “Ó cavaleiro”.
Quanto à classificação dos objetos em destaque, coloque C para correto e E para errado. Em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) “A Literatura, não responde às perguntas, fechando-as, porque as amplia, multiplica suas respostas.” (objeto direto).
( ) “O Romantismo viu no elemento indígena uma possibilidade de afirmação específica do caráter nacional, por isso o idealizou.” (objeto indireto)
( ) “O romance Memórias de um Sargento de Milícias promove algumas relações dialógicas.” (objeto direto)
( ) “O Modernismo retomou a temática indígena a fim de valorizar a arte primitiva.” (objeto indireto)
Leia:
“Ao contrário do que sugerem os críticos da gestão do facebook, a rede hoje é um fenômeno global, e não apenas norte-americano.”
O sujeito do verbo em destaque classifica-se como
Assinale a alternativa com a sequência correta quanto à classificação das conjunções e da locução conjuntiva em destaque no texto abaixo.
“Como eu previa, ainda que tivesse se passado bastante tempo, tudo estava no seu devido lugar. Embora eu tivesse tentado me conter, corri pela casa como uma criança vendo seu novo lar pela primeira vez.”
Em relação à concordância dos verbos em destaque nas frases abaixo, coloque, nos parênteses, C para certo e E para errado. Em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) Hoje acontece, em nosso planeta, muitos desastres naturais.
( ) Ele chegou quando soou, no relógio da igreja, quatro horas da manhã.
( ) Tu e ele permitireis que isso continue acontecendo?
Observe o texto abaixo.
O jovem sentou _____ mesa, ceou com a família e depois, colocando _____ óculos de grau, ficou assistindo ___ transmissão da Fórmula 1.
Assinale a alternativa que completa, corretamente, os espaços.
“Talvez tenha acabado o verão. Há um grande vento frio cavalgando as ondas, mas o céu está limpo e o sol é muito claro. Duas aves dançam sobre as espumas assanhadas. As cigarras não cantam mais. Talvez tenha acabado o verão.
Estamos tranquilos. Fizemos este verão com paciência e firmeza, como os veteranos fazem a guerra. Estivemos atentos à lua e ao mar; suamos nosso corpo; contemplamos as evoluções de nossas mulheres, pois sabemos o quanto é perigoso para elas o verão.”
(Rubem Braga: O desaparecido, in A traição das elegantes. Rio de Janeiro: Editora Sabiá, 1967.)
“Talvez tenha acabado o verão. Há um grande vento frio cavalgando as ondas, mas o céu está limpo e o sol é muito claro. Duas aves dançam sobre as espumas assanhadas. As cigarras não cantam mais. Talvez tenha acabado o verão.
Estamos tranquilos. Fizemos este verão com paciência e firmeza, como os veteranos fazem a guerra. Estivemos atentos à lua e ao mar; suamos nosso corpo; contemplamos as evoluções de nossas mulheres, pois sabemos o quanto é perigoso para elas o verão.”
(Rubem Braga: O desaparecido, in A traição das elegantes. Rio de Janeiro: Editora Sabiá, 1967.)
“Talvez tenha acabado o verão. Há um grande vento frio cavalgando as ondas, mas o céu está limpo e o sol é muito claro. Duas aves dançam sobre as espumas assanhadas. As cigarras não cantam mais. Talvez tenha acabado o verão.
Estamos tranquilos. Fizemos este verão com paciência e firmeza, como os veteranos fazem a guerra. Estivemos atentos à lua e ao mar; suamos nosso corpo; contemplamos as evoluções de nossas mulheres, pois sabemos o quanto é perigoso para elas o verão.”
(Rubem Braga: O desaparecido, in A traição das elegantes. Rio de Janeiro: Editora Sabiá, 1967.)
A questão refere-se ao trecho do texto 1, destacado a seguir:
“Olhando os enigmas que nos rodeiam e ponderando e analisando as minhas observações, entro em contato com o mundo da matemática.”
Em relação às combinações sintáticas do trecho acima, qual das opções apresenta uma análise equivocada referentes às expressões destacadas abaixo?
Observe a oração destacada a seguir:
“Olhar para as intrigantes imagens criadas por Escher é uma experiência inesquecível.” (linha 4, texto 1)
Em qual das opções abaixo a expressão em destaque exerce função sintática distinta daquela da expressão destacada acima?
Texto 1
O MENINO QUE TINHA MEDO DE POESIA
(Pedro Gabriel – Março de 2014)
─ Mãe, acho que tem um poema debaixo da minha cama!
Quando menino, a poesia me assustava. Parecia ter dentes afiados, pernas desajeitadas, mãos opressoras. E nem as mãos da professora mais dócil conseguiam me acalmar. Não compreendia uma palavra, uma metáfora, uma rima pobre, rica ou rara. Não entendia nada. Tentava adivinhar o que o poeta queria dizer com aquela frase entupida de imagens e sentidos subjetivos. Achava-me incapaz de pertencer àquilo. Não conseguia mergulhar naquele mundo. Eu, sem saber nadar em versos, afogava-me na incompreensão de um soneto; ela – a tão sagrada poesia – não me afagava e me deixava morrer na praia, entre um alexandrino e um heptassílabo.
Toda vez que eu era obrigado a decorar poesia, sentia vontade de sumir, de virar um móvel e ficar imóvel até tudo se acabar. Por dentro, sentia azia, taquicardia, asma espontânea, tremelique e gagueira repentina. Por fora, fingia que estava tudo bem. Eu sempre escolhia o poema mais curto da lista que a escola sugeria. Naquele dia, sobrouPneumotórax, de Manuel Bandeira, e eu queria ser aquele paciente para não precisar declamá-lo. Eu queria tossir, repetir sem parar: trinta e três… Trinta e três… Ter uma doença pequena, uma desculpa qualquer, um atestado médico assinado pelo meu avô que me deixasse em casa – não a semana toda, mas só o tempo da aula.
Depois, para a prova de francês, não tive escolha: fui obrigado a decorar Le dormeur du Val, de Rimbaud. Eu lembro que, antes de ficar em pé de frente para o meu professor, eu queria que alguém me desse dois tiros no peito. Queria ser esse soldado e dormir, tranquilo, na paz celestial daquele vale até que a turma toda esquecesse a minha existência. Ou que a guerra fosse declarada finda. Ou que eu fosse declamado culpado. A Primeira Guerra Mundial parecia durar menos do que aqueles 15 minutos de exame. Minha boca está seca até hoje. Minhas mãos estão molhadas até agora. Só eu sei o que suei por você, querida Poesia.
Aos 17, a poesia ainda me apavorava. Podia ser o verso mais delicado do mundo, eu tinha medo. Podia ser o poeta mais simpático da face da Terra, eu desconfiava. Desconversava, lia outra coisa. Ou não lia nada. Talvez por não querer entendê-la. Talvez por achar não merecê- la. E assim ficava à mercê da minha rebeldia. Não queria aprender a contar sílabas, queria ser verso livre. Tolo! Até a liberdade exige teoria!
Se hoje eu pudesse falar com aquele menino, diria-lhe que a poesia não é nenhum decassílabo de sete cabeças. Que se ela o assusta é porque ela o deseja. Que se ele sente medo é porque ele precisa dela. Não há mais monstro debaixo da sua cama. O monstro agora está em você.
- Filho, acho que tem um poema por dentro de quem você ama…
Disponível em: <www.intrinseca.com.br/site/2014/.../o-menino-que-tinha-medo-de-poesia>. (texto adaptado) Acesso em: 29 Abr 2014

