Questões Militares Sobre interpretação de textos em português

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Q3774081 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão:


Quando apostar vira um problema


      Em 2023, cerca de 28 milhões de brasileiros de 14 anos ou mais (ou 17,6% da população nesta faixa de idade) diziam ter apostado no ano anterior, segundo estudo publicado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, em abril deste ano.

      Entre os apostadores, 10,9 milhões apresentavam características de jogo de risco ou problemático — número equivalente a 38,6% do total de apostadores e 7,3% da população em geral. Dentro desse grupo dos apostadores problemáticos, 1,4 milhão de brasileiros apresentava um padrão de apostas compatível com o diagnóstico de transtorno do jogo, enfermidade caracterizada pelo desejo incontrolável de apostar mesmo diante de prejuízos — contingente equivalente a 5% dos jogadores e 0,8% da população total acima de 14 anos.

     “Há mais de 30 anos, a ciência entendeu que o cérebro não fica só dependente de substâncias químicas, mas também de comportamentos muito ativadores das áreas que processam prazer no cérebro”, diz Rodrigo Machado, psiquiatra do Programa de Transtornos do Impulso do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (FMUSP).

     Mas houve uma mudança no perfil dos jogos de azar que levou à explosão dos casos de dependência no Brasil, especialmente desde 2018. “Com a tecnologia e a extrema difusão dos cassinos online, passamos a ter cassinos no bolso 24 horas. Qualquer pessoa consegue acessar as plataformas de apostas, bets esportivas etc., quando antes você precisava se deslocar fisicamente até um determinado lugar”, afirma o especialista em jogo compulsivo.

      Outra mudança, diz ele, foi na própria dinâmica do jogo de azar através das plataformas digitais. Por exemplo, apostas em jogos de futebol sempre existiram, mas antes só se apostava no resultado final. Já nas plataformas de apostas, é possível fazer as chamadas “apostas in-play”, enquanto o jogo está acontecendo. “Quando você promove um ciclo ultrarrápido de apostas, você encurta a distância entre o ato de apostar e o resultado final, fazendo com que as pessoas entrem num loop de compulsividade e, consequentemente, de hiperestimulação dos centros que processam o prazer no cérebro”, afirma Machado.


(Thais Carrança. Disponivel em: https://www.bbc.com/portuguese/ articles/ckgzk0g8317o. Acesso em: 01/10/2025. Adaptado)
De acordo com as informações texto, é correto afirmar que foi um fator determinante para o aumento dos casos de dependência de jogos de azar no Brasil, nos últimos anos,
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Q3774078 Português

Leia a tira a seguir para responder à questão:




(Eduardo Arruda. Disponivel em: https://x.com/ed_arruda/ status/1894695844282093685/photo/1. Acesso em 01/10/2025)

A partir da leitura da tira, é correto afirmar que seu efeito de humor deriva do fato de que a menina que fala
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Q3774076 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Assassinato digital


    Ao contrário de tempos passados, quando sumir com alguém exigia certo grau de dificuldade e até risco criminal, hoje tornou-se facílimo dar fim a uma pessoa. Bastam um dedo e algumas teclas. É possível mudar completamente o círculo de amizades, sumir da turma, buscar novos ares, sem grandes enfrentamentos. Um amigo estava falando de sua ex: “Bloqueei”. Explicou que bloqueou em tudo: no WhatsApp, no Instagram, no Face. Em qualquer outra rede social, uma pessoa existe ou não existe. Se é bloqueada em todos os canais em que pode se comunicar com a outra, tecnicamente não existe mais. Simplesmente deixa de estar presente. Mesmo porque, na atualidade, a presença é mais digital que física em um número imenso de casos.

    Houve um tempo em que eu me admirava ao dar uma “limpa” no celular. Por que tanta gente, com quem nunca converso, tantos endereços que já não fazem parte do meu dia a dia? Para meu susto, recebi reclamações: “Por que você me deletou?”, “Me bloqueou?”. Na prática, respondia: “Porque a gente não se falava mais”. Descobri que estar na minha rede mesmo sem papo era um modo de afirmar a existência da pessoa em minha vida. Portanto, era ofensivo ser excluído. Parecia sem sentido. Mas entendi. Se a pessoa for deletada ou, pior, bloqueada, simplesmente deixa de existir. A comparação é forte, mas inevitável: morre.

    Eu ainda acredito nas relações de carne e osso, nos abraços, nos encontros longos e profundos. Mas descubro que os relacionamentos digitais tomaram um espaço impressionante. Deletar equivale a dizer adeus. E dizer adeus é sempre uma forma de luto.


(Walcyr Carrasco. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/walcyrcarrasco/assassinato-digital/. Acesso em 28/09/2025. Adaptado)
Considere os trechos do 2o parágrafo:

•  ...  estar na minha rede mesmo sem papo era um modo de afirmar a existência da pessoa em minha vida. Portanto, era ofensivo ser excluído.
•  Se a pessoa for deletada ou, pior, bloqueada, simplesmente deixa de existir.

É correto afirmar que os termos destacados estabelecem, respectivamente, relações de sentido de
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Q3774075 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Assassinato digital


    Ao contrário de tempos passados, quando sumir com alguém exigia certo grau de dificuldade e até risco criminal, hoje tornou-se facílimo dar fim a uma pessoa. Bastam um dedo e algumas teclas. É possível mudar completamente o círculo de amizades, sumir da turma, buscar novos ares, sem grandes enfrentamentos. Um amigo estava falando de sua ex: “Bloqueei”. Explicou que bloqueou em tudo: no WhatsApp, no Instagram, no Face. Em qualquer outra rede social, uma pessoa existe ou não existe. Se é bloqueada em todos os canais em que pode se comunicar com a outra, tecnicamente não existe mais. Simplesmente deixa de estar presente. Mesmo porque, na atualidade, a presença é mais digital que física em um número imenso de casos.

    Houve um tempo em que eu me admirava ao dar uma “limpa” no celular. Por que tanta gente, com quem nunca converso, tantos endereços que já não fazem parte do meu dia a dia? Para meu susto, recebi reclamações: “Por que você me deletou?”, “Me bloqueou?”. Na prática, respondia: “Porque a gente não se falava mais”. Descobri que estar na minha rede mesmo sem papo era um modo de afirmar a existência da pessoa em minha vida. Portanto, era ofensivo ser excluído. Parecia sem sentido. Mas entendi. Se a pessoa for deletada ou, pior, bloqueada, simplesmente deixa de existir. A comparação é forte, mas inevitável: morre.

    Eu ainda acredito nas relações de carne e osso, nos abraços, nos encontros longos e profundos. Mas descubro que os relacionamentos digitais tomaram um espaço impressionante. Deletar equivale a dizer adeus. E dizer adeus é sempre uma forma de luto.


(Walcyr Carrasco. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/walcyrcarrasco/assassinato-digital/. Acesso em 28/09/2025. Adaptado)
É correto afirmar que no trecho “Deletar equivale a dizer adeus. E dizer adeus é sempre uma forma de luto” (3o parágrafo), o autor procura
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Q3774074 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Assassinato digital


    Ao contrário de tempos passados, quando sumir com alguém exigia certo grau de dificuldade e até risco criminal, hoje tornou-se facílimo dar fim a uma pessoa. Bastam um dedo e algumas teclas. É possível mudar completamente o círculo de amizades, sumir da turma, buscar novos ares, sem grandes enfrentamentos. Um amigo estava falando de sua ex: “Bloqueei”. Explicou que bloqueou em tudo: no WhatsApp, no Instagram, no Face. Em qualquer outra rede social, uma pessoa existe ou não existe. Se é bloqueada em todos os canais em que pode se comunicar com a outra, tecnicamente não existe mais. Simplesmente deixa de estar presente. Mesmo porque, na atualidade, a presença é mais digital que física em um número imenso de casos.

    Houve um tempo em que eu me admirava ao dar uma “limpa” no celular. Por que tanta gente, com quem nunca converso, tantos endereços que já não fazem parte do meu dia a dia? Para meu susto, recebi reclamações: “Por que você me deletou?”, “Me bloqueou?”. Na prática, respondia: “Porque a gente não se falava mais”. Descobri que estar na minha rede mesmo sem papo era um modo de afirmar a existência da pessoa em minha vida. Portanto, era ofensivo ser excluído. Parecia sem sentido. Mas entendi. Se a pessoa for deletada ou, pior, bloqueada, simplesmente deixa de existir. A comparação é forte, mas inevitável: morre.

    Eu ainda acredito nas relações de carne e osso, nos abraços, nos encontros longos e profundos. Mas descubro que os relacionamentos digitais tomaram um espaço impressionante. Deletar equivale a dizer adeus. E dizer adeus é sempre uma forma de luto.


(Walcyr Carrasco. Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/walcyrcarrasco/assassinato-digital/. Acesso em 28/09/2025. Adaptado)
A respeito das transformações nas formas de relacionamento interpessoal com as tecnologias digitais, o autor do texto 
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Q3774073 Português
Leia o texto para responder à questão:


   Nos últimos tempos, rompeu-se o elo colaborativo entre gerações. Nas famílias tradicionais, por milhares de anos, ter filhos significava que, quando os pais envelhecessem e não pudessem mais trabalhar, os filhos adultos cuidariam deles. Assim, garantia-se um equilíbrio entre a idade adulta produtiva e os dependentes (crianças e idosos) em uma cadeia de solidariedade intergeracional. Mas o que acontece quando a maioria dos adultos não tem filhos, como vem acontecendo?

  Nos países nórdicos, políticas públicas garantem lares dignos para idosos e saúde gratuita para a população envelhecida. O que antes era responsabilidade das famílias, agora é assegurado em escala coletiva. Nos apartamentos exíguos da família nuclear, não há espaço para os avós, mas ao menos há apoio público. Já em países como EUA, e sobretudo no Brasil, os idosos enfrentam apoio familiar declinante e políticas sociais precárias. Os asilos privados? Caríssimos e mal administrados – quando não criminosamente negligenciados. Sistemas que só visam lucro máximo não são opção de gestão adequada – pra dizer o mínimo. E a ansiedade acerca de nosso futuro quando idosos já é sentida quando estamos na meia idade.


(Ladislau Dowbor. Disponível em: https://outraspalavras.net/crise-civilizatoria/ dowbor-pra-nos-tirar-da-solidao/. Acesso em 28/09/2025. Adaptado)
Foi empregada em sentido figurado a palavra destacada em:
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Q3774072 Português
Leia o texto para responder à questão:


   Nos últimos tempos, rompeu-se o elo colaborativo entre gerações. Nas famílias tradicionais, por milhares de anos, ter filhos significava que, quando os pais envelhecessem e não pudessem mais trabalhar, os filhos adultos cuidariam deles. Assim, garantia-se um equilíbrio entre a idade adulta produtiva e os dependentes (crianças e idosos) em uma cadeia de solidariedade intergeracional. Mas o que acontece quando a maioria dos adultos não tem filhos, como vem acontecendo?

  Nos países nórdicos, políticas públicas garantem lares dignos para idosos e saúde gratuita para a população envelhecida. O que antes era responsabilidade das famílias, agora é assegurado em escala coletiva. Nos apartamentos exíguos da família nuclear, não há espaço para os avós, mas ao menos há apoio público. Já em países como EUA, e sobretudo no Brasil, os idosos enfrentam apoio familiar declinante e políticas sociais precárias. Os asilos privados? Caríssimos e mal administrados – quando não criminosamente negligenciados. Sistemas que só visam lucro máximo não são opção de gestão adequada – pra dizer o mínimo. E a ansiedade acerca de nosso futuro quando idosos já é sentida quando estamos na meia idade.


(Ladislau Dowbor. Disponível em: https://outraspalavras.net/crise-civilizatoria/ dowbor-pra-nos-tirar-da-solidao/. Acesso em 28/09/2025. Adaptado)
Considere os trechos:

•  Nos apartamentos exíguos da família nuclear, não há espaço para os avós... (2o parágrafo)
•  ...  sobretudo no Brasil, os idosos enfrentam apoio familiar declinante... (2o parágrafo)

No contexto em que foram empregadas, as palavras destacadas têm como sinônimos, respectivamente,
Alternativas
Q3774071 Português
Leia o texto para responder à questão:


   Nos últimos tempos, rompeu-se o elo colaborativo entre gerações. Nas famílias tradicionais, por milhares de anos, ter filhos significava que, quando os pais envelhecessem e não pudessem mais trabalhar, os filhos adultos cuidariam deles. Assim, garantia-se um equilíbrio entre a idade adulta produtiva e os dependentes (crianças e idosos) em uma cadeia de solidariedade intergeracional. Mas o que acontece quando a maioria dos adultos não tem filhos, como vem acontecendo?

  Nos países nórdicos, políticas públicas garantem lares dignos para idosos e saúde gratuita para a população envelhecida. O que antes era responsabilidade das famílias, agora é assegurado em escala coletiva. Nos apartamentos exíguos da família nuclear, não há espaço para os avós, mas ao menos há apoio público. Já em países como EUA, e sobretudo no Brasil, os idosos enfrentam apoio familiar declinante e políticas sociais precárias. Os asilos privados? Caríssimos e mal administrados – quando não criminosamente negligenciados. Sistemas que só visam lucro máximo não são opção de gestão adequada – pra dizer o mínimo. E a ansiedade acerca de nosso futuro quando idosos já é sentida quando estamos na meia idade.


(Ladislau Dowbor. Disponível em: https://outraspalavras.net/crise-civilizatoria/ dowbor-pra-nos-tirar-da-solidao/. Acesso em 28/09/2025. Adaptado)
Quanto à comparação feita no texto entre o Brasil e outros países, é correto afirmar: 
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Q3774070 Português
Leia o texto para responder à questão:


   Nos últimos tempos, rompeu-se o elo colaborativo entre gerações. Nas famílias tradicionais, por milhares de anos, ter filhos significava que, quando os pais envelhecessem e não pudessem mais trabalhar, os filhos adultos cuidariam deles. Assim, garantia-se um equilíbrio entre a idade adulta produtiva e os dependentes (crianças e idosos) em uma cadeia de solidariedade intergeracional. Mas o que acontece quando a maioria dos adultos não tem filhos, como vem acontecendo?

  Nos países nórdicos, políticas públicas garantem lares dignos para idosos e saúde gratuita para a população envelhecida. O que antes era responsabilidade das famílias, agora é assegurado em escala coletiva. Nos apartamentos exíguos da família nuclear, não há espaço para os avós, mas ao menos há apoio público. Já em países como EUA, e sobretudo no Brasil, os idosos enfrentam apoio familiar declinante e políticas sociais precárias. Os asilos privados? Caríssimos e mal administrados – quando não criminosamente negligenciados. Sistemas que só visam lucro máximo não são opção de gestão adequada – pra dizer o mínimo. E a ansiedade acerca de nosso futuro quando idosos já é sentida quando estamos na meia idade.


(Ladislau Dowbor. Disponível em: https://outraspalavras.net/crise-civilizatoria/ dowbor-pra-nos-tirar-da-solidao/. Acesso em 28/09/2025. Adaptado)
Em relação à “cadeia de solidariedade intergeracional” (1o parágrafo), é correto afirmar, com base no texto, que esta
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Q3774068 Português

Leia o poema para responder à questão:



Há estes dias em que pressentimos na casa


a ruína da casa


e no corpo


a morte do corpo


e no amor


o fim do amor


estes dias


em que tomar o ônibus é no entanto perdê-lo


e chegar a tempo é já chegar demasiado tarde


não são coisas que se expliquem


apenas são dias em que de repente sabemos


o que sempre soubemos e todos sabem


que a madeira é apenas o que vem logo antes


da cinza


e por mais vidas que tenha


cada gato é o cadáver de um gato



(Ana Martins Marques. O livro das semelhanças. São Paulo: Companhia das Letras, 2015)

A partir da leitura do poema, é correto afirmar que o eu lírico expressa
Alternativas
Q3774066 Português

Leia a tira para responder à questão:




(Quino. 10 anos com Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 2018. Adaptado)

Assinale a alternativa com a informação implícita que provoca o efeito de humor da tira.
Alternativas
Q3743893 Português
Antropopatismos são atribuições de sentimentos humanos a Deus. Esses são recursos literários utilizados para tornar conceitos transcendentais (como Deus) ou abstratos mais compreensíveis e visuais para o leitor. Nesse sentido, podemos dizer que a Bíblia, ao afirmar que Deus se arrependeu, pretende descrever, de modo:
Alternativas
Q3743859 Português
O anacronismo semântico pode ser definido como o ato de se interpretar uma palavra que se encontra em determinado texto, dando-lhe um significado que ela:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Marinha Órgão: CFN Prova: Marinha - 2025 - CFN - Soldado |
Q3743285 Português
Texto 3

O mundo é um moinho

Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

[Refrão]
Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho
Vai reduzir as ilusões a pó
Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés

[Verso]
Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Cartola
Assinale a figura de linguagem empregada no trecho: “O mundo é um moinho”:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Marinha Órgão: CFN Prova: Marinha - 2025 - CFN - Soldado |
Q3743281 Português
Texto 3

O mundo é um moinho

Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

[Refrão]
Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho
Vai reduzir as ilusões a pó
Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés

[Verso]
Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Cartola
Com base no texto, assinale a opção correta.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Marinha Órgão: CFN Prova: Marinha - 2025 - CFN - Soldado |
Q3743268 Português
A rede

Nenhum aquário é maior do que o mar
Mas o mar espelhado em seus olhos
Maior me causa o efeito
Da concha no ouvido
Barulho de mar
Pipoco de onda
Ribombo de espuma e sal
Nenhuma taça me mata a sede
Mas o sarrabulho me embriaga

Mergulho na onda vaga
E eu caio na rede
E não tem quem não caia

Às vezes eu penso que sai dos teus olhos o feixe
De raio que controla a onda cerebral do peixe

Nenhuma rede é maior do que o mar
Nem quando ultrapassa o tamanho da terra

Nem quando ela acerta
Nem quando ela erra
Nem quando ela envolve todo o planeta
Explode e devolve pro seu olhar
O tanto de tudo que eu tô pra te dar
Se a rede é maior do que o meu amor
Não tem que me prove

Às vezes eu penso que sai dos teus olhos o feixe
De raio que controla a onda cerebral do peixe

E eu caio na rede
E não tem quem não caia

Se a rede é maior do que o meu amor
Não tem que me prove

Lenine

No texto 1, predomina qual função da linguagem?
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Marinha Órgão: CFN Prova: Marinha - 2025 - CFN - Soldado |
Q3743267 Português
A rede

Nenhum aquário é maior do que o mar
Mas o mar espelhado em seus olhos
Maior me causa o efeito
Da concha no ouvido
Barulho de mar
Pipoco de onda
Ribombo de espuma e sal
Nenhuma taça me mata a sede
Mas o sarrabulho me embriaga

Mergulho na onda vaga
E eu caio na rede
E não tem quem não caia

Às vezes eu penso que sai dos teus olhos o feixe
De raio que controla a onda cerebral do peixe

Nenhuma rede é maior do que o mar
Nem quando ultrapassa o tamanho da terra

Nem quando ela acerta
Nem quando ela erra
Nem quando ela envolve todo o planeta
Explode e devolve pro seu olhar
O tanto de tudo que eu tô pra te dar
Se a rede é maior do que o meu amor
Não tem que me prove

Às vezes eu penso que sai dos teus olhos o feixe
De raio que controla a onda cerebral do peixe

E eu caio na rede
E não tem quem não caia

Se a rede é maior do que o meu amor
Não tem que me prove

Lenine

Após a leitura do texto 1, marque a opção correta.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: Marinha Órgão: CFN Prova: Marinha - 2025 - CFN - Soldado |
Q3743266 Português
A rede

Nenhum aquário é maior do que o mar
Mas o mar espelhado em seus olhos
Maior me causa o efeito
Da concha no ouvido
Barulho de mar
Pipoco de onda
Ribombo de espuma e sal
Nenhuma taça me mata a sede
Mas o sarrabulho me embriaga

Mergulho na onda vaga
E eu caio na rede
E não tem quem não caia

Às vezes eu penso que sai dos teus olhos o feixe
De raio que controla a onda cerebral do peixe

Nenhuma rede é maior do que o mar
Nem quando ultrapassa o tamanho da terra

Nem quando ela acerta
Nem quando ela erra
Nem quando ela envolve todo o planeta
Explode e devolve pro seu olhar
O tanto de tudo que eu tô pra te dar
Se a rede é maior do que o meu amor
Não tem que me prove

Às vezes eu penso que sai dos teus olhos o feixe
De raio que controla a onda cerebral do peixe

E eu caio na rede
E não tem quem não caia

Se a rede é maior do que o meu amor
Não tem que me prove

Lenine

Acerca do trecho “O tanto de tudo que eu tô pra te dar”, marque a opção correta. 
Alternativas
Q3739761 Português
Leia o texto a seguir:


CONJUNTURA DA VIOLÊNCIA NO BRASIL


    Entre 2022 e 2023, houve redução de 2,3% na taxa de homicídio por 100 mil habitantes no país. Com isso, o Brasil atingiu o índice de 21,2, o menor dos últimos 11 anos. Em 2023, 45.747 pessoas perderam as vidas em face dos homicídios. Depois de uma estagnação nas taxas de homicídio entre 2019 e 2022, que estacionou no patamar de 21,7, voltamos timidamente à trajetória de queda iniciada em 2018 [...].

    Não obstante, uma pesquisa de opinião feita recentemente pela Genial/Quaest apontou que 29% dos entrevistados enxergavam a questão da criminalidade como o maior problema do Brasil. Essa proporção aumentou 19 pontos percentuais em pouco mais de um ano, uma vez que em dezembro de 2023, apenas 10% dos entrevistados citavam a violência. Essa aparente contradição entre a redução das taxas de homicídio e o aumento da percepção do crime e de insegurança como maior problema a ser enfrentado pode ser compreendida por duas razões. Em primeiro lugar, como há muito se sabe, a prevalência de crimes e a percepção de segurança não caminham necessariamente juntas. Existem inúmeros elementos que interferem nessa relação que, entre outras questões, passa pela intensidade de como os incidentes são tratados nas mídias e redes sociais, pela localização geoespacial dos conflitos e pela maneira como as pessoas se sentem expostas aos crimes praticados. 

    O segundo ponto diz respeito à mudança do padrão de criminalidade. Sobre esse aspecto, além da citada queda dos homicídios, em 2023 observou-se redução em quase todos os crimes contra o patrimônio praticados na rua, no comércio e nas residências, como apontado no 18º Anuário Brasileiro de Segurança Pública publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Entretanto, o estelionato praticado em meios digitais aumentou de forma extraordinária nos últimos anos, alcançando quase dois milhões de registros de ocorrência, apenas em 2023, ou um golpe a cada 16 segundos. 

    A transformação digital da sociedade ao mesmo tempo em que ajuda a revelar os altos níveis de violência que permeiam as relações sociais (inclusive intrafamiliares e relacionadas ao ambiente escolar, como o cyberbullying), traz em seu bojo novas relações que potencializam o medo do crime. Esse é o caso do estelionato no rastro do furto ou roubo de celular, que pode ocasionar prejuízos significativos às vítimas, em valores muitas vezes superiores ao valor do aparelho subtraído.

    Em síntese, ao mesmo tempo em que houve redução de crimes violentos letais nos últimos anos – tendo o número de homicídios reduzido cerca de 30%, de 65.602, em 2017 para 45.747, em 2023 – vivenciamos um aumento da percepção de insegurança.


Fonte: https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2025/05/atlasviolencia-2025.pdf. Acesso em 03/09/2025. Excerto.
No trecho “[...] voltamos timidamente à trajetória de queda iniciada em 2018” (1º parágrafo), a palavra em destaque foi empregada:
Alternativas
Q3739760 Português
Leia o texto a seguir:


CONJUNTURA DA VIOLÊNCIA NO BRASIL


    Entre 2022 e 2023, houve redução de 2,3% na taxa de homicídio por 100 mil habitantes no país. Com isso, o Brasil atingiu o índice de 21,2, o menor dos últimos 11 anos. Em 2023, 45.747 pessoas perderam as vidas em face dos homicídios. Depois de uma estagnação nas taxas de homicídio entre 2019 e 2022, que estacionou no patamar de 21,7, voltamos timidamente à trajetória de queda iniciada em 2018 [...].

    Não obstante, uma pesquisa de opinião feita recentemente pela Genial/Quaest apontou que 29% dos entrevistados enxergavam a questão da criminalidade como o maior problema do Brasil. Essa proporção aumentou 19 pontos percentuais em pouco mais de um ano, uma vez que em dezembro de 2023, apenas 10% dos entrevistados citavam a violência. Essa aparente contradição entre a redução das taxas de homicídio e o aumento da percepção do crime e de insegurança como maior problema a ser enfrentado pode ser compreendida por duas razões. Em primeiro lugar, como há muito se sabe, a prevalência de crimes e a percepção de segurança não caminham necessariamente juntas. Existem inúmeros elementos que interferem nessa relação que, entre outras questões, passa pela intensidade de como os incidentes são tratados nas mídias e redes sociais, pela localização geoespacial dos conflitos e pela maneira como as pessoas se sentem expostas aos crimes praticados. 

    O segundo ponto diz respeito à mudança do padrão de criminalidade. Sobre esse aspecto, além da citada queda dos homicídios, em 2023 observou-se redução em quase todos os crimes contra o patrimônio praticados na rua, no comércio e nas residências, como apontado no 18º Anuário Brasileiro de Segurança Pública publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Entretanto, o estelionato praticado em meios digitais aumentou de forma extraordinária nos últimos anos, alcançando quase dois milhões de registros de ocorrência, apenas em 2023, ou um golpe a cada 16 segundos. 

    A transformação digital da sociedade ao mesmo tempo em que ajuda a revelar os altos níveis de violência que permeiam as relações sociais (inclusive intrafamiliares e relacionadas ao ambiente escolar, como o cyberbullying), traz em seu bojo novas relações que potencializam o medo do crime. Esse é o caso do estelionato no rastro do furto ou roubo de celular, que pode ocasionar prejuízos significativos às vítimas, em valores muitas vezes superiores ao valor do aparelho subtraído.

    Em síntese, ao mesmo tempo em que houve redução de crimes violentos letais nos últimos anos – tendo o número de homicídios reduzido cerca de 30%, de 65.602, em 2017 para 45.747, em 2023 – vivenciamos um aumento da percepção de insegurança.


Fonte: https://forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2025/05/atlasviolencia-2025.pdf. Acesso em 03/09/2025. Excerto.
O texto anterior tem uma função social, que é a de:
Alternativas
Respostas
61: C
62: A
63: B
64: C
65: A
66: D
67: E
68: D
69: B
70: B
71: E
72: D
73: B
74: E
75: E
76: C
77: A
78: E
79: C
80: D