Questões Militares Sobre interpretação de textos em português

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Q3872800 Português
Leia atentamente os textos abaixo e, em seguida, responda à questão proposta.


Texto I


Inovações na Saúde Digital: Telemedicina e Suas Aplicações Futuras


A telemedicina está revolucionando a maneira como os cuidados de saúde são prestados em todo o mundo. Com a rápida adoção de tecnologias digitais, a medicina a distância tornou-se uma solução viável e eficiente, especialmente durante a pandemia de COVID-19, quando o distanciamento social e a sobrecarga dos sistemas de saúde exigiram alternativas mais acessíveis e seguras.


Embora a telemedicina já existisse em uma forma rudimentar há algumas décadas, as inovações tecnológicas recentes impulsionaram seu desenvolvimento, tornando-a um dos pilares da saúde digital.


O principal benefício da telemedicina é a ampliação do acesso a serviços de saúde, especialmente em áreas remotas ou subatendidas. Pacientes que antes enfrentavam barreiras geográficas ou econômicas agora podem acessar consultas médicas, diagnósticos e tratamentos sem sair de casa. Além disso, a telemedicina permite um acompanhamento mais contínuo de condições crônicas, oferecendo maior conveniência e controle sobre os cuidados com a saúde.


No entanto, as inovações tecnológicas estão elevando o potencial da telemedicina para um novo patamar. Ferramentas de inteligência artificial (IA) estão sendo integradas para auxiliar médicos no diagnóstico de doenças, oferecendo análises rápidas e precisas com base em grandes volumes de dados clínicos.


Além disso, os dispositivos de monitoramento remoto, como sensores de saúde vestíveis e aplicativos de smartphone, permitem o acompanhamento em tempo real dos sinais vitais e condições de saúde dos pacientes, criando um ambiente de cuidados mais proativo e personalizado.


A realidade virtual (VR) e a realidade aumentada (AR) também estão começando a desempenhar um papel significativo no treinamento médico e na simulação de cirurgias a distância.


Com essas ferramentas, estudantes de medicina podem aprender técnicas complexas de forma interativa e prática, enquanto cirurgiões experientes podem orientar procedimentos remotamente, auxiliando médicos em tempo real, independentemente da localização geográfica.


O futuro da telemedicina promete um cuidado ainda mais integrado e eficiente. A interoperabilidade entre diferentes plataformas de saúde, a segurança dos dados e a evolução da regulamentação são desafios importantes, mas as inovações continuam a abrir caminhos para um sistema de saúde mais inclusivo e centrado no paciente. 


Para os jovens acadêmicos, essa é uma área de crescente relevância, oferecendo novas oportunidades de aprendizado e desenvolvimento profissional, além de um impacto positivo direto na sociedade.


[...]


CENTRO UNIVERSITÁRIO CENTRAL PAULISTA. Inovações na Saúde Digital: Telemedicina e Suas Aplicações Futuras. (Texto adaptado) 14 de fev. 2025. Disponível em: https://www.unicep.edu.br. Acesso em: 5 de nov. de 2025.



Texto II


O Saúde Online IPSM é um Serviço de Telessaúde pensado para facilitar o acesso dos nossos beneficiários à saúde. O objetivo é acompanhar você em qualquer lugar, ofertando um serviço de atendimento de urgência ou com especialista, a qualquer hora, em todo o território nacional, de maneira simples e segura.


Tenha uma equipe médica à sua disposição diretamente no seu celular. Com o Saúde Online IPSM, falar com um médico nunca foi tão fácil! E o melhor: o atendimento imediato é 24 horas por dia.


Ao sinal da sua primeira queixa ou dúvida de saúde, seja no horário e dia que for, você pode contar com o acolhimento de forma imediata e segura.


Com a solução, você vai poder conversar virtualmente com médicos ou outros profissionais de saúde e aproveitar benefícios importantes, como: evitar filas e aglomerações em pronto atendimento, realizar teleconsultas de qualquer lugar do país e ter acesso a especialidades médicas de maneira mais rápida.


INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DOS SERVIDORES MILITARES DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Saúde 24 horas (Texto adaptado). Disponível em: https://www.ipsm.saude24h.com.br/. Acesso em: 5 de nov. de 2025.
De acordo com os textos I e II, analise as assertivas abaixo e marque V para a(s) verdadeira(s) e F para a(s) falsa(s):

( ) O título do texto I denota uma ambiguidade de ideias entre o presente e o futuro, marcada, respectivamente, pelo que foi declarado antes e depois do sinal de dois pontos ( : ).
( ) No texto II, o emprego do pronome você cria proximidade e amplia a conexão com o leitor, como se houvesse ali um diálogo entre a instituição e o beneficiário.
( ) Existe uma relação dialógica entre os textos estabelecida por meio dos mecanismos de retomada ou projeção, sejam de palavras ou de ideias.
( ) Os textos exploram a linguagem conotativa como estratégia para expandir o sentido das palavras e tornar o texto mais expressivo.

Marque a alternativa que corresponda, na ordem de cima para baixo, à sequência CORRETA.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: UERJ Órgão: CBM-RJ Prova: UERJ - 2026 - CBM-RJ - Oficial Combatente |
Q3872528 Português
O incêndio do Gran Circo, em Niterói, aconteceu em 17 de dezembro de 1961 e durou apenas 10 minutos. Mas deixou, segundo estimativas oficiais, 503 mortos – sete em cada dez eram crianças. “Jamais tantos brasileiros morreram em tão pouco tempo e no mesmo lugar”, afirma Mauro Ventura, jornalista e autor de um livro sobre o tema. O incêndio da Boate Kiss, em 27 de janeiro de 2013, registrou 242 vítimas fatais e o do edifício Joelma, em 1º de fevereiro de 1974, 188.
O fato gerou comoção nacional e internacional. O papa João XXIII (1881-1963) mandou rezar uma missa em homenagem às vítimas. O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) doou a quantia de 1 milhão de cruzeiros. E o Santos de Pelé (1940-2022) e o Botafogo de Garrincha (1933-1983) fizeram uma partida beneficente no Maracanã.
De acordo com a historiadora Ana Maria Mauad, do Laboratório de História Oral e Imagem (LABHOI) da Universidade Federal Fluminense (UFF), “deixaram instalar um circo para mais de 500 pessoas com lona altamente inflamável e sem controle de segurança das instalações elétricas”.
Adaptado de bbc.com, 04/04/2023.



Imagem associada para resolução da questão


O incêndio do Gran Circo, em Niterói, até hoje gera debates sobre suas causas. Infelizmente, não foi um fato isolado na história do país, como demonstram os demais casos citados.
Uma consequência comum para a memória produzida por episódios como esses e uma ação para evitá-los estão indicados, respectivamente, em:  
Alternativas
Ano: 2026 Banca: UERJ Órgão: CBM-RJ Prova: UERJ - 2026 - CBM-RJ - Oficial Combatente |
Q3872461 Português
TEXTO I

POR QUE O EMPREGADO AGORA É COLABORADOR?

A estreia da segunda temporada da magnífica série “Ruptura” nos dá a oportunidade de refletir sobre o mais bem-sucedido eufemismo corporativo do nosso tempo: “colaborador”.







SÉRGIO RODRIGUES Adaptado de folha.uol.com.br, 15/01/2025.



TEXTO II

O ARQUIVO

No fim de um ano de trabalho, joão obteve uma redução de quinze por cento em seus vencimentos.
joão era moço. Aquele era seu primeiro emprego. Não se mostrou orgulhoso, embora tenha sido um dos poucos contemplados. Afinal, esforçara-se. Não tivera uma só falta ou atraso. Limitou-se a sorrir, a agradecer ao chefe.








VICTOR GIUDICE (1972) Em: MORICONI, Ítalo (org.). Os cem melhores contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000.
A noção semântica de propósito está expressa por meio de um verbo em:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: UERJ Órgão: CBM-RJ Prova: UERJ - 2026 - CBM-RJ - Oficial Combatente |
Q3872460 Português
TEXTO I

POR QUE O EMPREGADO AGORA É COLABORADOR?

A estreia da segunda temporada da magnífica série “Ruptura” nos dá a oportunidade de refletir sobre o mais bem-sucedido eufemismo corporativo do nosso tempo: “colaborador”.







SÉRGIO RODRIGUES Adaptado de folha.uol.com.br, 15/01/2025.



TEXTO II

O ARQUIVO

No fim de um ano de trabalho, joão obteve uma redução de quinze por cento em seus vencimentos.
joão era moço. Aquele era seu primeiro emprego. Não se mostrou orgulhoso, embora tenha sido um dos poucos contemplados. Afinal, esforçara-se. Não tivera uma só falta ou atraso. Limitou-se a sorrir, a agradecer ao chefe.








VICTOR GIUDICE (1972) Em: MORICONI, Ítalo (org.). Os cem melhores contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000.
No texto II, observa-se a predominância de períodos simples.
Essa predominância pode ser associada ao seguinte aspecto da vida do personagem central:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: UERJ Órgão: CBM-RJ Prova: UERJ - 2026 - CBM-RJ - Oficial Combatente |
Q3872458 Português
TEXTO I

POR QUE O EMPREGADO AGORA É COLABORADOR?

A estreia da segunda temporada da magnífica série “Ruptura” nos dá a oportunidade de refletir sobre o mais bem-sucedido eufemismo corporativo do nosso tempo: “colaborador”.







SÉRGIO RODRIGUES Adaptado de folha.uol.com.br, 15/01/2025.



TEXTO II

O ARQUIVO

No fim de um ano de trabalho, joão obteve uma redução de quinze por cento em seus vencimentos.
joão era moço. Aquele era seu primeiro emprego. Não se mostrou orgulhoso, embora tenha sido um dos poucos contemplados. Afinal, esforçara-se. Não tivera uma só falta ou atraso. Limitou-se a sorrir, a agradecer ao chefe.








VICTOR GIUDICE (1972) Em: MORICONI, Ítalo (org.). Os cem melhores contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000.
O nome do personagem central é grafado com a inicial em minúscula, mesmo no início dos períodos, o que revela um índice do processo de transformação por que passa o personagem.
Esse processo é denominado:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: UERJ Órgão: CBM-RJ Prova: UERJ - 2026 - CBM-RJ - Oficial Combatente |
Q3872457 Português
TEXTO I

POR QUE O EMPREGADO AGORA É COLABORADOR?

A estreia da segunda temporada da magnífica série “Ruptura” nos dá a oportunidade de refletir sobre o mais bem-sucedido eufemismo corporativo do nosso tempo: “colaborador”.







SÉRGIO RODRIGUES Adaptado de folha.uol.com.br, 15/01/2025.



TEXTO II

O ARQUIVO

No fim de um ano de trabalho, joão obteve uma redução de quinze por cento em seus vencimentos.
joão era moço. Aquele era seu primeiro emprego. Não se mostrou orgulhoso, embora tenha sido um dos poucos contemplados. Afinal, esforçara-se. Não tivera uma só falta ou atraso. Limitou-se a sorrir, a agradecer ao chefe.








VICTOR GIUDICE (1972) Em: MORICONI, Ítalo (org.). Os cem melhores contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000.
Os títulos dos textos I e II apontam para abordagens diferentes de um mesmo tema. No primeiro, o título resume a tese principal. No segundo, o substantivo que compõe o título remete à conclusão final.
Esse substantivo expressa a seguinte figura de linguagem:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: UERJ Órgão: CBM-RJ Prova: UERJ - 2026 - CBM-RJ - Oficial Combatente |
Q3872456 Português
TEXTO I

POR QUE O EMPREGADO AGORA É COLABORADOR?

A estreia da segunda temporada da magnífica série “Ruptura” nos dá a oportunidade de refletir sobre o mais bem-sucedido eufemismo corporativo do nosso tempo: “colaborador”.







SÉRGIO RODRIGUES Adaptado de folha.uol.com.br, 15/01/2025.



TEXTO II

O ARQUIVO

No fim de um ano de trabalho, joão obteve uma redução de quinze por cento em seus vencimentos.
joão era moço. Aquele era seu primeiro emprego. Não se mostrou orgulhoso, embora tenha sido um dos poucos contemplados. Afinal, esforçara-se. Não tivera uma só falta ou atraso. Limitou-se a sorrir, a agradecer ao chefe.








VICTOR GIUDICE (1972) Em: MORICONI, Ítalo (org.). Os cem melhores contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000.
Os adjetivos, ao determinarem o substantivo, podem expressar valores mais opinativos ou mais descritivos.
O adjetivo de natureza essencialmente descritiva está destacado em:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: UERJ Órgão: CBM-RJ Prova: UERJ - 2026 - CBM-RJ - Oficial Combatente |
Q3872453 Português
TEXTO I

POR QUE O EMPREGADO AGORA É COLABORADOR?

A estreia da segunda temporada da magnífica série “Ruptura” nos dá a oportunidade de refletir sobre o mais bem-sucedido eufemismo corporativo do nosso tempo: “colaborador”.







SÉRGIO RODRIGUES Adaptado de folha.uol.com.br, 15/01/2025.



TEXTO II

O ARQUIVO

No fim de um ano de trabalho, joão obteve uma redução de quinze por cento em seus vencimentos.
joão era moço. Aquele era seu primeiro emprego. Não se mostrou orgulhoso, embora tenha sido um dos poucos contemplados. Afinal, esforçara-se. Não tivera uma só falta ou atraso. Limitou-se a sorrir, a agradecer ao chefe.








VICTOR GIUDICE (1972) Em: MORICONI, Ítalo (org.). Os cem melhores contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000.
No primeiro parágrafo, faz-se referência ao eufemismo “colaborador”, utilizado no lugar de “empregado”. Do ponto de vista legal, não há conotação negativa no termo “empregado”.
Logo, o que o eufemismo “colaborador” procura suavizar é a relação, entre empregador e empregado, de:
Alternativas
Ano: 2026 Banca: UERJ Órgão: CBM-RJ Prova: UERJ - 2026 - CBM-RJ - Oficial Combatente |
Q3872452 Português
TEXTO I

POR QUE O EMPREGADO AGORA É COLABORADOR?

A estreia da segunda temporada da magnífica série “Ruptura” nos dá a oportunidade de refletir sobre o mais bem-sucedido eufemismo corporativo do nosso tempo: “colaborador”.







SÉRGIO RODRIGUES Adaptado de folha.uol.com.br, 15/01/2025.



TEXTO II

O ARQUIVO

No fim de um ano de trabalho, joão obteve uma redução de quinze por cento em seus vencimentos.
joão era moço. Aquele era seu primeiro emprego. Não se mostrou orgulhoso, embora tenha sido um dos poucos contemplados. Afinal, esforçara-se. Não tivera uma só falta ou atraso. Limitou-se a sorrir, a agradecer ao chefe.








VICTOR GIUDICE (1972) Em: MORICONI, Ítalo (org.). Os cem melhores contos brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2000.
O ponto de partida da crônica de Sérgio Rodrigues é uma série fictícia de televisão chamada “Ruptura”.
A finalidade dessa referência é:
Alternativas
Q3956162 Português
Assinale a única alternativa que, ao reescrever o trecho abaixo fornecido, mantém a adequação da escrita e o sentido original. “Muito ajudou nessa perspectiva da família real e do povo, que o reverenciava mesmo como um legítimo deus, a inteligência e incomum habilidade do jovem.” (l.10-11)
Alternativas
Q3956154 Português
No trecho “Sua temperança nos prazeres fez-se notar desde os primórdios da mocidade.” (l.13-14), a melhor definição para o termo em destaque é
Alternativas
Q3956153 Português
Neste campo, a partir da leitura do texto 2 podemos afirmar que este se estrutura em uma tipologia textual predominantemente
Alternativas
Q3956148 Português
Marque a única sequência que, ao completar o trecho abaixo, utiliza corretamente os mecanismos de coesão textual presentes na norma culta da língua portuguesa.
O endividamento da população mais humilde, a lavagem de dinheiro e a sonegação fiscal são alguns dos problemas causados pelo crescimento das bets no Brasil, 
Alternativas
Q3956136 Português
Entre os pares de palavras abaixo, listados conforme o sentido que é dado a cada um destes termos no texto 1, assinale a alternativa em que ambas as palavras pertencem ao mesmo campo semântico.
Alternativas
Q3956135 Português
A partir da leitura do texto 1, podemos afirmar que o vocábulo “prognósticos” (l.3) está empregado no texto com o sentido de
Alternativas
Q3956134 Português
O trecho reproduzido a seguir encontra-se abaixo do título e do subtítulo do texto 1, e organiza-se linguisticamente como um texto:
“Advogado especialista em Previdência, é professor, autor do livro ‘Fraude nos Fundos de Pensão’ e mestre em direito previdenciário”
Alternativas
Q3956133 Português
A partir da leitura do 1º parágrafo do texto 1, podemos afirmar que este trecho do texto se organiza linguisticamente como um parágrafo
Alternativas
Q3864345 Português
A Biblioteca de Alexandria não foi destruída pelo fogo, mas pelo esquecimento

Por Bruno Vaiano


"Há crimes piores do que queimar livros. Não lê-los é um deles." – Ray Bradbury.


    Três séculos antes de Cristo, Alexandre, o Grande, conquistou o Egito e mandou erguer, do zero, uma metrópole no litoral norte do país. Alexandria, batizada em homenagem a seu patrono desumilde, seria a nova capital da região. A estética faraônica clichê, dourada e azul, prevaleceu por lá (bem como o hábito egípcio de os nobres se casarem entre irmãos, à moda Cersei em Game of Thrones). Mas esse novo Egito Antigo, assim como o próprio Alexandre, tinha uma pinta grega inegável.

    O sucessor de Alexandre, o Grande, por aquelas bandas, nomeado Ptolomeu I, ordenou a construção de um centro de ensino e pesquisa em Alexandria para atrair a elite intelectual da época. Tipo uma versão helênica e antiquíssima do Instituto de Estudos Avançados de Princeton, onde monstros sagrados das exatas como Einstein, Gödel e Neumann trabalharam juntos na década de 1950.

    O nome dessa instituição era Mouseion. Em português, “Museu”. O significado original da palavra é “templo dedicado às musas” — as deusas do panteão grego que, na tradição helênica, inspiravam as artes, a literatura e a ciência. Essa também é a origem etimológica de “música”, diga-se. Compôs uma bela canção? Legal, mas não foi bem você. Tudo que é belo emana dessas divas – artistas são só os meros mortais que, volta e meia, têm o privilégio de receber um download de versos do Olimpo.

    A Biblioteca de Alexandria acabou se tornando o mais famoso dos prédios desse complexo. Bibliotecas não eram novidade. Já existiam na Suméria; são quase tão antigas quanto a escrita em si. Mas essa almejava um passo além: Ptolomeu queria uma cópia de cada obra já escrita na Terra. Por isso, os tripulantes de toda embarcação que aportava em Alexandria eram forçados, por decreto, a fornecer ao Museu os pergaminhos que tivessem a bordo – que então eram copiados por escribas e armazenados na coleção. Deu certo.

    Essa Harvard ptolomaica prosperou por séculos, e não acabou por causa de um incêndio – nem qualquer outro ato pontual de vandalismo. Júlio César danificou parte da coleção quando sitiou Alexandria e ateou fogo ao porto, em 48 a.C. Mas, nessa época, o Museu já havia perdido prestígio e os acadêmicos preferiam trabalhar em outros lugares.

    Em 297 d.C., quando Diocleciano incendiou a cidade novamente para conter uma rebelião, é provável que o prédio original da Biblioteca já não existisse mais: as últimas evidências inequívocas da contratação de funcionários datam de 260 d.C.

    Não era fácil sustentar um exército de bibliotecários e escribas copistas para manter a coleção atualizada, higiênica e catalogada. Bastava um fiapo de desinteresse coletivo para a coisa degringolar. O território egípcio mudou de mãos e crenças muitas vezes ao longo da História – os califados árabes vieram por último e estabeleceram sua capital intelectual em Bagdá, relegando Alexandria à periferia do avanço científico-tecnológico durante a Idade Média.

    O fato é que você não precisa atear fogo a um livro para queimá-lo. O conhecimento não desaparece da noite para o dia só porque seu suporte material foi destruído.

    Hoje, qualquer sebo parrudo contém mais conhecimento do que a Biblioteca de Alexandria. Mesmo assim, 73% dos estudantes brasileiros estão abaixo do nível de conhecimento sobre Matemática que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) considera mínimo para que se possa exercer a cidadania satisfatoriamente.

    Na avaliação de Leitura, são 50%. Em Ciências, 55%. Mais da metade da população em idade escolar do País, nas palavras dos organizadores do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), tem algum prejuízo na hora de “participar plenamente da vida social, econômica e cívica em um mundo globalizado”.

    Pode soar o alarme: nossa biblioteca está (metaforicamente) em chamas.


Adaptado de: https://super.abril.com.br/historia/a-biblioteca-dealexandria-nao-foi-destruida-pelo-fogo-mas-pelo-esquecimento/. Acesso em: 28 mai. 2025.  
De acordo com a leitura do texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q3864342 Português
A Biblioteca de Alexandria não foi destruída pelo fogo, mas pelo esquecimento

Por Bruno Vaiano


"Há crimes piores do que queimar livros. Não lê-los é um deles." – Ray Bradbury.


    Três séculos antes de Cristo, Alexandre, o Grande, conquistou o Egito e mandou erguer, do zero, uma metrópole no litoral norte do país. Alexandria, batizada em homenagem a seu patrono desumilde, seria a nova capital da região. A estética faraônica clichê, dourada e azul, prevaleceu por lá (bem como o hábito egípcio de os nobres se casarem entre irmãos, à moda Cersei em Game of Thrones). Mas esse novo Egito Antigo, assim como o próprio Alexandre, tinha uma pinta grega inegável.

    O sucessor de Alexandre, o Grande, por aquelas bandas, nomeado Ptolomeu I, ordenou a construção de um centro de ensino e pesquisa em Alexandria para atrair a elite intelectual da época. Tipo uma versão helênica e antiquíssima do Instituto de Estudos Avançados de Princeton, onde monstros sagrados das exatas como Einstein, Gödel e Neumann trabalharam juntos na década de 1950.

    O nome dessa instituição era Mouseion. Em português, “Museu”. O significado original da palavra é “templo dedicado às musas” — as deusas do panteão grego que, na tradição helênica, inspiravam as artes, a literatura e a ciência. Essa também é a origem etimológica de “música”, diga-se. Compôs uma bela canção? Legal, mas não foi bem você. Tudo que é belo emana dessas divas – artistas são só os meros mortais que, volta e meia, têm o privilégio de receber um download de versos do Olimpo.

    A Biblioteca de Alexandria acabou se tornando o mais famoso dos prédios desse complexo. Bibliotecas não eram novidade. Já existiam na Suméria; são quase tão antigas quanto a escrita em si. Mas essa almejava um passo além: Ptolomeu queria uma cópia de cada obra já escrita na Terra. Por isso, os tripulantes de toda embarcação que aportava em Alexandria eram forçados, por decreto, a fornecer ao Museu os pergaminhos que tivessem a bordo – que então eram copiados por escribas e armazenados na coleção. Deu certo.

    Essa Harvard ptolomaica prosperou por séculos, e não acabou por causa de um incêndio – nem qualquer outro ato pontual de vandalismo. Júlio César danificou parte da coleção quando sitiou Alexandria e ateou fogo ao porto, em 48 a.C. Mas, nessa época, o Museu já havia perdido prestígio e os acadêmicos preferiam trabalhar em outros lugares.

    Em 297 d.C., quando Diocleciano incendiou a cidade novamente para conter uma rebelião, é provável que o prédio original da Biblioteca já não existisse mais: as últimas evidências inequívocas da contratação de funcionários datam de 260 d.C.

    Não era fácil sustentar um exército de bibliotecários e escribas copistas para manter a coleção atualizada, higiênica e catalogada. Bastava um fiapo de desinteresse coletivo para a coisa degringolar. O território egípcio mudou de mãos e crenças muitas vezes ao longo da História – os califados árabes vieram por último e estabeleceram sua capital intelectual em Bagdá, relegando Alexandria à periferia do avanço científico-tecnológico durante a Idade Média.

    O fato é que você não precisa atear fogo a um livro para queimá-lo. O conhecimento não desaparece da noite para o dia só porque seu suporte material foi destruído.

    Hoje, qualquer sebo parrudo contém mais conhecimento do que a Biblioteca de Alexandria. Mesmo assim, 73% dos estudantes brasileiros estão abaixo do nível de conhecimento sobre Matemática que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) considera mínimo para que se possa exercer a cidadania satisfatoriamente.

    Na avaliação de Leitura, são 50%. Em Ciências, 55%. Mais da metade da população em idade escolar do País, nas palavras dos organizadores do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), tem algum prejuízo na hora de “participar plenamente da vida social, econômica e cívica em um mundo globalizado”.

    Pode soar o alarme: nossa biblioteca está (metaforicamente) em chamas.


Adaptado de: https://super.abril.com.br/historia/a-biblioteca-dealexandria-nao-foi-destruida-pelo-fogo-mas-pelo-esquecimento/. Acesso em: 28 mai. 2025.  
Assinale a alternativa cujo conectivo tenha o mesmo valor concessivo da expressão destacada a seguir:

“Hoje, qualquer sebo parrudo contém mais conhecimento do que a Biblioteca de Alexandria. Mesmo assim, 73% dos estudantes brasileiros estão abaixo do nível de conhecimento sobre Matemática [...]”.
Alternativas
Q3832575 Português

Texto 3




GONSALES, Fernando. Níquel Náusea. Disponivel em:

<https://www.facebook.com/tirinhasinteligentess?locale=pt_BR> -

Acesso em 07 set. 2024.

Assinale a opção que apresenta corretamente as funções de linguagem presentes no texto.
Alternativas
Respostas
21: D
22: A
23: D
24: A
25: A
26: A
27: B
28: C
29: D
30: C
31: C
32: E
33: D
34: B
35: D
36: C
37: A
38: D
39: D
40: C