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Questões Militares Sobre coesão e coerência em português

Foram encontradas 679 questões

Ano: 2026 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2026 - PM-SP - Cadete PM |
Q4246584 Português
    A sensação de proximidade com celebridades e figuras midiáticas sempre existiu na história. Ao acompanhar esses indivíduos por meio de canais midiáticos, é comum que as pessoas acreditem que, de fato, construíram uma espécie de amizade com aqueles que acompanham por meio das telas. Assim, com o fortalecimento das redes sociais, esses tipos de interações, conhecidos como “relações parassociais”, tornaram-se ainda mais frequentes na sociedade.
    Pesquisadores avaliam que, como o conteúdo produzido por essas celebridades é absorvido de forma única por cada um dos indivíduos, é comum que eles acreditem que, de fato, criaram uma relação única e próxima de celebridades. Esse fenômeno explica, dessa forma, os motivos pelos quais certa credibilidade é atribuída a pessoas famosas em propagandas publicitárias, por exemplo.

(Julia Galvão. https://jornal.usp.br, 29.11.2023.)

As relações parassociais, apresentadas no excerto, tendem a
Alternativas
Q4238779 Português

TEXTO I 


O TEMPO

Rubem Alves


    Há duas formas de marcar o tempo. Uma delas foi inventada por homens que amam a precisão dos números, matemáticos, astrônomos, cientistas, técnicos. Para marcar o tempo de forma precisa, eles fabricaram ampulhetas, relógios, cronômetros, calendários. Nesses artefatos técnicos, todos os pedaços do tempo - segundos, minutos, dias, anos - são feitos de uma mesma substância: números, entidades matemáticas. Não há inícios nem fins, apenas a indiferente sucessão de momentos, que nada dizem sobre alegrias e sofrimentos. Apenas um bolso vazio. Nele, a alma não encontra morada.

    Nas Olimpíadas, a performance dos corredores e nadadores é medida até os centésimos. Fico a me perguntar: "Como é que conseguem? Que diferença faz?".

    A outra foi inventada por homens que sabem que a vida não pode ser medida com calendários e relógios. A vida só pode ser marcada com a vida. Os amantes do Cântico dos Cânticos marcavam o tempo do amor pelos frutos maduros que pendiam das árvores. Quando as folhas dos plátanos ficam amarelas sabemos que o outono chegou. Os ipês-rosas e amarelos anunciam o inverno.

    Qual a magia que informa os ipês, todos eles, em lugares muito diferentes, que é hora de perder as folhas e florescer? E sem misturar as cores. Primeiro os rosas, depois os amarelos e, finalmente, os brancos. 

    Sugeri que algum compositor compusesse uma sinfonia ou uma brincadeira musical em três movimentos. Primeiro movimento, "Ipê-rosa", andante tranquilo, em que os violoncelos cantam a paz e a segurança. Segundo movimento, "Ipê-amarelo", rondo vivace, em que os metais, cores parecidas com a dos ipês, fazem soar a exuberância da vida. Terceiro movimento, "Ipê-branco", moderato, em que o veludo dos oboés cantam a mansidão. Seria bom se nós, como os ipês, nos abrissemos para o amor no inverno. 

    A precisão dos números marca o tempo das máquinas e do dinheiro. O tempo do amor se marca com o corpo.

    Um calendário é coisa precisa: anos, meses, dias, horas, que são marcados com números. Esses números medem o tempo. Mas os pedaços de tempo são bolsos vazios: nada há dentro deles. O bolso vazio do tempo se torna parte do nosso corpo quando o enchemos com vida. Aí o tempo não mais pode ser representado por números. O tempo aparece como um fruto que vai sendo comido: é belo, é colorido, é perfumado. E, à medida que vai sendo comido, vai acabando. Vem a tristeza. O tempo da vida se marca por alegrias e tristezas. Há inícios e há fins.

    Tempus fugit, o tempo foge. Portanto, carpe diem: colha o dia como um fruto que amanhä estará podre.

    Viver ao ritmo de alegrias e tristezas é ser sábio. "Sapio", no latim, quer dizer, "eu saboreio". O sábio é um degustador da vida. A vida não é para ser medida. Ela é para ser saboreada.

    Um texto bíblico diz: "Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos um coração sábio". Acho que Jesus sorriria se eu acrescentasse ao "Pai-Nosso" outra súplica: "A fruta nossa de cada dia dános hoje...". Caqui, pitanga, morango à beira do abismo, melancia...

    Heráclito foi um filósofo grego fascinado pelo tempo. Contemplava o rio e via que tudo é rio. Percebeu que não é possível entrar duas vezes no mesmo rio; na segunda vez, as águas serão outras, o primeiro rio já não existirá. Tudo é água que flui: as montanhas, as casas, as pedras, as árvores, os animais, os filhos, o corpo... Assim é tudo, assim é a vida: tempo que flui sem parar. Daquilo que ele supostamente escreveu, restam apenas fragmentos enigmáticos. Dentre eles, um me encanta: "Tempo é criança brincando, jogando; da criança o reinado".

    Para nós, o tempo é um velho, cada vez mais velho, sobre quem se acumulam os anos que passam e de quem a vida foge.

    Heráclito, ao contrário, diz que o tempo é criança, início permanente, movimento circular, o fim que volta sempre ao início, fonte de juventude eterna, possibilidade de novo começos.

    Tempo é criança? O que o filósofo queria dizer exatamente eu não sei. Mas sei que as crianças odeiam Chronos, o deus dos cronômetros, dos segundos, dos centésimos de segundos. O relógio é o tempo do dever: corpo engaiolado.


ALVES, Rubem. O tempo. In: ALVES, Rubem. Viva a Jabuticaba! Campinas: Papirus, 2012. (Adaptado).

Leia o trecho abaixo e, a seguir, assinale a opção na qual a reescritura do trecho manteve o seu sentido original e obedeceu à modalidade culta da língua:

"O bolso vazio do tempo se torna parte do nosso corpo quando o enchemos com vida. Aí o tempo não mais pode ser representado por números." (§7)
Alternativas
Q4191444 Português
As dificuldades para lidar com o que o destino nos traz


      Não é trivial analisar, ao menos a meus olhos míopes, a complexidade do mundo de hoje, e, menos ainda, ter claro como deveríamos lidar com o que há, e com o que o destino nos traz. Uma provocação interessante seria explorar eventuais conexões entre “fato” (aquilo que foi feito), “fado” (destino, aquilo que foi dito, postulado por alguma transcendência) e “fatalidade”, um acontecimento vivido como destino.

      Quando sentimos a serenidade abalada, vem à memória o torturado solilóquio* de Hamlet: o dilema entre sofrer passivamente as flechas da fortuna**, ou postar-se contra o mar de aflições. O célebre trecho não refletiria uma opção entre coragem e covardia, mas entre duas atitudes diante da fatalidade. Hamlet sabe que “o mar” não pode ser derrotado e hesita, não porque teme agir, mas porque sabe que sua ação não resolverá o mundo. A pergunta dele talvez não seja “o que se deve escolher?”, mas “como viver com o que não escolhemos?”.

     Para os estoicos, o destino não é capricho dos deuses, mas uma necessidade racional do cosmos. A ética consistiria em viver de acordo com a natureza, aceitar o que não depende de nós e agir virtuosamente no que depende. O estoico não se queixa, rejeita o ressentimento e mantém a dignidade sem ilusões; o mundo seria, no fundo, compreensível, e a serenidade, possível.

   Uma terceira via, que seguiria sem rebelar-se ao fado, nem tentar sua “domesticação” via razão, seria a adotada por Nietzsche: o “amor fati”, literalmente “amor ao destino”, amor ao mundo como é, sem buscar desculpas. Em Ecce Homo, ele afirma: “Minha receita para a grandeza do ser humano (amor fati) é não querer nada diferente, nem para frente, nem para trás, por toda a eternidade. Não apenas suportar o necessário, ou justificá-lo, mas amá-lo”. Assumir o destino como fato, e responder por ele, sem a resignação estoica, nem a hesitação hamletiana. Não se questiona se o mundo é justo, racional ou digno; pergunta-se apenas se somos capazes de afirmá-lo. Amor fati – amar o destino – seria a recusa radical ao álibi. Não cabe dizer “tudo acontece por alguma razão”, mas sim afirmar “isto aconteceu – e eu o assumo”. Amar o destino é tratar o fado como se fato fosse, não no sentido de tê-lo causado, mas em responder por ele.

      Amenizando, haveria talvez ainda outra resposta, bem menos rebuscada e muito mais conhecida, que veio de um conjunto musical nos anos 70. Ela nos tranquiliza lembrando-nos que, quando estamos em tempos de tribulação, “… a mãe Maria vem a mim e me diz, com palavras de sabedoria, ‘deixa estar’”… Let it be!


(Demi Getschko, “As dificuldades para lidar com o que o destino nos traz”,
O Estado de S.Paulo. Disponível em: https://www.estadao.com.br/
economia/demi-getschko/as-dificuldades-para-lidar-como-que-o-destino-nos-traz/. Adaptado)
Desenvolvendo o tema sinalizado no título, o autor se vale de recursos que respondem pela coerência textual, tais como
Alternativas
Q4190791 Português
Leia o texto para responder à questão.


      Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema.

    Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna1 e mais longos que seu talhe de palmeira.

    O favo da jati2 não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.

     Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu3 , onde campeava sua guerreira tribo, da grande nação tabajara4 . O pé grácil e nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas.

   Um dia, ao pino do sol, ela repousava em um claro da floresta. Banhava-lhe o corpo a sombra da oiticica5 , mais fresca do que o orvalho da noite. Os ramos da acácia silvestre esparziam flores sobre os úmidos cabelos. Escondidos na folhagem, os pássaros ameigavam o canto.

    Iracema saiu do banho: o aljôfar d’água ainda a roreja, como à doce mangaba que corou em manhã de chuva. Enquanto repousa, empluma das penas do gará6 as flechas de seu arco, e concerta com o sabiá da mata, pousado no galho próximo, o canto agreste.

    A graciosa ará7 , sua companheira e amiga, brinca junto dela. Às vezes sobe aos ramos da árvore e de lá chama a virgem pelo nome; outras remexe o uru8 de palha matizada, onde traz a selvagem seus perfumes, os alvos fios do crautá9 , as agulhas da juçara10 com que tece a renda, e as tintas de que matiza o algodão.


(José de Alencar, Iracema. 2020)


Vocabulário:


1 Graúna – É o pássaro conhecido de cor negra luzidia. Seu nome vem de guira (pássaro) e una (abreviação de pixuna – preto).

2 Jati – Pequena abelha.

3 Ipu – Certa qualidade de terra muito fértil, que forma grandes coroas ou ilhas no meio dos tabuleiros e sertões. Daí se deriva o nome desse local.

4 Tabajaras – Senhores das aldeias, de taba (aldeia) e jara (senhor). Essa nação dominava o interior da província, especialmente a serra de Ibiapaba.

5 Oiticica – Árvore frondosa, apreciada pela deliciosa frescura de sua sombra.

6 Gará – Ave paludal, muito conhecida pelo nome de guará. Também assim chamada pela bela cor vermelha.

Ará – Periquito.

8 Uru – Cestinho que servia de cofre às selvagens para guardar seus objetos de mais preço e estimação.

9 Crautá – Bromélia vulgar, de que se tiram fibras tão ou mais finas que as do linho.

10 Juçara – Palmeira de grandes espinhos.
Releia o 7o parágrafo:

    “A graciosa ará, sua companheira e amiga, brinca junto dela. Às vezes sobe aos ramos da árvore e de lá chama a virgem pelo nome; outras remexe o uru de palha matizada, onde traz a selvagem seus perfumes, os alvos fios do crautá, as agulhas da juçara com que tece a renda, e as tintas de que matiza o algodão.”

Com base em Koch & Elias (2011), as expressões destacadas no parágrafo formam
Alternativas
Q4190777 Português

Leia a tira para responder à questão.





(M. Schulz, “Minduim Charles”. https://cultura.estadao.com.br/quadrinhos. 05.04.2026)

Com base na teoria de Koch & Elias (2011), no 2o quadrinho, os termos “porque” e “como” estabelecem relações coesivas de
Alternativas
Q4188141 Português
Leia a tira a seguir para responder à questão:

Q10_11.png (673×204)

(Jim Davis, Garfield em grande forma)
Assinale a alternativa em que, em conformidade com a norma-padrão e o sentido original do texto, o verbo e os recursos coesivos de referenciação dão continuidade à frase, com clareza e coerência.

Levei o Garfield ao veterinário para que…
Alternativas
Q4188140 Português
Leia a tira a seguir para responder à questão:

Q10_11.png (673×204)

(Jim Davis, Garfield em grande forma)
O diálogo entre os personagens Jon (o tutor do gato Garfield) e seu amigo Lyman leva a deduzir que o efeito de sentido de humor na tira se deve
Alternativas
Q4188137 Português
Para responder à questão, leia o texto do imperador Marco Aurélio (121 – 180 d.C.) a seguir:


    O próprio Hipócrates, que curou muitas doenças, caiu doente e morreu. Os caldeus* previram as mortes de multidões e, ao final, o destino também ceifou suas vidas. Alexandre Pompeu e Caio César, que destruíram muitas cidades e tiraram a vida de milhares de soldados de cavalaria e infantaria no campo de batalha, também um dia deixaram esta vida. Heráclito, que muito especulou sobre a conflagração do mundo, morreu engolido pela água e coberto de estrume de gado. Demócrito foi destruído por vermes; Sócrates foi morto por outro tipo de verme. Por que tudo isso?

    Embarcaste, empreendeste tua viagem e atracaste no ancoradouro. Desembarca. Se for em outra vida, lá também haverá um Deus; se for no meio do nada, ao menos não haverá mais dores e prazeres e não serás mais escravo de um corpo tão vil quanto seu escravo. A alma é, pois, inteligência e divindade, mas o corpo, pó e corrupção.

(Marco Aurélio, Meditações. Adaptado)


*Caldeus: habitantes da Caldeia, país na antiga Mesopotâmia.
Sem que haja prejuízo ao sentido original e de acordo com a norma-padrão, no trecho “… se for no meio do nada, ao menos não haverá mais dores e prazeres e não serás mais escravo de um corpo tão vil quanto seu escravo.” (2° parágrafo), as expressões destacadas podem ser substituídas, respectivamente, por:
Alternativas
Q4188133 Português
Para responder à questão, leia o trecho a seguir, extraído das reflexões filosóficas do imperador Marco Aurélio (121 – 180 d.C.):


    O homem deve levar em conta que, a cada dia, parte da sua vida se vai e que cada vez menos resta para ele, mas também que, mesmo que ele tenha uma longa vida, não se sabe se sua inteligência será como antes para lidar com seus negócios e para ter um vislumbre do conhecimento que tem como objetivo entender tanto as coisas humanas quanto as divinas. No início da decrepitude, a respiração, a alimentação, a imaginação, o impulso, entre outros atributos, não falharão. Entretanto, o autocontrole, o cumprimento de suas funções com exatidão, a capacidade de escrutinar que se apossa dos seus sentidos ou até de decidir quando é hora de parar, enfim, todos os poderes que exigem uma compreensão e um raciocínio bem treinados, serão nele extintos.

    Deixa-o, então, estar ativo, não apenas porque a morte aproxima-se a cada dia, mas porque a compreensão e a inteligência com frequência nos abandonam antes de morrermos.


(Marco Aurélio, Meditações. Adaptado)
As palavras destacadas são hiperônimos que remetem a uma sequência de termos anteriores em:
Alternativas
Q4187018 Português
TRANSTORNO DE ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO


     O estresse compreende uma resposta física, normal para acontecimentos que fazem o indivíduo se sentir ameaçado ou quando o indivíduo está sobre pressão, sendo uma posição de alerta de autoproteção, podendo ser definido como uma totalização de estímulos físicos e mentais da inaptidão para definir o que é fato, e que são os anseios pessoais (NICOLAU, 2009). Os riscos inerentes à atividade de segurança pública remetem a situações de incertezas e tensões constantes, mesmo após o turno de trabalho; isto se dá pela visibilidade ligada ao uso da farda e de mesmo modo pela perseguição motivada pela vingança (SILVA, 2009). Essa tensão constante desencadeia um processo de estresse ininterrupto, deixa o corpo em sinal constante de alerta, gerando um estresse crônico deixando o indivíduo vulnerável a ansiedade e a depressão.

    O transtorno do estresse pós-traumático (TEPT) é uma desordem da ansiedade distinta por um composto de ações/reações e manifestações físicas, mentais e emocionais devido à sequela de traumas vividos que, em geralmente, despertaram perigo à vida. A recordação remete a todo o sofrimento vivido na ocasião, resultando em modificações neurofisiológicas e mentais (VARELLA, 2016). O transtorno é desenvolvido em pessoas que estiveram envolvidas em episódios de violência urbana, guerra, agressão física, tortura, assalto, sequestro, acidentes, dentre outros. Assim, as ameaças consistentes de morte ou ferimentos graves para si ou para outros, são situações diárias presentes nas atividades do agente da segurança pública que, motivam o adoecimento silencioso (FIGUEIRA e MENDLOWICZ, 2003).

    Para Mendes (2013) o desgaste emocional provocado pela forma de trabalho, principalmente no caso do trabalho do policial militar contribui de modo significativo na motivação de transtornos relacionados ao estresse, como nos episódios de depressões, ansiedade patológica, pânico, fobias, e doenças psicossomáticas. Para o autor, as pessoas acometidas pelas implicações estressoras laborais possuem um baixo rendimento no trabalho e comumente estão irritadas e deprimidas.

    A Síndrome de Burnout ou síndrome do esgotamento profissional decorre do estresse laboral, sendo distinguida por uma exaustão emocional, somada a uma autoavaliação negativa, depressão e insensibilidade com relação à vida como um todo. A instauração da síndrome poderá estar relacionada, também, com as relações de subordinação (ALMEIDA, 2007). Observa-se que as doenças ocasionadas pela prática laboral em muitos casos só são entendidas quando em estágios graves. Isto ocorre devido aos sintomas serem comuns e confundidos com moléstias diversas que disfarçam a identificação precoce da doença, gerando um sofrer silencioso e incompreendido por muitos colegas de trabalho e até por familiares.

    Esta síndrome incide em maior número de profissionais, cuja função é cuidar de outras pessoas, tais como: médicos, policiais, bombeiros, agentes penitenciários, dentre outros (ALMEIDA, 2007).


CRUZ, W. H. A saúde mental dos agentes de segurança pública. Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/artigos/a-saude-mental-dos-agentes-deseguranca-publica/1630178796 Acesso em: 23 jan. 2026. Adaptado.
Considerando o texto e seus mecanismos de coesão textual, que garantem a articulação entre as partes do texto por meio de elementos linguísticos (como pronomes, conjunções e elipses), assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4187017 Português
TRANSTORNO DE ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO


     O estresse compreende uma resposta física, normal para acontecimentos que fazem o indivíduo se sentir ameaçado ou quando o indivíduo está sobre pressão, sendo uma posição de alerta de autoproteção, podendo ser definido como uma totalização de estímulos físicos e mentais da inaptidão para definir o que é fato, e que são os anseios pessoais (NICOLAU, 2009). Os riscos inerentes à atividade de segurança pública remetem a situações de incertezas e tensões constantes, mesmo após o turno de trabalho; isto se dá pela visibilidade ligada ao uso da farda e de mesmo modo pela perseguição motivada pela vingança (SILVA, 2009). Essa tensão constante desencadeia um processo de estresse ininterrupto, deixa o corpo em sinal constante de alerta, gerando um estresse crônico deixando o indivíduo vulnerável a ansiedade e a depressão.

    O transtorno do estresse pós-traumático (TEPT) é uma desordem da ansiedade distinta por um composto de ações/reações e manifestações físicas, mentais e emocionais devido à sequela de traumas vividos que, em geralmente, despertaram perigo à vida. A recordação remete a todo o sofrimento vivido na ocasião, resultando em modificações neurofisiológicas e mentais (VARELLA, 2016). O transtorno é desenvolvido em pessoas que estiveram envolvidas em episódios de violência urbana, guerra, agressão física, tortura, assalto, sequestro, acidentes, dentre outros. Assim, as ameaças consistentes de morte ou ferimentos graves para si ou para outros, são situações diárias presentes nas atividades do agente da segurança pública que, motivam o adoecimento silencioso (FIGUEIRA e MENDLOWICZ, 2003).

    Para Mendes (2013) o desgaste emocional provocado pela forma de trabalho, principalmente no caso do trabalho do policial militar contribui de modo significativo na motivação de transtornos relacionados ao estresse, como nos episódios de depressões, ansiedade patológica, pânico, fobias, e doenças psicossomáticas. Para o autor, as pessoas acometidas pelas implicações estressoras laborais possuem um baixo rendimento no trabalho e comumente estão irritadas e deprimidas.

    A Síndrome de Burnout ou síndrome do esgotamento profissional decorre do estresse laboral, sendo distinguida por uma exaustão emocional, somada a uma autoavaliação negativa, depressão e insensibilidade com relação à vida como um todo. A instauração da síndrome poderá estar relacionada, também, com as relações de subordinação (ALMEIDA, 2007). Observa-se que as doenças ocasionadas pela prática laboral em muitos casos só são entendidas quando em estágios graves. Isto ocorre devido aos sintomas serem comuns e confundidos com moléstias diversas que disfarçam a identificação precoce da doença, gerando um sofrer silencioso e incompreendido por muitos colegas de trabalho e até por familiares.

    Esta síndrome incide em maior número de profissionais, cuja função é cuidar de outras pessoas, tais como: médicos, policiais, bombeiros, agentes penitenciários, dentre outros (ALMEIDA, 2007).


CRUZ, W. H. A saúde mental dos agentes de segurança pública. Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/artigos/a-saude-mental-dos-agentes-deseguranca-publica/1630178796 Acesso em: 23 jan. 2026. Adaptado.
Considere o seguinte trecho do terceiro parágrafo: “as pessoas acometidas pelas implicações estressoras laborais possuem um baixo rendimento no trabalho e comumente estão irritadas e deprimidas.” Assinale a alternativa que apresenta uma reescritura que mantém o sentido original e a correção gramatical.
Alternativas
Q4187015 Português
TRANSTORNO DE ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO


     O estresse compreende uma resposta física, normal para acontecimentos que fazem o indivíduo se sentir ameaçado ou quando o indivíduo está sobre pressão, sendo uma posição de alerta de autoproteção, podendo ser definido como uma totalização de estímulos físicos e mentais da inaptidão para definir o que é fato, e que são os anseios pessoais (NICOLAU, 2009). Os riscos inerentes à atividade de segurança pública remetem a situações de incertezas e tensões constantes, mesmo após o turno de trabalho; isto se dá pela visibilidade ligada ao uso da farda e de mesmo modo pela perseguição motivada pela vingança (SILVA, 2009). Essa tensão constante desencadeia um processo de estresse ininterrupto, deixa o corpo em sinal constante de alerta, gerando um estresse crônico deixando o indivíduo vulnerável a ansiedade e a depressão.

    O transtorno do estresse pós-traumático (TEPT) é uma desordem da ansiedade distinta por um composto de ações/reações e manifestações físicas, mentais e emocionais devido à sequela de traumas vividos que, em geralmente, despertaram perigo à vida. A recordação remete a todo o sofrimento vivido na ocasião, resultando em modificações neurofisiológicas e mentais (VARELLA, 2016). O transtorno é desenvolvido em pessoas que estiveram envolvidas em episódios de violência urbana, guerra, agressão física, tortura, assalto, sequestro, acidentes, dentre outros. Assim, as ameaças consistentes de morte ou ferimentos graves para si ou para outros, são situações diárias presentes nas atividades do agente da segurança pública que, motivam o adoecimento silencioso (FIGUEIRA e MENDLOWICZ, 2003).

    Para Mendes (2013) o desgaste emocional provocado pela forma de trabalho, principalmente no caso do trabalho do policial militar contribui de modo significativo na motivação de transtornos relacionados ao estresse, como nos episódios de depressões, ansiedade patológica, pânico, fobias, e doenças psicossomáticas. Para o autor, as pessoas acometidas pelas implicações estressoras laborais possuem um baixo rendimento no trabalho e comumente estão irritadas e deprimidas.

    A Síndrome de Burnout ou síndrome do esgotamento profissional decorre do estresse laboral, sendo distinguida por uma exaustão emocional, somada a uma autoavaliação negativa, depressão e insensibilidade com relação à vida como um todo. A instauração da síndrome poderá estar relacionada, também, com as relações de subordinação (ALMEIDA, 2007). Observa-se que as doenças ocasionadas pela prática laboral em muitos casos só são entendidas quando em estágios graves. Isto ocorre devido aos sintomas serem comuns e confundidos com moléstias diversas que disfarçam a identificação precoce da doença, gerando um sofrer silencioso e incompreendido por muitos colegas de trabalho e até por familiares.

    Esta síndrome incide em maior número de profissionais, cuja função é cuidar de outras pessoas, tais como: médicos, policiais, bombeiros, agentes penitenciários, dentre outros (ALMEIDA, 2007).


CRUZ, W. H. A saúde mental dos agentes de segurança pública. Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/artigos/a-saude-mental-dos-agentes-deseguranca-publica/1630178796 Acesso em: 23 jan. 2026. Adaptado.
No primeiro parágrafo, o autor utiliza recursos de coesão para garantir a fluidez das ideias e a manutenção do sentido. Analisando o emprego desses mecanismos e a correlação verbal, identifique a alternativa correta.
Alternativas
Q4175947 Português

TEXTO


O Pavão


Eu considerei a glória de um pavão ostentando о esplendor de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei lendo livros; e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d'água em que a luz se fragmenta, como em um prisma. O pavão é um arco-íris de plumas.


Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.


Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico.


(BRAGA, Rubem. O pavão. Disponível em https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/11513/o-pavao São Paulo. Global, 2005. <https://cronicabrasileira.orgbr/cronicas/11513/o-pavao%20São%20Paulo,%20Global,%202005.>  Acesso em 14 de setembro de 2025) 

No trecho: "[...] de tudo que ele suscita [...]." (3°§), o pronome destacado se refere: 
Alternativas
Q4175936 Português

TEXTO


O Pavão


Eu considerei a glória de um pavão ostentando о esplendor de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei lendo livros; e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d'água em que a luz se fragmenta, como em um prisma. O pavão é um arco-íris de plumas.


Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.


Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico.


(BRAGA, Rubem. O pavão. Disponível em https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/11513/o-pavao São Paulo. Global, 2005. <https://cronicabrasileira.orgbr/cronicas/11513/o-pavao%20São%20Paulo,%20Global,%202005.>  Acesso em 14 de setembro de 2025) 

No trecho: "Mas andei lendo livros [...]" (1°§), o vocábulo destacado expressa uma ideia:
Alternativas
Q4175821 Português

TEXTO 


Uma ideia toda azul


    Um dia o Rei teve uma ideia.


    Era a primeira vida toda, e tão maravilhado ficou com aquela ideia azul, que não quis saber de contar aos ministros. Desceu com ela para o jardim, correu com ela nos gramados, brincou com ela de esconder entre outros pensamentos, encontrando-a sempre com igual alegria, linda ideia dele toda azul.


    Brincaram até o Rei adormecer encostado numa árvore.


    Foi acordar tateando a coroa e procurando a ideia, para perceber o perigo. Sozinha no seu sono, solta e tão bonita, a ideia poderia ter chamado a atenção de alguém. Bastaria esse alguém pegá-la e levar. É tão fácil roubar uma ideia. Quem jamais saberia que já tinha dono?


    Com a ideia escondida debaixo do manto, o Rei voltou para o castelo. Esperou a noite. Quando todos os olhos se fecharam, saiu dos seus aposentos, atravessou salões, desceu escadas, subiu degraus, até chegar ao Corredor das Salas do Tempo. Portas fechadas, e o silêncio. Que sala escolher?


    Diante de cada porta o Rei parava, pensava, e seguia adiante. Até chegar à Sala do Sono. Abriu. Na sala acolchoada, os pés do Rei afundavam até o tornozelo, o olhar se embaraçava em gases, cortinas e véus pendurados como teias. Sala de quase escuro, sempre igual. O Rei deitou a ideia adormecida na cama de marfim, baixou o cortinado, saiu e trancou a porta.


    A chave, prendeu no pescoço em grossa corrente.


    E nunca mais mexeu nela.


    O tempo correu seus anos. Ideias o Rei não teve mais, nem sentiu falta, tão ocupado estava em governar. Envelhecia sem perceber, diante dos educados espelhos que mentiam a verdade.


    Apenas sentia-se mais triste e mais só, sem que nunca mais tivesse tido vontade de brincar nos jardins.


    Só os ministros viam a velhice do Rei. Quando a cabeça ficou toda branca, disseram-lhe que já podia descansar e lhe libertaram do manto.


    Posta a coroa sobre a almofada, o Rei logo levou a mão à corrente.


    — Ninguém mais se ocupa de mim — dizia atravessando salões e descendo escadas a caminho das Salas do Tempo — ninguém mais me olha. Agora posso buscar minha linda ideia e guardá-la só para mim.


    Abriu a porta, levantou o cortinado.


    Na cama de marfim, a ideia dormia azul como naquele dia. E linda. Mas o Rei não era mais o Rei daquele dia. Entre ele e a ideia estava todo o tempo passado lá fora, o tempo todo parado na Sala do Sono. Seus olhos não viam na ideia a mesma graça. Brincar não queria, nem rir. Que fazer com ela? Nunca mais saberiam estar juntos como naquele dia.


    Tentando na beira da cama o Rei chorou suas duas últimas lágrimas, as que tinha guardado para a maior tristeza. Depois baixou o cortinado, e deixando a ideia adormecida, fechou para sempre a porta.


(COLASANTI, Marina. Uma ideia toda azul. São Paulo, Global, 2005.)

Assinale a opção em que a frase resume a lição principal do texto. 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UFMT Órgão: PM-MT Prova: UFMT - 2025 - PM-MT - Oficial Complementar |
Q4202563 Português
Instrução: Leia o trecho a seguir e responda à questão.


Uma das mais convincentes explicações para as diferenças culturais entre os indígenas brasileiros e, por exemplo, os incas, é a necessidade destes de viver com uma geografia quase inóspita que os obrigava a práticas avançadas como as referentes à agricultura e à engenharia. Os indígenas brasileiros, talvez pela obtenção mais facilitada de recursos para subsistência quando chegaram os portugueses, praticavam uma agricultura menos exigente e viviam da caça e da coleta de alimentos, enquanto os incas, também devido às exigências geográficas, tinham uma agricultura mais avançada.
Em relação a recursos linguísticos presentes no trecho, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: UFMT Órgão: PM-MT Prova: UFMT - 2025 - PM-MT - Oficial Complementar |
Q4202562 Português
Instrução: Leia o trecho a seguir e responda à questão.


Uma das mais convincentes explicações para as diferenças culturais entre os indígenas brasileiros e, por exemplo, os incas, é a necessidade destes de viver com uma geografia quase inóspita que os obrigava a práticas avançadas como as referentes à agricultura e à engenharia. Os indígenas brasileiros, talvez pela obtenção mais facilitada de recursos para subsistência quando chegaram os portugueses, praticavam uma agricultura menos exigente e viviam da caça e da coleta de alimentos, enquanto os incas, também devido às exigências geográficas, tinham uma agricultura mais avançada.
Assinale a reescrita da segunda frase desse trecho, em que NÃO foram mantidas a coesão e a coerência, ocasionando alteração do sentido. 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FCC Órgão: PM-AP Prova: FCC - 2025 - PM-AP - Oficial Combatente |
Q4180904 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


[A força necessária dos princípios]


    Não vamos subestimar a força daquilo a que nos opomos. O mundo é, para todos nós, aquilo sobre o qual não temos quase nenhum controle. O senso comum e o sentido de autoproteção nos dizem para nos acomodarmos àquilo que não podemos mudar.

    Não é difícil ver como alguns de nós poderíamos ser convencidos da justiça, da necessidade das violências. Pense-se numa guerra que é formulada como série de ações militares pequenas, que irão de fato contribuir para a paz ou reforçar a segurança. Todas as violências na guerra foram justificadas como uma retaliação necessária: estamos nos defendendo, eles é que querem nos matar.

    Diante das violências em curso, alguém dotado de um princípio moral parece alguém que corre ao lado de um trem e grita: "Pare! Pare!" O trem pode ser detido? Será que outras pessoas dentro do trem vão se sentir dispostas a saltar e unir-se aos que estão fora? Talvez alguns o façam, mas não a maioria.

    Agir por princípio é um gesto político, no sentido de que não estamos fazendo isso por nós mesmos. Não fazemos isso só para agir corretamente ou para aplacara nossa consciência; muito menos porque estamos certos de que a nossa ação vai de fato alcançar o seu objetivo. Resistimos como um ato de solidariedade com todas as pessoas e comunidades que agem igualmente por algum principio moral.

    As ações comandadas por um bom princípio nos dizem que não temos de pensar se agir por princípio é adequado, ou se podemos contar com o êxito final das ações que levamos a efeito. Agir por princípio é bom em si mesmo. Os princípios nos convidam a fazer algo a respeito do pântano de contradições em que agimos moralmente. Os princípios nos convidam a ter mais rigor em nossas ações, ser intolerantes com a frouxidão moral, a contemporização, a covardia e com a fuga diante do que é perturbador. No curso da História encontram-se os grandes modelos de resistência, os feitos daqueles que, por princípio, agiram dizendo não à negação dos princípios justos. Inspiremo-nos nesses modelos.


(Adaptado de: SONTAG, Susan. Ao mesmo tempo. Trad. Rubens Figueiredo. São Paulo, Companhia das Letras, p.192-193, passim)
Os princípios nos convidam a fazer algo a respeito do pântano de contradições em que agimos moralmente.

O período acima permanecerá coerente e correto caso se substituam os elementos sublinhados, na ordem dada, por:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FCC Órgão: PM-AP Prova: FCC - 2025 - PM-AP - Oficial Combatente |
Q4180902 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto seguinte.


[A força necessária dos princípios]


    Não vamos subestimar a força daquilo a que nos opomos. O mundo é, para todos nós, aquilo sobre o qual não temos quase nenhum controle. O senso comum e o sentido de autoproteção nos dizem para nos acomodarmos àquilo que não podemos mudar.

    Não é difícil ver como alguns de nós poderíamos ser convencidos da justiça, da necessidade das violências. Pense-se numa guerra que é formulada como série de ações militares pequenas, que irão de fato contribuir para a paz ou reforçar a segurança. Todas as violências na guerra foram justificadas como uma retaliação necessária: estamos nos defendendo, eles é que querem nos matar.

    Diante das violências em curso, alguém dotado de um princípio moral parece alguém que corre ao lado de um trem e grita: "Pare! Pare!" O trem pode ser detido? Será que outras pessoas dentro do trem vão se sentir dispostas a saltar e unir-se aos que estão fora? Talvez alguns o façam, mas não a maioria.

    Agir por princípio é um gesto político, no sentido de que não estamos fazendo isso por nós mesmos. Não fazemos isso só para agir corretamente ou para aplacara nossa consciência; muito menos porque estamos certos de que a nossa ação vai de fato alcançar o seu objetivo. Resistimos como um ato de solidariedade com todas as pessoas e comunidades que agem igualmente por algum principio moral.

    As ações comandadas por um bom princípio nos dizem que não temos de pensar se agir por princípio é adequado, ou se podemos contar com o êxito final das ações que levamos a efeito. Agir por princípio é bom em si mesmo. Os princípios nos convidam a fazer algo a respeito do pântano de contradições em que agimos moralmente. Os princípios nos convidam a ter mais rigor em nossas ações, ser intolerantes com a frouxidão moral, a contemporização, a covardia e com a fuga diante do que é perturbador. No curso da História encontram-se os grandes modelos de resistência, os feitos daqueles que, por princípio, agiram dizendo não à negação dos princípios justos. Inspiremo-nos nesses modelos.


(Adaptado de: SONTAG, Susan. Ao mesmo tempo. Trad. Rubens Figueiredo. São Paulo, Companhia das Letras, p.192-193, passim)
A convicção de que Agir por princípio é um gesto político tem como fundamento a
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FCC Órgão: PM-AP Prova: FCC - 2025 - PM-AP - Oficial Combatente |
Q4180899 Português
Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.


Uma palavra, vários sentidos: "segurança"


    As palavras nascem com um sentido original preso a um determinado contexto. Com o tempo, modificam-se, ganham novas significações por força de seu emprego em novos contextos. É essa a dinâmica de todas as línguas vivas, sobretudo em seus níveis de fala. Conhecer a história de uma palavra, por meio de sua etimologia e de seu percurso filológico, pode iluminar aspectos da história humana.

    Tomemos como exemplo a palavra "segurança", um conceito dos mais discutidos em nosso tempo. Essa palavra tem origem no termo latino "securitas", que por sua vez deriva de "securus" (livre de preocupações, seguro), termo composto por "sine" (sem) e "cura" (cuidado, preocupação). Desde sua origem, pois, "segurança" remete à ideia de estar livre de cuidados, perigos ou riscos, ou seja, em um estado de tranquilidade e proteção.

    Mas é nos diferentes contextos de seu emprego que se reconhece uma ampla gama de sentidos dessa palavra. Num nível psicológico, um indivíduo seguro está habilitado a enfrentar seus desafios munido de convictos valores pessoais. Na ordem social, a segurança se torna um bem público, a ser defendido pelas instituições que delegam a seus agentes o papel de defender os valores civilizatórios. Difícil imaginar alguém que nunca se tenha valido da proteção que nos estendem os responsáveis por nossa segurança. Já no âmbito da natureza, catástrofes podem ser, quando não evitadas, minimizadas por medidas preventivas de segurança.

    Em nossos dias, o progresso avassalador da cibernética está pondo à prova as situações em que todos nós, ativa ou passivamente, integramos os processos midiáticos de comunicação, expandindo valores e interesses que entram na conformação da vida e do comportamento sociais. Quais os limites dessa propagação? Que segurança podemos ter contra os abusos extremos? -perguntam-se alguns. Ao mesmo tempo, há aqueles que reagem contra qualquer tipo de controle dos procedimentos da mídia.

    Não há dúvida de que nossas fragilidades naturais, nossos interesses nem sempre comunitários, nossos instintos primitivos pedem, aqui e ali, algum controle, em favor da segurança de todos. Caracterizar os valores que devem ser objetos prioritários da formação individual, da segurança social e do equilíbrio planetário vem-se constituindo um desafio do nosso tempo.


(Abelardo Villa Siqueira, a editar)
Mas é nos diferentes contextos de seu emprego que se reconhece uma ampla gama de sentidos dessa palavra.

Uma nova redação da frase acima, que mantenha a correção gramatical, a clareza e seu sentido básico se representa em:
Alternativas
Respostas
1: D
2: A
3: D
4: A
5: E
6: A
7: E
8: A
9: A
10: E
11: B
12: C
13: A
14: D
15: D
16: B
17: D
18: E
19: B
20: C