Questões Militares Sobre história geral em história

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Q3512500 História
As mudanças nas formas da exploração feudal que sobrevieram ao fim da época medieval estiveram, é claro, muito longe de serem insignificantes. De fato, foram precisamente essas mudanças que alteraram as formas do Estado. Em essência, o absolutismo era apenas isto: um aparato de dominação feudal reimplantado e reforçado, concebido para reprimir as massas camponesas de volta a sua posição social tradicional [...].

(Perry Anderson. Linhagens do Estado absolutista. Grifos do autor)

Considerando o contexto abordado pelo fragmento, de acordo com o historiador Perry Anderson, o Estado absolutista
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Q3512499 História
De um lado, a cultura erudita, de elite, cultura letrada que, pelo menos até o século XIII, foi eclesiástica do ponto de vista social e latina do ponto de vista linguístico. Conscientemente elaborada, era formalmente transmitida. Por isso, tendia a ser conservadora, a se fundamentar em autoridades.
De outro lado, estava a cultura que já foi chamada de popular, laica ou folclórica, e que preferimos denominar “vulgar”, pois para os medievais esta palavra rotulava sem ambiguidade tudo que não fosse clerical.
Esses dois polos culturais opostos em tantos aspectos não eram impermeáveis um ao outro.

(Hilário Franco Júnior. Idade Média - Nascimento do Ocidente. Adaptado)

Uma das razões pelas quais o autor considera que não havia a mencionada impermeabilidade encontra-se no fato de que
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Q3512498 História
A partir da década de 1980, as Ciências Humanas sofreram uma grande reviravolta, que é denominada, de modo habitual, como a viragem cultural. Os estudos sobre economia e sociedade foram colocados em um segundo plano, e todos os fatos sociais passaram a ser interpretados por uma ótica cultural e simbólica. Todas as afirmações da razão foram colocadas em suspenso e contestadas. Esse movimento foi o início do que chamamos, hoje em dia, de pós-modernismo. Essa mudança teve efeitos profundos na História Antiga, que se tornou, ela também, uma História Cultural.

(Norberto L. Guarinello. História Antiga. Adaptado)

De acordo com o autor, um desses efeitos reside no fato de que
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Q3512497 História
Por exemplo, num quadro como O Grito do Ipiranga, de Pedro Américo, o observador parece ter acesso imediato à cena histórica da proclamação da Independência por D. Pedro I e sua comitiva e, muitas vezes, se esquece de pensar sobre as convenções e linguagens da “pintura histórica”, gênero específico que floresceu no século XIX e que possuía regras próprias de composição, para além da representação “verdadeira” dos fatos históricos retratados.

(Marcos Napolitano. “Fontes audiovisuais – A História depois do papel”. Em: Carla B. Pinsky (Org.). Fontes Históricas)

No fragmento, o historiador Marcos Napolitano exemplifica
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Q3512496 História
Onde não há nada ou quase nada escrito, as tradições orais devem suportar o peso da reconstrução histórica. Elas não farão isso como se fossem fontes escritas. [...] As limitações da tradição oral devem ser amplamente avaliadas, de modo que ela não se transforme em um desapontamento, quando, após longos períodos de pesquisa, resultar uma reconstrução ainda não muito detalhada. O que se reconstrói a partir de fontes orais pode bem ter um baixo grau de confiabilidade, na medida em que não existem fontes independentes para uma verificação cruzada.

(Jan Vansina. Apud G. Prins. “História Oral”. Em: Peter Burke (Org.). A escrita da História: novas perspectivas)

No excerto, Jan Vasina analisa
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Q3503297 História
Leia o trecho a seguir.
Soldados, marinheiros e aviadores da Força Expedicionária Aliada, estais prestes a embarcar na Grande Cruzada, pela qual temos lutado durante todos estes meses. Os olhos do mundo estão voltados para vós. As esperanças e orações de todos os que amam a liberdade vos acompanham. [...] Tenho total confiança na sua coragem, dedicação ao dever e habilidade em combate. Não aceitaremos nada menos do que a vitória total. Boa sorte! E que todos supliquemos a bênção de Deus Todo-Poderoso sobre essa grande e nobre missão.
Adaptado de: Ordem do Dia do Dia D, declaração emitida aos soldados, marinheiros e aviadores da Força Expedicionária Aliada, em 6 de junho de 1944.
O trecho se refere à ordem dada aos soldados, marinheiros e aviadores da Força Expedicionária dos Aliados no Dia D, conhecido como Operação Overlord, na Normandia, um momento decisivo da Segunda Guerra Mundial.
O resultado do Dia D representou 
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Q3503293 História
Analise se as afirmativas a seguir, que mencionam fatores que contribuíram para a crise do sistema feudal durante o período medieval, são falsas (F) ou verdadeiras (V).

( ) A Peste Negra resultou em um expressivo descenso populacional, eliminando grande parte da mão de obra europeia disponível e desencadeando um processo de desorganização social, econômica e produtiva.

( ) As revoltas camponesas, que resistiam às obrigações feudais e exigiam melhores condições de trabalho, contribuíram para o declínio do sistema feudal e para o avanço das transformações sociais na Idade Média.

( ) A expansão das Cruzadas estimulou o surgimento de rotas comerciais que favoreceram o desenvolvimento do comércio e contribuíram para o enfraquecimento das estruturas do sistema feudal.


As afirmativas são, respectivamente, 
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Q3485659 História
Ciro Flamarion Cardoso foi um dos críticos mais ferozes do campo historiográfico da história das mentalidades, segundo o autor, “os historiadores das mentalidades se dedicavam ao estudo do periférico, de iluminar fantasmas &, sobretudo, de negar as totalidades sintéticas da história, renunciando a posturas explicativas e propagandeando uma história ‘reacionária” desprovida de contradições.”
(VAIFAS, Renaldo. A História das Mentalidades e História Cultural. In: CARDOSO, Ciro F; VAINFAS, Ronaldo (orgs.). Domínios da História: Ensaios de Teoria e Metodologia. 5º ed. Rio de Janeiro: Campus, 1997. p. 128).

A partir da crítica de Ciro Flamarion Cardoso, assinale opção que apresenta corretamente uma superação em relação às críticas que o campo do saber das mentalidades recebeu. 
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Q3485658 História
Durante a Primeira Guerra Mundial, apesar de inicialmente haver mantido a neutralidade, o Brasil acabou por reconhecer e proclamar o estado de guerra contra o Império alemão em 26 de outubro de 1917, após haver sofrido uma série de ataques realizados contra navios brasileiros. Dentre os atos de hostilidade abaixo, qual NÃO foi empregado contra o Brasil durante aquele conflito? 
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Q3485656 História
No livro “Atlântico: a história de um oceano”, no capítulo intitulado “Um oceano de revoluções. História & historiografia do Atlântico e de suas revoluções nos séculos XVII e XVII, o historiador Francisco Carlos Teixeira da Silva afirma que o território brasileiro está conectado ao oceano Atlântico desde os primórdios da Colônia por meio das Grandes Navegações e do tráfico transatlântico de escravizados e, depois, nos tempos do Brasil independente, por meio das exportações de produtos agrícolas, como o café. A ideia de um espaço-tempo Atlântico envolvendo as Américas, a Europa e a África é marcado por alguns contextos históricos relevantes. Nesse sentido, assinale a opção INCORRETA. 
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Q3485654 História
Em sua obra clássica, Carlo Ginzburg (2006) discorre sobre o julgamento do moleiro Domenico Scandella, conhecido como Menóchio, em um tribunai da Santa Inquisição. O livro é considerado um manual de microhistória no qual, a partir do depoimento do moleiro ao tribunal, o autor identifica uma dualidade a partir da compreensão do que é cultura popular e cultura erudita.

"Não, senhor, mas sobre isso eu li no Fioretto della Bibbia, mas as outras coisas que eu disse sobre o caos eu tirei da minha própria cabeça."
(GINZBURG, Carlo. O queijo e os vermes: o cotidiano e as ideias de um moleiro perseguido pela inquisição. Tradução de Maria Betânia Amoroso e José Paulo Paes. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.). p. 89.

A partir do trecho do depoimento de Menochio destacado acima, assinale a opção que apresenta a dualidade sugerida pelo autor. 
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Q3485653 História
Analise o trecho abaixo.

"Durante a Idade Média já se realizavam viagens costeiras entre o mar Mediterrâneo e o norte da Europa, com fins comerciais. A Guerra dos Cem Anos ativou particularmente esse comércio maritimo, em face da conflagração nos territórios continentais. A Inglaterra, sempre notavel pela maneira de resolver seus problemas, apresentou um sistema interessante para o emprego dos navios. Havia um acordo entre o rei e os armadores, pelo qual estes cediam seus navios ao govemo em caso de necessidade, para que servissem como navios de guerra. Para isso, os navios mercantes sofriam uma pequena alteração”.
(ALBUQUERQUE, Antonio Luiz Porto e; SILVA, Léo F. e. Fatos da Historia Naval. 2. ed. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação da Marinha, 2008, p. 41).

Sobre a guerra naval na ldade Média, em conformidade com as ideias contidas no livro “Fatos da Historia Naval’, de Antonio Luiz Porto e Albuquerque e Léo Fonseca e Silva, assinale a opção INCORRETA. 
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Q3485651 História
Sobre a guerra naval na Antiguidade, leia o trecho abaixo. “Mais tarde, porém, o combatente do mar foi se distinguindo do combatente de terra, e o ateniense Formion será o primeiro “general do mar’, ou seja, o primeiro almirante”.
(ALBUQUERQUE, Antonio Luiz Portoe ; SILVA, Léo F. e. Fatos da História Naval. 2. ed. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação da Marinha, 2008, p. 23).

Todavia, a arma principal do navio de guerra não era o soldade que ia a bordo, mas uma protuberância colocada na proa do navio à linha d'água chamada de: 
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Q3485649 História
Em 1982, a Argentina declarou guerra ao Reino Unido pela posse do arquipélago das Malvinas (Falklands, em inglês). No livro “Guerra no mar: batalhas e campanhas navais que mudaram a história’, no capítulo intitulado “Conflito no Atlântico Sul: a luta pela posse do arquipélago das Falklands/Malvinas’, Armando Amorim Ferreira Vidigal mostra que as distâncias favoreciam a força invasora, porém o Reino Unido conseguiu vencer a guerra por uma série de circunstâncias. Desse modo, assinale a opção que apresenta corretamente a principal razão para vitória britânica e a derrota argentina. 
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Q3485647 História
Em 29 de junho de 1944, as tropas de ocupação alemãs executaram 115 civis, todos homens, na cidade de Civitella Val di Chiana, na Toscana, ltália. Na vizinha La Comia, foram assassinadas 58 pessoas, incluindo mulheres e crianças; 39 pessoas foram assassinadas no vilarejo de San Pancrazio. Assassinatos atribuídos ao movimento de Resistência pela morte de três soldados alemães em Civitella em 18 de junho de 1944. Episódio que ficou marcado na história da cidade e do povo de Civitelia por compartilhtar “uma “memória dividida” sobre os acontecimentos. Para Alessandro Portelli (2006), “Essas duas memórias - a das instituições e celebrações inspiradas na resistência e a da comunidade - entraram em choque muitas vezes no passado [...] [...] uma vez que a população local entendia as celebrações oficiais em nome da Resistência como uma violação de suas memórias e perdas.”

Com base na obra de Legoff (2003), sobre memória e história, assinale abaixo a opção que explica o fenômeno envolvendo as instituições e a comunidade na cidade de Civitella. 
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Q3485646 História
Segundo o historiador Francisco Eduardo Aves de Aimeida, no livro “Atlântico: a história de um oceano”, em seu artigo intitulado "A Grande Guerra e o Atlântico”, a Primeira Guerra Mundial não envolveu apenas as nações da Europa, países de outros continentes, como o Canadá, a Austrália, a Nova Zelândia, participaram ativamente do conflito. Na América do Sul, o Brasil enviou uma força naval para a guerra. Sobre a participação brasileira em âmbito político, econômico e militar na Grande Guerra, assinale a opção correta. 
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Q3485645 História
Analise o trecho abaixo.

“Os gregos conferiam a esse ponto extremo o nome de Colunas de Hércules, em memória às aventuras mitológicas do seu conhecido herói, o qual, num dos seus 12 trabalhos super-humanos, teria aberto à força o contato entre o Atlântico e o Mediterrâneo empurrando as montanhas para que pudesse passar. Aquém desse ponto era o mundo conhecido; para além dele, raras as informações nutriam histórias fantásticas e temores atávicos." (NETO, José Maria. G. S.; Para além das colunas de Hércules: o Atlântico na Antiguidade. In. Teixeira da Silva, F. C. ; Leão, K. S. S.; & Alves de Almeida, F. E. Atlântico: a história de um oceano. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. 2013. p. 24.)

Essa imagem do Atlântico como um misto de temor e pânico, mas também, fascínio e maravilhoso que flertava com o absurdo e o irreal tem uma longa história nas narrativas do Ocidente. O seu nascimento está conectado a uma série de questões e contextos desenvolvidos pelas civilizações da Antiguidade clássica, em particular, a grega. Nesse sentido, assinale corretamente a opção que apresenta corretamente a tese defendida pelo autor em seu texto. 
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Q3485642 História
Analise o trecho abaixo.

Sobre a construção de um modelo explicativo, Virginia Fontes sugere que, para "construir um modelo supõe uma generalização prévia (formulação clara de hipótese ou problema, condição para sua própria elaboração) e, num segundo momento, o de sua aplicação, ele deve permitir um explicação abrangente de um fenômeno ou grupo de fenômeno."
(FONTES, Virgínia. História e modelos. In: CARDOSO Ciro F.; VAINFAS, Ronaldo (orgs.). Domínios da História: Ensaios de Teoria e Metodologia. 5º ed. Rio de Janeiro: Campus, 1997. p. 356).

Com base na autora, assinale a opção que apresenta a definição de um modelo. 
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Q3485641 História
Analise o trecho abaixo.

A História Social passou por algumas fases durante o século XX e, segundo Hebe Mattos, a escola dos Annales foi precursora das mudanças que a promoveram a um novo Campo Historiográfico. Segundo a autora "a história social passa a ser encarada como perspectiva de síntese como reafirmação do princípio de que, em história, todos os níveis de abordagem estão inscritos no social e se interligam.”
(CASTRO, Hebe. História Social. História Social. In: CARDOSO, Ciro F.; (VAINFAS, Ronaldo (org.). Domínios da História: Ensaios de Teoria e Metodologia. 5ª ed. Rio de Janeiro: Campus, 1997. p. 46).

Com base no trecho acima, assinale a opção que apresenta a delimitação do campo historiográfico da História Social, segundo a autora.  
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Q3485637 História
Durante muito tempo, a expansão romana na bacia do mar Mediterrâneo foi vista como benevolente pela historiografia tradicional porque Roma representava O Ocidente (civilização) perante o Oriente (barbárie). Nas últimas décadas uma nova historiografia tem criticado antigas versões. Nesse sentido, assinale a opção correta sobre o conflito entre Roma e Cartago pelo controle do Mediterrâneo Ocidental. 
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Respostas
21: B
22: B
23: C
24: E
25: D
26: D
27: E
28: E
29: A
30: B
31: B
32: B
33: C
34: D
35: C
36: C
37: C
38: D
39: B
40: E