Por exemplo, num quadro como O Grito do Ipiranga, de
Pedro Américo, o observador parece ter acesso imediato
à cena histórica da proclamação da Independência por
D. Pedro I e sua comitiva e, muitas vezes, se esquece
de pensar sobre as convenções e linguagens da “pintura histórica”, gênero específico que floresceu no século
XIX e que possuía regras próprias de composição, para
além da representação “verdadeira” dos fatos históricos
retratados.
(Marcos Napolitano. “Fontes audiovisuais – A História depois do papel”.
Em: Carla B. Pinsky (Org.). Fontes Históricas)
No fragmento, o historiador Marcos Napolitano exemplifica