Questões Militares Comentadas sobre geografia
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O crescimento das áreas centrais de São Paulo representa um dos grandes desafios para os urbanistas. A cidade se transforma numa bomba-relógio, com o crescimento de populações miseráveis que hoje ocupam os logradouros públicos, instalando-se sob pontes, viadutos e marquises; que se alojam em favelas e cortiços, disputando espaços quando estes são cada vez mais valorizados e destinados a edifícios inacessíveis a essa população. Para resolver o grave problema de moradia em São Paulo e fugir das instituições financeiras, os trabalhadores sacrificaram-se para construir suas casas, fora dos padrões técnicos legais, colocando-as em condições de risco e insalubridade. Vítimas de operações encetadas por empresas imobiliárias clandestinas, surgiram vários trabalhadores que se viram sem o direito ao título de propriedade devido à grilagem dos terrenos. A presença de casas, quase sempre inacabadas, gerou na periferia urbana uma paisagem onde as construções, apesar de novas, aparecem como um cenário em ruínas.
(Francisco Capuano Scarlato, “População e urbanização brasileira”, em Jurandyr L. Sanches Ross [org.], Geografia do Brasil. Adaptado)
O texto faz referência a um espaço que caracteriza a paisagem urbana da grande maioria do município de São Paulo e da região metropolitana.
Trata-se do espaço
André S. Bailão Adaptado de Histórias do fogo e das transformações de paisagens no Brasil Central para naturalistas estrangeiros no século XIX. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, vol. 36, no 80, set.-dez. 2023.
No texto, mencionam-se práticas de agricultura registradas por naturalistas estrangeiros.
No Brasil, no século XIX, tais práticas visavam a promover nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, respectivamente, as seguintes atividades econômicas:
O número de pessoas que vivem sozinhas no Brasil está crescendo. Os domicílios unipessoais, aqueles com apenas um morador, passaram de 12,2% em 2012 para 18,6% em 2024, um aumento de 6,4 pontos percentuais em 12 anos. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As famílias nucleares, aquelas com mais de um componente, continuam sendo maioria, representando 65,7% dos lares em 2024, mas a participação caiu 4% no mesmo período.
Adaptado de g1.globo.com, 22/08/2025.
De acordo com a notícia, entre 2012 e 2024, houve mudanças sociais e demográficas relacionadas a arranjos familiares e a formas de habitar o espaço urbano no Brasil.
Uma causa para o aumento percentual do tipo de domicílio abordado na notícia é:
A União Africana, organização que reúne todos os Estados africanos, aderiu a uma campanha para que se deixe de utilizar a projeção de Mercator nos mapas-múndi. Chamada Correct The Map (“Corrijam o Mapa”, em português), a campanha busca evitar que governos, organizações, escolas e empresas representem o continente africano em menor tamanho do que ele realmente é. A projeção de Mercator, inventada no século XVI pelo cartógrafo europeu Gerardus Mercator, representa em maior proporção o tamanho dos territórios mais próximos aos polos, como a América do Norte e a Europa, em relação àqueles situados perto da linha do Equador, como a África e a América do Sul.
Adaptado de bbc.com, 19/08/2025.
Conhecida pela distorção de áreas na elaboração de mapas, a projeção de Mercator é classificada como:
( ) A representação vetorial facilita a associação de atributos a elementos gráficos, enquanto a representação matricial exige que os relacionamentos espaciais sejam inferidos.
( ) A representação matricial é mais adequada para representação de fenômenos com variação continua no espaço do que a representação vetorial.
( ) A representação matricial é adequada tanto para grandes quanto para pequenas escalas, enquanto a vetorial não é indicada para nenhuma escala.
( ) O armazenamento da representação matricial é feito por meio de matrizes; já o da vetorial, por meio de coordenadas.
(Fonte: MAGNOLI, Demétrio. Geografia para o Ensino Médio. 2. ed. São Paulo: Atual, 2012. pág. 250).
O texto acima reforça uma transformação na estrutura econômica brasileira ocorrida entre as últimas décadas do século XIX e a primeira metade do século passado. Como uma das consequências diretas desta transformação, pode-se apontar:
(Fonte: Becker, B. Geopolítica da Amazônia. In: Estudos Avançados. 19 (53), 2005. (texto adaptado)).
Analise as assertivas abaixo.
I – A Amazônia é uma região de elevada biodiversidade, onde predominam áreas de planícies, conforme a classificação do relevo brasileiro de Jurandyr Ross.
II – A Amazônia converteu-se em fronteira demográfica para os fluxos migratórios orientados em torno dos eixos sul-norte das rodovias Belém-Brasília, Cuiabá-Santarém e Brasília-Acre.
III – A Amazônia é um extenso “vazio demográfico”, o que se confirma pela ocupação rarefeita, inclusive nas capitais de estado, dentre as quais não figura nenhuma metrópole.
IV – O SIVAM (Sistema de Vigilância da Amazônia) é uma rede integrada de sensoriamento remoto e de telecomunicações que abrange a maior parte da Amazônia Legal.
Assinale a alternativa que apresenta somente a(s) assertiva(s) correta(s).