Bacia Hidrográfica é uma região, na qual o escoamento em qua...
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Gabarito comentado
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Gabarito: C
Fundamento decisivo: O ponto decisivo era reconhecer a bacia hidrográfica como unidade natural de drenagem, na qual a água precipitada escoa para um exutório comum e seu funcionamento envolve escoamento, infiltração e evapotranspiração. Como a alternativa C descreve esse comportamento hidrológico, ela é a correta.
- Se o item definir bacia hidrográfica, procure os elementos área drenada, convergência do escoamento e exutório comum.
- Se a alternativa descrever entrada de água, escoamento, infiltração e evaporação/evapotranspiração, verifique se ela está tratando a bacia como unidade hidrológica.
- Elimine afirmações que troquem o conceito de bacia por foz, estuário ou outra feição isolada do curso d’água.
- Desconfie de expressões como 'a mais importante' quando não houver critério técnico explícito.
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Pense na bacia hidrográfica como um funil natural moldado pelo relevo. Toda a água que cai ali dentro, seja da chuva ou do derretimento de neve (no caso de outros países), vai fazer um caminho específico: ela escorre pela superfície, infiltra no solo, sofre evaporação e, o que sobra, converge para a parte mais baixa. Esse ponto de encontro é o rio principal. O relevo mais alto ao redor, como as serras e montanhas, funciona como "divisor de águas", separando uma bacia da outra.
A alternativa A confunde bacia com sub-bacia. Uma região de drenagem tem um rio principal (uma bacia principal), que pode ser alimentado por rios menores (sub-bacias).
A alternativa B descreve apenas a "foz", que é o ponto onde o rio morre no mar, e não a bacia inteira.
A alternativa D cria uma confusão gigante misturando o conceito de ilha com estuário (que é quando o rio deságua no mar em um único canal, sem formar ilhas, ao contrário do delta).
Já a E tenta eleger uma "vencedora". O rio São Francisco é vital (o rio da integração nacional), mas a Bacia Amazônica é a maior do mundo em volume, e a Bacia do Paraná é a mais aproveitada economicamente para energia e indústria no Brasil. Não existe uma "mais importante" absoluta.
Regime de alimentação: Quase toda a água dos nossos rios vem das chuvas (regime pluvial). A grande exceção que despenca em provas é o Rio Amazonas, que possui um regime misto: ele é alimentado pelas fortes chuvas da região equatorial e também pelo derretimento da neve na Cordilheira dos Andes (regime nival).
Drenagem Exorreica: Os rios brasileiros correm em direção ao oceano. Em alguns países, há rios que deságuam em lagos no interior do continente (endorreica), mas no Brasil as grandes bacias vão para o Atlântico.
Rios Perenes x Intermitentes: A esmagadora maioria dos nossos rios é perene, ou seja, tem água o ano inteiro. A exceção fica por conta dos rios do Sertão Nordestino, que são intermitentes ou temporários, secando durante a longa estiagem.
Relevo e Economia: O Brasil é um país predominantemente de planaltos. Isso significa que nossos rios descem terrenos com desníveis e formam cachoeiras. Isso mostra que nossa geografia é perfeita para a geração de energia hidrelétrica (como as usinas na Bacia do Paraná e do Tocantins-Araguaia). Porém, rios de planalto são naturalmente ruins para a navegação. Para barcos subirem e descerem, precisamos construir obras caras chamadas eclusas. Já as bacias de planície, como a do rio Paraguai, são excelentes e baratas para o transporte de cargas (hidrovias).
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