Questões de Vestibular UEG 2024 para Vestibular - Medicina (2º Semestre 2024)
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Leia o texto a seguir.
No primeiro capítulo de seu livro Visões da tradição sociológica, o sociólogo estadunidense Donald Levine discute uma das características do nosso tempo: a visão fragmentária do mundo. Seu texto inspira uma reflexão sobre o processo de socialização tal como ocorre hoje. Cada vez mais, a socialização acontece em pequenos fragmentos. A televisão despeja imagens e as pessoas ‘zapeiam’ de canal em canal. A leitura de livros é substituída pela de resumos ou de resenhas publicadas nos periódicos, quando não apenas por frases e parágrafos soltos destacados em revistas semanais. Os computadores apresentam as notícias e informações como se fossem todas iguais e tivessem a mesma importância. Os pais entregam os filhos para as escolas e acreditam que com isso estão educando. Os estudantes demonstram uma capacidade reduzida para argumentar com fundamento e quase não têm uma visão histórica ou processual do que está acontecendo, pois, como nos diz Eric Hobsbawm, para eles até a Guerra do Vietnã é pré-histórica, o que evidencia não apenas ignorância do passado, mas também falta de um senso de relação histórica. Os mais velhos são considerados improdutivos e ultrapassados, um peso para os familiares, como se não pudessem mais dizer ou ensinar algo aos mais novos. O que importa é o momento e o novo que aparece a todo instante.
TOMAZI, Nelson Dacio. Conecte: Sociologia para o ensino médio. São Paulo: Saraiva, 2011. p. 22.
O texto apresenta uma crítica à socialização tal como ocorre hoje. Como um importante conceito sociológico, a socialização é um processo
Leia o texto a seguir.
A acumulação flexível, como vou chamá-la, é marcada por um confronto direto com a rigidez do fordismo. Caracteriza-se pelo surgimento de setores de produção inteiramente novos, novas maneiras de fornecimento de serviços financeiros, novos mercados e, sobretudo, taxas altamente intensificadas de inovação comercial, tecnológica e organizacional. A acumulação flexível envolve rápidas mudanças de padrões do desenvolvimento desigual, tanto entre setores como no chamado ‘setor de serviços’, bem como conjuntos industriais completamente novos em regiões até então subdesenvolvidas. A acumulação flexível foi acompanhada na ponta do consumo, portanto, por uma atenção muito maior às modas fugazes e pela mobilidade de todos os artifícios de indução de necessidades e de transformação cultural que isso implica. A estética relativamente estável do modernismo fordista cedeu lugar a todo o fermento, instabilidade e qualidades fugidias de uma estética pósmoderna que celebra a diferença, a efemeridade, o espetáculo, a moda e a mercadificação de formas culturais.
HAVEY, David. Condição pós-moderna. 3. ed. São Paulo: Loyola, 1993. p. 140-148. [Adaptado].
Analisando a sociedade de forma panorâmica, verifica-se que a “acumulação flexível” é um processo ladeado por múltiplas determinações sociais, alcançando um âmbito para além do trabalho e da produção industrial. Nesse sentido, a sociedade, na qual a “acumulação flexível” é implementada, compreende também os seguintes aspectos:
A seguir estão representadas as obras de arte “Flores do Cerrado” e “Carro de boi”, de autoria do artista Antônio Poteiro, conhecido por retratar em suas obras a vida cotidiana, a natureza e a cultura do povo goiano e brasileiro.

Disponível em: https://www.antoniopoteiro.com.br/o-instituto. Acesso em: 21 fev. 2024.
Nessas obras, destacam-se a natureza em flores do Cerrado e as manifestações das tradições goianas na representação de festividades com o carro de boi.
Sobre o Cerrado, na sua interface natureza e cultura, verifica-se que
Um estudante, para sanar sua curiosidade sobre a relação do processo reprodutivo das plantas e a ação dos fitormônios nesse processo, montou no Laboratório de Botânica do seu colégio um experimento com flores de pequi. Ele utilizou dois procedimentos na montagem do seu experimento:
Flor X- recebeu, em seu pistilo, um gel contendo etileno na concentração suficiente para estimular o crescimento do saco embrionário e seus estames foram retirados ainda precoces.
Flor Y- recebeu, em seu pistilo, pólen de outra flor de pequi.
A partir dessas informações, prevê-se que da flor
Um dos objetivos atuais das pesquisas na área médica é detectar doenças e condições de saúde mais rapidamente e com maior precisão. Isso é possível graças à sensibilidade das novas ferramentas de diagnóstico e técnicas desenvolvidas por meio da biotecnologia.
Uma das técnicas biotecnológicas desenvolvidas é a que utiliza células do sistema imune para produção de imunoglobulinas sintetizadas no organismo e, assim, combater vírus, bactérias e câncer pelo reconhecimento de antígenos específicos. Em laboratório, se produzem essas proteínas específicas para uma região do antígeno (epítopo). Essa técnica tornou-se importante ferramenta de diagnósticos em diversos exames laboratoriais e promissora na terapia de diversas doenças.
A técnica descrita acima refere-se à tecnologia
Leia a letra da música a seguir.
Será Que Eu Vou Virar Bolor?
Arnaldo Batista
Hoje percebi
Que venho me apegando às coisas
Materiais que me dão prazer
O que é isso, meu amor?
Será que eu vou morrer de dor?
O que é isso, meu amor?
Será que eu vou virar bolor?
Venho me apegando ao passado
E em ter você ao meu lado
Não gosto do Alice Cooper
Onde é que está meu rock’n’roll?
Onde é que está meu rock’n’roll?
Será que eu vou morrer de dor?
Eu acho, eu vou voltar pra
Cantareira
Venho me apegando aos meus
sonhos
E à minha velha motocicleta
Não gosto do pessoal da Nasa
Cadê meu disco voador?
O que é isso, meu amor?
Será que eu vou morrer de dor?
O que é isso, meu amor?
Será que eu vou virar bolor?
...
Onde é que está meu rock?
Onde é que está meu rock’n’roll?
Disponível em: https://www.letras.mus.br/arnaldo-baptista (399803). Acesso em: 21 fev. 2024
Sobre o contexto apresentado na música, o sujeito teme morrer de sofrimento pela falta da pessoa amada e, por isso, virar bolor. No sentido figurado, o bolor remete a um processo de decadência e envelhecimento, enquanto para a biologia o bolor designa a proliferação de várias espécies de fungos na matéria orgânica em umidade.
Sobre a biologia dos fungos, verifica-se o seguinte:
Em dezembro é realizada a campanha Dezembro Vermelho, de conscientização para a importância da prevenção contra o vírus HIV/AIDS e outras infecções sexualmente transmissíveis. Algumas informações chamaram a atenção:
- De acordo com o Ministério da Saúde, apesar da queda de casos de HIV/AIDS, esse índice tem aumentado entre homens de 15 a 29 anos, chegando a 53% em 2021.
- O Ministério da Saúde aponta crescimento de casos de sífilis adquirida em homens, mulheres e gestantes.
- Outro desafio para a saúde pública é a vacinação contra HPV. Apesar de o SUS oferecer a vacinação para meninos e meninas de 9 a 14 anos, segundo o Ministério da Saúde, a cobertura da 2ª dose não chega a 28% entre os meninos.
Disponível em: https://www.agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/saude. Acesso em: 08 mar. 2024.
Sobre as ISTs e suas manifestações, constata-se que:
“[...] Depois de estudar o que se conhece sobre a fotossíntese natural, ele conseguiu sintetizar em laboratório moléculas mais robustas chamadas de perfluoro porfirina, cujo comportamento é semelhante ao do cofator P680, que ocorre naturalmente nas plantas. Para imitar a estrutura protéica do sistema natural diretamente envolvido no processo de quebra das moléculas de água, foi também necessário acrescentar um grupo fenólico à porfirina.”
Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/artificial-2. Acesso em: 21 fev. 2024.
Pesquisas científicas, como a descrita acima, têm sido desenvolvidas, fazendo com que moléculas sintetizadas em laboratório mimetizem o mecanismo de produção de energia das plantas, conhecido como:
“[...] Até meados da década de 20, o Brasil era o maior produtor de cacau do mundo. No final dos anos 80, ainda ocupava o segundo lugar, perdendo apenas para Costa do Marfim, na África. Hoje, o Brasil contribui apenas com 4% da produção mundial, ficando em quinto lugar em produção e em consumo.”
Uma das causas para essa redução está atrelada à doença “vassoura-de-bruxa” que tem esse nome porque deixa os ramos do cacaureiro secos como a palha de uma vassoura velha em função do desenvolvimento dos corpos de frutificação. Ainda na atualidade, essa doença continua sendo um problema aos agricultores e pesquisadores que têm buscado meios de combater essa “praga”.
Disponível em: https://encurtador.com.br/oxMY1. Acesso em: 08 mar. 2024.
A “praga” citada no texto refere-se a um fungo
Leia e analise o recorte da história em quadrinhos a seguir.

Disponível em: www.reciis.icict.fiocruz.br. Acesso em: 21 fev. 2024.
Compreende-se que a anisaquíase é
PANCKHURST, M. H. The Electronic Structures and Stereochemistry of NO2+, NO2, and NO2-. Journal of Chemical Education, v. 39, n. 5, p. 270, 1962.
Quadro 1 – Informações parciais das espécies químicas NO2+, NO2 e NO2-
As informações que preenchem corretamente os espaços vazios, presentes no Quadro 1, são, respectivamente:
A isomeria pode ser dividida em dois tipos distintos: constitucional e espacial (estereosiomeria). Os isômeros constitucionais apresentam a mesma fórmula molecular, mas constituição diferente. Já os estereiosômeros apresentam mesma constituição, mas arranjo espacial dos átomos diferente. Considerando os conceitos de estereoisomeria, verifica-se o seguinte:
a) carbono quiral, também chamado de carbono assimétrico ou estereogênico, é aquele que possui, ligados a ele, quatro (4) substituintes iguais.
b) os estereoisômeros podem ser divididos em dois grupos principais: diastereoisômeros (imagens especulares sobreponíveis) e enantiômeros (não possuem imagem especular).
c) no ácido ascórbico (vitamina C – figura 1A) e na vitamina D3 (figura 1B) são encontrados seis (6) e oito (8) carbonos assimétricos, respectivamente.

d) a tetracicilina (figura mostrada a seguir) é chamada de antibiótico de largo espectro porque é ativa contra grande variedade de bactérias. Em sua fórmula estrutural, encontram-se 1 carbono assimétrico e a configuração E, entre os carbonos 1 e 2, e Z entre os carbonos 3 e 4.

e) na figura abaixo, é apresentado um par de enantiômeros de um tipo de anfetamina.

A aspirina, nome comercial do ácido acetilsalicílico (AAS), é um dos medicamentos mais consumidos em todo o mundo. Nos livros de farmacologia, esse medicamento é classificado como um AINE (anti-inflamatório não esteroidal) e, portanto, possui propriedades analgésica, antipirética (age contra a febre) e anti-inflamatória. Além disso, ele também é considerado como um antiagregante plaquetário (previne coágulos sanguíneos). O ácido acetilsalicílico está disponível no mercado há mais de 100 anos, tendo sido sintetizado pela primeira vez em 1897, nos laboratórios da Bayer, o que o torna o primeiro medicamento sintético em toda a história. A produção industrial do ácido acetilsalicílico (aspirina) pode ser representada na forma do seguinte esquema:

No esquema apresentado, (a) representa o composto de partida e (e) representa a aspirina (AAS). Os números indicados sobre as setas representam as etapas da síntese. Com relação às substâncias e às etapas envolvidas no processo de produção da aspirina, constata-se que
Reações de substituição nucleofílica ocorrem quando um nucleófilo promove a substituição de um átomo ou grupo no substrato de partida. Tais reações podem ser representadas por dois mecanismos distintos: substituição nucleofílica unimolecular ou de primeira ordem (SN1), conforme esquema apresentado a seguir e substituição nucleofílica bimolecular ou de segunda ordem (SN2).

A partir dos conceitos de reações de substituição nucleofílica e de cinética da reação, verifica-se o seguinte:
A adição do bromo molecular, Br2(l), a uma molécula de um alceno é ativada na presença de luz e produz um di-brometo vicinal, isto é, uma molécula com dois átomos de bromo, localizados em átomos de carbono vizinhos. Dessa forma, considere a reação de adição do bromo molecular, Br2(l), ao eteno, C2H4(g), produzindo o 1,2-dibromoetano, C2H4Br2(l), conforme mostra a seguinte reação.

O quadro a seguir apresenta as energias de ligação para a reação previamente representada.

A partir da reação, representada previamente, e dos valores de energia das ligações, apresentadas no quadro, o ΔH da reação é:
O monóxido de carbono (CO) é um gás emitido por ações humanas ou naturais. É um gás incolor, sem cheiro e sem sabor. É caracterizado como um asfixiante químico, pois impede a utilização biológica do oxigênio e, por esse motivo, é tóxico. Por conta de suas características físico-químicas, é um gás de difícil detecção pelos sentidos humanos, o que o torna ainda mais perigoso. É um dos produtos formados pela combustão incompleta de compostos que possuem carbono em sua composição. Quando ocorre a queima desses compostos (geralmente combustíveis como gasolina, querosene e diesel), com quantidade insuficiente de gás oxigênio, a reação não se processa como é esperado, por uma queima total, que libera dióxido de carbono (CO2). Outros produtos como o monóxido de carbono e o carbono sólido (fuligem) são formados nessas condições. A intoxicação por monóxido de carbono dá-se por meio das vias respiratórias, pelas quais o gás vai para os pulmões e entra na corrente sanguínea. Após a difusão do monóxido de carbono pelas veias, ele se liga à hemoglobina (que é a proteína contida no sangue, responsável pelo transporte de oxigênio para os tecidos do corpo) e entra em competição com o próprio gás oxigênio (O2). Devido ao fato de o monóxido de carbono possuir uma afinidade cerca de 250 vezes maior com a hemoglobina do que o gás oxigênio, ele forma a carboxi-hemoglobina, impedindo a formação da oxi-hemoglobina (oxigênio ligado à hemoglobina). Com isso, o fornecimento de oxigênio para o corpo fica prejudicado, causando asfixia.
Disponível em: www.manualdaquimica.com/quimica-inorganica/monoxido-de-carbono.htm. Acesso em: 20 fev. 2024.
Considerando o monóxido de carbono como um gás ideal, infere-se que a massa desse gás, que ocupa um volume de 600 mL, a uma pressão de 1 atm e a uma temperatura de 37 ºC, é de:
Dados: R = 0,082 atmºL/molºK