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Ano: 2024 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2024 - UEG - Vestibular - Medicina (2º Semestre 2024) |
Q3509435 Biologia

Em dezembro é realizada a campanha Dezembro Vermelho, de conscientização para a importância da prevenção contra o vírus HIV/AIDS e outras infecções sexualmente transmissíveis. Algumas informações chamaram a atenção:


- De acordo com o Ministério da Saúde, apesar da queda de casos de HIV/AIDS, esse índice tem aumentado entre homens de 15 a 29 anos, chegando a 53% em 2021.


- O Ministério da Saúde aponta crescimento de casos de sífilis adquirida em homens, mulheres e gestantes.


- Outro desafio para a saúde pública é a vacinação contra HPV. Apesar de o SUS oferecer a vacinação para meninos e meninas de 9 a 14 anos, segundo o Ministério da Saúde, a cobertura da 2ª dose não chega a 28% entre os meninos.


Disponível em: https://www.agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/saude. Acesso em: 08 mar. 2024. 



Sobre as ISTs e suas manifestações, constata-se que:

Alternativas

Gabarito comentado

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Alternativa correta: D

Tema central: Qualidade de vida e saúde pública relacionada às ISTs (HIV/Aids, sífilis, HPV). Exige conhecimento sobre agentes etiológicos, vacinações, meios de prevenção e história natural das doenças.

Resumo teórico breve e progressivo:

- Sífilis é causada pelo spiroqueta Treponema pallidum; não existe vacina. A doença tem fases: primária (cancro indolor), secundária (erupções), latente (assintomática) e terciária (comprometimento cardiovascular/neuro). Sem tratamento, a evolução para fases tardias é possível. (Fonte: Ministério da Saúde; OMS).

- HPV: vacina disponível e eficaz; resposta imune é humoral e protetora, não “fúngica”. Cobertura vacinal depende de fatores programáticos e aceitação.

- Profilaxia para HIV (PrEP/PEP) protege contra HIV, mas não previne infecções bacterianas como clamídia ou sífilis; proteção depende do uso de preservativos e testagem.

Justificativa da alternativa D (correta):

A alternativa D afirma que, por não haver vacina contra sífilis, sintomas podem passar despercebidos e, sem tratamento, a doença pode chegar à fase terciária. Isso está de acordo com a história natural da sífilis e com diretrizes clínicas: ausência de vacina + possibilidade de evolução silenciosa e grave justificam vigilância e testagem (Fonte: OMS; Ministério da Saúde — Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas).

Análise das alternativas incorretas:

A: Incorreta — não há evidência de “maior poder mutagênico do vírus em homens”. Diferenças epidemiológicas relacionam-se a comportamentos de risco, redes de contato e fatores sociais, não a mutação seletiva por sexo.

B: Incorreta — a vacina HPV provoca resposta imune antiviral (anticorpos), não “imune fúngica”; efeitos adversos não justificam a baixa cobertura entre meninos, que decorre de falhas de adesão e políticas de vacinação.

C: Incorreta — profilaxia para HIV (PrEP/PEP) reduz risco de infecção por HIV, mas não previne ISTs bacterianas como clamídia ou sífilis; eventualmente pode até reduzir o uso de preservativos, aumentando risco de outras ISTs.

E: Incorreta — o agente da sífilis é Treponema pallidum (não “Treponema candida”). Além disso, testes para transmissão vertical existem (sorologia materna/neonatal), e o problema maior é acesso e rastreio, não impossibilidade diagnóstica.

Estratégia de prova: ao ler alternativas, busque termos factuais (nome do agente, existência de vacina, mecanismo da vacina). Desconfie de afirmações vagas ou biologicamente implausíveis (ex.: “imune fúngica” para vacina viral; “mutagênico em homens”).

Fontes: WHO fact sheets on syphilis/HPV; Ministério da Saúde — protocolos e boletins epidemiológicos sobre ISTs (Brasil).

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