Questões de Vestibular Sobre português
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Examine a tirinha publicada pelo perfil “Safely Endangered Comics” no Instagram em 07.07.2023.

A tirinha permite caracterizar Derek como
Para responder à questão, leia um trecho do livro A queda do céu: palavras de uma xamã yanomami, de Davi Kopenawa e Bruce Albert.
Hoje, os brancos acham que deveríamos imitá-los em tudo. Mas não é o que queremos. Eu aprendi a conhecer seus costumes desde a minha infância e falo um pouco a sua língua. Mas não quero de modo algum ser um deles. A meu ver, só poderemos nos tornar brancos no dia em que eles mesmos se transformarem em Yanomami. Sei também que se formos viver em suas cidades, seremos infelizes. Então, eles acabarão com a floresta e nunca mais deixarão nenhum lugar onde possamos viver longe deles. Não poderemos mais caçar, nem plantar nada. Nossos filhos vão passar fome. Quando penso em tudo isso, fico tomado de tristeza e de raiva.
Os brancos se dizem inteligentes. Não o somos menos. Nossos pensamentos se expandem em todas as direções e nossas palavras são antigas e muitas. Elas vêm de nossos antepassados. Porém, não precisamos, como os brancos, de peles de imagens para impedi-las de fugir da nossa mente. Não temos de desenhá-las, como eles fazem com as suas. Nem por isso elas irão desaparecer, pois ficam gravadas dentro de nós. Por isso nossa memória é longa e forte. O mesmo ocorre com as palavras dos espíritos xapiri, que também são muito antigas. Mas voltam a ser novas sempre que eles vêm de novo dançar para um jovem xamã, e assim tem sido há muito tempo, sem fim.
(Davi Kopenawa e Bruce Albert. A queda do céu, 2015.)
Verifica-se o emprego de palavra formada com prefixo que exprime ideia de negação em:
Para responder à questão, leia um trecho do livro A queda do céu: palavras de uma xamã yanomami, de Davi Kopenawa e Bruce Albert.
Hoje, os brancos acham que deveríamos imitá-los em tudo. Mas não é o que queremos. Eu aprendi a conhecer seus costumes desde a minha infância e falo um pouco a sua língua. Mas não quero de modo algum ser um deles. A meu ver, só poderemos nos tornar brancos no dia em que eles mesmos se transformarem em Yanomami. Sei também que se formos viver em suas cidades, seremos infelizes. Então, eles acabarão com a floresta e nunca mais deixarão nenhum lugar onde possamos viver longe deles. Não poderemos mais caçar, nem plantar nada. Nossos filhos vão passar fome. Quando penso em tudo isso, fico tomado de tristeza e de raiva.
Os brancos se dizem inteligentes. Não o somos menos. Nossos pensamentos se expandem em todas as direções e nossas palavras são antigas e muitas. Elas vêm de nossos antepassados. Porém, não precisamos, como os brancos, de peles de imagens para impedi-las de fugir da nossa mente. Não temos de desenhá-las, como eles fazem com as suas. Nem por isso elas irão desaparecer, pois ficam gravadas dentro de nós. Por isso nossa memória é longa e forte. O mesmo ocorre com as palavras dos espíritos xapiri, que também são muito antigas. Mas voltam a ser novas sempre que eles vêm de novo dançar para um jovem xamã, e assim tem sido há muito tempo, sem fim.
(Davi Kopenawa e Bruce Albert. A queda do céu, 2015.)
No segundo parágrafo, Davi Kopenawa contrapõe
Para responder à questão, leia um trecho do livro A queda do céu: palavras de uma xamã yanomami, de Davi Kopenawa e Bruce Albert.
Hoje, os brancos acham que deveríamos imitá-los em tudo. Mas não é o que queremos. Eu aprendi a conhecer seus costumes desde a minha infância e falo um pouco a sua língua. Mas não quero de modo algum ser um deles. A meu ver, só poderemos nos tornar brancos no dia em que eles mesmos se transformarem em Yanomami. Sei também que se formos viver em suas cidades, seremos infelizes. Então, eles acabarão com a floresta e nunca mais deixarão nenhum lugar onde possamos viver longe deles. Não poderemos mais caçar, nem plantar nada. Nossos filhos vão passar fome. Quando penso em tudo isso, fico tomado de tristeza e de raiva.
Os brancos se dizem inteligentes. Não o somos menos. Nossos pensamentos se expandem em todas as direções e nossas palavras são antigas e muitas. Elas vêm de nossos antepassados. Porém, não precisamos, como os brancos, de peles de imagens para impedi-las de fugir da nossa mente. Não temos de desenhá-las, como eles fazem com as suas. Nem por isso elas irão desaparecer, pois ficam gravadas dentro de nós. Por isso nossa memória é longa e forte. O mesmo ocorre com as palavras dos espíritos xapiri, que também são muito antigas. Mas voltam a ser novas sempre que eles vêm de novo dançar para um jovem xamã, e assim tem sido há muito tempo, sem fim.
(Davi Kopenawa e Bruce Albert. A queda do céu, 2015.)
No primeiro parágrafo, em contraposição às tentativas de imposição cultural dos brancos, Davi Kopenawa defende uma ideia de reciprocidade. Tal ideia está explicitada no seguinte trecho:
Examine a tirinha da cartunista Laerte.

(Laerte. Lola, a andorinha, 2013.)
Na construção de sua tirinha, Laerte mobiliza fundamentalmente os seguintes recursos expressivos:
O avanço tecnológico provocou alterações nos meios de comunicação e também na linguagem, com o surgimento de novos tipos e gêneros textuais, entre eles os digitais. É interessante notar que eles podem ser definidos porque apresentam elementos que possibilitam isso, além de preservarem características de tipos e gêneros já consagrados. [...] Sabemos que os tipos e gêneros textuais são incontáveis e adaptáveis a diversas realidades e situações comunicacionais. Sabemos também que em relação aos gêneros textuais estes podem ser definidos graças a um conjunto de elementos fixos, embora sejam mais flexíveis do que os tipos textuais. A verdade é que a comunicação na internet acabou criando novos gêneros e alterando outros, comprovando que eles estão a serviço dos falantes e às necessidades de seu tempo [...].
Disponível em: https://www.portugues.com.br/redacao/generos-digitais.html. Acesso em: 26 out. 2022 (fragmento).
Em síntese, entre os gêneros textuais utilizados em diferentes situações comunicativas estão os gêneros digitais, os quais
[…]
E casaram-se e tiveram uma secante e três cones
Muito engraçadinhos.
E foram felizes
Até aquele dia
Em que tudo, afinal,
Vira monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum
Frequentador de Círculos Concêntricos.
Viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
Uma Grandeza Absoluta,
E reduziu-a a um Denominador Comum.
Ele, Quociente, percebeu
Que com ela não formava mais
Um Todo Uma Unidade.
Era o Triângulo.
Tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era a fração
Mais ordinária.
[… ]
FERNANDES, Millôr. Poesia Matemática. Poesia Matemática de Millôr Fernandes. 27/10/2011. Disponível em: https://www.ime.usp.br/~abe/lista/msg06802.
html. Acesso em: 31 out 2022 (adaptado).
A partir da análise da Poesia Matemática, de Millôr Fernandes, é correto afirmar que essa obra se estrutura como um poema

Disponível em: https://www.adorocinema.com/filmes/filme-202695/trailer-19393478/ e https://bonifacio.net.br/luiz-gonzaga-rei-do-baiao/. Acesso em: 31 out. 2022.
Gonzaga foi, pois, o artista que, por meio de suas canções, instituiu o Nordeste como um espaço da saudade. Embora não aquele Nordeste com saudade da escravidão, do engenho, das casas-grandes; mas o Nordeste da saudade do sertão, de sua terra, de seu lugar. Saudade de seus cheiros, seus ritmos, suas festas, suas alegrias, suas sensações corporais. Saudade de migrante ou de homem de cidade, em relação a um espaço idílico onde homem e natureza ainda não se separaram; onde as relações comunitárias ainda estão preservadas, onde a ordem patriarcal ainda está garantida. Um Nordeste de hierarquias conhecidas e preservadas, mas também o Nordeste da seca, das retiradas, da súplica ao Estado e às autoridades por proteção e socorro. [...] E, ao mesmo tempo, um Nordeste de grande “personalidade cultural”.
ALBUQUERQUE JR, Durval Muniz de. A invenção do Nordeste e outras artes. 4. ed. Recife: FJN; Ed. Massangana; São Paulo: Cortez, 2009, p.164.
[...] MARIA LÚCIA – Nossa! Que susto! (ela ouve um interlocutor) O que? Claro. Eu percebi que a luz vermelha acendeu, não sou cega. (pausa) Ah! Não... O senhor não vai me obrigar a abrir toda a minha bagagem, vai? (pausa) Vai. Escuta, eu estou vindo ao Brasil porque, eu sei que o senhor não tem nada a ver com isso, mas é uma emergência. Minha mãe faleceu e eu só consegui passagem para hoje e hoje é enterro, entendeu? (pausa) Morreu, sim... Ah, obrigada. Não, já estava bem idosa, coisa da vida.
[...] SELMA – Em mogno, o senhor não tem nada? (Ela ouve, atenta) Sei... aquele ali, é de que? Cerejeira é? Nem percebi... e olha que mandei fazer os armários lá de casa todinhos em cerejeira. [...] Não, não. Eu queria uma coisa mais simples, acho meio vulgar essas tampas muito entalhadas. (pausa) Como? Claro que não é para mim! Que ideia! Isola! (pausa) Trouxe. Trouxe as medidas, sim. (procura na bolsa. Acha o papel.) O senhor não acha isso um horror? Claro que não... é o seu negócio, não é? A mãe é que é minha.
[...] REGINA – Sabe de uma coisa, Francis? Eu descobri que nunca gostei muito da minha mãe. Pelo menos, não da maneira que as pessoas esperam que a gente goste. Eu tenho investigado essa relação há tanto tempo, mas nunca consegui chegar a nenhuma conclusão satisfatória!
[...] (Luz sobre Laura, noutro ponto. Laura está na redação do jornal, onde trabalha. Ela é a mais fechada, a intelectual da família. Ela está com um telefone nas mãos. Sonoplastia típica da redação de um jornal.)
LAURA – Alô? Alô? Merda! Secretária eletrônica, outra vez. (pausa) Alô, aqui é Laura, novamente. Olha desculpe eu estar incomodando, mas eu preciso de uma declaração sua pra fechar uma matéria ainda hoje. Se você puder ligar aqui pro jornal, eu já deixei o número. Obrigada. (ela desliga e fala com alguém) [...].
FALABELLA, Miguel. A Partilha. Universidade Federal de São João del-Rei. Grupo de Estudos e Pesquisa em Teatro Brasileiro. Cópia digitalizada. São João del Rei – MG, maio, 2011.
Com base na leitura da peça teatral A Partilha, de Miguel Falabella, cujos trechos apresentados suscitam reflexões, é correto afirmar que
Xe rohenói eju orendive (Tradução do verso: Nós te chamamos pra revolucionar)
Venha com nós, nessa levada
Xe rohenói eju orendive (Tradução do verso: Nós te chamamos pra revolucionar)
Aldeia unida, mostra a cara
BRÔ MC’S OFICIAL. Brô Mc’s - Eju orendivê | Clipe oficial | Legendado. 6/5/2020. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=sqq1ye9aK0s. Acesso em:
31 out. 2022 (fragmento).

Disponível em: https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2022/09/07/apos-darem-o-nome-no-palco-do-rock-in-rio-bro-mcs-fala-de-show-e-da-spoiler-de-proximos-passos.ghtml. Acesso em: 31 out. 2022.
Rememorando o RAP Eju orendive, do Grupo Brô Mcs, estando apresentado o refrão em sua versão oficial, extraído do canal desse Grupo no YouTube, é correto afirmar que
TEXTO I
Ninguém ganha uma multa
Quantas vezes você já ouviu um repórter ou locutor esportivo afirmar que o jogador acaba de “ganhar cartão amarelo”? Perdeu a conta? Pois esse é apenas um dos usos indevidos do verbo ganhar. Como ele só tem sentido positivo, de modo diferente do que se lê ou ouve muitas vezes, ninguém “ganha” uma punição, uma multa, uma advertência, uma repreensão, uma descompostura, um ferimento, um tiro ou uma cicatriz no rosto. O que a pessoa pode é receber ou sofrer – mas jamais “ganhar” – quaisquer coisas dessas.
MARTINS, Eduardo. Com todas as letras: o português simplificado. São Paulo: Moderna, 1999, p. 123.
TEXTO II
Ganhar (ga.nhar) v. t.d. e t.d.i. 1 (prep. de) receber (algo) por merecimento, trabalho ou sorte < ganhou um par de tênis (do pai) > 2 <ganhou um beijo do amigo> < ganhou um tapa > B infrm*(prep. de) ser atingido por; receber, levar
Considerando os argumentos apresentados no texto I, quanto a uma possível acepção semântica do verbo “ganhar”, e as trazidas no texto II pelo Dicionário Houaiss para esse verbo, assinale a alternativa correta.
Cantares do sem - nome e de partidas
Hilda Hilst
[...]
Que este amor não me cegue nem me siga
E de mim mesma nunca se aperceba.
Que me exclua do estar sendo perseguida
E do tormento
De só por ele me saber estar sendo.
Que o olhar não se perca nas tulipas
Pois formas tão perfeitas de beleza
Vêm do fulgor das trevas.
E o meu Senhor habita o rutilante escuro
De um suposto de heras em alto muro.
Que este amor só me faça descontente
E farta de fadigas. E de fragilidades tantas
Eu me faça pequena. E diminuta e tenra
Como só soem ser aranhas e formigas.
Que este amor só me veja de partida.
HILST, Hilda. Que este amor não me cegue. Disponível em: http://www.hildahilst.com.br/portfolio/cantares-do-sem-nome-e-de-partidas. Acesso em: 08 set. 2022 (fragmento).
Respectivamente, as palavras fulgor, rutilante e soem equivalem semanticamente a:
[...]
Orientupis orientupis
Ameriquítalos luso nipo caboclos
Orientupis orientupis
Iberibárbaros indo ciganagôs
[...]
ANTUNES. Arnaldo. Inclassificáveis. Disponível em: https://www.letras.mus.br/ney-matogrosso/1228362/. Acesso em: 05 set. 2022 (fragmento).
Com base no trecho da letra da música Inclassificáveis, composta por Arnaldo Antunes e interpretada por Ney Matogrosso, o compositor recorre ao processo morfológico de formação de palavras chamado
Salman Rushdie: duas semanas após ataque, intelectuais fazem campanha por Nobel para escritor.
Hospitalizado após sofrer 15 facadas no último 12 de agosto de 2022, o escritor Salman Rushdie, de 75 anos, é daqueles nomes que são todo ano lembrados para o Nobel de Literatura. Após o atentado que quase o matou, essa lembrança ficou ainda mais forte. Entre diversos escritores franceses, um possível Nobel para Rushdie virou caso de torcida e campanha nos últimos dias. Neste ano, o prêmio da Academia Sueca, o mais importante da literatura, será anunciado no dia 10 de dezembro de 2022.
[...]
Próximo de Rushdie, Bernard-Henri Lévy publicou um longo texto relatando sua amizade com o colega britânico.
“A comunidade internacional terá de dizer aos patrocinadores do crime que há um antes e um depois do novo caso Salman Rushdie”, escreveu Henri Lévy. “Mas seus amigos, seus pares, aqueles cuja opinião conta, a imprensa, têm uma decisão nas mãos. Para garantir que, em nome de toda a sua família e em seu próprio nome, lhe seja atribuído este ano, ou seja, em poucas semanas, o Prêmio Nobel da Literatura”.
Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/cultura/salman-rushdie-duas-semanas-apos-ataque-intelectuais-fazem-campanha-por-nobel-para-escritor/. Acesso
em: 01 set. 2022 (adaptado).
De acordo com o trecho apresentado, é correto afirmar que
Linguisticamente
A linguística, nascida no século 19 e amadurecida no 20, revolucionou o mapa do nosso entendimento sobre as línguas. Até então, a cartografia do verbo tinha duas estradas principais, a normativista e a enciclopédica.
O normativismo é, como diria o Chico, “bedel e também juiz”. Dita regras de bom uso do idioma, pautadas num distante ideal fixado por escritores clássicos, e fica bravo se discordamos. É o que costuma cair em provas, muitas vezes na forma de ridículas pegadinhas. O maior símbolo dessa visão que divide o mundo em certo e errado é aquele tijolo temido pelos estudantes do meu tempo, a gramática normativa. Até hoje o normativismo pauta o senso comum. “Português é tão difícil! A língua está decadente! Será que pode se escrever assim?”
O enciclopedismo é menos carrancudo. Como um colecionador de borboletas, espeta expressões — com destaque para as pitorescas — em compridos murais de cortiça que formam corredores a perder de vista. Tem como símbolo um tijolo maior ainda, o dicionário, que hoje já quase ninguém tira da estante, porque funciona melhor on-line.
A linguística abriu uma terceira via nesse mapa, rumo a amplas regiões inexploradas — a do olhar científico aplicado à língua. Um linguista não está interessado em como a língua deveria ser nem na catalogação de palavras em sua quase infinita variedade. O que se deseja saber é como essa poderosa máquina de fazer sentido, moeda simbólica de toda sociedade humana, estrutura-se e se manifesta. Trata-se de uma ideia simples, indiscutível até. A língua existe na vida real, material, fora do âmbito de nossos desejos, e está condicionada apenas à história.
Sérgio Rodrigues, Folha de São Paulo, 03 fev. 2021. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergio-rodrigues/2021/02/linguisticamente.shtml.
Acesso em: 20 ago. 2022 (fragmento).
Sobre a interpretação autorizada do texto de Sérgio Rodrigues, é correto afirmar que a linguística
O equilíbrio de poder, segundo ELIAS (2005), constitui um elemento integral de todas as relações humanas, as quais são, comumente, multipolares.
Assinale alternativa em que o trecho destacado é parafraseado adequadamente.
