Questões de Vestibular
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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I. Macunaíma é uma obra que pertence à escola modernista.
II. No excerto, o narrador refere-se ao futebol de forma positiva.
III. Na linguagem presente no fragmento, percebe-se a valorização da oralidade e do coloquialismo.
Está/Estão correta(s) a(s) afrmativa(s)

Nesse excerto,
( ) o sertão é apresentado como sinônimo de solidão, devido à vastidão de um mundo onde se marcham léguas à procura de alguém.
( ) perante as travessias e as larguezas do chapadão, o sertão está localizado na interioridade e na subjetividade humanas.
( ) o autor demonstra a força inovadora de uma transfiguração estilística que busca potencializar o léxico próprio e o falar sertanejo.
( ) não existem temáticas místicas e religiosas associadas às manifestações da natureza do sertão.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Com base no poema, afirma-se:
I. Por intermédio de lírica sensualidade, o poema recorre à metáfora do mar para descrever os múltiplos sorrisos e a suavidade da carne da mulher sob as carícias.
II. O luar configura-se como elemento da natureza para exemplificar a proximidade entre os amantes.
III. Ao final do poema, o eu lírico rejeita a ideia de um amor compartilhado, tendo em vista a monotonia dos lentos anos.
A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são
Texto 1
“João Grande vem vindo para o trapiche. O vento quer impedir seus passos e ele se curva todo, resistindo contra o vento que levanta a areia. Ele foi à Porta do Mar beber um trago de cachaça com o Querido-de-Deus, que chegou hoje dos mares do Sul, de uma pescaria. O Querido-de-Deus é o mais célebre capoeirista da cidade. Quem não o respeita na Bahia? No jogo de capoeira de Angola ninguém pode se medir com o Querido-de-Deus, nem mesmo Zé Moleque, que deixou fama no Rio de Janeiro. O Querido-de-Deus contou as novidades e avisou que no dia seguinte apareceria no trapiche para continuar as lições de capoeira que Pedro Bala, João Grande e o Gato tomam.”
(Capitães da Areia, Jorge Amado – excerto)
Texto 2
“– Qué apanhá sordado?
– O quê?
– Qué apanhá?
Pernas e cabeças na calçada”
(“O Capoeira”, Oswald de Andrade)
Texto 3
“Seja de noite ou de dia
não importa o lugar
quando toca o berimbau
dá vontade de jogar
Na roda de capoeira
todos têm o seu valor
eu respeito um aluno
quanto mais um professor”
(“Capoeira que tem sangue na veia” – canção de roda de capoeira, autor desconhecido)
Sobre os textos, afrma-se:
( ) No texto 1, a capoeira é o instrumento que confere destaque a um personagem marginalizado.
( ) No texto 2, Oswald de Andrade relaciona capoeira a violência, usando linguagem de acentuada ora- lidade.
( ) No texto 3, a capoeira traz um contexto não discriminatório.
( ) Os “Capitães da Areia”, embora pouco mais que meninos, apresentam atitudes e hábitos de adultos.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
“Aurélia sentou-se à mesa de mosaico, voltando as costas ao jardim para não ver a formosa noite que lhe caíra no desagrado. (...) Havia em cima da mesa uma caixa de jogo, donde Aurélia tirou um baralho, com que se entreteve a fazer sortes.
– Vamos jogar? disse dirigindo-se ao marido”.
Sobre o romance Senhora e a obra de Alencar, NÃO é correto afrmar:

Com base nos textos, afirma-se:
I. “Ausência” apresenta uma possibilidade de en- tendimento da solidão como algo positivo, que fortalece o indivíduo por meio do retorno à sua interioridade.
II. “Poema de Sete Faces” descreve uma jornada que tem início no nascimento e é marcada pelo abandono na passagem por um “vasto mundo”.
III. Em “Ausência”, ao rememorar o seu passado, o eu lírico percebe ter sempre desejado a ausência como momento de felicidade e satisfação.
A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são
“Apesar desta explicação, houve uma semana em que a alegria de Camilo foi extraordinária. Ides ver. Que a posteridade me ouça. Camilo, pela primeira vez, jogou no bicho. Jogar no bicho não é um eufemismo como matar o bicho. O jogador escolhe um número, que convencionalmente representa um bicho, e se tal número acerta de ser o fnal da sorte grande, todos os que arriscaram nele os seus vinténs ganham, e todos os que faram dos outros perdem. Começou a vinténs e dizem que está em contos de réis; mas, vamos ao nosso caso. Pela primeira vez Camilo jogou no bicho, escolheu o macaco, e, entrando com cinco tostões, ganhou não sei quantas vezes mais. Achou nisto tal despropósito que não quis crer, mas afnal foi obrigado a crer, ver e receber o dinheiro. Naturalmente tornou ao macaco, duas, três, quatro vezes, mas o animal, meio-homem, falhou às esperanças do primeiro dia. Camilo recorreu a outros bichos, sem melhor fortuna, e o lucro inteiro tornou à gaveta do bicheiro. Entendeu que era melhor descansar algum tempo; mas não há descanso eterno, nem ainda o das sepulturas. Um dia lá vem a mão do arqueólogo a pesquisar os ossos e as idades. Camilo tinha fé. A fé abala as montanhas.”
Jogo do bicho, conto de Machado de Assis (fragmento).
Um dos grandes mestres do Realismo, Gustave Flaubert, afrmou que o escritor, em sua obra, deve ser como um Deus no universo: onipresente e invisível. Portanto, em tese, os narradores realistas deveriam apresentar suas histórias de forma neutra, sem interferências.
Sobre o narrador de Jogo do bicho, NÃO é correto afirmar que ele
INSTRUÇÃO: Responder à questão 31 com base no fragmento de texto e nas afrmativas a seguir.
“Com um relance da vista, Naziazeno percebe que o jogo já está quase feito. Mete nervosamente a mão no bolso da calça e tira os cinco mil réis. (...) A bolinha já gira. O olhar acostumado encontra facilmente o 28. Já abriu uma passagem. O seu braço estende- se, levando os cinco mil réis para aquele número. Mas um medo prudente o detém. E como o tempo urge, deposita rapidamente a cédula no retângulo da terceira dúzia.
– Feito! – observa o croupier. E, passado um momento de silêncio e de expectativa, anuncia: – 28.
Um tumulto e um estado de confusão enchem a cabeça de Naziazeno. Tem apenas uma vaga ideia de que ganhou. (...) É quando recebe o dinheiro que faz o cálculo: cinco mil réis... cento e setenta e cinco!... Tudo resolvido assim num segundo.”
Sobre o fragmento, afrma-se:
I. Pertence à obra Os ratos, texto com forte caráter psicológico.
II. Seu autor é Luiz Antonio de Assis Brasil, escritor gaúcho profícuo na construção de uma narrativa voltada para o histórico.
III. Naziazeno é um personagem resoluto, de atitu- des frmes e decididas, caráter evidenciado no excerto.
IV. A passagem “Tudo resolvido assim num segundo” faz referência à laboriosa incumbência de Nazia- zeno: conseguir dinheiro sufciente para saldar a dívida com o leiteiro.
Estão corretas apenas as afrmativas

Com base nos textos e em seus contextos, afirma-se:
I. No texto 1, o senhor Mello condiciona a aceitação da morte ao fato de ter tido uma vida solitária.
II. Tanto para o narrador do texto 1, quanto para o eu lírico do texto 2, a vida presente (textualmente marcada com o advérbio “agora”) reduziu-se a uma existência desinteressante.
III. Os dois textos trazem os sons como indícios da presença de uma morte próxima: a campainha que toca, no primeiro; a movimentação das patas dos animais na rua, no segundo.
IV. Moacyr Scliar e Mario Quintana são dois dos mais importantes escritores gaúchos. O primeiro escreveu, entre outras obras, O exército de um homem só, A ferro e fogo e Os tambores silenciosos. Já Quintana é autor de obras como Rua dos cataventos e Sapato florido.
As afirmativas corretas são, apenas,

Todas as afirmativas estão corretamente associadas ao poema e seu contexto, EXCETO:
Esse trecho alude a um personagem solitário e visionário, um dos mais representativos da Literatura Brasileira.
Quem é o autor que criou este personagem?

As afirmativas corretas são, apenas,
I) O parágrafo introdutório é predominantemente descritivo, o que contribui para a familiarização do espaço, bem como para prenunciar o fluxo da ação dramática.
II) O texto não pode ser considerado crônica, já que apresenta vozes de personagens e fragmentos de poesia popular.
III) O texto apresenta estrutura meramente narrativa.
IV) Há, no texto, um narrador personagem.
Dadas as proposições:
I) O texto apresenta uma linguagem regionalista nos termos, dizeres e provérbios, fato promotor de verossimilhança.
II) O fato de ter sido fuzilado era motivo de vergonha para os munícipes.
III) O texto é exemplo de literatura universal, Matozinho não apresenta qualquer fidedignidade ao regional.
IV) Rico em linguagem artística, nada é gratuito no texto, a denominação é caracterizadora, o enredo prosódico aliase ao poético, o trágico e o cômico se interligam.
Estão CORRETOS os itens:




