Questões de Vestibular
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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No texto apresentado, a descontinuidade cênica está evidenciada na estrutura de planos distintos, à maneira da linguagem cinematográfica.
A aceleração das sensações e das imagens aponta um novo paradigma da prosa de ficção no Brasil, que pode ser compreendido como um processo de dependência ainda mais aguçado das tendências internacionais da literatura moderna, em comparação com outros períodos literários
A forma utilizada no capítulo apresentado acima revela um conjunto de atos e sensações que explicam a escolha do título.
O tom irônico do poema revela uma leitura do fazer poético que contrasta os aspectos jocoso e sério dessa atividade criativa
A ideia de mastigação das palavras representa um julgamento negativo da produção poética, expresso como constatação de que o poeta não sabe, de fato, articular seu discurso.
O que diferencia o segundo verso do primeiro é a supressão do verbo “parecer” e a substituição da palavra “reflexão” por “salivação”, alterações que implicam mudança da simples meditação acerca da semelhança do trabalho poético a qualquer ato de pensamento para uma percepção agudamente metafórica.
Os “espaços de salivação e silêncio” podem ser interpretados como os espaços deixados pelo poeta entre um verso e outro e, ainda, por meio da diminuição gradativa do tamanho de cada verso do poema
Esta admirável safra lírica marca um divisor de águas, para cada um dos seus autores e para a poesia brasileira [...]” (Antonio Candido e Aderaldo Castelo – Presença da literatura brasileira). Dados os itens abaixo,
I. [...] Um homem vai devagar./ Um cachorro vai devagar./ Um burro vai devagar./ Devagar... janelas olham./ Eta vida besta, meu Deus.
II. stop a vida parou ou foi o automóvel?
III. Quando nasci, um anjo torto/ desses que vivem na sombra/ disse: Vai, Carlos! Ser gauche na vida.
IV. Alguns anos vivi em Itabira. / Principalmente, nasci em Itabira. / Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro. / Noventa por cento de ferro nas calçadas. / Oitenta por cento de ferro nas almas. / E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.
V. De tudo, ao meu amor serei atento/ Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto/ Que mesmo em face do maior encanto/ De se encante mais meu pensamento.
Qual(is) contém(êm) apenas trechos de poemas com as características peculiares a Carlos Drummond de Andrade (valorização do cotidiano, do simples, da monotonia da vida; versos livres, sem rima; desajustamento do indivíduo, versos intimistas e visão crítica do homem e sua inquietação diante da vida)?
Remissão
Tua memória, pasto de poesia,
tua poesia, pasto dos vulgares,
vão se engastando numa coisa fria
a que tu chamas: vida e seus pesares.
Mas pesares de quê? perguntaria,
se esse travo de angústia nos cantares,
se o que dorme na base da elegia
vai correndo e secando pelos ares,
e nada resta, mesmo, do que escreves
e te forçou ao exílio das palavras,
senão contentamento de escrever,
enquanto o tempo, em suas formas breves
ou longas, que sutil interpretavas,
se evapora no fundo de teu ser?
ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar,
2002.
é correto dizer:
O texto acima se refere à autora alagoana de Marechal Deodoro, que, dentre tantas obras, escreveu também: Eu, em versos e prosa; Recados; Dos destroços, o regate; Farpa, Fantasia e avesso e Grande baú – a infância.
Qual opção completa corretamente a lacuna do texto acima?
“Decididamente era indispensável que a campanha de Canudos tivesse um objetivo superior à função estúpida e bem pouco gloriosa de destruir um povoado dos sertões. Havia um inimigo mais sério a combater, em guerra mais demorada e digna. Toda aquela campanha seria um crime inútil e bárbaro, se não se aproveitassem os caminhos abertos à artilharia para uma propaganda tenaz, contínua e persistente, visando trazer para o nosso tempo e incorporar à nossa existência aqueles rudes compatriotas retardatários”
CUNHA, Euclides da. Os sertões. São Paulo: Cultrix/Brasília: INL, 1975, p. 342.
“Que Stendhal confessasse haver escrito um de seus livros para cem leitores, coisa é que admira e consterna. O que não admira, nem provavelmente consternará é se este outro livro não tiver os cem leitores de Stendhal, nem cinquenta, nem vinte, quando muito, dez. Dez? talvez cinco.”
ASSIS, Joaquim Maria Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: W.M. Jackson Editores, 1970, p. 9
A partir desse trecho, pode-se concluir que
LISPECTOR, Clarice. Laços de família. 6. ed. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1974, p. 30.
Dadas as assertivas seguintes sobre a escrita de Clarice Lispector, como se pode perceber no fragmento acima,
I. Caracterizada pela presença de uma visão subjetiva, a partir da qual são apresentados o tempo, o espaço, as personagens, as ações e o tempo da narrativa.
II. Direta e objetiva, sem uso de metáforas ou comparações inovadoras, no âmbito da narrativa brasileira do século XX.
III. Marcada por associações inusitadas, que rompem com a noção de causalidade e renovam a tradição narrativa brasileira.
IV. Típica da literatura regionalista nordestina da década de 30, tanto pela temática abordada, quanto pela linguagem utilizada, o que a aproxima de Rachel de Queiroz.
verifica-se que estão corretas apenas



