Questões de Vestibular
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Pois, senhora, conquanto apenas dor e nenhuma alegria me causeis, se soubésseis o mal que me fazeis, posso jurar – perdoa-me, Senhor! – que sentiríeis compaixão de mim.
Não me querendo nenhum bem, embora, se soubésseis a pena que dais, e quanta dor há nos meus tristes ais, posso jurar – de boa fé, senhora! – que sentiríeis compaixão de mim.
E mal seria, se não fosse assim.”
(D. Dinis. In: BERARDINELLI, Cleonice. Cantigas de trovadores medievais em português moderno, Rio de Janeiro: Organizações Simões,1953. p. 21).
A cantiga de D. Dinis é representativa do trovadorismo português e, como ocorre em outras produções literárias do período, enfatiza:
“Com a máscara da palavra reinventamos o som da voz amada que nos inunda com seu luar de espuma.” (Ana Hatherly, “A máscara da palavra”).
“O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente.” (Fernando Pessoa, “Autopsicografia”).
Os textos têm em comum:
O trecho em que uma rejeição ao conservadorismo literário se manifesta é:
Quando o português chegou Debaixo de uma bruta chuva Vestiu o índio Que pena! Fosse uma manhã de sol O índio tinha despido O português. (Oswald de Andrade. “Erro de português” [1925]. In: O santeiro do mangue e outros poemas. São Paulo: Globo: Secretaria de Estado da Cultura, 1991).
No poema de Oswald de Andrade, importante nome do movimento modernista no Brasil, destaca-se:
Para responder a questão, leia, com atenção, o texto abaixo.

Disponível em: http://artur-moritz.blogspot.com.br/2013_01_01_archive.html. Acesso em: 20 set. 2013.
I. como um recurso metonímico: o livro aberto evoca a ideia de leitura. II. como um recurso estético, que promove uma ambivalência de sentidos e objetos; livro e boca se confundem e se fundem. III. como um elemento não verbal que, articulado com os elementos verbais, contribui para promover o efeito de sentido desejado.
Assinale a alternativa que registre as considerações CORRETAS sobre a imagem do texto.
Para responder a questão, leia, com atenção, o texto abaixo.

Disponível em: http://artur-moritz.blogspot.com.br/2013_01_01_archive.html. Acesso em: 20 set. 2013.
O governador de Pernambuco é um construtor de pontes, paciente e habilidoso, que consegue se manter como interlocutor de quase todo o mundo, de Lula a Serra, de Bornhausen e Ronaldo Caiado a Marina.
A metáfora “construtor de pontes” é iluminada e explicada:
O Ferrador de Cavalos
Em que língua falarei ao ferrador de cavalos? Por que, na minha língua de assombros e vogal, só falo a mim mesmo __ ao meu nada e ao meu tudo__ e nem sequer disponho do gesto dos mudos? Se as palavras morrem à míngua como os homens e se o silêncio fala seu próprio idioma, em que língua direi ao homem diferente que ele é meu semelhante quando o vejo ferrar o casco do cavalo? Empunhando o martelo ele me conta histórias de cravos perdidos e cavalos mancos. Palavras que se perdem como ferraduras no caminho do pasto IVO, Lêdo. Noite Misteriosa. Os melhores poemas de Lêdo Ivo. São Paulo: Global, 1983, (adaptado)
O poema de Lêdo Ivo discute, entre outros tópicos, o tema língua e cultura. A esse respeito, pode se afirmar que
TEXTO II
O texto II desta prova foi extraído do segundo capítulo da novela A indesejada aposentadoria, do escritor maranhense Josué Montello (*1917 — †2006). Contemporâneo dos escritores que fizeram o romance de 30, Montello enveredou por outro caminho: explorou a narrativa urbana. Escreveu uma das obras-primas da literatura brasileira: Os tambores de São Luís (1975). A novela A indesejada aposentadoria, de 1972, conta a história de Guihermino Pereira, um funcionário público, já nas vésperas de se aposentar.

Josué Montello. A indesejada aposentadoria.
Capítulo II, p. 11-14. Texto adaptado.
Leia o que se diz sobre a partícula “ali” — “Guihermino ali sentava às onze horas” (linha 85).
I. O advérbio “ali” (linha 85) tem dois possíveis antecedentes no parágrafo anterior.
II. Sendo “(n)a sua cadeira rotativa” (linha 79) o antecedente mais próximo de “ali”, o leitor poderá considerar essa expressão como o antecedente verdadeiro.
III. Nada obsta a que o antecedente de “ali” seja ”(a)a repartição” (linha 75), o que resultará em uma construção metonímica.
Está correto o que se diz em
TEXTO II
O texto II desta prova foi extraído do segundo capítulo da novela A indesejada aposentadoria, do escritor maranhense Josué Montello (*1917 — †2006). Contemporâneo dos escritores que fizeram o romance de 30, Montello enveredou por outro caminho: explorou a narrativa urbana. Escreveu uma das obras-primas da literatura brasileira: Os tambores de São Luís (1975). A novela A indesejada aposentadoria, de 1972, conta a história de Guihermino Pereira, um funcionário público, já nas vésperas de se aposentar.

Josué Montello. A indesejada aposentadoria.
Capítulo II, p. 11-14. Texto adaptado.
TEXTO II
O texto II desta prova foi extraído do segundo capítulo da novela A indesejada aposentadoria, do escritor maranhense Josué Montello (*1917 — †2006). Contemporâneo dos escritores que fizeram o romance de 30, Montello enveredou por outro caminho: explorou a narrativa urbana. Escreveu uma das obras-primas da literatura brasileira: Os tambores de São Luís (1975). A novela A indesejada aposentadoria, de 1972, conta a história de Guihermino Pereira, um funcionário público, já nas vésperas de se aposentar.

Josué Montello. A indesejada aposentadoria.
Capítulo II, p. 11-14. Texto adaptado.
TEXTO II
O texto II desta prova foi extraído do segundo capítulo da novela A indesejada aposentadoria, do escritor maranhense Josué Montello (*1917 — †2006). Contemporâneo dos escritores que fizeram o romance de 30, Montello enveredou por outro caminho: explorou a narrativa urbana. Escreveu uma das obras-primas da literatura brasileira: Os tambores de São Luís (1975). A novela A indesejada aposentadoria, de 1972, conta a história de Guihermino Pereira, um funcionário público, já nas vésperas de se aposentar.

Josué Montello. A indesejada aposentadoria.
Capítulo II, p. 11-14. Texto adaptado.
Atente aos seguintes trechos e ao que é dito a respeito da atitude revelada pelo enunciador sobre o conteúdo de seu próprio enunciado.
I. “De sua espécie talvez tenha sido o derradeiro exemplar conhecido” (linhas 55- 56) — O conteúdo do enunciado não foi totalmente assumido pelo enunciador.
II. “era mesmo o oposto da personagem de Cervantes” (linhas 69-70) — O conteúdo do enunciado foi só relativamente assumido pelo enunciador.
III. “Não há exagero em afirmar-se que a sua casa de subúrbio [...] era, para ele, o lugar onde aguardava que a repartição voltasse a abrir” (linhas 106-110) — O enunciador assume totalmente a responsabilidade sobre seu discurso.
Está correto o que se diz em
TEXTO II
O texto II desta prova foi extraído do segundo capítulo da novela A indesejada aposentadoria, do escritor maranhense Josué Montello (*1917 — †2006). Contemporâneo dos escritores que fizeram o romance de 30, Montello enveredou por outro caminho: explorou a narrativa urbana. Escreveu uma das obras-primas da literatura brasileira: Os tambores de São Luís (1975). A novela A indesejada aposentadoria, de 1972, conta a história de Guihermino Pereira, um funcionário público, já nas vésperas de se aposentar.

Josué Montello. A indesejada aposentadoria.
Capítulo II, p. 11-14. Texto adaptado.
Considere o que se diz sobre o segundo parágrafo (linhas 66–74).
I. A semelhança entre Guilhermino e Dom Quixote era somente física. Psicologicamente um era o avesso do outro.
II. Ao coordenar “poste” e “Dom Quixote” — “Era alto, magro, rosto comprido, com um pouco de poste e outro tanto de Dom Quixote.”—, o enunciador provoca a quebra do paralelismo semântico, que surpreende o leitor e tem efeito textual.
III. A aproximação de “poste” e “Quixote” pode dar, ao enunciado, inclusive pela presença do eco: oste – ote, um tom humorístico.
Está correto o que se diz em
TEXTO II
O texto II desta prova foi extraído do segundo capítulo da novela A indesejada aposentadoria, do escritor maranhense Josué Montello (*1917 — †2006). Contemporâneo dos escritores que fizeram o romance de 30, Montello enveredou por outro caminho: explorou a narrativa urbana. Escreveu uma das obras-primas da literatura brasileira: Os tambores de São Luís (1975). A novela A indesejada aposentadoria, de 1972, conta a história de Guihermino Pereira, um funcionário público, já nas vésperas de se aposentar.

Josué Montello. A indesejada aposentadoria.
Capítulo II, p. 11-14. Texto adaptado.