Questões de Vestibular
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Da leitura do fragmento poético, é correto inferir o pessimismo do autor diante da pobreza do homem nordestino e da consequente destruição da beleza natural da região em foco.
Na quarta estrofe, considerando que “voz” é o aspecto que caracteriza o pássaro e “raízes”, a árvore, percebe-se uma transposição que realça o sentido de perda de identidade, que também vale para o cão e para o homem ribeirinho.
A desumanização do homem que habita os alagados do rio é intensificada pelo emprego metafórico de “anfíbios” (verso 12), sugerindo uma forma de sobrevivência animalizada, rastejante.
Considerando os aspectos sintáticos e semânticos do texto, julgue os itens a seguir, assinalando (V) para os verdadeiros e (F) para os falsos.
O autor considera que a medida de estancar o consumo de bens materiais para controlar a emissão de dióxido de carbono é injusta, porque condena muitos países a permanecerem na pobreza, e inadequada, pois fere a autonomia política ou social desses países.
O autor considera a redução da pobreza e a promoção do bem-estar social dos países menos desenvolvidos como questões mais prementes que a discussão dos limites físicos do planeta.
A ideia de que conhecimento técnico aprimorado e redução voluntária de fertilidade podem sustentar um nível crescente de ganhos para o mundo tem respaldo nas ideias centrais do texto de Maílson da Nóbrega.

* pied-à-terre (do francês = pé no chão): pequena habitação localizada em uma grande cidade, utilizada como uma segunda residência temporária.
** gigante voraz da obra do mesmo nome de Rabelais (1494 – 1553)
Machado de Assis. Bons dias! Campinas: Unicamp, 2008, p. 223-4.
Considerando os aspectos sintáticos e semânticos do texto, julgue os itens a seguir, assinalando (V) para os verdadeiros e (F) para os falsos.
Na linha 13, a palavra “exaustão” pode ser
compreendida tanto no sentido figurado quanto no
sentido literal.


Depreende-se do texto que o “colapso” (linha 27) da contaminação pelo uso excessivo do mercúrio nas baterias feitas no século XX não aconteceu devido ao avanço tecnológico da época.


Maílson da Nóbrega. Alarmismo ambiental e consumo.
In: Veja, 5/9/2012, p. 24 (com adaptações).
No quarto parágrafo do texto, está implícito que o crescimento econômico do Brasil não foi citado no artigo de Lomborg como exemplo de diminuição da pobreza favorecida pelo contínuo desenvolvimento econômico, apesar de manter a desigualdade social, mas poderia ter sido.


Maílson da Nóbrega. Alarmismo ambiental e consumo.
In: Veja, 5/9/2012, p. 24 (com adaptações).
De acordo com o terceiro parágrafo, a diminuição da demanda de mercúrio, não prevista pelo biologista Paul Ehrlich e pelo Clube de Roma, permitiu o aumento das reservas de outros metais usados como matéria-prima na indústria.


Maílson da Nóbrega. Alarmismo ambiental e consumo.
In: Veja, 5/9/2012, p. 24 (com adaptações).
Entende-se, do primeiro parágrafo do texto, que a “catástrofe humana” prevista por Malthus seria a extinção da humanidade por inanição, uma vez que o crescimento da produção de alimentos era inferior ao da população, na época.
A expressão “neste passo” retoma a informação contida em
Leia atentamente o texto abaixo e, a seguir, assinale a alternativa correta.
Desencanto
Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.
Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.
E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
Deixando um acre sabor na boca.
Eu faço versos como quem morre.
(Teresópolis, 1912)
(BANDEIRA, Manuel. Melhores Poemas de Manuel Bandeira. Seleção de Francisco de Assis Barbosa. 16. ed. São Paulo: Global, 2004, p.17)
Vocabulário
volúpia: sensualidade
esparsa: espalhada; distribuída
acre: amargo; azedo








