Questões de Vestibular Comentadas sobre história
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Pelos direitos do mar
O mar é das gaivotas
Que nele sabem voar
O mar é das gaivotas
E de quem sabe navegar
Brigam Espanha e Holanda
Pelos direitos do mar
Brigam Espanha e Holanda
Porque não sabem que o mar
É de quem o sabe amar”
DINIZ, Leila. Leila Diniz. São Paulo: Editora Brasiliense,1983.
A final da Copa do Mundo de 2010 reproduziu de modo simbólico um conflito que tem origens históricas: a disputa entre Espanha e Holanda pela hegemonia do comércio marítimo mundial no século XVII. Um evento diretamente relacionado a essa disputa pelo domínio marítimo foi

Com relação ao fim do socialismo no Leste Europeu, é CORRETO afirmar:

Com base no texto, considere as afirmações abaixo:
I. Os escravos de ganho viviam em plena liberdade, pois vestiam calças bem cortadas, paletó de veludo e usavam relógios e anéis com pedra.
II. Os pés no chão indicavam a situação de cativo do escravo de ganho, ainda que estivesse bem vestido e ornamentado.
III. As fotografias ilustram a liberdade incondicional adquirida pelos escravos de ganho, principalmente quando essas mostravam seus pés calçados.
IV. A roupa, o chapéu-coco, a algibeira conseguiam romper o estigma de cativo de um escravo de ganho.
V. O estigma de cativo se revela nos pés descalços dos escravos de ganho.
Assinale a alternativa contendo apenas as afirmações INCORRETAS em relação ao texto de Luiz Felipe Alencastro.

Com base no texto, considere as afirmações abaixo:
I. Em Minas Gerais, no Período Colonial, havia a produção de alimentos e a criação de animais, mas isso não significava a diversificação das atividades econômicas.
II. Ao lado da exploração do ouro, o comércio e a produção de alimentos para consumo próprio, tornavam a economia nas Minas bastante diversificada.
III. A produção de tecidos mais grosseiros, móveis e instrumentos para uso na agricultura inviabilizaram a exploração do ouro.
IV. A efervescência econômica destacada pelo autor se refere não somente à mineração, mas também à possibilidade comercial relacionada à produção e circulação de produtos na própria Colônia.
V. A produção de facas, enxadas, pregos, dobradiças, entre outros, atraía os negociantes da Colônia, pois qualquer atividade econômica que abastecesse as populações que se formavam nas regiões mineradoras apresentava-se como grande oportunidade comercial.
Assinale a alternativa contendo apenas as afirmações CORRETAS em relação ao texto de Eduardo França Paiva.
Sobre alguns princípios básicos do mercantilismo, podemos afirmar:
I. As colônias devem ser úteis como mercados consumidores para as exportações de manufaturas metropolitanas e fonte de abastecimento de matérias- primas e metais preciosos.
II. As colônias só podem abastecer as metrópoles a que pertençam, sendo proibida as manufaturas nas colônias, que concorram com o artigo metropolitano. todo o comércio colonial devia ser monopolizado pela metrópole.
III. Na Espanha defendia-se o aumento das exportações sobre as importações, como um meio de melhorar o estoque de lingotes de ouro e prata. Daí serem conhecidos como Colbertismo por dar ênfase a essa prática mercantilista, investiu-se na fabricação de artigos de luxo e manufaturas para exportação.
IV. No século XVI, considerando que o poderio espanhol baseava-se nos metais preciosos provenientes da América Espanhola, prevaleceram as práticas metalistas. Daí adotar disposições para a capitalização de ouro e prata.
V. No século XVIII, as práticas mercantilistas foram essencialmente colonialistas, passando-se a considerar as colônias apenas como fornecedoras de manufaturas, metais preciosos. Não sendo consideradas como mercados consumidores.
Assinale a sequência CORRETA:

Em se tratando de Guerra Fria é CORRETO afirmar:
Mas não seria exagerado considerarmos esta dupla revolução - a francesa, bem mais política, e a industrial (inglesa) - não tanto como uma coisa que pertença à história dos dois países que foram seus principais suportes e símbolos, mas sim como a cratera gêmea de um vulcão regional bem maior. O fato de que as erupções simultâneas ocorreram na França e na Inglaterra, e de que suas características difiram tão pouco, não é nem acidental nem sem importância.”
HOBSBAWM, Eric J. A Era das Revoluções. Disponível em: http://www.scribd.com/doc/2301094/A-Era-das-Revolucoes- Eric-J-Hobsbawm.
A respeito do contexto político e social das Revoluções Francesa e Industrial, a leitura do texto de Hobsbawm indica que:
BOWEN, Jeremy. Cessar-fogo não deve pôr fim à guerra na Faixa de Gaza. BBCBrasil.com. Disponível em: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2009/01/09 0118_gazatregua_analise_fp.shtml.
O texto do site da BBCBrasil.com trata dos conflitos armados entre palestinos e o Estado de Israel, que teve seu início quando:
VEJA: Brasília 50 anos. São Paulo: Abril, n. 2138, nov. 2009, p.62.
Acerca dos elementos culturais e das transformações dos espaços que constituíram a atual capital federal, entendemos que:
ESTEVES, Florentina. O empate. Rio de Janeiro: Oficina do Livro, 1993, p. 42.
O contexto tratado, na obra referenciada de Florentina Esteves, permite associá-lo, historicamente:
FERRANTE, Miguel J. O seringal. São Paulo: Clube do Livro, 1973, p.24-5 .
Ao ler e examinar o trecho da obra O seringal, de Miguel de Ferrante, pode-se assegurar que:
Texto I
“Na simbologia européia da Idade Média, a cor branca estava associada ao dia, à inocência, a virgindade; já a cor preta representava a noite, os demônios, a tristeza e a maldição divina. Essa dicotomia entre branco e preto, claro e escuro, foi transferida pelos europeus para os seres humanos quando os portugueses chegaram à África em meados do século XV. [...] Assim, a pigmentação escura da pele foi inicialmente apontada como uma doença ou um desvio da norma. Como os africanos apresentavam ainda traços físicos, crenças religiosas, costumes e hábitos culturais diferentes dos que predominavam na Europa, autores europeus passaram a caracterizá-los como seres situados entre os humanos e os animais. Todas essas visões eurocêntricas fizeram com que os negros fossem considerados culturalmente inferiores e propensos à escravidão [...]”
AZEVEDO, Gislane Campos; SERIACOPI, Reinaldo. História. São Paulo: Ática, 2008, p.199.
Texto II
“Desde os cinco anos merecera eu a alcunha de ‘menino diabo’; e verdadeiramente não era outra coisa; fui dos mais malignos do meu tempo, arguto, indiscreto, traquinas e voluntarioso. Por exemplo, um dia quebrei a cabeça de uma escrava, porque me negara uma colher do doce de coco que estava fazendo, e, não contente com o malefício, deitei um punhado de cinza ao tacho, e, não satisfeito da travessura, fui dizer à minha mãe que a escrava é que estragara o doce ‘por pirraça’; e eu tinha apenas seis anos. Prudêncio, um moleque de casa, era o meu cavalo de todos os dias; punha as mãos no chão, recebia um cordel nos queixos, à guisa de freio, eu trepava-lhe ao dorso, com uma varinha na mão, fustigava-o, dava mil voltas a um e outro lado, e ele obedecia, - algumas vezes gemendo, - mas obedecia sem dizer palavra, ou, quando muito, um – ‘ai, nhonhô!’ - ao que eu retorquia: - ‘Cala a boca, besta!’ ”
ASSIS, Machado. Memórias Póstumas de Brás-Cubas. São Paulo: Globo, 2008, p.62.