Questões de Vestibular Sobre história geral em história

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Ano: 2023 Banca: UNEB Órgão: UNEB Prova: UNEB - 2023 - UNEB - Vestibular - 1º Dia |
Q3728814 História
Ao longo do período do Diretório, fase final da Revolução, a França encontrava-se mergulhada numa grande crise, corroída pela inflação descontrolada, pela especulação e pela administração corrupta. Tal situação gerava angústia na sociedade, sobretudo, entre a burguesia, que temia perder tudo que havia conquistado. Por outro lado, o país continuava pressionado pelas forças conservadoras representadas pelas potências monarquistas europeias. Diante dessa conjuntura, a burguesia francesa apoiou o jovem general Napoleão Bonaparte, que havia se destacado por seus feitos militares desde a época da Convenção. Assim, com uma liderança capaz de garantir a estabilidade política, a burguesia consolidaria seu status de classe dominante. Ao assumir o governo, Bonaparte pôs em prática um extenso plano de reformas.

Das alternativas a seguir, aquela que não faz parte das medidas implementadas por Napoleão Bonaparte é a 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UNEB Órgão: UNEB Prova: UNEB - 2023 - UNEB - Vestibular - 1º Dia |
Q3728813 História
Na sua obra A Revolução Industrial, o historiador francês Jean-Pierre Rioux reconheceu que “não há qualquer país que, a partir de 1780, tenha levado a cabo a sua Revolução Industrial, sem que a sua agricultura tenha sofrido transformações mais ou menos completas, pelo menos, em algumas regiões”, mas lembrando de que “é preciso não isolar nunca, nem privilegiar a Revolução Agrícola no meio das outras novidades, também elas decisivas, da demografia, da indústria, das técnicas e do comércio”.

A análise do texto permite concluir que as transformações agrícolas no século XVIII muito contribuíram para a eclosão da Revolução Industrial de diversas maneiras, exceto
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UNEB Órgão: UNEB Prova: UNEB - 2023 - UNEB - Vestibular - 1º Dia |
Q3728811 História
Na sua obra A Sociedade Feudal, o historiador Marc Bloch descreve:
Eis dois homens frente a frente: um que quer servir; o outro que aceita, ou deseja ser chefe. O primeiro une as mãos e, assim juntas, colocaas nas mãos do segundo: claro símbolo de submissão, cujo sentido, por vezes, era ainda acentuado pela genuflexão. Ao mesmo tempo, a personagem que oferece as mãos pronuncia algumas palavras, muito breves, pelas quais se reconhece ‘o homem’ de quem está na sua frente. Depois, chefe e subordinado beijam-se na boca: símbolo de acordo e amizade. Eram estes […] os gestos que serviam para estabelecer um dos vínculos mais fortes que a época feudal conheceu. (EIS DOIS HOMENS, 2022).

A cerimônia descrita é a 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UEMA Órgão: UEMA Prova: UEMA - 2023 - UEMA - Vestibular |
Q3728693 História
Leia o texto sobre a participação feminina na luta de independência de Moçambique, ocorrida em 1975. Analise, também, a imagem da famosa guerrilheira Josina Machel.
23.png (250×365)
A combatente Maconde se identificou como moradora de Namaua, do distrito de Mueda em Cabo Delgado e pertencente a uma família de sete irmãos. Em seu depoimento fez a seguinte consideração: “Quando nós mulheres começamos a trabalhar, houve forte oposição à nossa participação porque isso era contrário à nossa tradição. Iniciamos então uma grande campanha, explicando por que razão nós também devíamos combater, [...] que nós mulheres éramos mesmo mais oprimidas que os homens, que tínhamos os mesmos direitos e a mesma determinação de combater. Insistimos para que nos fosse dado treino militar e armas (Voz da Revolução, mar. 1979, p. 28).
Josina Machel ocupou cargos importantes na FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique) e participou da luta armada. Acreditava que as mulheres deveriam lutar ao lado dos homens para a libertação de Moçambique da dominação colonial. Em 1968, estimulou a criação de centros de saúde para soldados feridos e traumatizados e de escolas e creches para as crianças e órfãos. Considerava a educação de meninos e de meninas importante para a construção da nação. [...]Em 1972, o dia de sua morte foi declarado como o Dia Nacional das Mulheres Moçambicanas. Ela até hoje é lembrada como heroína da Luta de Libertação Nacional, sendo homenageada em monumentos, logradouros e estabelecimentos públicos.
Para o presidente Samora Machel, a emancipação feminina não consistia em igualar homens e mulheres e criticava o feminismo, acusando de ser um grupo de mulheres liberais que confundiam os propósitos de libertação e apontava os riscos de uma emancipação espelhada nos países capitalistas [...].   https://www.mozambiquehistory.net/people/josina/images/josina_marching.jpg

As mulheres moçambicanas participaram ativamente da luta armada pela libertação de Moçambique, na África, contra a dominação colonial portuguesa. Sobre a situação das mulheres na sociedade moçambicana do pós- independência, é correto afirmar que
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Ano: 2023 Banca: UEMA Órgão: UEMA Prova: UEMA - 2023 - UEMA - Vestibular |
Q3728691 História
As imagens a seguir ilustram o período medieval nos séculos XI-XV.

21.png (408×487)
Atividades Femininas na Idade Média
https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Women_activities_in_middle_ages.JPG

Leia o trecho para responder à questão.
“Nas sociedades europeias da Idade Média, a situação das mulheres não foi única. Ela era diferente no campo e na cidade, em cada reino, e mudou de acordo com a época. Além disso, a vida, os costumes e as funções desempenhadas pelas mulheres dependiam do grupo social a que pertenciam”.
VAZ, Maria Luisa; PANAZZO, Sílvia. Jornadas.hist. São Paulo: Saraiva, 2015.

No período medieval, as mulheres tinham várias ocupações, de acordo com a sua camada social. Caracterizam- se como funções femininas nos âmbitos
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Ano: 2023 Banca: COTEC Órgão: IFN-MG Prova: COTEC - 2023 - IFN-MG - Licenciatura em Pedagogia |
Q3684615 História
Em 1789, foi promulgada na França a “Declaração dos direitos dos homens e do cidadão”; anos depois, em 1791, em resposta à declaração, foi proposta à nação a “Declaração dos direitos da mulher e da cidadã”. Leia, atentamente, a seguir um trecho do referido documento:

Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã
Olympe de Gouges
Preâmbulo
As mães, as filhas, as irmãs, representantes da nação, reivindicam constituir-se em Assembleia Nacional. Considerando que a ignorância, o esquecimento, ou o desprezo da mulher são as únicas causas das desgraças públicas e da corrupção dos governantes, resolverem expor em uma Declaração solene, os direitos naturais, inalienáveis, e sagrados da mulher, a fim de que esta Declaração, constantemente, apresente todos os membros do corpo social seu chamamento, sem cessar, sobre seus direitos e seus deveres, a fim de que os atos do poder das mulheres e aqueles do poder dos homens, podendo ser a cada instante comparados com a finalidade de toda instituição política, sejam mais respeitados; a fim de que as reclamações das cidadãs, fundadas doravante sobre princípios simples e incontestáveis, estejam voltados à manutenção da Constituição, dos bons costumes e à felicidade de todos.
Em consequência, o sexo superior tanto na beleza quanto na coragem, em meio aos sofrimentos maternais, reconhece e declara, na presença e sob os auspícios do Ser superior, os Direitos seguintes da Mulher e da Cidadã:
Art. I - A mulher nasce livre e tem os mesmos direitos do homem. As distinções sociais só podem ser baseadas no interesse comum.
Art. II - O objeto de toda associação política é a conservação dos direitos imprescritíveis da mulher e do homem: Esses direitos são a liberdade, a propriedade, a segurança e. sobretudo, a resistência à opressão.
Art. III - O princípio de toda soberania reside essencialmente na nação, que é a união da mulher e do homem: nenhum organismo, nenhum indivíduo, pode exercer autoridade que não provenha expressamente deles.”
Fonte: DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DA MULHER E DA CIDADÃ, 1791. Universidade de São Paulo: Biblioteca Virtual de Direitos Humanos, 2015.

As revoluções burguesas transformaram radicalmente o mundo. A Revolução Francesa influenciou política e ideologicamente boa parte dos movimentos políticos após 1789. Assinale a alternativa que apresenta corretamente caracterizados os ideais de liberdade, igualdade, fraternidade presentes na revolução, suas relações e contradições com a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã. 
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Ano: 2023 Banca: COTEC Órgão: IFN-MG Prova: COTEC - 2023 - IFN-MG - Licenciatura em Pedagogia |
Q3684610 História
O escritor italiano Primo Levi, que durante a segunda Guerra mundial foi prisioneiro no campo de concentração Auschwitz -Birkenau, escreveu:
“Nós, que sobrevivemos aos campos, não somos verdadeiras testemunhas. Esta é uma ideia incômoda que passei aos poucos a aceitar, ao ler o que outros sobreviventes escreveram – inclusive eu mesmo, quando releio meus textos após alguns anos. Nós, sobreviventes, somos uma minoria não só minúscula, como também anômala. Somos aqueles que, por prevaricação, habilidade ou sorte, jamais tocaram o fundo. Os que tocaram, e que viram a face das Górgonas, não voltaram, ou voltaram sem palavras” (Levi apud Hobsbawm, 1995, p. 11).
Fonte: HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. Adaptado.

Os campos de concentração, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), foram os lugares para onde eram destinados os considerados inimigos do Regime Nazista. Nessa perspectiva, nos (aos) campos 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2023 - UFPR - Pedagogia |
Q3635914 História
As universidades são instituições educacionais originadas e consolidadas nos séculos XII e XIII na Europa. Estruturaram as bases para o ensino do conhecimento científico, a difusão do saber e, acima disso, asseguraram progressivamente a preservação destes saberes, além de constituir um novo papel social para os “homens das letras” os quais viriam a se tornar os intelectuais no século XIX.
Considerando o contexto do surgimento, desenvolvimento e consolidação das universidades medievais europeias, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2023 - UFPR - Jornalismo |
Q3624791 História
A arte ganha definições diferentes ao longo da História. Qual das afirmações a seguir a respeito da “beleza” destoa da época a que se refere? Assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2023 - UFPR - História |
Q3624231 História

Leia o fragmento a seguir:


O futuro desse progresso é caracterizado por dois momentos: por um lado, pela aceleração com que se põe à nossa frente; por outro lado, pelo seu caráter desconhecido. Pois o tempo que se acelera em si mesmo, isto é, a nossa própria história, abrevia os campos da experiência, rouba-lhes sua continuidade, pondo repetidamente em cena mais material desconhecido, de modo que mesmo o presente, frente à complexidade desse conteúdo desconhecido, escapa em direção ao não experimentável. Essa situação começa a se delinear já mesmo antes da Revolução Francesa.


KOSELLECK, Reinhart. Futuro passado: contribuição à semântica dos tempos históricos. Rio de Janeiro: Contraponto: Ed. PUC-Rio, 2006. p. 36.


A respeito do assunto, assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2023 - UFPR - História |
Q3624230 História

Segundo Eric Hobsbawm:


Os liames entre o racismo e o nacionalismo são óbvios. A língua e a “raça” eram facilmente confundidas como no caso dos “arianos” e “semitas”, para indignação de estudiosos escrupulosos como Max Müller, para quem a “raça”, conceito genético, não podia ser inferida da língua, que não era herdada. Além disso há uma evidente analogia entre a insistência dos racistas na pureza racial e nos horrores da miscigenação, e também a insistência de tantas formas de nacionalismo linguístico – a maioria, talvez – sobre a necessidade de purificar a língua nacional de elementos estrangeiros. No século XIX, os ingleses foram bastantes excepcionais em exagerar suas origens híbridas (bretões, anglo-saxões, escandinavos, normandos, escoceses, irlandeses, etc.) e orgulhar-se da mistura filológica de sua língua. Contudo, o que trouxe a “raça” e a “nação” mais perto ainda foi a prática de usá-las como sinônimos possíveis, generalizando, de modo igualmente inexato, o caráter “racial/nacional”, como era então a moda.


HOBSBAWM, Eric J. Nações e Nacionalismo desde 1780. Programa, mito e realidade. Rio de Janeiro: Ed. Paz e Terra, 2002, p.132.


Levando em consideração as informações apresentadas por Hobsbawm, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2023 - UFPR - História |
Q3624228 História

Segundo o historiador da economia Pierre Dayon:


Adam Smith tomou aos fisiocratas a expressão ‘sistema mercantil’, deu-lhe toda a sua significação e converteu-a no símbolo de um sistema de pensamento e de administração, totalmente errôneo e odioso a seus olhos.


DAYON, Pierre. O mercantilismo. São Paulo: Perspectiva, 1973.


A respeito dos atuais conhecimentos sobre o Mercantilismo, assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2023 - UFPR - História |
Q3624227 História

Segundo Nicolau Sevcenko:


A rebelião juvenil dos anos 60 - catalisada pela resistência obstinada à intervenção norteamericana no Vietnã e pelo repúdio à repressão da Primavera de Praga pelas tropas soviéticas - abriu um campo de representação cultural autônomo, desvinculado da polarização da Guerra Fria. A indignação, o idealismo, a generosidade e a disposição de sacrifício dos jovens, associados às suas mensagens de humanismo, pacifismo e espontaneidade no retorno aos valores da natureza, do corpo e do prazer, da espiritualidade, abalaram o campo político estagnado e os transportaram para o centro do espetáculo. Sua palavra de ordem, "Faça amor, não faça a guerra", seguia a fórmula concisa e lapidar dos slogans publicitários e era acompanhada do símbolo oriental de uma forquilha invertida dentro de um círculo, caracterizando um logotipo, o que demonstra o quanto os jovens se apropriaram de técnicas que regiam o universo das mercadorias.


SEVCENKO, Nicolau. Aceleração tecnológica, mudanças econômicas e desequilíbrios. In: A corrida para o século XXI. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. p. 85.


Levando em consideração o enunciado, assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2023 - UFPR - História |
Q3624226 História

Leia o fragmento a seguir:


Na verdade, a política do Ocidente — da URSS às Américas, passando pela Europa — pode ser mais bem entendida não como uma disputa entre Estados, mas como uma guerra civil ideológica internacional. (Como veremos, esta não é a melhor maneira de entender a política da África, da Ásia e do Extremo Oriente, dominados pelo colonialismo — ). E, conforme vimos, as linhas divisórias cruciais nesta guerra civil não foram traçadas entre o capitalismo como tal e a revolução social comunista, mas entre famílias ideológicas: de um lado, os descendentes do Iluminismo do século XVIII e das grandes revoluções, incluindo, claro, a russa; do outro, seus adversários. Em suma, a fronteira passava não entre capitalismo e comunismo, mas entre o que o século XIX teria chamado de "progresso" e a "reação" — só que esses termos já não eram exatamente opostos.


HOBSBAWM, Eric J. A era dos extremos: o breve século XX (1914-1991). São Paulo: Companhia das Letras, 1995. pp.145-146.


Sobre o contexto analisado pelo autor, assinale a alternativa correta.  

Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2023 - UFPR - História |
Q3624225 História
Sobre a Escola dos Annales, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2023 - UFPR - História |
Q3624224 História

Leia o seguinte fragmento:


Afirmou-se várias vezes que a ideologia racial foi uma invenção alemã. Se assim realmente fosse, então o "modo de pensar alemão" teria influenciado uma grande parte do mundo intelectual muito antes que os nazistas se engajassem na malograda tentativa de conquistar o mundo. Pois se o hitlerismo exerceu tão forte atração internacional e intereuropeia durante os anos 30, é porque o racismo, embora promovido a doutrina estatal só na Alemanha, refletia a opinião pública de todos os países. Se a máquina de guerra política dos nazistas já funcionava muito antes de setembro de 1939, quando os tanques alemães iniciaram a sua marcha destruidora invadindo a Polônia, é porque Hitler previa que na guerra política o racismo seria um aliado mais forte na conquista de simpatizantes do que qualquer agente pago ou organização secreta de quinta-colunas.


ARENDT, Hannah. As origens do totalitarismo. São Paulo: Companhia das Letras, 1989. p.188.


Sobre o racismo e suas relações com o imperialismo, assinale a alternativa correta. 

Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2023 - UFPR - História |
Q3624223 História

Leia o fragmento a seguir:


Para começar, é difícil definir o tema. Quem é “o povo”? Todos, ou apenas quem não é da elite? Neste último caso estaremos empregando uma categoria residual e, como acontece muitas vezes em se tratando dessas categorias, corremos o risco de supor a homogeneidade dos excluídos. Talvez seja melhor seguir o exemplo de vários historiadores e teóricos recentes e pensar as culturas populares no plural, urbana e rural, masculina e feminina, velha e jovem, e assim por diante.


BURKE, Peter. O que é História Cultural? Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008, p. 41.


Considerando o exposto pelo autor a respeito da relação entre povo e cultura, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2023 - UFPR - História |
Q3624222 História

Segundo o historiador inglês E. P. Thompson:


Se retornarmos ao tema da disciplina do trabalho, ou ao das mudanças nos padrões familiares de conduta e lazer e aos valores comunitários durante a industrialização, o campo para o estudo comparativo parece infindável. Basta nos voltarmos para os estudos de Walter Elkan sobre a adaptação ao trabalho em Uganda, ou para a investigação de Beate Salz a respeito do Equador [...], para que paralelos com os séculos XVII e XVIII na Inglaterra e Irlanda saltem das páginas. A familiaridade com os estudos antropológicos de mercados camponeses e tribais — tal como Markets in Africa, de Bohannan e Dalton — impelemnos a revisitar todo o complexo de mercados e feiras da Inglaterra pré-industrial e a vê-lo não só como um nexo econômico, mas também social.


THOMPSON, E. P. As Peculiaridades dos Ingleses In: NEGRO, A. L.; SILVA, S. (orgs). As Peculiaridades dos Ingleses e outros artigos. Campinas: Ed. Unicamp, 2001, p. 194.


Em relação ao tema, assinale a alternativa correta.  

Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2023 - UFPR - História |
Q3624221 História
Sobre as divisões por gênero que se davam na cultura grega no período Antigo, é correto afirmar:
Alternativas
Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2023 - UFPR - História |
Q3624220 História

Leia o fragmento a seguir:


No Magrebe, o século XIV foi um período caracterizado pela existência de uma série de conflitos, e embora para muitos historiadores ocidentais esse período representou a decadência do mundo muçulmano perante os reinos cristãos emergentes no Al - Andalus, Ibn Khaldun se referiu a esse período como um processo de transição: “No momento em que o mundo experimenta uma devastação desse tipo, dir-se-ia que ele vai mudar de natureza, para vir uma nova criação e organizar-se de novo, qual uma continuidade no devir. Portanto, é necessário um historiador que registre o estado atual do mundo e assinale as mudanças ocorridas nos costumes e nas crenças (…) para servir de exemplo e guia para os historiadores do futuro”.


IBN Jaldún. Al-Muqaddimah. Introducción a la historia universal. México: Fondo de Cultura Económica, 1987, p. 136. apud. BISSIO, Beatriz. O mundo falava árabe. A civilização árabe-islâmica clássica através da obra de Ibn Khaldun e Ibn Battuta. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2012. p. 79-80.


Sobre ibn Khaldun, é correto afirmar: 

Alternativas
Respostas
181: D
182: A
183: C
184: D
185: B
186: B
187: E
188: C
189: A
190: E
191: E
192: C
193: D
194: E
195: B
196: A
197: D
198: B
199: D
200: A