Questões de Vestibular
Sobre história geral em história
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A partir da perspectiva do materialismo histórico, o fascismo não é definido por personalidades nem grupos. É uma forma excepcional do Estado capitalista, com características absolutamente únicas e irrepetíveis, que irrompeu quando seu modo ideal de dominação, a democracia burguesa, enfrentou uma gravíssima crise no período entre a Primeira e a Segunda Guerra mundiais. Por isso dizemos que é uma “categoria histórica” e que já não pode ser reproduzida porque as condições que tornaram possível seu surgimento desapareceram para sempre.
[…]
Os fascismos europeus foram regimes de organização e mobilização de massas, especialmente de camadas médias. Ao mesmo tempo que perseguiam e destruíam as organizações sindicais do proletariado, enquadravam diversos movimentos das ameaçadas camadas médias e, no caso italiano, levaram esses esforços ao âmbito do trabalho, dando origem a um sindicalismo vertical e subordinado às decisões do governo.
Disponível em: https://tinyurl.com/5bsz252b. Acesso em: 30 jan. 2026.
Texto II
Pois bem, no Brasil de hoje temos a ideologia neofascista, o movimento neofascista, governo no qual os neofascistas disputam a hegemonia com o grupo militar – esse último apegado a um autoritarismo mais propenso a outro tipo de ditadura – mas não temos um regime político fascista – o que temos é uma democracia burguesa deteriorada e em crise.
As definições são sempre problemáticas, mas podemos arriscar a afirmação de que, nas suas características mais gerais, o fascismo é um movimento reacionário de massa enraizado em classes intermediárias das formações sociais capitalistas. Ele é movido por um discurso superficialmente crítico – e, ao mesmo tempo, profundamente conservador – sobre a economia capitalista e a democracia burguesa. A sua ideologia é heterogênea, pouco sistemática, e nela se destacam a designação da esquerda como o inimigo a ser destruído, o culto da violência, um nacionalismo autoritário e conservador e a politização do racismo e do machismo. É um movimento que chega ao poder, não como representante de tais classes intermediárias, mas, sim, após ter sido politicamente confiscado pela burguesia ou uma de suas frações com o objetivo de, apoiada nele, superar uma crise política e implantar um governo antidemocrático, antioperário e antipopular.
Disponível em: https://tinyurl.com/2mebd3ry. Acesso em: 30 jan. 2026.
O uso de “fascismo” para caracterizar movimentos de extrema-direita na atualidade gera um debate controverso. Nos textos I e II, os autores apresentam posições contrastantes, porém concordam que o fascismo é
VOVELLE, M. A Revolução Francesa (1789-1799). São Paulo: Editora da Unesp, 2019. p. 1.
Sobre a Revolução Francesa e o conceito de Antigo Regime, analise as asserções.
I. O conceito de Antigo Regime, que nasceu com a Revolução Francesa, é definido como uma forma democrática de governo.
II. A França e outras monarquias absolutistas sofreram com a fraqueza e com a incoerência do sistema tributário.
III. A cobrança de impostos na França absolutista variava entre grupos sociais e diferia conforme lugar e região.
IV. A monarquia absolutista francesa não produziu sociedade estamental como outras monarquias europeias.
Assinale a alternativa que apresenta apenas asserções corretas.
A operação foi pouco dolorosa e extraordinariamente rápida: colocaram-nos numa fila e, um por um, conforme a ordem alfabética dos nossos nomes, passamos por um hábil funcionário, munido de uma espécie de punção com uma agulha minúscula.
Ao que parece, esta é a verdadeira iniciação: só "mostrando o número" recebe-se o pão e a sopa.
Necessitamos de vários dias e de muitos socos e bofetadas, até criarmos o hábito de mostrar prontamente o número, de modo a não atrapalhar as cotidianas operações de distribuição de víveres; necessitamos de semanas e meses para acostumarmo-nos ao som do número em alemão. E durante muitos dias, quando o hábito da vida em liberdade me levava a olhar a hora no relógio, no pulso aparecia-me, ironicamente, meu novo nome, esse número tatuado em marcas azuladas.
LEVI, P. É isto um homem? Rio de Janeiro: Rocco, 1988, p. 25-26.
O livro É isto um homem? foi publicado em 1947 por Primo Levi, um judeu que sobreviveu às intempéries de um campo de concentração nazista. Sobre seu testemunho e o contexto histórico da Segunda Guerra Mundial, analise as asserções.
I. O regime nazista promoveu um processo de desumanização que reduziu as pessoas à condição de objetos, ofuscando suas identidades.
II. A tatuagem de um número no braço dos prisioneiros expressava a tentativa nazista de organização burocrática dos campos, sem implicações de ordem ideológica ou simbólica.
III. O uso de números nos campos de concentração tinha a finalidade de proteger os prisioneiros, evitando que fossem identificados e perseguidos após a guerra.
IV. A perda de identidade é uma experiência que torna o relato e a representação de vivências no cárcere um desafio para as testemunhas.
Assinale a alternativa que apresenta apenas asserções corretas.
Publicado em Sankofa. Revista de História da África e de Estudos da Diáspora Africana. Ano IV, Nº 8, Dezembro/2011. Ana Mônica Henriques Lopes, Professora Adjunta de História da África do Curso de História da Universidade Federal de Alagoas.
A respeito do processo de descolonização da África e da Ásia e temas correlatos, assinale a alternativa correta.
Acerca dos sistemas totalitários em tela, assinale a alternativa correta.
O excerto trata da Reforma Protestante, movimento religioso ocorrido na Europa e liderado por Martinho Lutero. Sobre esse movimento, analise as afirmações a seguir.
I. A Reforma Protestante também foi fruto da formação do Estado Nacional Absolutista, cujo fortalecimento representava a rejeição da supremacia do poder papal.
II. Os camponeses apoiaram a Reforma Protestante porque sua profunda fé exigia a reforma e a renovação dos costumes dissolutos da Igreja.
III. A Confissão de Augsburgo abolia o celibato sacerdotal, o culto dos santos e da Virgem e proclamava a autoridade única da Bíblia como fonte de fé.
IV. No setor político, tanto Lutero quanto Calvino defendiam a subordinação da Igreja ao Estado.
V. O Ato de Supremacia (1534), que colocou a Igreja da Inglaterra sob a autoridade do rei inglês, foi o resultado das diferenças teológicas entre o rei da Inglaterra e o Papa.
Estão corretas
( ) A unidade ideológica e econômica da Cidade-Estado se expressava no templo, localizado no topo de uma construção em forma de pirâmide feita de argila.
( ) No quarto milênio a.C, os babilônios foram os primeiros povos a se estabelecerem na baixa Mesopotâmia.
( ) Na Babilônia, famosa devido aos seu ferozes guerreiros, cresceu a importância do exército, tornando-se a base de uma aristocracia militar proprietária de terras e de escravos.
( ) Na biblioteca de Nínive foi encontrada uma parte do acervo cultural da Mesopotâmia, em forma de copiosa literatura em inscrições feitas sobre blocos de argila.
( ) Entre os sumerianos corriam várias lendas e mitos, que narravam a criação do mundo, o dilúvio universal e outros episódios mais tarde difundidos por todo o Oriente Próximo.
A sequência correta, de cima para baixo, é
(Jean Delumeau. A civilização do Renascimento, vol. I, 1994.)
A “injustiça” a que se refere o historiador está relacionada à ideia de que essa “ressureição” cultural, conhecida como Renascimento, contribuiu para a
(Maria Ligia Prado e Gabriela Pellegrino. História da América Latina, 2023.)
A concepção do “efeito dominó”, mencionada no excerto, foi aplicada à América Latina em virtude da
Eu costumava estranhar e, ao mesmo tempo, afligir-me que tantas artes e ciências excelentes e divinas, que sabemos, por obras e histórias, terem sido abundantes entre os virtuosíssimos antigos, estivessem, nos dias atuais, mutiladas ou quase totalmente perdidas. Confesso que os antigos, tendo muita gente de quem aprender e a quem imitar, tinham menos dificuldades para chegar ao conhecimento daquelas supremas artes que para nós hoje são extremamente penosas.
(Da pintura, 1999. Adaptado.)
O excerto refere-se ao Renascimento cultural porque
(Pierre Vidal-Naquet. O mundo de Homero, 2002.)
O excerto menciona a
(Philippe Jacquin. Vers l´ouest un nouveau monde, 1987. Adaptado.)
O negócio proposto pelo ministro francês, conforme descrito no excerto,
(Jean Carpentier e François Lebrun. Breve historia de Europa, 2018. Adaptado.)
O excerto descreve o período de hegemonia da monarquia espanhola na Europa e
(Georges Duby. Art et société au Moyen Age, 1997. Adaptado.)
O excerto refere-se à cultura da Idade Média Ocidental e acentua
(Roland Barthes e Patrick Mauriès. “Escrita”. In: Enciclopédia Einaudi, vol. 11, 1987.)
O excerto insere a invenção da escrita em um conjunto de transformações históricas que pressupõem
(Eric J. Hobsbawm. Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991, 1995.)
A afirmação do historiador justifica-se, pois a entrada da Rússia na Primeira Guerra Mundial