Questões de Vestibular
Sobre brasil monárquico – segundo reinado 1831- 1889 em história
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Desde os primeiros dias da República, os autores de livros didáticos para os cursos primário e secundário, obedecendo a critérios definidos pelas autoridades de governo na área da educação, passaram a estampar o retrato de D. Pedro II com as longas barbas e o aspecto cansado dos seus últimos anos de vida para associar à Monarquia a imagem de velhice e coisa antiga.
SILVA, P. N. N. Monarquia: verdades e mentiras. São Paulo: GRD, 1994 (adaptado).
De acordo com o texto, o uso que se fez da imagem de D. Pedro II tinha o objetivo de
TEXTO I
No Brasil, com o fim da escravidão, nada foi oferecido aos libertos além da liberdade — nem escolas, nem terras e muito menos direitos civis.
PAMPLONA, M. A. Direitos suados e lembrados. Revista de História da Biblioteca Nacional,
n. 66, mar. 2011 (adaptado).
TEXTO II
A taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade era de 13,3% para pretos em 2009, de 13,4% para pardos e de 5,9% para brancos.
Disponível em: http://educacao.uol.com.br. Acesso em: 26 abr. 2011.
Um grupo da camada social dominante brasileira que se opôs fortemente ao movimento citado era aquele composto pelos
A experiência de trazer imigrantes para o pais não era nova. Fora esboçada pelo Marquês de Pombal na segunda metade de século XVIII e muito estimulada nos governos de D. João VI e de D. Pedro I. A intenção era ocupar áreas de conflito do sul do Brasil, por meio da doação de pequenos lotes para serem trabalhados com mão de obra familiar, enobrecer o trabalho manual e produzir alimentos para o mercado interno.
Não era esse o tipo de trabalhador que desejavam os cafeicultores em meados do século XIX. Precisavam de imigrantes que não tivessem condições de obter a propriedade da terra e, assim, fossem obrigados a trabalhar na grande lavoura.
VAINFAS, Ronaldo et al. História: o longo século XIX, v. 2. São Paulo: Saraiva, 2010, p. 269. Adaptado.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre problemas que se relacionam à entrada de imigrantes no Brasil, nos últimos anos, vindos principalmente do Haiti e da Venezuela, pode-se estabelecer que o que identifica a peculiaridade da política migratória do Brasil, considerando o século XIX e o século XXI, é
GONÇALVES, Monique de Siqueira. Morte anunciada. História Viva. 2 fev. 2009. Disponível em:<http://historianovest.blogspot.com.br/2009/02/morteanunciada.htmil> . Acesso em: 8 mar. 2018.
A citação refere-se à epidemia de febre amarela que assolou a cidade do Rio de Janeiro em 1850. No contexto da época, acreditava-se que a epidemia era causada
(Sérgio Buarque de Holanda. Raízes do Brasil, 1987.)
O “caráter próprio” das fazendas de café do Oeste paulista de 1840 pode ser explicado, em parte, pelo
Observe as imagens das duas charges de Angelo Agostini publicadas no periódico Vida Fluminense. Ambas oferecem representações sobre a Guerra do Paraguai, que causaram forte impacto na opinião pública. A imagem I retrata Solano López como o “Nero do século XIX”; a imagem II figura um soldado brasileiro que retorna dos campos de batalha.
Sobre as imagens, é correto afirmar, respectivamente:
“Epopeia empolgante, da arremetida dos leões goytacazes em busca do insultador da Pátria amada! Lições de coragem, de desprendimento, de fé cívica que nos deixaram aqueles destemidos voluntários campistas abandonando as plagas camposinas, nos dias apreensivos de 1865, em busca do Sul, para baterem rijos ao atrevido Paysandu! Somente a 25 de janeiro de 1865 foi que os campistas puderam ter a demorada notícia [...] da invasão do território brasileiro, na província do Mato Grosso, pelas hordas fanáticas do [Solano] López [...]. A alma campista fremiu de patriotismo, e [...] três dias após a tremenda notícia [partiam] [...] os primeiros patriotas. Efetivamente cheio de estoicismo [...] 12 campistas [...] subiam a bordo do vapor [...].”
SOUSA, Horacio. Cyclo Aureo: História do 1º centenário da cidade de Campos 1835-1935. Campos dos Goytacazes, RJ: Essentia, 2014. 1ª edição de 1935. (Memórias Fluminenses: v. 1). p. 129 (adaptado).
O texto foi publicado pela primeira vez no ano de 1935, e trata da participação de voluntários da cidade de Campos dos Goytacazes na Guerra do Paraguai (1864-1870). Analisando historicamente o texto e relacionando-o com o referido conflito, julgue as afirmações a seguir:
I. O Império brasileiro não participou das tensões na região do rio da Prata antes da guerra, só dando atenção política à área quando se iniciaram as ações bélicas, como fica caracterizado no texto pela demora da chegada de notícias sobre o conflito.
II. A participação de voluntários na Guerra do Paraguai foi intensa, tendo partido milhares de soldados de todo o país, tidos, tanto em parte da imprensa da época quanto em parte da historiografia sobre o tema, como nobres voluntários, conforme são caracterizados no texto.
III. O processo político que culmina com o conflito foi fruto exclusivo das ações autoritárias do presidente paraguaio Solano López, que, segundo o texto, liderava “hordas fanáticas” e era um “insultador”.
A(s) afirmação(ões) CORRETA(S) é(são)
Sobre a sociedade brasileira no século XIX e a construção do Estado imperial, considere as seguintes afirmações.
I - O liberalismo, marcado pela defesa da propriedade privada e livre comércio, foi uma das correntes de pensamento adotadas pelas elites escravocratas brasileiras.
II - A unidade nacional, a integridade territorial e a escravidão estão entre os principais pilares da monarquia.
III- A nobreza imperial, definida como uma classe social distinta, era um segmento restrito reservado àqueles que possuíam vínculos de consanguinidade com a aristocracia europeia.
Quais estão corretas?
“As denúncias de que o exército brasileiro ao lutar na guerra (1864-1870) era formado por escravos não são novas. Ao contrário, têm pelo menos cento e vinte anos. Seus primeiros autores foram os redatores dos jornais paraguaios da época que tratavam de menosprezar o exército brasileiro com base no duvidoso argumento de que, por ser formado por negros, deveria ser de qualidade inferior”.
TORAL, André Amaral de. A participação dos negros escravos na guerra do Paraguai. Estudos Avançados. v. 9, nº 24, São Paulo, May/ Aug. 1995 (Adaptado).
Sobre os negros como partícipes da Guerra do Paraguai, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.
I. Os exércitos paraguaio, brasileiro e uruguaio tinham alguns batalhões formados exclusivamente por negros. Como exemplos, tem-se o Corpo dos Zuavos da Bahia e o batalhão uruguaio Florida.
II. Na época da Guerra do Paraguai, não existiam negros escravos ou ex-escravos no exército paraguaio. A escravidão havia sido abolida no Paraguai em 1842, por Carlos Lopes, pai de Francisco Solano López.
III. Na época da guerra (1864-1870), no Paraguai, o negro brasileiro era representado como inimigo. O exército brasileiro era o exército macacuno e seus líderes, segundo a propaganda lopizta, eram macacos que pretendiam escravizar o povo paraguaio, conduzindo-os da liberdade à escravidão.
IV. Havia negros no exército brasileiro na Guerra do Paraguai, mas eles já tinham sido libertos.
BERMAN, Marshall. Tudo que é sólido desmancha no ar: a aventura da modernidade. São Paulo: Brasiliense, 1990, p.147.
As reformas urbanas foram inspiradas no modelo parisiense a partir de fins do século XIX, influenciando, por exemplo, a intervenção urbanística do prefeito Pereira Passos no Rio de Janeiro.
Sobre tais reformas, é INCORRETO afirmar que
I. organizar eventos artísticos e passeatas. II. ingressar com processos na justiça e ações parlamentares. III.incentivar fugas e resistências armadas. IV.comprar passagens de retorno para a África. V. usar espaços cedidos pela Igreja Católica para mobilizações.
Estão CORRETAS, apenas, as estratégias contidas em
Quando chegar o feliz momento da abolição, não será devido nunca à inclinação sincera do povo ou do governo, a menos que venham a sofrer grande mudança. Pois quase me aventuraria a dizer que não há dez pessoas em todo o Império que considerem esse comércio um crime ou o encarem sob outro aspecto que não seja o de ganho e perda, de simples especulação mercantil, que deve continuar ou cessar conforme for vantajoso ou não. Acostumados a não fazer nada, os brasileiros em geral estão convencidos de que os escravos são necessários como animais de carga, sem os quais os brancos não poderiam viver.
HENRY CHAMBERLAIN, agente diplomático britânico, em 31/12/1823.
Adaptado de SOUSA, O. T. Fatos e personagens em torno de um regime. Rio de Janeiro: José Olympio, 1960.
Após a emancipação política do Império do Brasil, o debate sobre o fim do tráfico intercontinental
de escravos e da escravidão esteve em pauta, como abordado por Henry Chamberlain em 1823.
Naquele contexto, de acordo com o diplomata britânico, as resistências à abolição do tráfico e
da escravidão estavam associadas à conjuntura de:
(Celso Furtado. Formação econômica do Brasil, 2004. Adaptado.)
A respeito do sistema de parceria abordado no texto, assinale a alternativa correta.
Leia o fragmento para responder à questão.
“O dilema racial brasileiro, na forma em que ele se manifesta na cidade de São Paulo, lança suas raízes em fenômenos de estratificação social. (...) O sistema de castas foi abolido legalmente [com a Abolição da Escravidão]. Na prática, porém, a população negra e mulata (...) em vez de ser projetada, em massa, nas classes sociais (...), viu-se incorporada à ‘plebe’, como se devesse converter-se numa camada social dependente e tivesse de compartilhar de uma ‘situação de casta’ disfarçada. ”
(FERNANDES, F. A persistência do passado. In: FERNANDES, F. O negro no mundo dos brancos. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1972, pp. 84-85. Adaptado.)
De acordo com a abordagem do dilema racial na sociedade brasileira após a Abolição da Escravidão, presente no fragmento,
pode-se afirmar corretamente que
“O governo imperial [...] esmagou a nossa principal indústria, vexando-a ainda mais. [...] Repetidas reclamações de nossa parte sobre este assunto foram constantemente desprezadas pelo governo imperial [...]. Um só recurso nos restava, um único meio se oferecia à nossa salvação; e este recurso e este meio único era a nossa independência política e o sistema republicano [...].” Manifesto dos Farrapos, Piratini, 1838. In: PESSOA, R.C. A ideia republicana no Brasil através dos documentos. São Paulo: Alfa-Ômega, 1973. pp.21-31.
A Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos, no Rio Grande do Sul, foi a mais longa rebelião do Brasil Império, estendendo-se de 1835 a 1845. Entre as causas da insatisfação dos rebeldes, estava
Um fluxo intenso de mudanças, atingindo todos os níveis da experiência social, transformou o cotidiano das populações urbanas do ocidente, marcado pelo desenvolvimento e uso da eletricidade, do petróleo, da siderurgia e pelos avanços dos transportes, das comunicações e da medicina. No ritmo dessas mudanças, surgiram os grandes complexos industriais e as metrópoles modernas, nas quais se observa uma nova temporalidade, marcada pelo ritmo de produção das máquinas, pela racionalização dos usos do tempo, com a implantação de relógios em espaços públicos.
(SEVCENKO, Nicolau. Introdução. In: NOVAIS, Fernando (org.). História da Vida Privada no Brasil. Vol.III. São Paulo: Cia. das Letras, 1998). Adaptado.
O contexto internacional da Revolução Técnico-Científica ao qual o texto se refere está relacionado à mudança institucional e à recomposição social e política da sociedade brasileira no período
Esse texto é uma referência ao