Questões de Vestibular
Sobre brasil monárquico – segundo reinado 1831- 1889 em história
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Leia o fragmento para responder à questão.
“O dilema racial brasileiro, na forma em que ele se manifesta na cidade de São Paulo, lança suas raízes em fenômenos de estratificação social. (...) O sistema de castas foi abolido legalmente [com a Abolição da Escravidão]. Na prática, porém, a população negra e mulata (...) em vez de ser projetada, em massa, nas classes sociais (...), viu-se incorporada à ‘plebe’, como se devesse converter-se numa camada social dependente e tivesse de compartilhar de uma ‘situação de casta’ disfarçada. ”
(FERNANDES, F. A persistência do passado. In: FERNANDES, F. O negro no mundo dos brancos. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1972, pp. 84-85. Adaptado.)
De acordo com a abordagem do dilema racial na sociedade brasileira após a Abolição da Escravidão, presente no fragmento,
pode-se afirmar corretamente que
“O governo imperial [...] esmagou a nossa principal indústria, vexando-a ainda mais. [...] Repetidas reclamações de nossa parte sobre este assunto foram constantemente desprezadas pelo governo imperial [...]. Um só recurso nos restava, um único meio se oferecia à nossa salvação; e este recurso e este meio único era a nossa independência política e o sistema republicano [...].” Manifesto dos Farrapos, Piratini, 1838. In: PESSOA, R.C. A ideia republicana no Brasil através dos documentos. São Paulo: Alfa-Ômega, 1973. pp.21-31.
A Revolução Farroupilha ou Guerra dos Farrapos, no Rio Grande do Sul, foi a mais longa rebelião do Brasil Império, estendendo-se de 1835 a 1845. Entre as causas da insatisfação dos rebeldes, estava
Um fluxo intenso de mudanças, atingindo todos os níveis da experiência social, transformou o cotidiano das populações urbanas do ocidente, marcado pelo desenvolvimento e uso da eletricidade, do petróleo, da siderurgia e pelos avanços dos transportes, das comunicações e da medicina. No ritmo dessas mudanças, surgiram os grandes complexos industriais e as metrópoles modernas, nas quais se observa uma nova temporalidade, marcada pelo ritmo de produção das máquinas, pela racionalização dos usos do tempo, com a implantação de relógios em espaços públicos.
(SEVCENKO, Nicolau. Introdução. In: NOVAIS, Fernando (org.). História da Vida Privada no Brasil. Vol.III. São Paulo: Cia. das Letras, 1998). Adaptado.
O contexto internacional da Revolução Técnico-Científica ao qual o texto se refere está relacionado à mudança institucional e à recomposição social e política da sociedade brasileira no período
Esse texto é uma referência ao
A autora Lilia Schwarcz trata da construção do argumento racial após a abolição da escravidão (1888) e o advento da República (1889).
Interessa compreender como o argumento racial foi política e historicamente construído nesse momento, assim como o conceito de raça, que além de sua definição biológica acabou recebendo uma interpretação, sobretudo social.
[...]
É nesse sentido que o tema racial, apesar de suas implicações negativas, se transforma em um novo argumento de sucesso para o estabelecimento das diferenças sociais.
Fonte: SCHWARCZ, Lilia Moritz. O Espetáculo das Raças: Cientistas, Instituições e Questão Racial no Brasil (1870-1930). SP: Cia das Letras, 1993. p.23-24
Sobre a interpretação social do conceito de raça expresso no fragmento citado, é possível afirmar que:
1) O voto livre e universal do povo brasileiro; 2) A plena e absoluta liberdade de comunicar os pensamentos por meio de imprensa; 3) O trabalho com garantia de vida para o cidadão brasileiro; 4) O comércio de retalho só para os cidadãos brasileiros; 5) A inteira e efetiva independência dos poderes constituídos; 6) A extinção do poder moderador e do direito de agraciar; 7) O elemento federal na nova organização; 8) A completa reforma do poder judicial, em ordem a segurar as garantias dos direitos individuais dos cidadãos; 9) A extinção da lei do juro convencional; 10) A extinção do atual sistema de recrutamento.
Fonte: MARSON, Isabel. O império do progresso. A Revolução Praieira. São Paulo, 1987, p.79-80.
Com base nas reivindicações dos participantes da chamada Revolução Praieira, apresentadas no fragmento, constata-se que o grupo defendia:
Um dos eventos mais estudados durante o Segundo Reinado é a “Guerra contra o Paraguai”, que estourou na Bacia do Prata em 1864 e se estendeu até 1870. O trecho a seguir integra um conjunto de memórias sobre o conflito.
[...] Não tínhamos exército quando começara a luta no Sul. Decorrente dos princípios da regência trina, que fora instituída a guarda nacional, o pacífico reinado de D. Pedro II – a grande exceção entre as nações do século XIX – continuara a mesma orientação avessa a inúteis gastos militares num país necessitado de tudo, ainda embrionário, recém-saído do torpor colonial, que por três séculos o mantivera modorrento e deserto [...] Fora preciso tudo improvisar sob o ataque de Solano López. Às pressas foram ajuntados voluntários, marinha de guerra, armamento, munições, corpos de saúde, de engenharia, abastecimento etc., para acudir a ingrata contingência que não tínhamos provocado.
(Fonte: “Vida cotidiana em São Paulo no século XIX”, de Carlos Eugênio Marcondes de Moura, página 228)
Baseando-se no texto, assinale a alternativa cuja leitura NÃO está de acordo com as ideias defendidas pelo autor:
I - O principal objetivo da Lei de Terras brasileira foi promover a Reforma Agrária.
II – Um dos objetivos da Lei de Terras foi estabelecer a compra como única forma de obtenção de terras públicas.
III – A Lei de Terras foi uma estratégia política da elite agrária brasileira para impedir o monopólio da terra nas mãos de ricos fazendeiros.
IV – A Lei de Terras dificultou o acesso à terra por pessoas de baixa renda. Muitas dessas pessoas perderam suas terras e sua fonte de subsistência, o que ocasionou maior oferta de mão de obra nas grandes propriedades rurais.
V – A Lei de Terras favoreceu a elite agrária brasileira e a expansão da economia cafeeira.
Com base nas afirmativas, marque a alternativa correta.
CHALHOUB, S. Cidade febril: cortiços e epidemias na Corte imperial. São Paulo: Companhia das Letras, 1999. 250 p., p. 23.
O autor do TEXTO apresenta informações sobre o período próximo à abolição da escravidão legal no Brasil, uma instituição que marcou profundamente a cultura nacional. Com relação à ideia global do texto e a partir de seus conhecimentos sobre o tema, é possível afirmar que