Questões de Vestibular Comentadas sobre filosofia
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Hobbes, T. Leviatã. São Paulo: Abril Cultural, 1988, p. 30. (Coleção Os Pensadores)
De acordo com a passagem apresentada e com a obra de que foi retirada, é correto dizer que, para Thomas Hobbes:
Krenak, A. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. p. 49.
Na obra Ideias para adiar o fim do mundo, Ailton Krenak sustenta que a filosofia indígena se estrutura a partir:
Chaui, M. Cultura e democracia, Crítica y emancipación: Revista latino-americana de Ciencias Sociales, n. 1, 2008, p. 75.
Cultura é um termo polissêmico, assumindo diferentes significados ao longo do tempo. Em “Cultura e democracia”, Marilena Chaui considera que a cultura se democratiza quando:
Wallace, D. F. Pense na lagosta. Uma incursão num mundo de exageros, mau gosto, prazeres e crueldade, Revista Piauí, ed. 72, set. 2012.
No texto “Pense na lagosta”, David Foster Wallace defende que:
[...] Ao criticar a democracia e ao historiar o surgimento do tirano, Platão implicitamente propõe a seguinte questão: E se for vontade do povo, não que ele próprio governe, e sim um tirano em seu lugar? O homem livre, sugere Platão, pode exercer sua absoluta liberdade a princípio desafiando as leis e, em última análise, desafiando sua própria liberdade e clamando por um tirano. Isto não é apenas uma possibilidade remota; tem acontecido numerosas vezes; e, de cada vez que aconteceu, colocou em desesperada posição intelectual todos aqueles democratas que adotam, como base final de seu credo político, o princípio do governo da maioria ou forma semelhante do princípio de soberania [...]
POPPER, Karl Raimund. A sociedade aberta a seus inimigos. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1974. p. 138-139.
No trecho da obra A sociedade aberta a seus inimigos, o filósofo Karl Popper propõe o conceito do “paradoxo da tolerância”. De acordo com o autor,
ADORNO, Theodor. Teoria estética. Trad. Artur Morão. Lisboa: Edições 70, 1988, p. 232. – Adaptado.
Segundo diz o filósofo alemão T. Adorno na passagem acima, o baixo nível artístico-cultural da época dominada pela indústria cultural, deve-se
Mateus Nogueira – Estou eu imaginando todas as almas dos homens serem umas e todas de uma mesma matéria, feitas à imagem e semelhança de Deus, e todas capazes da glória e criadas para ela. Diante de Deus, têm a mesma natureza a alma do papa e a alma de um indígena da capitania do Espírito Santo.
Gonçalo Álvares – Os indígenas têm alma como nós?
Mateus Nogueira – É claro! Afinal, a alma tem três potências: entendimento, vontade e memória, que todos têm. [...] Você teve tão ruim entendimento para entender o que eu queria lhe dizer como os nativos para entender as coisas de nossa fé. [...]
NÓBREGA, M. Obra completa. Rio de Janeiro: Ed. PUC-Rio; São Paulo: Loyola, 2017, p. 213-214. – Adaptado.
A discussão sobre a existência da alma possuindo entendimento e vontade, sendo independente do corpo e suas sensações, e comum a todos os homens, foi depois tema central em uma corrente da filosofia europeia moderna, qual seja:
FRANCO, A. A. M. O índio brasileiro e a revolução francesa: As origens brasileiras da teoria da bondade natural. – 2ª ed. Rio de Janeiro: J. Olympio; Brasília: INL, 1976, p. 19-20. – Adaptado.
Segundo Afonso Arinos de Melo Franco, as descrições dos habitantes originários do litoral brasileiro dos séculos XVI e XVII, nos relatos de viagem de europeus ao Brasil, influenciaram a elaboração, na Europa, das modernas teorias do Estado como resultado de uma saída do estado de natureza através de um contrato (ou pacto) social. Segundo a citação acima, esses relatos ajudaram os filósofos europeus a pensar sobre
“A democracia que conhecemos instituiu-se por vias selvagens, sob o efeito de reivindicações que se mostraram indomesticáveis. E todo aquele que tenha os olhos voltados para a luta de classes, [...], deveria convir que ela foi uma luta pela conquista de direitos — exatamente aqueles que se mostram hoje constitutivos da democracia [...]. Poderoso agente da revolução democrática, o movimento operário talvez tenha, por seu turno, se atolado na lama das burocracias, nascidas da necessidade de sua organização. Acontece, no entanto, para além dos choques de interesses particulares nos quais a democracia corre o risco de se deteriorar, que os conflitos que atravessam a sociedade em todos os níveis sempre deixam visível uma oposição geral, que é sua mola-mestra, entre dominação e servidão”.
LEFORT, Claude. A invenção democrática: os limites do totalitarismo. São Paulo: Brasiliense, 1983. p. 26.
Tomando por base o trecho acima apresentado, é correto afirmar que
REIS, Diego dos Santos. Lélia Gonzalez, Por uma Filosofia Amefricana. Anais do IV Congresso de Pesquisadores/as Negros/as, 2023.
Segundo Diego dos Santos Reis, para a filósofa Lélia González,
NOGUEIRA, Francisco Alcântara. Farias Brito e a Filosofia do Espírito. Rio de Janeiro: Livraria Freitas Bastos S/A, 1962., p. 45.
Com base na apresentação de Alcântara Nogueira, é correto afirmar que a compreensão de Farias Brito sobre Deus é uma espécie de
As discussões acerca das possibilidades de criação estética a partir do desenvolvimento dos recursos de IA envolvem os limites éticos para a aplicação desses recursos no campo das artes e das ciências.
A racionalidade científica moderna funda-se na ideia de um sujeito racional apto ao desenvolvimento de sua autonomia, a partir da prevalência da sensibilidade sobre o mero entendimento da realidade.
As preocupações filosóficas acerca das características do conhecimento e de suas possibilidades expressam-se desde a Antiguidade, no entanto a ausência de tecnologias naquele período da história impede a aproximação de tais reflexões aos fenômenos relativos à IA.
“Mas, se as mulheres devem ser excluídas, sem voz, da participação dos direitos naturais da humanidade, prove antes, para afastar a acusação de injustiça e inconsistência, que elas são desprovidas de razão; de outro modo, essa falha em sua NOVA CONSTITUIÇÃO sempre mostrará que o homem deve de alguma forma agir como um tirano, e a tirania, quando mostra sua face despudorada em qualquer parte da sociedade, sempre solapa a moralidade”.
(WOLLSTONECRAFT, M. Reivindicações dos direitos da mulher. São Paulo: Boitempo Editorial, p. 20, 2016.)
Assinale a opção que melhor sintetiza a crítica de Wollstonecraft apresentada no excerto.
Glauco: – Concordo também, até onde sou capaz de seguir a tua imagem.
(Adaptado de PLATÃO. A República. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 517b6-c5.)
O diálogo anterior aparece em uma passagem da obra A República, de Platão, trecho que ficou conhecido como “o mito da caverna”. Sobre esse diálogo, assinale a alternativa correta.
(Adaptado de: SMITH, A. A riqueza das nações: investigação sobre sua natureza e suas causas. São Paulo: Editora Nova Cultural, 1996. p.438.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre Liberalismo, considere as afirmativas a seguir.
I. Embora repensado e ressignificado em diferentes aspectos, o Liberalismo proposto por Smith ofereceu algumas das bases para a estruturação posterior do Neoliberalismo.
II. Utilizando da metáfora da “mão invisível” que regularia o universo econômico, Smith afirma o princípio de não intervenção estatal.
III. No conjunto, os ideais do Liberalismo propostos por Smith constituíam uma defesa do Absolutismo, cujas diretrizes políticas favoreciam sua proposta econômica.
IV. Para Smith, a livre concorrência seria um empecilho ao desenvolvimento do Liberalismo, pois resultaria no desequilíbrio econômico.
Assinale a alternativa correta.