Questões de Vestibular Comentadas sobre sociologia

Foram encontradas 1.032 questões

Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST Prova: FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946291 Sociologia
Os grotões transformaram-se em jardins cortados a meio pelas avenidas e pela sombra dos viadutos não há mais sapo. Nos jardins encontrareis recintos fechados com instrutoras, dentistas, educadoras sanitárias dentro. São os parques infantis, onde as crianças proletárias se socializam aprendendo nos brinquedos o cooperativismo e a consciência do homem social.

Mário de Andrade. “Dia de São Paulo”. Revista do Arquivo Municipal. São Paulo: Departamento de Cultura, 1936, nº 19.

O excerto relata alterações na paisagem urbana paulistana com a implantação de novos equipamentos que visavam
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST Prova: FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946261 Sociologia
Em meados do século XIX, Nísia Floresta publicou no Brasil seu Opúsculo Humanitário, uma ardente defesa da educação como meio para eliminar os obstáculos que impediam as mulheres de contribuir, em condições de igualdade com os homens, com a sociedade brasileira. Para tanto, contrapõe o estado da educação das mulheres nas nações ditas civilizadas e cultas ao péssimo estado da educação, pública e privada, religiosa e laica no Brasil, assumindo que a educação é uma expressão do grau de civilização das nações e muito influente sobre sua moralidade. Meio século mais tarde, Émile Durkheim dedicou duas obras à educação escolar: Educação e Sociologia e A Educação Moral. Nelas, o sociólogo francês concebe a escola como um espaço de transmissão da civilização às novas gerações por meio da sua socialização nos sentimentos, ideias e valores da sociedade, além da promoção da solidariedade com as múltiplas sociedades das quais participamos e com a humanidade como um todo. Ao funcionar como uma forma de vinculação às normas sociais por meio de uma compreensão racional da moralidade que subjaz a esses sentimentos, ideias e valores, a escola seria também um espaço de produção de autonomia. Mas, para que assim seja, esses sentimentos, ideias e valores deveriam ser justificáveis exclusivamente pela razão, sem invocar princípios religiosos, que são exclusivistas. É correto afirmar que em seus escritos sobre educação, Durkheim e Floresta convergem ao 
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Ano: 2025 Banca: ECONRIO Órgão: FACMAR Prova: ECONRIO - 2025 - FACMAR - Vestibular Medicina - Primeiro Semestre 2026 |
Q3902364 Sociologia
O Brasil tem 295 línguas indígenas faladas em todo o território nacional, aponta o Censo de 2022. Na comparação com o levantamento anterior, de 2010, houve um aumento de 21 registros. A língua indígena com mais falantes no país é tikúna, com 51.978 falantes. Em seguida estão a guarani-kaiowá, com 38.658, e a guajajara, que soma 29.212.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/. Acesso em: 24 out. 2025.


Diante dos povos originários, a comparação entre os dados do censo atual e o de 2010 indica que ocorreu:
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Q3857515 Sociologia
Se antes a informação era um produto comercializado pelas grandes instituições e emissoras, agora é também feita pelos indivíduos. Cada usuário das redes sociais se configura como um grande emissor; cada indivíduo se torna uma mídia poderosa. No entanto, repete-se a fórmula na qual a relevância das informações está vinculada não ao seu potencial emancipatório, mas à audiência que é capaz de gerar (entendida como o número de compartilhamentos, seguidores, tempo de permanência). Enquanto não se desenvolver uma cultura crítica do uso dos meios em benefício da libertação humana, os meios digitais se parecerão, cada vez mais, com os meios de comunicação de massa. A massificação se torna remassificação.

(Patricio Dugnani. “Meios de Comunicação de Massa e Meios Digitais: remassificação e internetilização”. In: Anagramas Rumbos y Sentidos de la Comunicación, 2024. Adaptado.)

O excerto revela que a comunicação contemporânea mantém traços centrais dos conceitos de indústria cultural, teorizados pela Escola de Frankfurt, que podem ser identificados a partir da
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Q3857498 Sociologia
A norma oficial ditava que a mulher devia ser resguarda da em casa, ocupando-se dos afazeres domésticos, enquanto os homens asseguravam o sustento da família trabalhando no espaço da rua. Longe de retratar a realidade, tratava-se de um estereótipo calcado nos valores da elite colonial [...]. Com a industrialização, [as mulheres] chegaram, junto com as crianças, a compor mais da metade da força de trabalho em certas indústrias, notadamente nas de tecidos. As estatísticas sobre o Rio Grande do Sul em 1900 mostram que cerca de 42% da população economicamente ativa era feminina [...]. No censo de 1920 [...], ainda 49,4% da população economicamente ativa (PEA) do estado e 50,8% da PEA em Porto Alegre constavam como feminina. Na indústria, as mulheres ocupavam 28,4% das vagas no estado, e 29,95% na capital.

(Cláudia Fonseca. “Ser mulher, mãe e pobre”. In: Mary Del Priore (org.). História das mulheres no Brasil, 2015.)

Os dados apresentados no excerto mostram que
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Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: FEMPAR Prova: FGV - 2025 - FEMPAR - Vestibular - Medicina |
Q3840987 Sociologia
No estado do Paraná, desde meados da década de 1970, uma parte significativa da construção de discursos desenvolvimentistas esteve vinculada à ideia de que as monoculturas representavam importante impulso econômico e social, como sinônimo de modernidade.
KLANOVOCZ, Jo. A Sojização da Agricultura Moderna no Paraná, Brasil: Uma questão de história ambiental. Fronteiras: Journal of Social, Technological and Environmental Science http://revistas.unievangelica.edu.br/index.php/fronteiras/ Acesso: 09 jul. 2025.

Em relação ao processo produtivo destacado, analise as afirmativas a seguir.

I. Representou um grande impacto socioambiental, com perda de biodiversidade existente e mudanças na organização social do trabalho.
II. Transformou a paisagem estadual, com a substituição de culturas tradicionais e a diminuição dos campos nativos e de florestas pelo plantio da soja.
III. Foi marcado pela incorporação intensa de fatores modernizadores, como o melhoramento genético e o uso de insumos químicos no combate de patógenos.

Está correto o que se afirma em
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Ano: 2025 Banca: IDCAP Órgão: FAESA Prova: IDCAP - 2025 - FAESA - Vestibular - Medicina - Segundo Semestre |
Q3822537 Sociologia
Considere o trecho a seguir:

"A 12ª edição do Lollapalooza Brasil reuniu 240 mil pessoas ao longo de três dias no Autódromo de Interlagos. No entanto, a programação deste ano foi uma das menos atraentes e diversas dos últimos tempos, o que impactou a experiência geral do festival. Se por um lado os headliners não impressionaram tanto, o ponto alto ficou por conta dos shows menos divulgados, mas que conquistaram o público mais antenado. Ca7riel & Paco Amoroso, Parcels, Neil Frances, Michael Kiwanuka e Inhaler foram algumas das apresentações que renderam elogios e surpresas. Entre os brasileiros, Terno Rei e Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo também se destacaram."

Fonte: https://rollingstone.com.br/musica/lollapalooza-brasil-2025- entre-altos-e-baixos-festival-reflete-um-momento-de-transicao/

A partir do contexto artístico cultural evidenciado no texto, é correto afirmar que: 
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Ano: 2025 Banca: FUNDEPES Órgão: Qualin Prova: FUNDEPES - 2025 - Qualin - Vestibular - Medicina - Segundo Semestre - 1º Dia |
Q3747892 Sociologia
    A cidade de Nova York está processando várias redes sociais, alegando que os designs das suas plataformas exploram a saúde mental dos jovens e custam à cidade US$ 100 milhões em programas e serviços de saúde relacionados todos os anos. No processo contra TikTok, Instagram, Facebook, Snapchat e YouTube, a cidade de Nova York afirmou que as plataformas são responsáveis por um aumento nos problemas de saúde mental entre os jovens, incluindo depressão e transtornos suicidas.
Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/negocios/nova-york-processa-redes-sociaispor-crise-de-saude-mental-de-adolescentes/. Acesso em: 30 mar. 2025. 

Considerando-se a temática da socialização e a notícia sobre o impacto das redes sociais na saúde mental dos jovens, como a Sociologia avalia a situação?
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Ano: 2025 Banca: FUNDEPES Órgão: Qualin Prova: FUNDEPES - 2025 - Qualin - Vestibular - Medicina - Segundo Semestre - 1º Dia |
Q3747891 Sociologia
Roupas ainda influenciam o sucesso profissional?
Pesquisas mostram que aquilo que você veste influencia a maneira como você se vê no trabalho - e isso tem impacto na performance
A pesquisa examinou as formas como as roupas afetam nossas escolhas. Eles recrutaram funcionários de escritório de várias empresas sul-coreanas, nenhuma delas com código de vestimenta, liberando as pessoas para usar o que quisessem no trabalho (dentro do razoável, espera-se). Os resultados mostram que, quando os funcionários sentem que estão bem e que suas roupas são únicas de alguma forma, isso resulta em maior autoestima, o que os torna mais produtivos e mais propensos a atingir seus objetivos. Um impulso semelhante foi encontrado quando as roupas ajudaram os trabalhadores a se adequarem a quaisquer normas do escritório, mas esse impulso só surgiu quando os funcionários interagiram regularmente uns com os outros.
Disponível em: https://forbes.com.br/carreira/2023/03/roupas-ainda-influenciam-o-sucessoprofissional/. Acesso em: 25 mar. 2025.

Os resultados da pesquisa mostram um tema bastante debatido pelos autores do interacionismo simbólico, no qual o comportamento dos indivíduos é decorrente das expectativas geradas por outros indivíduos na sociedade, o que a Sociologia chama de
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Ano: 2025 Banca: FUNDEPES Órgão: Qualin Prova: FUNDEPES - 2025 - Qualin - Vestibular - Medicina - Segundo Semestre - 1º Dia |
Q3747890 Sociologia
Um dos teóricos que procurou explicar o tema da pobreza nas sociedades capitalistas foi Karl Marx, para quem a pobreza é compreendida como
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Ano: 2025 Banca: IPEFAE Órgão: UNIFAE - SP Prova: IPEFAE - 2025 - UNIFAE - SP - Vestibular - Medicina |
Q3729478 Sociologia
Iracema de Almeida (1921-2004) foi uma das primeiras mulheres negras formadas em Medicina no Brasil e pioneira no estudo da Anemia Falciforme, doença genética que, de acordo com evidências científicas, é mais frequente na população negra. Ela também foi fundadora do Grupo de Trabalho de Profissionais Liberais e Universitários Negros (GTPLUN). Ao longo de sua trajetória, praticou o lema “uma sobe e puxa a outra”, promovendo a profissionalização e a valorização econômica da população negra, especialmente das mulheres, em plena ditadura militar, período em que o governo propagava a ideia de que o Brasil seria uma “democracia racial”.
Considerando o contexto histórico e a atuação de Iracema de Almeida, assinale a alternativa que melhor explica a relação entre sua luta e as desigualdades de oportunidades enfrentadas pela população negra no Brasil:
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Ano: 2025 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2025 - UEG - Vestibular (2º Semestre 2025) |
Q3510622 Sociologia
Leia a matéria a seguir para responder à questão.


Proletários de plataforma
Como a indústria de inteligência artificial lucra criando uma nova classe trabalhadora sem direitos no Brasil


A baiana Lílian largou um emprego CLT no ano passado. Por causa da filha pequena, trabalhar fora de casa era um pesadelo. Foi em um vídeo no TikTok que ficou sabendo da possibilidade de trabalhar online treinando inteligência artificial.
[...]

Hoje, trabalha em horários flexíveis, seis dias por semana, para “melhorar a inteligência artificial com dados”, como propagandeia a Appen. No fim do mês, se tudo der certo, tira R$ 1.400, sem nenhum outro benefício. Lílian faz parte de uma classe de trabalhadores muitas vezes definidos como fantasmas, escondidos ou microtrabalhadores. Por meio de plataformas multinacionais como Tellus, OneForma e a própria Appen, grandes empresas de tecnologia contratam mão de obra barata, em larga escala e em diversos países, para executar pequenas tarefas.

Na outra ponta da cadeia, gigantes como Meta, Google e TikTok lucram com a facilidade de comprar bases de dados já preparadas por trabalhadores que custam infinitamente menos do que os profissionais do mercado de tecnologia. As big tech também se beneficiam de uma cadeia que opera à margem da lei, opaca e blindada por contratos de confidencialidade, em que as pessoas sequer sabem para quem ou para quê estão trabalhando. Além dos salários baixos, esses trabalhadores terceirizados não recebem treinamento e trabalham com prazos apertados. Há inúmeros relatos de calotes, contratos rompidos unilateralmente sem explicação e desassistência das plataformas.
[...]

Os sistemas de aprendizado de máquina são um tipo de inteligência artificial, um conjunto de algoritmos que, a partir de determinado input – dados ou informações disponíveis – gera um output, ou seja, o resultado desejado. Isso pode ser feito com uma árvore de decisão, por exemplo. Mas, no caso da IA generativa, o próprio sistema aprende a decidir sozinho, no chamado ‘deep learning’, ou aprendizado profundo. O programador não cria a regra – só mostra o resultado desejado.

Os dados produzidos por essa legião de trabalhadores são a matéria prima e o refinamento dessa automatização. É a partir deles que os sistemas de computação ditos inteligentes aprendem os padrões que vão imitar depois.

Sem uma montanha de conteúdo produzido por veículos de comunicação e pessoas reais, o ChatGPT seria incapaz de oferecer respostas qualificadas. Sem pessoas reais interpretando erros de digitação em resultados de busca, o Google não adivinharia o que você realmente quis dizer com aquela palavra que escreveu errado. Sem trabalhadores interpretando fotos para treinar algoritmos de visão computacional, câmeras inteligentes não conseguiriam identificar objetos em uma imagem.

Para executar o enorme número de tarefas humanas necessárias para o desenvolvimento de sistemas de IA, é preciso contratar também milhões de trabalhadores. O jeito mais barato que a indústria encontrou para fazer isso foi por meio de multinacionais intermediárias.
[...]

DIAS, Tatiana; SCHURIG, Sofia. Proletários de plataforma: como a indústria de inteligência artificial lucra criando uma nova classe trabalhadora sem direitos no Brasil. 2024. Disponível em: https://www.intercept.com.br/2024/07/22/inteligencia-artificial-classe-trabalhadora-sem-direitos-no-brasil/. Acesso em: 24 mar. 2025.
O desenvolvimento das inteligências artificiais (IA) tem suscitado muitos debates a respeito da ética na produção de materiais originais; da sustentabilidade, com a proliferação de enormes centros de dados; da substituição da força de trabalho por máquinas ou programas de computador; além disso, o uso de IA toca na questão do recrudescimento cognitivo. Levando em consideração os problemas sociais advindos das inteligências artificiais, verifica-se que seu desenvolvimento impacta 
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Ano: 2025 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2025 - UEG - Vestibular (2º Semestre 2025) |
Q3510621 Sociologia
Leia a matéria a seguir para responder à questão.


Proletários de plataforma
Como a indústria de inteligência artificial lucra criando uma nova classe trabalhadora sem direitos no Brasil


A baiana Lílian largou um emprego CLT no ano passado. Por causa da filha pequena, trabalhar fora de casa era um pesadelo. Foi em um vídeo no TikTok que ficou sabendo da possibilidade de trabalhar online treinando inteligência artificial.
[...]

Hoje, trabalha em horários flexíveis, seis dias por semana, para “melhorar a inteligência artificial com dados”, como propagandeia a Appen. No fim do mês, se tudo der certo, tira R$ 1.400, sem nenhum outro benefício. Lílian faz parte de uma classe de trabalhadores muitas vezes definidos como fantasmas, escondidos ou microtrabalhadores. Por meio de plataformas multinacionais como Tellus, OneForma e a própria Appen, grandes empresas de tecnologia contratam mão de obra barata, em larga escala e em diversos países, para executar pequenas tarefas.

Na outra ponta da cadeia, gigantes como Meta, Google e TikTok lucram com a facilidade de comprar bases de dados já preparadas por trabalhadores que custam infinitamente menos do que os profissionais do mercado de tecnologia. As big tech também se beneficiam de uma cadeia que opera à margem da lei, opaca e blindada por contratos de confidencialidade, em que as pessoas sequer sabem para quem ou para quê estão trabalhando. Além dos salários baixos, esses trabalhadores terceirizados não recebem treinamento e trabalham com prazos apertados. Há inúmeros relatos de calotes, contratos rompidos unilateralmente sem explicação e desassistência das plataformas.
[...]

Os sistemas de aprendizado de máquina são um tipo de inteligência artificial, um conjunto de algoritmos que, a partir de determinado input – dados ou informações disponíveis – gera um output, ou seja, o resultado desejado. Isso pode ser feito com uma árvore de decisão, por exemplo. Mas, no caso da IA generativa, o próprio sistema aprende a decidir sozinho, no chamado ‘deep learning’, ou aprendizado profundo. O programador não cria a regra – só mostra o resultado desejado.

Os dados produzidos por essa legião de trabalhadores são a matéria prima e o refinamento dessa automatização. É a partir deles que os sistemas de computação ditos inteligentes aprendem os padrões que vão imitar depois.

Sem uma montanha de conteúdo produzido por veículos de comunicação e pessoas reais, o ChatGPT seria incapaz de oferecer respostas qualificadas. Sem pessoas reais interpretando erros de digitação em resultados de busca, o Google não adivinharia o que você realmente quis dizer com aquela palavra que escreveu errado. Sem trabalhadores interpretando fotos para treinar algoritmos de visão computacional, câmeras inteligentes não conseguiriam identificar objetos em uma imagem.

Para executar o enorme número de tarefas humanas necessárias para o desenvolvimento de sistemas de IA, é preciso contratar também milhões de trabalhadores. O jeito mais barato que a indústria encontrou para fazer isso foi por meio de multinacionais intermediárias.
[...]

DIAS, Tatiana; SCHURIG, Sofia. Proletários de plataforma: como a indústria de inteligência artificial lucra criando uma nova classe trabalhadora sem direitos no Brasil. 2024. Disponível em: https://www.intercept.com.br/2024/07/22/inteligencia-artificial-classe-trabalhadora-sem-direitos-no-brasil/. Acesso em: 24 mar. 2025.
Levando em consideração o fenômeno da reestruturação produtiva e o conceito sociológico de trabalho alienado, o trabalho descrito na matéria expressa
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Q3508200 Sociologia
Leia o trecho a seguir:

Consumismo é consumir mais do que precisamos, consumir para construir uma identidade própria, consumir para mostrar um estado socioeconômico, consumir pelo tédio, consumir para aplacar a ansiedade, consumir procurando uma felicidade que nunca chega. Ao consumo são atribuídas uma série de vantagens que ele na verdade não tem, mas o consumismo continua sendo encorajado, já que é o combustível principal do atual sistema econômico. O shopping, cheio de luzes chamativas e cores, de tentações inescapáveis e de emoções plastificadas, poderia muito bem ser uma imagem icônica de uma sociedade que se dirige despreocupadamente ao abismo.
FANJUL, Sergio C. Consumir procurando uma felicidade que nunca chega, como compramos para construir nossa identidade. 2021. Disponível em: https://brasil.elpais.com/cultura/2021-10-08/consumir-procurando-uma-felicidade-que-nunca-chega-como-compramos-para-construir-nossa-identidade.html. Acesso em: 13 maio 2025.

Na contemporaneidade, o consumo deixa de ser um meio para mera manutenção da existência física dos indivíduos e adquire também importância social na construção de identidades. A relação entre consumo, marcas e identidade demonstra que
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Q3508198 Sociologia
A educação no Brasil é marcada por desigualdades sociais. Essas desigualdades envolvem os investimentos diferentes no ensino público e no ensino privado, a estrutura física das escolas, as condições variadas de tempo disponível para estudo e as diferenças dentro daquilo que o sociólogo Pierre Bourdieu conceituou como capital cultural. O conceito de capital cultural remete ao acúmulo de conhecimentos de uma pessoa, fruto de sua formação cultural, de seus pais e parentes próximos, bem como do local onde reside e da classe social à qual pertence; trata-se de um conjunto de recursos simbólicos e competências relativas à cultura legítima.
Pensando a educação brasileira, no contexto das desigualdades sociais, a partir da teoria de Pierre Bourdieu e de seu conceito de capital cultural, a educação é 
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Ano: 2024 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2024 - UEG - Vestibular (1º Semestre 2025) |
Q3510675 Sociologia
Leia a notícia a seguir.
Queimadas e seca histórica impactam o bolso e a saúde do brasileiro
As condições atuais do Brasil afetam os preços dos alimentos, a energia, a saúde e o mercado financeiro, causando prejuízos bilionários.

A pior seca dos últimos 70 anos no Brasil, aliada às recentes ondas de calor e queimadas, tem impactado profundamente a sociedade. Além de afetar a saúde e a qualidade do ar, a situação mexe também com o desempenho das empresas e o bolso dos brasileiros. Em agosto de 2024, as queimadas atingiram mais de 5,65 milhões de hectares — uma área equivalente ao estado da Paraíba. Os dados são da MapBiomas. Atualmente, o Brasil responde por 50% dos incêndios na América do Sul, com São Paulo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul sendo os estados mais afetados. O impacto econômico é alarmante. Entre janeiro e 16 de setembro de 2024, os prejuízos com incêndios florestais chegaram a R$ 1,1 bilhão — 33 vezes maior do que as perdas no mesmo período do ano passado, quando o valor foi de R$ 32,7 milhões, de acordo com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM). O governo atribui as queimadas, especialmente na Amazônia e no Pantanal, a uma combinação de condições climáticas extremas e ações criminosas, e está estudando medidas para punir os responsáveis pelos incêndios.

SANTOS, Poliana. Queimadas e seca histórica impactam o bolso e a saúde do brasileiro. Forbes. Disponível em: https://forbes.com.br/forbesmoney/2024/09/queimadas-e-seca-historica-impactam-o-bolso-e-a-saude-do-brasileiro/Acesso em: 19 set. 2024.

As queimadas no Brasil têm acarretado prejuízos para a saúde e economia da população. Sob a perspectiva sociológica, no que diz respeito à relação entre indivíduo e sociedade, as queimadas criminosas
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Ano: 2024 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2024 - UEG - Vestibular (1º Semestre 2025) |
Q3510672 Sociologia
A relação entre indivíduo e sociedade é um dos temas fundamentais da sociologia como ciência. Os estudiosos da sociologia destacam que os autores clássicos Karl Marx, Émile Durkheim e Max Weber expressaram, em suas obras, abordagens distintas acerca do tema. Essas abordagens podem ser assim resumidas:
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Ano: 2024 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2024 - UEG - Vestibular - Medicina (2º Semestre 2024) |
Q3509430 Sociologia

Leia o texto a seguir.


A acumulação flexível, como vou chamá-la, é marcada por um confronto direto com a rigidez do fordismo. Caracteriza-se pelo surgimento de setores de produção inteiramente novos, novas maneiras de fornecimento de serviços financeiros, novos mercados e, sobretudo, taxas altamente intensificadas de inovação comercial, tecnológica e organizacional. A acumulação flexível envolve rápidas mudanças de padrões do desenvolvimento desigual, tanto entre setores como no chamado ‘setor de serviços’, bem como conjuntos industriais completamente novos em regiões até então subdesenvolvidas. A acumulação flexível foi acompanhada na ponta do consumo, portanto, por uma atenção muito maior às modas fugazes e pela mobilidade de todos os artifícios de indução de necessidades e de transformação cultural que isso implica. A estética relativamente estável do modernismo fordista cedeu lugar a todo o fermento, instabilidade e qualidades fugidias de uma estética pósmoderna que celebra a diferença, a efemeridade, o espetáculo, a moda e a mercadificação de formas culturais.


HAVEY, David. Condição pós-moderna. 3. ed. São Paulo: Loyola, 1993. p. 140-148. [Adaptado].



Analisando a sociedade de forma panorâmica, verifica-se que a “acumulação flexível” é um processo ladeado por múltiplas determinações sociais, alcançando um âmbito para além do trabalho e da produção industrial. Nesse sentido, a sociedade, na qual a “acumulação flexível” é implementada, compreende também os seguintes aspectos:

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Ano: 2024 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2024 - UEG - Vestibular - Medicina (2º Semestre 2024) |
Q3509429 Sociologia

Leia o texto a seguir.


No primeiro capítulo de seu livro Visões da tradição sociológica, o sociólogo estadunidense Donald Levine discute uma das características do nosso tempo: a visão fragmentária do mundo. Seu texto inspira uma reflexão sobre o processo de socialização tal como ocorre hoje. Cada vez mais, a socialização acontece em pequenos fragmentos. A televisão despeja imagens e as pessoas ‘zapeiam’ de canal em canal. A leitura de livros é substituída pela de resumos ou de resenhas publicadas nos periódicos, quando não apenas por frases e parágrafos soltos destacados em revistas semanais. Os computadores apresentam as notícias e informações como se fossem todas iguais e tivessem a mesma importância. Os pais entregam os filhos para as escolas e acreditam que com isso estão educando. Os estudantes demonstram uma capacidade reduzida para argumentar com fundamento e quase não têm uma visão histórica ou processual do que está acontecendo, pois, como nos diz Eric Hobsbawm, para eles até a Guerra do Vietnã é pré-histórica, o que evidencia não apenas ignorância do passado, mas também falta de um senso de relação histórica. Os mais velhos são considerados improdutivos e ultrapassados, um peso para os familiares, como se não pudessem mais dizer ou ensinar algo aos mais novos. O que importa é o momento e o novo que aparece a todo instante.


TOMAZI, Nelson Dacio. Conecte: Sociologia para o ensino médio. São Paulo: Saraiva, 2011. p. 22.



O texto apresenta uma crítica à socialização tal como ocorre hoje. Como um importante conceito sociológico, a socialização é um processo

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Ano: 2024 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2024 - UEG - Vestibular - Medicina (2º Semestre 2024) |
Q3509428 Sociologia
A sociologia se desenvolveu como ciência no século XIX. Ela foi criada a partir da necessidade de compreender os problemas da sociedade moderna que se manifestavam na época, como o desenvolvimento da indústria e o consequente deslocamento da produção do campo para as cidades, que afetaram as relações familiares e de trabalho, a questão da moradia e saneamento básico, assim como questões políticas. Atualmente, a sociedade também passa por diversos problemas que demandam análises sociológicas. Isso ocorre porque a sociologia tem como objeto de estudo as relações sociais. Desta forma, uma questão social contemporânea que demanda análise sociológica é: 
Alternativas
Respostas
1: B
2: C
3: C
4: A
5: B
6: E
7: A
8: B
9: E
10: D
11: B
12: E
13: E
14: C
15: E
16: C
17: D
18: E
19: D
20: B