Questões de Vestibular Comentadas sobre sociologia

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Ano: 2026 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2026 - UFU-MG - Vestibular - Segundo Semestre 2026 |
Q4200571 Sociologia
    Estarei fazendo o papel de um sociólogo típico se começar dizendo que pretendo dividir o conceito de cidadania em três partes. Mas a análise é, nesse caso, ditada mais pela história do que pela lógica. Chamarei estas três partes, ou elementos, de civil, política e social. O elemento civil é composto dos direitos necessários à liberdade individual [...]. Por elemento político, se deve entender o direito de participar no exercício do poder político [...]. O elemento social se refere a tudo o que vai desde o direito a um mínimo de bem-estar econômico e segurança ao direito de participar, por completo, na herança social e levar a vida de um ser civilizado de acordo com os padrões que prevalecem na sociedade.

MARSHALL, T. H. Cidadania, classe social e status. Rio de Janeiro: Zahar Editores. 1967. p. 63.

Sobre os três elementos do conceito de cidadania apresentados no texto, é incorreto afirmar que  
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Ano: 2026 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2026 - UFU-MG - Vestibular - Segundo Semestre 2026 |
Q4200570 Sociologia
    Em 1989, os três estados que apresentavam taxas de mortalidade violenta bem acima dos demais, com cerca de 140 mortes violentas por cada 100.000 habitantes, eram Roraima, Rio de Janeiro e Rondônia, dois deles estados novíssimos, de ocupação recente e crescimento populacional acelerado nos anos 80 (em torno de 9 pontos); Num segundo patamar, beirando a taxa de 100 mortes violentas por cada 100.000 habitantes, estavam Mato Grosso, São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul, estados estes que mostraram maior pujança na agroindústria e no enriquecimento por atividades produtivas no país. […] Bem abaixo das médias nacionais, estão os estados mais pobres do país: Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Pará, Paraíba e Bahia.

Disponível em: https://tinyurl.com/4dt7xupu. Acesso em: 3 dez. 2025.

A partir dos dados sobre violência do fim da década de 1980, assinale a alternativa correta.  
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Ano: 2026 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2026 - UFU-MG - Vestibular - Segundo Semestre 2026 |
Q4200568 Sociologia
    Os indígenas passaram a ser considerados legalmente como indistintos do restante da população, na realidade, tornando-se cidadãos de segunda ordem. No plano local, eram fortemente discriminados por sua ancestralidade, chamados de “caboclos” e tendo que limitar o exercício de suas tradições ao contexto doméstico e a práticas clandestinas e camufladas.

Disponível em: https://tinyurl.com/25j5ntyn. Acesso em: 4 mar. 2026.

O texto evidencia  
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Ano: 2026 Banca: UFU-MG Órgão: UFU-MG Prova: UFU-MG - 2026 - UFU-MG - Vestibular - Segundo Semestre 2026 |
Q4200561 Sociologia
A acumulação primitiva de capital é uma noção relevante na teoria marxista, servindo como ferramenta para a análise do surgimento do capitalismo. Esse conceito 
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Ano: 2026 Banca: Ibest Órgão: UNICEPLAC Prova: Ibest - 2026 - UNICEPLAC - Vestibular - Medicina |
Q4165490 Sociologia
É ensinado na escola que o brasileiro é resultado da mistura de três etnias: o branco europeu, o negro africano e o indígena nativo. A divisão do conteúdo ensinado, entretanto, não segue essa proporção. A história e complexidade dos povos indígenas e da população negra se encontram muitas vezes resumidas à descoberta do Brasil e ao período da escravidão. “A nossa grande diversidade é apagada nos bancos escolares. Há uma tentativa de homogeneizar a cultura brasileira sob o olhar do colonizador europeu”, afirma o professor Redson Silva, docente há seis anos na rede pública.  

Internet: <https://www.tce.ba.gov.br/>. 

Refletindo sobre o papel dos povos indígenas e africanos na formação da identidade nacional e temas correlatos, assinale a alternativa correta. 
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Q4130249 Sociologia
Para Weber (1994, p. 270), os grupos étnicos são coletividades humanas “que, em virtude de semelhanças no habitus externo ou nos costumes, ou em ambos, ou em virtude de lembranças de colonização e migração, nutrem uma crença subjetiva na procedência comum, de tal modo que ela se torna importante para a propagação de relações comunitárias, sendo indiferente se existe ou não uma comunidade de sangue efetiva”. Ainda, para Weber, esta crença na origem comum fomenta relações comunitárias de natureza, sobretudo, política e, por outro lado, é a comunidade política que costuma despertar, em primeiro lugar, por toda a parte, a crença em uma “comunhão étnica”, mesmo quando o grupo étnico de origem apresente estruturas muito superficiais ou decadentes.

WEBER, Max. Economia e Sociedade: fundamentos da sociologia compreensiva. 3ª ed. Brasília-DF: Editora Universidade de Brasília, 1994.

Com base no tema do trecho, assinale a opção correta.
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Q4130247 Sociologia
Conforme Kupper (2023), os movimentos sociais contemporâneos possuem, de modo geral, uma tendência de reivindicar autonomia em relação ao Estado, e sua dinâmica política não é dada mais apenas pelas questões de classe, mas assumem “um caráter cultural por meio do controle da informação” e são contrários às classificações do mundo social pelos dominantes. Os atuais movimentos sociais, ainda, constroem-se em torno de disputas simbólicas sobre como as sociedades contemporâneas devem ser, centrando na inserção de diversas formas e estilos de vida.

KUPPPER, Agnaldo. Sociologia Ensino Médio: Poder e Política. 1ª ed. Maceió-AL: Editora Café com Sociologia, 2023.

Considerando o exposto, marque a opção correta.
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Q4130246 Sociologia
Os estudos sobre a obra da filósofa brasileira Lélia Gonzalez têm recebido cada vez mais atenção acadêmica e social nas últimas décadas. Dentre as diversas contribuições conceituais e políticas que a autora pode oferecer à reflexão nacional está o tema da violência contra a mulher, que abrange não só o seu silenciamento final na forma do feminicídio, mas também a dimensão psíquica, simbólica, racial, patrimonial, sexual, trabalhista etc. Nesse sentido, leia o trecho a seguir.

“Em recente encontro feminista [...] tínhamos observado uma sucessão de falas [...], que colocavam uma série de exigências quanto à luta contra a exploração da mulher, do operariado etc. A unanimidade das participantes quanto a essa denúncia era absoluta. Mas no momento em que começamos a falar do racismo e suas práticas em termos de mulher negra, já não houve mais unanimidade. Nossa fala foi acusada de emocional por umas e até mesmo de revanchismo por outras [...]”

GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Org.: Flavia Rios e Márcia Lima. Rio de Janeiro: Zahar, 2020, p. 61.

Com base no pensamento da autora e no texto, sobre o modo como a filósofa aborda a questão da mulher, assinale a opção correta.
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Ano: 2025 Banca: COMVEST - UNICAMP Órgão: UNICAMP Prova: COMVEST - UNICAMP - 2025 - UNICAMP - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q4207461 Sociologia
Em seu ensaio “A vida não é útil”, Ailton Krenak elege Carlos Drummond de Andrade como um de seus “escudos”. Ele cita a última estrofe de “O Homem; as Viagens”, poema publicado em As impurezas do Branco (1973). Reproduzimos, a seguir, a primeira e a segunda estrofe desse poema:
"O Homem; as Viagens
O homem, bicho da Terra tão pequeno chateia-se na Terra lugar de muita miséria e pouca diversão, faz um foguete, uma cápsula, um módulo toca para a Lua desce cauteloso na Lua pisa na Lua planta bandeirola na Lua experimenta a Lua coloniza a Lua civiliza a Lua humaniza a Lua.
Lua humanizada: tão igual à Terra. O homem chateia-se na Lua. Vamos para Marte – ordena a suas máquinas. Elas obedecem, o homem desce em Marte pisa em Marte experimenta coloniza civiliza humaniza Marte com engenho e arte.
Marte humanizado, que lugar quadrado.
(...)"
(ANDRADE, C. D. O Homem; As viagens, As impurezas do Branco. In: Poesia Completa. Rio de Janeiro, Editora Nova Aguilar, p. 718, 2002.)
(KRENAK, A. A vida não é útil. Pesquisa e organização de Rita Carelli. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.)

Em relação às reflexões de Ailton Krenak, é correto afirmar que esse trecho do poema
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Ano: 2025 Banca: COMVEST - UNICAMP Órgão: UNICAMP Prova: COMVEST - UNICAMP - 2025 - UNICAMP - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q4207444 Sociologia
Leia os textos 1 e 2.

Texto 1
A adolescência é uma questão de corporificação do social. Mudanças físicas, como hormônios em ebulição, são importantes, mas elas não determinam como se experimenta a adolescência. Essa é uma questão de como as práticas sociais se relacionam com as mudanças físicas, dando significados sociais a eventos biológicos. A adolescência é um processo de se tornar participante do mundo adulto. Ela é um período em que corpos em desenvolvimento enfrentam desafios, e às vezes são danificados. Instituições, incluindo a escola, e os poderes do mundo adulto são confrontados e negociados. Isso forma uma arena de prazer, humor, curiosidade, mas também de ansiedade e violência.
(Adaptado de CONNELL, R. Crescer como masculino. In: Gênero em termos reais. São Paulo: nVersos, p. 139-141, 2016.)

Texto 2
Ordens de gênero são centrais para a vida dos adolescentes. Quando insistem na diferença absoluta entre masculinidade e feminilidade criam um dilema e fazem com que os meninos exagerem na performance da masculinidade, procurando se aproximarem da posição social dos homens adultos. Práticas corporais, como a sexualidade e o esporte, se tornam importantes meios de diferenciação e espaços de produção das masculinidades hegemônicas e subordinadas. Aquelas que produzem maior status e prestígio masculino são as com os efeitos mais tóxicos sobre os corpos dos adolescentes, como por exemplo o hábito de fumar e praticar a violência física, etc.
(Adaptado de CONNELL, R. Crescer como masculino. In: Gênero em termos reais. São Paulo: nVersos, p. 139-151, 2016.)

A partir da leitura dos textos é correto afirmar que 
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Ano: 2025 Banca: COMVEST - UNICAMP Órgão: UNICAMP Prova: COMVEST - UNICAMP - 2025 - UNICAMP - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q4207443 Sociologia
Leia os textos 1 e 2.

Texto 1
Muitos povos, de diferentes matrizes culturais, têm a compreensão de que nós e a Terra somos uma mesma entidade. Até o começo do século XX, o mundo do trabalho e da produção se dava com ferramentas e meios que não tinham a potência de exaurir os recursos da Terra como hoje. Desse tempo para cá, sobraram poucas humanidades espalhadas pelo planeta.
(Adaptado de KRENAK, A. A vida não é útil. São Paulo, Companhia das Letras, p. 38, 2020.)

Texto 2
A Terra é um denso conjunto de relações que articula seres vivos, oceanos, atmosfera, clima e solos. Ela é dotada de uma história e de um regime de atividades próprio, resultado da articulação de múltiplos processos. Hoje, já não estamos lidando com uma natureza selvagem e ameaçadora, nem com uma natureza frágil, que deve ser protegida, nem com uma natureza que pode ser explorada à vontade. A hipótese é nova. A Terra não está ameaçada, diferentemente das inúmeras espécies vivas que serão varridas pelas mudanças de seu meio, com uma rapidez sem precedente.
(Adaptado de STENGERS, I. No tempo das catástrofes. São Paulo: Cosac & Naify, p. 23, 2015.)

A partir da leitura dos textos é correto afirmar que natureza e sociedade 
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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: FCM/SANTA CASA Prova: VUNESP - 2025 - FCM/SANTA CASA - Vestibular - Medicina |
Q4148447 Sociologia
A cartografia social permite às comunidades desenhar, com a ajuda de profissionais, mapas dos territórios que ocupam. Esse tipo de mapeamento social geralmente envolve populações tradicionais e é um instrumento utilizado para fazer valer o registro de suas tradições, a defesa de seus territórios e a promoção de seus direitos.
(https://otss.org.br)

Uma das funções da cartografia social corresponde à 
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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: UEA Prova: VUNESP - 2025 - UEA - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q4144917 Sociologia
O termo decolonialismo — ou decolonialidade — significa o conjunto de práticas, conceitos, pesquisas e estudos que tentam diminuir, e até reverter, os efeitos da colonização nas sociedades em que este processo histórico ocorreu. Decolonialismo é diferente de descolonização. Enquanto a descolonização se refere às lutas das colônias africanas, asiáticas e latino-americanas para se tornarem independentes das respectivas metrópoles, o decolonialismo tem como princípio que a independência política não acabou com instituições, hábitos e práticas coloniais, tais como: machismo; racismo; clientelismo; uso da violência como método de resolução de conflitos e aplicação do aparato repressivo contra as populações mais pobres e não-brancas; a permanência de latifúndios (ou resistência a implantar reforma agrária).
(Alexandre Barbosa. “O que é decolonialismo?”. www.eca.usp.br, 07.05.2024. Adaptado.)

De acordo com o excerto, o decolonialismo
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Ano: 2025 Banca: VUNESP Órgão: UEA Prova: VUNESP - 2025 - UEA - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q4144916 Sociologia
Uma sociedade democrática será necessariamente multicultural à medida que os muitos grupos e identidades que a compõem deverão ter a liberdade de agir como lhes é peculiar, sem que isso represente uma ameaça ao todo da sociedade. Não, a democracia não é a ditadura da maioria, como querem alguns totalitários travestidos de democratas. É antes uma eventual maioria que tem profundo respeito pelas minorias e não as vê com temor ou suspeita.
(Marcello Fontes. “Democracia, multiculturalismo e reconhecimento”. https://terceiramargemorg.wordpress.com)

De acordo com o excerto, o multiculturalismo, nas democracias contemporâneas,
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Q4144793 Sociologia

Analise o trecho do artigo “Existe uma Crise da Democracia no Brasil?”, escrito pelo sociólogo Florestan Fernandes, em 1954.


[...] toda a argumentação desenrolada tenta mostrar que um dos fatores que prejudicam o desenvolvimento da democracia no Brasil é a persistência de uma mentalidade política arcaica, inadequada para promover ajustamentos dinâmicos não só a situações que se alteram socialmente, mas que estão em fluxo contínuo no presente. A contribuição que a educação sistemática pode oferecer para alterar semelhante mentalidade exprime, naturalmente, as tarefas políticas que ela pode preencher em uma esfera neutra.


(apud: Enno D. Liedke Filho. “A Sociologia no Brasil: história, teorias e desafios”. Sociologias, no 14, 2005.)



De acordo com o sociólogo, “um dos fatores que prejudicam o desenvolvimento da democracia no Brasil” é a

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Q4144788 Sociologia

    O preconceito racial criou nos americanos uma atitude ambivalente para com a Espanha. Os peninsulares (espanhóis) eram sem dúvida brancos puros, mesmo que fossem imigrantes pobres. Os americanos eram mais ou menos brancos e mesmo os mais ricos tinham consciência da mistura de raças e estavam ansiosos para provar que eram brancos, se necessário por ação judicial. Mas o fator raça se tornou mais complexo devido a interesses sociais, econômicos e culturais, e a supremacia branca não era incontestável; para além de suas defesas havia uma massa de índios, mestiços, negros livres, mulatos e escravos.


(John Lynch. “As origens da independência da América espanhola”. In: Leslie Bethell (org.). História da América Latina: da independência a 1870, 2004. Adaptado.)



De acordo com o excerto, a sociedade colonial, na América espanhola,

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Ano: 2025 Banca: UFRGS Órgão: UFRGS Prova: UFRGS - 2025 - UFRGS - Vestibular - 1º Dia |
Q4129419 Sociologia
Leia o texto abaixo, samba-enredo da Escola de Samba do Rio de Janeiro, Paraíso do Tuiuti, em 2025.


Quem Tem Medo de Xica Manicongo?


A cada 34 horas

Há um assassinato de pessoa LGBTQIAPN+

Colocando o Brasil como número 1 neste tipo de morte violenta
Por isso, trazer luz à história de Xica Manicongo é fundamental
O Paraíso do Tuiuti é Xica
Todas somos Xica
Xica vive na fumaça


Vim da África Mãe, ê-ô
Mas se a vida é vã, ê-ô, mumunha
Kimbanda me fiz, nganga é raiz
Eu pego o touro na unha


Ê pajubá
Acuendar sem xoxar pra fazer fuzuê
É mojubá
Põe marafo, fubá e dendê
Ê pajubá
Acuendar sem xoxar pra fazer fuzuê
É mojubá
Põe marafo, fubá e dendê


Só não venha me julgar, ô-ô
Pela boca que eu beijo
Pela cor da minha blusa
E a fé que eu professar
Não venha me julgar
Eu conheço o meu desejo
Este dedo que acusa
Não vai me fazer parar


Faz tempo que eu digo não
Ao velho discurso cristão, sou Manicongo
Há duas cabeças em um coração
São tantas e uma só, eu sou a transição
Carrego dois mundos no ombro


[...] (Eu sou) a bicha, invertida e vulgar
A voz que calou o cis tema
A bruxa do conservador
O prazer e a dor
Fui pombogirar na jurema
Chama a Navalha, a da Praia e a Padilha
As perseguidas na parada popular
E a Mavambo reza na mesma cartilha
Pra quem tem medo, o meu povo vai gritar
Eu, travesti


Estou no cruzo da esquina
Pra enfrentar a chacina
Que assim se faça
Meu Tuiuti
Que o Brasil da terra plana
Tenha consciência humana, Xica vive na fumaça
[...] 
O samba-enredo Quem Tem Medo de Xica Manicongo? aborda a questão dos atravessamentos sociais vivenciados pela população LGBTQIAPN+ no Brasil, por meio de uma figura histórica, cuja experiência remonta ao período escravista, e também revela problemas enfrentados no tempo presente, que são pauta de movimentos sociais, especialmente dos LGBTQIAPN+.

Com relação ao tema, considere as afirmações abaixo.

I - O Estado do Rio Grande do Sul, de acordo com os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025, é o que mais registra violência contra pessoas LGBTQIAPN+.
II - O movimento LGBTQIAPN+ conquistou, em 1985, a vitória de retirar a homossexualidade, até então denominada homossexualismo, da lista internacional de doenças.
III- A noção de homossexualidade e transexualidade são construções sociais com diferentes expressões e significados associados ao longo da história, os quais nem sempre se vincularam à moralidade cristã ou à binariedade de gênero.

Quais estão corretas? 
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST Prova: FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946291 Sociologia
Os grotões transformaram-se em jardins cortados a meio pelas avenidas e pela sombra dos viadutos não há mais sapo. Nos jardins encontrareis recintos fechados com instrutoras, dentistas, educadoras sanitárias dentro. São os parques infantis, onde as crianças proletárias se socializam aprendendo nos brinquedos o cooperativismo e a consciência do homem social.

Mário de Andrade. “Dia de São Paulo”. Revista do Arquivo Municipal. São Paulo: Departamento de Cultura, 1936, nº 19.

O excerto relata alterações na paisagem urbana paulistana com a implantação de novos equipamentos que visavam
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Ano: 2025 Banca: FUVEST Órgão: FUVEST Prova: FUVEST - 2025 - FUVEST - Vestibular - 1ª Fase - Conhecimentos Gerais |
Q3946261 Sociologia
Em meados do século XIX, Nísia Floresta publicou no Brasil seu Opúsculo Humanitário, uma ardente defesa da educação como meio para eliminar os obstáculos que impediam as mulheres de contribuir, em condições de igualdade com os homens, com a sociedade brasileira. Para tanto, contrapõe o estado da educação das mulheres nas nações ditas civilizadas e cultas ao péssimo estado da educação, pública e privada, religiosa e laica no Brasil, assumindo que a educação é uma expressão do grau de civilização das nações e muito influente sobre sua moralidade. Meio século mais tarde, Émile Durkheim dedicou duas obras à educação escolar: Educação e Sociologia e A Educação Moral. Nelas, o sociólogo francês concebe a escola como um espaço de transmissão da civilização às novas gerações por meio da sua socialização nos sentimentos, ideias e valores da sociedade, além da promoção da solidariedade com as múltiplas sociedades das quais participamos e com a humanidade como um todo. Ao funcionar como uma forma de vinculação às normas sociais por meio de uma compreensão racional da moralidade que subjaz a esses sentimentos, ideias e valores, a escola seria também um espaço de produção de autonomia. Mas, para que assim seja, esses sentimentos, ideias e valores deveriam ser justificáveis exclusivamente pela razão, sem invocar princípios religiosos, que são exclusivistas. É correto afirmar que em seus escritos sobre educação, Durkheim e Floresta convergem ao 
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Ano: 2025 Banca: ECONRIO Órgão: FACMAR Prova: ECONRIO - 2025 - FACMAR - Vestibular Medicina - Primeiro Semestre 2026 |
Q3902364 Sociologia
O Brasil tem 295 línguas indígenas faladas em todo o território nacional, aponta o Censo de 2022. Na comparação com o levantamento anterior, de 2010, houve um aumento de 21 registros. A língua indígena com mais falantes no país é tikúna, com 51.978 falantes. Em seguida estão a guarani-kaiowá, com 38.658, e a guajajara, que soma 29.212.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/. Acesso em: 24 out. 2025.


Diante dos povos originários, a comparação entre os dados do censo atual e o de 2010 indica que ocorreu:
Alternativas
Respostas
1: A
2: B
3: D
4: B
5: E
6: B
7: C
8: D
9: B
10: C
11: D
12: B
13: C
14: E
15: B
16: C
17: E
18: B
19: C
20: C