Questões de Vestibular Comentadas sobre mundo do trabalho em sociologia

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Q3857498 Sociologia
A norma oficial ditava que a mulher devia ser resguarda da em casa, ocupando-se dos afazeres domésticos, enquanto os homens asseguravam o sustento da família trabalhando no espaço da rua. Longe de retratar a realidade, tratava-se de um estereótipo calcado nos valores da elite colonial [...]. Com a industrialização, [as mulheres] chegaram, junto com as crianças, a compor mais da metade da força de trabalho em certas indústrias, notadamente nas de tecidos. As estatísticas sobre o Rio Grande do Sul em 1900 mostram que cerca de 42% da população economicamente ativa era feminina [...]. No censo de 1920 [...], ainda 49,4% da população economicamente ativa (PEA) do estado e 50,8% da PEA em Porto Alegre constavam como feminina. Na indústria, as mulheres ocupavam 28,4% das vagas no estado, e 29,95% na capital.

(Cláudia Fonseca. “Ser mulher, mãe e pobre”. In: Mary Del Priore (org.). História das mulheres no Brasil, 2015.)

Os dados apresentados no excerto mostram que
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Ano: 2025 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2025 - UEG - Vestibular (2º Semestre 2025) |
Q3510622 Sociologia
Leia a matéria a seguir para responder à questão.


Proletários de plataforma
Como a indústria de inteligência artificial lucra criando uma nova classe trabalhadora sem direitos no Brasil


A baiana Lílian largou um emprego CLT no ano passado. Por causa da filha pequena, trabalhar fora de casa era um pesadelo. Foi em um vídeo no TikTok que ficou sabendo da possibilidade de trabalhar online treinando inteligência artificial.
[...]

Hoje, trabalha em horários flexíveis, seis dias por semana, para “melhorar a inteligência artificial com dados”, como propagandeia a Appen. No fim do mês, se tudo der certo, tira R$ 1.400, sem nenhum outro benefício. Lílian faz parte de uma classe de trabalhadores muitas vezes definidos como fantasmas, escondidos ou microtrabalhadores. Por meio de plataformas multinacionais como Tellus, OneForma e a própria Appen, grandes empresas de tecnologia contratam mão de obra barata, em larga escala e em diversos países, para executar pequenas tarefas.

Na outra ponta da cadeia, gigantes como Meta, Google e TikTok lucram com a facilidade de comprar bases de dados já preparadas por trabalhadores que custam infinitamente menos do que os profissionais do mercado de tecnologia. As big tech também se beneficiam de uma cadeia que opera à margem da lei, opaca e blindada por contratos de confidencialidade, em que as pessoas sequer sabem para quem ou para quê estão trabalhando. Além dos salários baixos, esses trabalhadores terceirizados não recebem treinamento e trabalham com prazos apertados. Há inúmeros relatos de calotes, contratos rompidos unilateralmente sem explicação e desassistência das plataformas.
[...]

Os sistemas de aprendizado de máquina são um tipo de inteligência artificial, um conjunto de algoritmos que, a partir de determinado input – dados ou informações disponíveis – gera um output, ou seja, o resultado desejado. Isso pode ser feito com uma árvore de decisão, por exemplo. Mas, no caso da IA generativa, o próprio sistema aprende a decidir sozinho, no chamado ‘deep learning’, ou aprendizado profundo. O programador não cria a regra – só mostra o resultado desejado.

Os dados produzidos por essa legião de trabalhadores são a matéria prima e o refinamento dessa automatização. É a partir deles que os sistemas de computação ditos inteligentes aprendem os padrões que vão imitar depois.

Sem uma montanha de conteúdo produzido por veículos de comunicação e pessoas reais, o ChatGPT seria incapaz de oferecer respostas qualificadas. Sem pessoas reais interpretando erros de digitação em resultados de busca, o Google não adivinharia o que você realmente quis dizer com aquela palavra que escreveu errado. Sem trabalhadores interpretando fotos para treinar algoritmos de visão computacional, câmeras inteligentes não conseguiriam identificar objetos em uma imagem.

Para executar o enorme número de tarefas humanas necessárias para o desenvolvimento de sistemas de IA, é preciso contratar também milhões de trabalhadores. O jeito mais barato que a indústria encontrou para fazer isso foi por meio de multinacionais intermediárias.
[...]

DIAS, Tatiana; SCHURIG, Sofia. Proletários de plataforma: como a indústria de inteligência artificial lucra criando uma nova classe trabalhadora sem direitos no Brasil. 2024. Disponível em: https://www.intercept.com.br/2024/07/22/inteligencia-artificial-classe-trabalhadora-sem-direitos-no-brasil/. Acesso em: 24 mar. 2025.
O desenvolvimento das inteligências artificiais (IA) tem suscitado muitos debates a respeito da ética na produção de materiais originais; da sustentabilidade, com a proliferação de enormes centros de dados; da substituição da força de trabalho por máquinas ou programas de computador; além disso, o uso de IA toca na questão do recrudescimento cognitivo. Levando em consideração os problemas sociais advindos das inteligências artificiais, verifica-se que seu desenvolvimento impacta 
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Ano: 2025 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2025 - UEG - Vestibular (2º Semestre 2025) |
Q3510621 Sociologia
Leia a matéria a seguir para responder à questão.


Proletários de plataforma
Como a indústria de inteligência artificial lucra criando uma nova classe trabalhadora sem direitos no Brasil


A baiana Lílian largou um emprego CLT no ano passado. Por causa da filha pequena, trabalhar fora de casa era um pesadelo. Foi em um vídeo no TikTok que ficou sabendo da possibilidade de trabalhar online treinando inteligência artificial.
[...]

Hoje, trabalha em horários flexíveis, seis dias por semana, para “melhorar a inteligência artificial com dados”, como propagandeia a Appen. No fim do mês, se tudo der certo, tira R$ 1.400, sem nenhum outro benefício. Lílian faz parte de uma classe de trabalhadores muitas vezes definidos como fantasmas, escondidos ou microtrabalhadores. Por meio de plataformas multinacionais como Tellus, OneForma e a própria Appen, grandes empresas de tecnologia contratam mão de obra barata, em larga escala e em diversos países, para executar pequenas tarefas.

Na outra ponta da cadeia, gigantes como Meta, Google e TikTok lucram com a facilidade de comprar bases de dados já preparadas por trabalhadores que custam infinitamente menos do que os profissionais do mercado de tecnologia. As big tech também se beneficiam de uma cadeia que opera à margem da lei, opaca e blindada por contratos de confidencialidade, em que as pessoas sequer sabem para quem ou para quê estão trabalhando. Além dos salários baixos, esses trabalhadores terceirizados não recebem treinamento e trabalham com prazos apertados. Há inúmeros relatos de calotes, contratos rompidos unilateralmente sem explicação e desassistência das plataformas.
[...]

Os sistemas de aprendizado de máquina são um tipo de inteligência artificial, um conjunto de algoritmos que, a partir de determinado input – dados ou informações disponíveis – gera um output, ou seja, o resultado desejado. Isso pode ser feito com uma árvore de decisão, por exemplo. Mas, no caso da IA generativa, o próprio sistema aprende a decidir sozinho, no chamado ‘deep learning’, ou aprendizado profundo. O programador não cria a regra – só mostra o resultado desejado.

Os dados produzidos por essa legião de trabalhadores são a matéria prima e o refinamento dessa automatização. É a partir deles que os sistemas de computação ditos inteligentes aprendem os padrões que vão imitar depois.

Sem uma montanha de conteúdo produzido por veículos de comunicação e pessoas reais, o ChatGPT seria incapaz de oferecer respostas qualificadas. Sem pessoas reais interpretando erros de digitação em resultados de busca, o Google não adivinharia o que você realmente quis dizer com aquela palavra que escreveu errado. Sem trabalhadores interpretando fotos para treinar algoritmos de visão computacional, câmeras inteligentes não conseguiriam identificar objetos em uma imagem.

Para executar o enorme número de tarefas humanas necessárias para o desenvolvimento de sistemas de IA, é preciso contratar também milhões de trabalhadores. O jeito mais barato que a indústria encontrou para fazer isso foi por meio de multinacionais intermediárias.
[...]

DIAS, Tatiana; SCHURIG, Sofia. Proletários de plataforma: como a indústria de inteligência artificial lucra criando uma nova classe trabalhadora sem direitos no Brasil. 2024. Disponível em: https://www.intercept.com.br/2024/07/22/inteligencia-artificial-classe-trabalhadora-sem-direitos-no-brasil/. Acesso em: 24 mar. 2025.
Levando em consideração o fenômeno da reestruturação produtiva e o conceito sociológico de trabalho alienado, o trabalho descrito na matéria expressa
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Ano: 2024 Banca: UEG Órgão: UEG Prova: UEG - 2024 - UEG - Vestibular - Medicina (2º Semestre 2024) |
Q3509430 Sociologia

Leia o texto a seguir.


A acumulação flexível, como vou chamá-la, é marcada por um confronto direto com a rigidez do fordismo. Caracteriza-se pelo surgimento de setores de produção inteiramente novos, novas maneiras de fornecimento de serviços financeiros, novos mercados e, sobretudo, taxas altamente intensificadas de inovação comercial, tecnológica e organizacional. A acumulação flexível envolve rápidas mudanças de padrões do desenvolvimento desigual, tanto entre setores como no chamado ‘setor de serviços’, bem como conjuntos industriais completamente novos em regiões até então subdesenvolvidas. A acumulação flexível foi acompanhada na ponta do consumo, portanto, por uma atenção muito maior às modas fugazes e pela mobilidade de todos os artifícios de indução de necessidades e de transformação cultural que isso implica. A estética relativamente estável do modernismo fordista cedeu lugar a todo o fermento, instabilidade e qualidades fugidias de uma estética pósmoderna que celebra a diferença, a efemeridade, o espetáculo, a moda e a mercadificação de formas culturais.


HAVEY, David. Condição pós-moderna. 3. ed. São Paulo: Loyola, 1993. p. 140-148. [Adaptado].



Analisando a sociedade de forma panorâmica, verifica-se que a “acumulação flexível” é um processo ladeado por múltiplas determinações sociais, alcançando um âmbito para além do trabalho e da produção industrial. Nesse sentido, a sociedade, na qual a “acumulação flexível” é implementada, compreende também os seguintes aspectos:

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Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: UEA Prova: VUNESP - 2024 - UEA - Vestibular - Conhecimentos Gerais |
Q3406314 Sociologia
    O Amazonas ficou entre os oito estados brasileiros com a maior taxa de desocupação em 2023 com 9,9%. A taxa anual ficou 2,1 pontos percentuais acima do resultado nacional (7,8%). A taxa de desocupação representa o percentual de pessoas desocupadas em relação às pessoas na força de trabalho. Entre as pessoas, de 14 anos ou mais, e que estão em idade de trabalhar, em 2023, no Amazonas, 54% atuavam na informalidade. A taxa ficou maior 1,7 ponto percentual do que a da região Norte e 14,8 pontos percentuais maior que a do país. Com um rendimento médio real de R$ 2.367,00, o Amazonas ficou na 17a posição entre as Unidades da Federação. O rendimento ficou menor em R$ 612,00 que o rendimento médio do país (R$ 2.979,00). (https://g1.globo.com, 16.02.2024. Adaptado.)
As características do mercado de trabalho retratado no excerto têm como consequência socioeconômica aos trabalhadores o aumento
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Q3247964 Sociologia
“O Taylorismo e o Fordismo foram sistemas de organização da produção do trabalho, voltados para as indústrias, pensados e implementados entre os finais do século XIX e meados do século XX na Europa e nos EUA. Para Giddens (2012), o Taylorismo, também chamado de “administração científica” do trabalho, projetava maximizar a produção industrial e separar o trabalho administrativo do trabalho de “chão de fábrica”; já o Fordismo, por sua vez, com técnicas como a segmentação das atividades numa linha de montagem e a supervisão no controle de qualidade buscava alta produtividade para atender mercados de grandes massas de consumidores. Contudo, esses sistemas, ao passar do tempo, conforme Giddens, foram analisados como de “baixa confiança” para os trabalhadores, pois a execução de tarefas isoladas e a vigilância constante acarretaram insatisfação, absenteísmo e conflitos nos ambientes de trabalho.”

GIDDENS, Anthony. “Capítulo 20 – Trabalho e Vida Econômica” In: GIDDENS, Anthony. Sociologia. 6ª ed. Porto Alegre: Penso, 2012.

Partindo do exposto, assinale a afirmação verdadeira.
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Ano: 2023 Banca: NC-UFPR Órgão: UFPR Prova: NC-UFPR - 2023 - UFPR - Jornalismo |
Q3624769 Sociologia

Leia o trecho a seguir:  A história de todas as sociedades até hoje existentes é a história das lutas de classes. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, senhor feudal e servo, mestre de corporação e companheiro, em resumo, opressores e oprimidos, em constante oposição, têm vivido numa guerra ininterrupta, ora franca, ora disfarçada; uma guerra que terminou sempre ou por uma transformação revolucionária da sociedade inteira, ou pela destruição das duas classes em conflito. Nas mais remotas épocas da história, verificamos, quase por toda parte, uma completa estruturação da sociedade em classes distintas, uma múltipla gradação das posições sociais. […] Entretanto, a nossa época [...] caracteriza-se por ter simplificado os antagonismos de classe. A sociedade divide-se, cada vez mais, em dois campos opostos, em duas grandes classes em confronto direto: a burguesia e o proletariado. 


MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto comunista. São Paulo: Boitempo, 1998. pp. 40-41.  A luta de classes opõe contrários numa relação dialética.


O que isso significa? Assinale a alternativa correta. 

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Ano: 2023 Banca: UFGD Órgão: UFGD Prova: UFGD - 2023 - UFGD - Vestibular |
Q3274997 Sociologia

Errantes no fim do século é o resultado de várias pesquisas, levadas a cabo no período entre 1987 e 1990, acerca dos(as) trabalhadores(as) rurais na região de Ribeirão Preto-SP, considerada uma das regiões agrícolas mais ricas do país [...]. Trata-se de um estudo visando à apreensão dos processos de expropriação, exploração dominação e exclusão de milhares de homens e mulheres, produzidos no bojo da modernização trágica, implantada na década de 1960, cujos efeitos, além do maciço êxodo rural, foram traduzidos por um violento processo de proletarização.


SILVA, Maria Aparecida de Moraes. Errantes no fim do século. São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1999, p. 15 (fragmento).



O meio rural brasileiro se constituiu pela presença de duas categorias sociais distintas – pequenos agricultores e fazendeiros –, por profundas contradições na produção e pela desigualdade de acesso à terra. Nesse sentido, depreende-se do fragmento apresentado que

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Q3247814 Sociologia

Atente para os seguintes excertos do Manifesto Comunista de Marx e Engels, de 1848.


“Ao invés das antigas necessidades, satisfeitas pelos produtos nacionais, surgem novas demandas, que reclamam para a sua satisfação os produtos das regiões mais longínquas e de climas os mais diversos. No lugar do antigo isolamento de regiões e nações autossuficientes, desenvolvem-se um intercâmbio universal e uma universal interdependência das nações.


[...]


Com o desenvolvimento da burguesia, isto é, do capital, desenvolve-se também o proletariado, [...], os quais só vivem enquanto têm trabalho e só têm trabalho enquanto o seu trabalho aumenta o capital. Esses operários, constrangidos a vender-se a retalho, são mercadoria, artigo de comércio como qualquer outro; em consequência, estão sujeitos a todas as vicissitudes da concorrência, a todas as flutuações do mercado”.


MARX, Karl e ENGELS, Friendrich. Manifesto Comunista.

São Paulo: Boitempo, 2005.


Os trechos acima tratam, respectivamente, dos seguintes fenômenos sociais ainda atuais:

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Q3247812 Sociologia

O ChatGPT é uma tecnologia de inteligência artificial (IA) que foi lançada no final de 2022 e é basicamente um robô virtual (chatbot) que responde a perguntas variadas e pode redigir uma gama considerável de textos dos mais variados tipos e modelos, por exemplo: redações, procurações judiciais, poesias, artigos acadêmicos, matérias jornalísticas e, mesmo, questões de vestibulares. Apesar da euforia com as possibilidades desta IA, a ameaça de disrupção já paira sobre trabalho e emprego. Campos que dependem do texto, como o jornalismo, poderão ser largamente modificados — e vagas poderão sumir para sempre. A competência do ChatGPT em gerar códigos também já provoca questionamentos em um setor relativamente novo: a programação. Mas, uma das áreas que vêm percebendo desde já o potencial de problemas do ChatGPT é justamente uma das mais afetadas pela chegada de novas tecnologias: a educação.


SUZUKI, Shin. O que é o ChatGPT e por que alguns o veem como

ameaça, BBC News Brasil, São Paulo, 19 de janeiro de 2023.


Partindo do exposto, assinale a proposição verdadeira.

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Q2064889 Sociologia
Segundo Ricardo Antunes, o empreendedorismo é um mito que cresce pelo desemprego, o enfraquecimento das políticas sociais e pela inserção das tecnologias digitais, que têm contribuído para novas formas de trabalho autônomo e precarizado. O discurso do empreendedorismo, hoje, ocorre em uma sociedade como a brasileira, em que as taxas de desemprego são elevadas, e a recente reforma trabalhista fez com que o Estado e as empresas flexibilizassem direitos dos trabalhadores. Antunes aponta, ainda, que esse discurso incentiva a informalização e transfere a responsabilidade do Estado para o cidadão pela sua situação de desempregado.
Partindo do exposto, é correto afirmar que
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Q2064875 Sociologia
A globalização e o advento dos novos meios de comunicação e informação nas últimas décadas remodelaram as relações sociais das sociedades contemporâneas por todo o planeta e causaram diversas consequências. Uma das consequências é o afastamento ou o isolamento das pessoas que vivem e convivem nos mesmos territórios e a aproximação entre pessoas que vivem em territórios ou lugares distantes e diferentes. Há certamente, assim, um processo de desterritorialização de culturas pelo mundo interconectado atualmente. Isso significa dizer que muitas pessoas nas sociedades de hoje, graças a esses novos tempos globais e de conexões em rede, podem se sentir mais distanciadas de vizinhos ou da comunidade em que nasceram e vivem suas vidas e, muitas vezes, mais irmanados e próximos com pessoas que nunca sequer conheceram fisicamente ou presencialmente.
Partindo do exposto, avalie as seguintes proposições: 
I. As relações sociais em rede podem fazer com que as pessoas percam referências socioculturais dos territórios em que vivem e, assim, provocarem um processo de desterritorialização cultural dos lugares. II. O mundo globalizado e a Internet têm promovido esse fenômeno de as pessoas estranharem os espaços das culturas locais e de se aproximarem e, mesmo, se sentirem íntimas de culturas estranhas e distantes. III. As novas relações sociais nascidas com esse mundo interconectado em redes não se assentam em condições físicas e geográficas, mas fomentam mais ainda a aproximação sociocultural nos territórios locais. IV. Comunhão comunitária, coletivismo, união, solidariedade são as principais características, como se pode deduzir, produzidas por tempos de globalização e de avanço das novas tecnologias de comunicação.
É correto o que se afirma em
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Ano: 2021 Banca: UEMA Órgão: UEMA Prova: UEMA - 2021 - UEMA - Vestibular - 2º Dia |
Q2081796 Sociologia
Analise o ciclo do trabalho escravo contemporâneo.
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http://trabalhoescravocontemporaneo.blogspot.com/2017/09/trabalho-escravo-contemporaneo.html
Avalie as assertivas abaixo.
I) A escravidão chamada de contemporânea é, apenas, uma forma de burlar a legislação trabalhista, não causando danos nem para o empregador nem para o empregado. II) A manutenção do trabalho forçado e das jornadas exaustivas é necessária para o cumprimento das metas de produção estabelecidas pelos compradores dos produtos. III) Os trabalhadores em situação análoga à escravidão são vítimas do desemprego e da falta de condições de vida em seus municípios, o que os faz aceitar ofertas de trabalho em outras regiões. IV) o trabalho escravo contemporâneo tem maior incidência no setor primário, em região de expansão agrícola, sobretudo nas atividades da pecuária, da produção de carvão e do cultivo de cana-de-açúcar.
As assertivas corretas sobre trabalho análogo à escravidão, retratado na imagem, são, apenas,
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Q1983805 Sociologia

Gentio do Ouro e Tabocas do Brejo Velho, na Bahia. As duas cidades têm várias coisas em comum: ambas ficam no interior do estado, próximas à divisa com Pernambuco, são consideradas pequenas (com 11,2 mil e 12,5 mil habitantes, respectivamente) e tinham economias totalmente baseadas na agropecuária até 2015. Em 2016, porém, as coisas começaram a mudar. Com investimento pesado na indústria local para a construção de equipamentos e instalações eólicas, Gentio do Ouro viu sua participação no PIB nacional subir da 4 496ª para a 2 491ª posição entre os municípios do país. Já em Tabocas do Brejo Velho, a instalação de painéis solares gerou maior arrecadação de impostos sobre importação, o que também alterou a dinâmica econômica do município, pulando da 3 986ª para a 2 432ª posição no ranking nacional.

IBGE. Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br.

Acesso em: 10 set. 2019 (adaptado).


O desempenho econômico dos municípios nordestinos citados no texto é resultado do(a)

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Q1860465 Sociologia
Tanto para a Economia Política Clássica como para o pensamento crítico-econômico de Karl Marx, de forma geral, o trabalho é o fruto da relação entre ser humano e natureza e, também, é a fonte de criação dos valores das mercadorias produzidas em qualquer tipo de atividade econômica. E, também para essas concepções teóricas clássicas, o trabalho, em sua essência, é a fonte transformadora da natureza e do próprio modo de ser e de existir dos seres humanos em sociedade. Assim, partindo da compreensão dessas perspectivas teóricas sobre o conceito de trabalho, é correto afirmar que
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Q1860462 Sociologia

A globalização, em geral, refere-se ao fato de que, nas últimas décadas, indivíduos, grupos, entidades e estados-nações se tornaram cada vez mais interdependentes uns dos outros ao redor do mundo no que diz respeito a negociações econômicas, orientações políticas, difusão de conhecimentos técnico-científicos e artístico-culturais. Mas, mesmo com variadas facetas, mais precisamente, foram os agentes econômicos e políticos e/ou as dimensões econômicas e políticas que contribuíram de maneira decisiva para que essa interdependência global tenha se consolidado.


Acerca das dimensões e dos agentes da globalização, assinale a afirmação verdadeira.

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Q1860459 Sociologia

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), o número de desempregados no ano de 2015 era de 8,5 milhões. Em 2017 foi sancionada a lei 13.467, lei da Reforma Trabalhista, no governo Michel Temer (2016-2018) e defendida, à época, pelo então ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, como uma das medidas para estimular e promover empregos e dar segurança jurídica aos empregadores. No entanto, no ano de 2020, o desemprego atingiu a marca de 13,4 milhões de pessoas no país (PNAD Contínua). Na prática, a Reforma Trabalhista modificou a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) no Brasil e trouxe uma série de mudanças para os direitos dos trabalhadores e para as obrigações das empresas. Dentre as modificações estão a não obrigatoriedade do imposto sindical para os trabalhadores, contratos de trabalho intermitentes e regulação do contrato de trabalhadores autônomos sem a necessidade de vínculo empregatício e, com isto, sem quaisquer contribuições obrigatórias e deveres legais por parte das empresas contratantes.


Considerando os impactos dessa Reforma Trabalhista, é correto afirmar que

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Ano: 2021 Banca: UECE-CEV Órgão: UECE Prova: UECE-CEV - 2021 - UECE - Prova de Conhecimentos Gerais - 1ª Fase |
Q1853959 Sociologia

A globalização é um fenômeno impulsionado e intensificado pela expansão da economia capitalista pelo mundo nas últimas décadas do século XX. Este fenômeno teve e tem muitas consequências, como a abertura das fronteiras nacionais para a economia mundial, e coloca em pauta o papel da rede de proteção social dos Estados para as suas populações. O Fundo Monetário Internacional (FMI), nos anos 1990, por exemplo, recomendou, como medidas para que um país fosse atrativo para a economia mundial, que fossem adotadas políticas de austeridade fiscal no balanço das contas públicas e isto fez com que ocorressem muitas privatizações de setores econômicos estratégicos, como os de fornecimento de água e esgoto, energia elétrica e telecomunicações. Mas, sabe-se que existem outras consequências promovidas pelo fenômeno da globalização econômica.


Considerando outras consequências da globalização econômica, assinale a afirmação verdadeira.

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Q1802488 Sociologia
O crescimento exponencial das tecnologias comunicacionais e informacionais embasadas na rede mundial de computadores implica consideráveis influências no desenvolvimento da economia global e, assim, das sociedades contemporâneas. Conforme o sociólogo espanhol, Manuel Castells, a economia mundial deixou para trás a Era Industrial e adentrou na Era da Informação. Para este cientista social, as pessoas, em muitos âmbitos de suas vidas e relações sociais cotidianas, estão atualmente inseridas no que ele chama de “Sociedade em Rede”.
Avalie as seguintes afirmações sobre as características dessa “Sociedade em Rede”:
I. As pessoas, empresas e Estados estão, cada vez mais, interconectados e suas ações não estão restritas por distâncias espaciais e fronteiras territoriais. II. Os parques industriais se fortaleceram nos países em desenvolvimento econômico regidos pelas novas tecnologias de informação e comunicação. III. As novas tecnologias de informação e comunicação possibilitaram a interação interpessoal e a taxação internacional das grandes corporações do capitalismo. IV. Não há um “centro” informacional, mas uma série intrincada de “nódulos” de informações que fazem a Rede tanto existir como operar com maior liberdade.
Está correto o que se afirma somente em
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Q1802481 Sociologia
Dentre as mudanças no mundo organizacional a partir das últimas décadas do século XX, está o fato de que, cada vez mais, especialmente nas grandes empresas, os empregados de níveis inferiores são consultados sobre as políticas que a administração está considerando. Com esta mudança gerencial, os executivos se reúnem regularmente com todos os funcionários que, a partir de então, passaram a ser chamados de “colaboradores”. Essa mudança é embasada na concepção de que todos os membros da organização empresarial se envolvam em pequenas equipes corporativas ou grupos de trabalho e tanto essas equipes como os indivíduos, em particular, sejam avaliados constantemente em termos de desempenho.
Considerando essas mudanças que têm ocorrido desde o século XX no mundo do trabalho organizacional, assinale a afirmação verdadeira.
Alternativas
Respostas
1: B
2: E
3: E
4: E
5: B
6: D
7: C
8: A
9: D
10: A
11: B
12: A
13: B
14: D
15: C
16: C
17: D
18: A
19: A
20: B