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Entre as montanhas geladas do planeta Oculares, havia um pequeno vilarejo, conhecido como a Vila dos Cinza. Em tempos passados, antes de ser dominado pelo Imperador Geloc, esse lugar era habitado por pessoas com diferentes óculos. Mas, a partir de então, todos os moradores foram obrigados a utilizar óculos na cor cinza."
OLIVEIRA, Lilian Blanck de; CECCHETTIi, Elcio (Coord.). As aventuras de Yara no planeta Oculares: conhecendo, respeitando e convivendo com a diversidade religiosa e os direitos humanos. Volume I. Blumenau: Edifurb, 2013, p. 7.)
Considerando que, na obra, os óculos representam o modo como cada pessoa enxerga o mundo a partir de suas concepções e identidades, é correto afirmar que a imposição de óculos cinza pelo Imperador Geloc a todos os moradores da Vila representa:
"Os símbolos são a expressão de uma coisa que não encontra outra manifestação melhor; são a representação do transbordamento, do excesso de vida que possuímos. Portanto, o símbolo representa o indizível e carrega um significado conhecido e desconhecido, ao mesmo tempo, e é aberto à vida. [...] O símbolo nasce da capacidade que temos de transcender, de ir além, uma vez que possuímos a espiritualidade como uma de nossas dimensões."
NASSER, Maria Celina de Queiroz Carrera. O uso de símbolos: sugestões para a sala de aula. São Paulo: Paulinas, 2006.
A partir da leitura do excerto, é correto afirmar que os símbolos ocupam um papel importante na vida humana porque:
"Os hindus preferem chamar sua religião de Sanátana Dharma, que no sânscrito significa uma espécie de ordem, lei ou dever eterno, que determina o cosmos, a totalidade da vida e dos seres vivos. [...] Porém, como o dharma de alguém, ou de algo, pode incluir ações de manutenção, proteção e sustento, mas também de destruição — como na trindade sagrada Trimurti, que reúne Brahma, o criador, Vishnu, o preservador, e Shiva, o destruidor — essa religião consegue integrar os opostos em vez de simplesmente rejeitá-los."
Fonte: DIETRICH, Luiz José. Religiões orientais: a consciência do um na consciência do universo. In: FLEURI, Reinaldo Matias et al. (orgs). Diversidade religiosa e direitos humanos: conhecer, respeitar e conviver — Livro do professor. Blumenau: Edifurb, 2013, p.119.
De acordo com o texto, a convivência de funções opostas, criação, preservação e destruição, em uma mesma estrutura divina (a Trimurti) expressa, sobretudo:
Primeira coluna: objeto de conhecimento
1.Imanência e transcendência.
2.Vida e morte.
3.Princípios e valores éticos.
Segunda coluna: habilidade
(__)Reconhecer a coexistência como uma atitude ética de respeito à vida e à dignidade humana.
(__)Analisar as diferentes ideias de imortalidade elaboradas pelas tradições religiosas (ancestralidade, reencarnação, transmigração e ressurreição).
(__)Discutir as diferentes expressões de valorização e de desrespeito à vida, por meio da análise de matérias nas diferentes mídias.
Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
Ao iniciar uma unidade temática sobre "Vida e morte nas diferentes tradições religiosas", um(a) professor(a) de Ensino Religioso apresenta aos estudantes, de forma expositiva e comparada, as concepções de reencarnação (presentes no hinduísmo e no budismo), de ressurreição (presente no cristianismo) e de ancestralidade (presente em religiões de matriz africana e indígenas), sem indicar qual delas seria a "verdadeira" ou a "correta". Ao final, reserva um momento em que os estudantes que desejarem podem compartilhar livremente suas próprias crenças com a turma, sem qualquer obrigatoriedade.
Considerando o caráter não confessional e não proselitista do Ensino Religioso, a laicidade do Estado e a liberdade religiosa como premissas, assinale a alternativa correta quanto à atuação do(a) professor(a) descrita:
I.O pleno respeito e a promoção de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais.
II.A adesão aos princípios de liberdade, justiça, democracia, tolerância, solidariedade, cooperação, pluralismo, diversidade cultural, diálogo e entendimento em todos os níveis da sociedade e entre as nações.
III.A afirmação da superioridade de determinados valores culturais sobre os demais, como forma de garantir a coesão social e a manutenção da ordem.
É correto o que se afirma em:
"A interculturalidade renuncia por sacralizar as origens das tradições culturais ou religiosas. A interculturalidade renuncia por converter as tradições que chamamos próprias num itinerário escrupulosamente estabelecido. A interculturalidade renuncia dilatar as "zonas de influência" das culturas em sua correspondente formação contextual. A interculturalidade renuncia decantar identidades delimitando entre o próprio e o alheio. A interculturalidade renuncia centrar o que cada cultura chama próprio em um centro estático. A interculturalidade renuncia sincretizar as diferentes tradições sobre a base de um suposto fundo comum estável e, por isso, também renuncia à teleologia da unidade sem mais."
FORNET-BETANCOURT, Raúl. Religião e Interculturalidade. São Leopoldo: Nova Harmonia; Sinodal, 2007.
Considerando que cada uma dessas renúncias pode ser reformulada como uma afirmação positiva sobre o modo de compreender as tradições religiosas, assinale a alternativa que apresenta corretamente essa conversão e sua relação com o caminho epistemológico-metodológico do Ensino Religioso não confessional:
I.Compreender, valorizar e respeitar as manifestações religiosas e filosofias de vida, suas experiências e saberes, em diferentes tempos, espaços e territórios.
II.Estabelecer uma hierarquia entre as diferentes tradições religiosas, de modo a valorizar a religião predominante em cada território.
III.Conviver com a diversidade de crenças, pensamentos, convicções, modos de ser e viver.
É correto o que se afirma em:
"Nós devemos à nossa ancestralidade a preservação da nossa cultural oral. Não podemos confundir o saber que está nos livros com o saber de dentro da nossa casa. Não podemos confundir a oralidade, que é um saber transmitido pelos nossos mais velhos, com o que está dentro do livro ou está no Facebook, com o que está no YouTube, com o que o colega passa pelo WhatsApp. Podemos, sim, ouvir, debater, dialogar, podemos ter o conhecimento, mas não devemos querer ultrapassar a sabedoria dos nossos ancestrais. A oralidade é a tradição que mantém o candomblé vivo, é o que aprendemos dentro da nossa casa, dentro da nzo, dentro do nosso bakisi, no dia a dia, observando e participando. Considero a oralidade importante e fundamental para a preservação das tradições do candomblé."
KATENDE, Arlene de. Oralidade e humildade como caminhos da ancestralidade e do querer saber. In.: Saberes Plurais e Epistemologias Aterradas: caminhos de pesquisa na psicologia e ciências humanas. Niterói: Eduff, 2021.
A partir da leitura do excerto, é correto afirmar que: