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I. O teste semi-quantitativo da catalase classifica as micobactérias em dois grupos: produtores de catalase em baixos níveis e produtores de catalase em altos níveis, baseados na altura da coluna de bolhas de gás oxigênio formada após cinco minutos da adição do reagente em temperatura ambiente.
II. A maioria das micobactérias produz catalase em quantidade detectável, exceto cepas de M. tuberculosis, resistente a isoniazida, e M. bovis.
III. O complexo M. tuberculosis pode ser separado das demais micobactérias por apresentar catalase inativada pela temperatura acima de 68°C.
Assinale:
I. Os estudos taxonômicos envolvendo a filogenia entre membros de MCR têm sido baseados na análise de sequências dos genes 16S rRNA, 23S rRNA, hsp65 e aquele codificante para RNA polimerase.
II. A técnica de hibridização DNA-DNA consiste na metodologia de maior acurácia na determinação de espécies de MCRs, apesar de ser laboriosa e atualmente realizada em centros de referência internacionais, justificando a busca de alternativas por diferentes laboratórios de pesquisa.
III. Os complexos taxonômicos descritos para MCRs consistem em (i) Grupo M. fortuitum, composto por M. fortuitum, M. peregrinum, M. mucogenicum e M. senegalense; (ii) Grupo M. chelonae-M. abscessus, composto pelas espécies M. chelonae, M. abscessus, M. bolletii, M. massiliense e M. immunogenum; e (iii) Grupo M. smegmatis, constituído por M. smegmatis, M. goodii e M. wolinskyi.
Assinale:
I. Determinação da concentração mínima inibitória de antimicrobianos para cepas clínicas de Mycobacterium tuberculosis em até 24h.
II. Detecção da susceptibilidade ou da resistência a antimicrobianos de cepas clínicas Mycobacterium tuberculosis sem a multiplicação do microrganismo.
III. Determinação da concentração mínima inibitória de antimicrobianos para patógenos localizadas no interior de células fagocíticas.
Assinale:
I. O complexo M. avium–intracellulare inclui M. avium subsp. avium, M. avium subsp. paratuberculosis (Map), M. avium subsp. silvaticum, e M. intracellulare, que constituem o grupo III de Timpe & Runyon (1954) e são distribuídas em “serovares". Tais espécies (ou subespécies) são consideradas patógenos potenciais em seres humanos, algumas patógenos obrigatórios como M. avium subsp. silvaticum.
II. A espécie M. kansasii consiste em um dos três principais patógenos micobacterianos de crescimento lento frequentemente isolados de pacientes imunocompetentes ou imunocomprometidos com doença pulmonar no mundo. A espécie pode ser subdividida em cinco genótipos baseados em técnicas moleculares de análise de fragmentos após restrição enzimática e hibridização com sondas IS1652. Estudos filogenéticos indicam maior homologia (similaridade) com dessa espécie com M. gastri.
III. Dentre bacilos micobacterianos não pertencentes ao complexo M. tuberculosis e não patogênicos, estão M. genavense, M. haemophilum, M. malmoense, M. marinum e M. simiae.
Assinale:
Assinale:
I. Dentre os métodos de microscopia após coloração com reagentes específicos, destaca-se o método de coloração de Gram, utilizado para a maioria das bactérias, e o método de coloração de Ziehl-Neelsen, utilizado especialmente no diagnóstico das infecções por Mycobacterium spp., Nocardia spp., Rhodococcus spp. e Mycoplasma spp..
II. Nos laboratórios de microbiologia, a cultura de microrganismos continua sendo o principal método diagnóstico. No entanto, muitos microrganismos não crescem nos meios de cultura in vitro e, dessa forma, os métodos sorológicos se tornaram uma boa alternativa diagnóstica. Um importante exemplo de diagnóstico sorológico para infecções bacterianas é a técnica de imunofluorescência utilizada para diagnóstico de infecções por Chlamydia trachomatis, conhecida como FTA-Abs.
III. Com os avanços da biologia molecular, muitas técnicas genotípicas são hoje utilizadas como ferramentas diagnósticas em bacteriologia. Enquanto a técnica de reação em cadeia da polimerase é amplamente empregada para detecção de microrganismos não cultiváveis, as técnicas de eletroforese em gel de campo pulsado e a análise do polimorfismo do comprimento do fragmento de restrição são mais utilizadas para a tipagem de cepas bacterianas.
Assinale:
I. Amostras de líquido cefalorraquidiano, utilizadas como espécime clínico de escolha para identificação de agentes causadores de infecções de sistema nervoso central, devem ser coletadas em tubos secos estéreis e encaminhadas diretamente ao laboratório. Em alguns casos, pode-se manter a amostra sob refrigeração por, no máximo 30 minutos, antes do processamento de isolamento laboratorial.
II. Para diagnóstico laboratorial das infecções intestinais, as fezes podem ser mantidas em temperatura ambiente por até 24 horas, desde que tenham sido coletadas em meios de transporte, tais como o meio de Cary-Blair.
III. Amostras de hemocultura devem ser coletadas diretamente em garrafas específicas para cultura de sangue e podem ser mantidas por até 2 horas, sob refrigeração, antes do processamento inicial de isolamento do agente etiológico.
Assinale:
I. A toxina diftérica catalisa a transferência de ADP-ribose do NAD para o fator de elongação 2 (EF-2), inibindo a síntese protéica.
II. A toxina Pertussis possui cinco subunidades B, das quais a subunidade S2 está envolvida na ligação a um receptor glicolipídico em células respiratórias ciliadas e a subunidade S3 se liga a glicolipídios em fagócitos.
III. A toxina colérica se liga ao receptor gangliosídeo GM1 na superfície dos enterócitos por meio das subunidades B e o fragmento A1, ativado pela redução da ponte dissulfeto da subunidade A, promove a ADP-ribosilação da proteína GS.
Assinale:
I. Em estudos que envolvem várias unidades operacionais, a unidade principal é onde trabalha o diretor do estudo. Este é o principal responsável pela condução do estudo em toda a sua extensão, podendo delegar parte dessa responsabilidade a um pesquisador principal.
II. A unidade operacional sempre apresenta uma unidade de Garantia da Qualidade, a responsável pela garantia da aplicação dos princípios das Boas Práticas de Laboratório nos estudos conduzidos. Os principais instrumentos utilizados por essa unidade são: auditorias de estudo, inspeção de laboratório e auditoria de processo.
III. As auditorias de estudo são conduzidas para monitorar o estudo, enfatizando as etapas críticas do mesmo, enquanto as auditorias de processo são conduzidas para monitorar procedimentos ou processos de natureza repetitiva, nos quais as auditorias de estudo tornam-se inviáveis ou ineficientes. Essa última aplica-se apenas aos estudos de longa duração.
Assinale:
I. Nos laboratório de nível 1 de biossegurança, as práticas, os equipamentos de segurança e o projeto das instalações são apropriados para o treinamento educacional secundário ou para treinamento de técnicos e de professores de técnicas laboratoriais. Em laboratório de nível 1, trabalha-se com cepas de microrganismos viáveis e conhecidos por não causarem doença em homens adultos e sadios, como o Bacillus subtilis.
II. Nos laboratórios de nível 2 de biossegurança, as práticas, os equipamentos, a planta e a construção das instalações são aplicáveis aos laboratórios clínicos, de diagnóstico, laboratórios escola e outros laboratórios que trabalham com agentes biológicos que provocam infecções no homem e animais, cujo potencial de propagação na comunidade e disseminação no ambiente é limitado. Exemplos de microrganismos que podem ser manipulados em laboratório de nível 2 de biossegurança incluem Enterococcus spp., Brucella spp. e Escherichia coli O157:H7.
III. Nos laboratórios de nível 3 de biossegurança, as práticas, o equipamento de segurança, o planejamento e a construção das dependências são aplicáveis para laboratórios clínicos, de diagnóstico, laboratório escola, de pesquisa ou de produções. Enquanto os laboratórios de nível 4 de biossegurança são aplicáveis para trabalhos que envolva agentes exóticos que representam alto risco. Clostridium botulinum e Mycobacterium tuberculosis são exemplos de microrganismos manipulados em laboratórios de nível 3, enquanto que Bacillus anthracis é um exemplo de microrganismo manipulado em laboratório de nível 4 de biossegurança.
Assinale: